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  • Precisamos de um novo mundo
    A Sentinela — 1990 | 1.° de outubro
    • Precisamos de um novo mundo

      PARE um pouco e dê uma olhada nas condições que o cercam. Gosta do que vê?

      Você pessoalmente talvez tenha uma casa confortável, numa área agradável e bem conservada. É possível que também tenha um emprego bem-remunerado de que goste. Além disso, você e seus entes queridos possivelmente usufruem certa medida de boa saúde. Em suma, talvez se sinta relativamente seguro e feliz.

      Mas pense em outras comunidades, em outras partes do país em que vive, em outros países. Dê uma olhada no mundo inteiro. É belo o quadro que vê? Expressa realmente contentamento, paz e prosperidade?

      De acordo com algumas predições feitas anteriormente neste século, a ciência, em nossos dias, já devia ter erradicado todas as principais doenças, proporcionado alimentos em abundância para todos, estabilizado e melhorado o ambiente, e introduzido uma era de paz. Mas, o que tem realmente acontecido?

      Não é necessário um exame muito profundo para ver que a paz esquivou-se do nosso planeta. “Desde os tempos bíblicos, as pessoas têm sido admoestadas a forjar das espadas relhas de arado”, escreve Michael Renner em State of the World 1990 (Condição do Mundo 1990). “Tal conselho nunca foi mais apropriado. O empenho inexorável por poderio militar tem levado a humanidade à beira da aniquilação.”

      Há uma profusão de relatos acerca de conflitos civis e de guerras que dizimam muitos países em todo o globo. De acordo com certa fonte, 22 guerras ainda eram travadas em 1988.a Quantos morreram naquelas guerras? Até aquele ano, inclusive, “o total de mortos em todas as guerras sendo travadas em 1988 era de 4.645.000. Setenta e seis por cento dos mortos eram civis”, diz o St. Louis Post-Dispatch.

      Será que os atuais acontecimentos mundiais indicam um mundo pacífico à frente? “Comenta-se que a Guerra Fria está diminuindo e que se tem dado uma oportunidade à paz. Mas, dê outra olhada”, diz um artigo no jornal San Jose Mercury News, da Califórnia, EUA. “No Terceiro Mundo, a guerra grassa com pouca esperança de solução. Estas são as guerras ocultas do mundo. Em grande parte, são conflitos que lançam os governos contra o seu próprio povo: sangrentas lutas civis por causa de terras, religião, diferenças étnicas e tribais, poder político, até mesmo, drogas. . . . Do Cabo da África ao Sudeste da Ásia, a guerra tem forçado milhões de pessoas a abandonar sua casa. Campos ficam sem plantio, clínicas de saúde são atacadas, a criação animal é destruída, pais são brutalmente assassinados na frente dos filhos, meninos de 10 anos de idade são transformados em carregadores e, daí, em soldados, meninas são estupradas. Nestes países um tanto esquecidos, a guerra tem deixado um rasto de escombros e desordem social do qual essas sociedades talvez jamais se recuperem plenamente. . . . Pesquisas revelam que a década de 80 tem presenciado mais guerras do que qualquer outra na história.”

      Muitos daqueles que conseguem fugir para países mais desenvolvidos descobrem que a paz que procuravam está despedaçada pela ameaça de crimes violentos. “O cerco do crime [nos Estados Unidos] tem continuado durante a década de 80 apesar das predições de que se atenuaria”, noticia a revista U.S.News & World Report. “Num ano típico: ocorrem 8,1 milhões de crimes sérios como assassinatos, assaltos e arrombamentos. . . . O mais angustiante de tudo é como o derramamento de sangue tem-se tornado difundido e imprevisível. Fazer vítimas é um estado crônico. O Departamento de Estatísticas da Justiça dos Estados Unidos estima que 83 por cento das crianças que agora têm 12 anos de idade tornar-se-ão vítimas de atos de violência, levados a cabo ou intencionados, caso o crime continue nos índices atuais. . . . A punição dos malfeitores da sociedade não é garantida nem rápida. Em todo o país, a polícia é capaz de resolver apenas 1 em 5 grandes crimes.” Situações similares existem no mundo inteiro. A Assembléia Geral das Nações Unidas relata um “aumento tanto na incidência quanto na gravidade dos crimes em muitas partes do mundo”.

      Mas mesmo que todas as guerras, os armamentos e os crimes desaparecessem imediatamente da terra, a vida ainda estaria ameaçada. “Esmagadora pobreza, devastadoras doenças e maciço analfabetismo caracterizam a vida de centenas de milhões de pessoas em países em desenvolvimento”, comenta o “Worldwatch Institute” em seu relatório State of the World 1990. “Toda a humanidade — rica ou pobre, militarmente forte ou fraca — confronta-se com o espectro da devastação ambiental sem precedentes.”

