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Como evitar o arrependimentoA Sentinela — 1970 | 1.° de maio
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a nossa maior necessidade será a fé inabalável em nosso Deus, Jeová.
Precisamos ter a absoluta certeza, no coração e na mente, de que Jeová realmente vive e de que tudo o que a Bíblia diz a Seu respeito é veraz. Teremos de ter firme convicção de que nossa salvação é garantida, mesmo que o Diabo consiga tirar-nos a vida. Neste tempo, se houver quaisquer dúvidas na sua mente, quaisquer fraquezas na sua fé, se não estiver absolutamente convencido de que aquilo em que crê é verdadeiro, vai ter alguma coisa de que se arrepender. Será difícil, senão impossível, permanecer firme sem tal fé.
A atividade mais urgente em que precisamos empenhar-nos agora é a de edificar, fortalecer e firmar a nossa fé. Como sempre, Jeová fez provisões para tal necessidade. Todo o necessário para a edificação da fé se encontra nas atividades diárias da congregação cristã. A fé é edificada pela oração persistente, pelo estudo diário da Palavra de Deus, pela associação com outros de fé igual, pela freqüência fiel às reuniões e pela participação regular no ministério.
O povo de Jeová seria muito imprudente se negligenciasse tais provisões vitais. Quão tolo seria considerar a oração como apenas necessária em tempos de necessidade urgente! Que erro seria considerar o estudo da Palavra de Deus como estafa a ser evitada! Quão pouco perspicaz seria considerar a necessidade de se evitarem as associações mundanas como restrição injusta! Quão imaturo seria considerar as reuniões como de pouca importância no horário das nossas atividades semanais! Que falta de apreço demonstraríamos se participássemos apenas irregularmente no ministério!
Até que ponto está envolvido neste programa? Participa fielmente ou está apenas ocasionalmente presente? É apoiador ativo ou espectador desinteressado? Preocupa-se principalmente com os interesses pessoais e o empenho neles? Baseados naquilo que aprendemos da Palavra de Deus, podemos avaliar que aqueles que agora negligenciam suas necessidades espirituais desejarão certo dia que não o tivessem feito. Estão criando razões para arrependimento.
Não queremos ter estes arrependimentos. O apóstolo Paulo aconselha-nos sabiamente quando nos exorta: “Faze o máximo para te apresentar a Deus aprovado, obreiro que não tem nada de que se envergonhar [isto é, nada de que se arrepender], manejando corretamente a palavra da verdade.” (2 Tim. 2:15) Deixe-se guiar pela “palavra da verdade”. Aplique seus princípios em todos os assuntos da vida. Mantenha os olhos fixos na maravilhosa esperança que traz à sua atenção. Por fazer isso, poupar-se-á muitíssimas experiências que só lhe causariam arrependimento.
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‘Não há cristãos na prisão’A Sentinela — 1970 | 1.° de maio
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‘Não há cristãos na prisão’
◆ Os primitivos cristãos levavam uma vida exemplar. Tanto assim, que Minúcio Félix, no início do terceiro século, pôde responder a um pagão: “Se nós cristãos fôssemos comparados com vós . . . verificaríamos que somos muito melhores do que vós. Pois proibis, mas cometeis adultérios; nós somos conhecidos como homens de apenas nossas próprias esposas: vós punis os crimes quando cometidos; para nós, até mesmo pensar em crimes é pecado: tendes medo daqueles que se apercebem do que fazeis; nós já temos medo só de nossa própria consciência, sem a qual não podemos existir; por fim, a prisão transborda com o número dos vossos, mas não há cristão ali, a não ser que tenha sido acusado por causa de sua religião.” — The Ante-Nicene Fathers, Vol. 4, p. 195, O Octávio, cap. 35.
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