      Sim, os próprios sistemas de sustentação da vida, dos quais toda a humanidade depende, estão sendo solapados. “A terra, como um todo, está em piores condições [do que em 1970]”, escreve Paul Hoffman, redator da revista Discover. “O lixo está transbordando de nossos aterros. Gases de estufa estão aquecendo a atmosfera. O escudo de ozônio do planeta está se rarefazendo. Os desertos estão se expandindo, e as florestas pluviais, minguando. Espécies vegetais e animais estão entrando em extinção à taxa de 17 por hora.”

      Acrescente a isto os efeitos da contínua contaminação do solo e da água. Inclua o constante crescimento da população mundial, que resulta em quantidades cada vez maiores de terras produtivas serem usadas para construções ou serem pavimentadas, aumentando assim a extinção de espécies animais e vegetais. Considere a crescente escassez de suprimentos de água doce e o problema da chuva ácida. Junte a isso as ameaças à saúde, resultantes do ar extremamente poluído, e os problemas advindos de resíduos perigosos. Em conjunto, eles significam desastre para a raça humana. Não importa quem somos ou onde vivemos, necessitamos de ar, de alimento, de água e de matérias-primas a fim de existirmos. Precisamos dessas coisas, sem poluição e em quantidade adequada. “Para os pobres, os anos oitenta [já] foram um absoluto desastre, época de dietas magras e de crescentes índices de morte”, diz State of the World 1990.

      Considerando que a raça humana está sendo ameaçada de tantas maneiras, pode alguém negar que se precisa urgentemente dum novo mundo? Mas, é esta uma possibilidade real? De que fonte viria tal mundo? Que obstáculos têm de ser vencidos antes que o nosso planeta possa realmente ser considerado seguro e próspero? Vejamos.

  • Está próximo um novo mundo!
    A Sentinela — 1990 | 1.° de outubro
    • Está próximo um novo mundo!

      PROPOSTAS é o que não falta para sanar os males do mundo. Em geral, elas demandam interesse e cooperação, bem como monumental esforço coordenado, por parte das nações do mundo inteiro. Espera-se que, à medida que as situações piorarem, a necessidade de preservação mútua forçará as nações a reavaliar suas prioridades e a trabalhar juntas para formar um mundo novo e passível de ser sustentado. Prevê-se que os orçamentos militares serão drasticamente cortados para que os recursos sejam utilizados para lidar com ameaças ambientais e que, conforme observado no relatório State of the World 1990 (Condição do Mundo 1990), “em vez de manterem seus próprios enormes efetivos de defesa, os governos venham a confiar numa grandemente aumentada e fortalecida força em prol da paz, das Nações Unidas, força esta que teria poder e autoridade para defender qualquer país-membro contra um agressor”.

      Mas, tais planos ficam muito aquém de tornar realidade as condições aneladas, alistadas nas páginas de abertura desta revista. Meras estratégias humanas não podem de modo algum sanar a pecaminosidade e a ganância humanas; não eliminam preconceitos e conflitos étnicos; não geram amor abnegado em toda a humanidade; tampouco são capazes de garantir o fim das doenças e da morte. Não se lida eficazmente com o crime, nem se cogita superar diferenças e ódios religiosos. E eliminar desastres naturais não pode sequer ser considerado. Permite-se que o nacionalismo, com o seu potencial para causar problemas, perdure. Infelizmente, pois, temos de concluir que os humanos fracassaram em apresentar uma solução exeqüível.

      Todavia, há uma solução. De fato, todas essas coisas que a humanidade anela foram prometidas, e a promessa vem do Deus “que não pode mentir”. (Tito 1:2) Ele sabe exatamente o que tem de ser feito, e tem a sabedoria, o poder e a habilidade para realizar o que se propõe. — Revelação (Apocalipse) 7:12; 19:1.

      Deus promete: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá; e estarás certamente atento ao seu lugar, e ele não existirá. Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” — Salmo 37:10, 11.

      Como se realizará isto? Isaías 11:9 responde: “Não se fará dano, nem se causará ruína em todo o meu santo monte; porque a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar.” Sim, toda a humanidade será instruída no “conhecimento de Jeová”, e quem se negar a acatar isso não terá permissão de permanecer e de perturbar a paz de outros. Nossa linda terra nunca mais será arruinada.

      “Observai as atividades de Jeová. . . Ele faz cessar as guerras até a extremidade da terra”, promete o Salmo 46:8, 9. (Veja também Miquéias 4:3, 4.) Importante fator em produzir paz global é dar fim às diferenças nacionalistas. Garante-se cooperação, pois em todo o mundo haverá apenas um único governo — o de Deus. E seu governo é um Reino “que jamais será arruinado”. (Daniel 2:44) Ademais, seu Rei é o ressuscitado e imortal Jesus Cristo, cujo domínio será exercido por meio da justiça e da retidão. — Isaías 9:6, 7; 32:1.

      Mas, seria isto estragado pela inerente imperfeição humana e prejudicado por constante

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