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  • Problemas que clamam solução
    Despertai! — 1975 | 22 de outubro
    • Problemas que clamam solução

      ANSEIA o alívio dos graves problemas que confrontam a humanidade? Se tivesse o poder de trazer tal alívio, não desejaria fazer isso? Mas, por onde começaria? Há tantos problemas que clamam solução.

      Muitos milhões de pessoas em países empobrecidos, também crescentes números nos países industriais, gostariam de trabalhar, mas, simplesmente não conseguem achar empregos. Que ótimo seria se todos pudessem levar vidas ativas, produtivas! Que alívio sentiriam muitos pais se, ao invés de ver seus filhos definhar devido à fome e à doença, pudessem sustentá-los bem! Não acolheria o dia em que ninguém, quer o leitor mesmo quer outros, tivesse de viver na pobreza, sem abrigo adequado contra o frio e as chuvas torrenciais?

      Além dos milhões que padecem fome, na terra, muitas outras pessoas anelam maior estabilidade na vida. Seria grande conforto saber com certeza que aquilo pelo qual se trabalhou não será mais tarde reduzido a praticamente nada graças à inflação. Se o custo das necessidades básicas se estabilizasse, os idosos, os doentios, os excepcionais e outros que vivem de rendas fixas ficariam livres de grandes preocupações.

      Daí, também, até mesmo o homem com emprego que paga bem talvez derive pouca satisfação do que faz. Talvez ache seu serviço enfadonho e monótono. Ou, a má cooperação entre os trabalhadores e ardente competição talvez o deixem frustrado, tenso e completamente esgotado no fim do dia de trabalho. Que alívio agradável seria efetuar um trabalho realmente apreciado e que contribua para o bem de outros! E seria deveras revigorante trabalhar junto com pessoas que deveras se interessam umas pelas outras.

      Além disso, como ficariam muito mais felizes as pessoas se pudessem sentir-se fisicamente seguras! Muitos citadinos anseiam o tempo em que as ruas serão de novo seguras para as mulheres e as crianças mesmo após o anoitecer. Pense em quão deleitoso seria viver numa terra livre de toda injustiça, opressão, crime e guerra, livre também da doença, da velhice e da invalidez, e livre da poluição da água, do solo e do ar.

      Se havemos deveras de gozar plenamente a vida, todos os graves problemas que nos confrontam têm de ser solucionados. Há abundante evidência de que isto acontecerá realmente. Poderá situar-se entre os milhões que testemunharão isso. Pára entender como isto se tornará possível, é preciso primeiro determinar a fonte dos problemas da humanidade.

  • Onde estão as raízes dos problemas?
    Despertai! — 1975 | 22 de outubro
    • Onde estão as raízes dos problemas?

      AO OBSERVAR o que acontece hoje, o que lhe vem à mente quanto às razões dos problemas da humanidade?

      É provável que tenha notado que muitos problemas são causados pelas circunstâncias que, efetivamente, nos mantêm cativos. Muito embora as pessoas gostariam que as coisas fossem diferentes, sentem-se desvalidas. Têm de trabalhar dentro do arcabouço do sistema existente.

      Tomemos qual exemplo o fazendeiro nos chamados países progressistas. Para ter êxito, ele arrazoa que tem de usar métodos modernos. Isto exige muito dinheiro nos dias de hoje. Sem considerável lucro, o fazendeiro não pode enfrentar o alto custo da maquinaria, do combustível e dos fertilizantes. Assim, se cair a procura de seus produtos, ou se sofrer subitamente grandes perdas, devido a outros problemas, talvez não consiga pagar o que necessita para continuar na lavoura. Pode perder tudo se operar com dinheiro emprestado.

      E quanto pode o fazendeiro fazer pessoalmente para aliviar o sofrimento dos milhões de famintos da terra na sociedade hodierna? No país em que vive, toneladas de carne talvez fiquem nos frigoríficos. Talvez não haja compradores para seus porcos e bois negociáveis. O fazendeiro talvez deseje muito que as pessoas famintas se beneficiem do que possui. Mas, a fim de continuar na pecuária é preciso que lhe paguem pelos seus animais. Pode dar-se ao luxo de fornecê-los de graça?

      Não é uma questão simples para que a carne de seu gado chegue até quaisquer das pessoas famintas da terra. Os envolvidos no manuseio, no processamento e no transporte da carne têm de ser pagos. Eles, também, têm de ganhar seu sustento. Mesmo que a carne para a qual não existe mercado no país de origem fosse doada, transportada gratuitamente até às áreas assoladas pela fome, e dada de graça aos necessitados, isto talvez não solvesse seus problemas. Por quê? Poderia ser contra suas crenças religiosas comer carne ou comer a carne de certos animais.

      A indústria, também, está presa a um sistema que depende de grandes lucros. Maquinaria, combustível, salários, matérias-primas e manutenção exigem grandes dispêndios. Para competir no mercado mundial, os fabricantes tem de manter os preços reduzidos ao mínimo possível. Em alguns casos, não se podem dar ao luxo de gastar amplas somas com coisas não relacionadas ao lucro — por exemplo, medidas antipoluidoras. Certas grandes firmas fechariam algumas de suas fábricas antes que gastar milhões de cruzeiros para ajustá-las aos regulamentos antipoluição.

      Os que vivem em zonas industriais gostariam de ver o fim do barulho, da fumaça e da fuligem excessivos. Os comerciantes, porém, perguntam: ‘E se as fábricas fecharem? Ao passo que se reduziria a poluição, os problemas de desemprego arruinariam a economia da comunidade.’ Assim, apesar dos perigos conhecidos, permite-se que continue a poluição em larga escala.

      Poderiam ser citados muitos outros exemplos. Mas, todos apontam para uma única conclusão: Hoje em dia sentimos o efeito composto dos erros que pessoas, organizações e nações cometeram através dos séculos. Os problemas que o atual sistema produziu são globais e ameaçam nossa própria existência. Em 2 de agosto de 1974, na vigésima Conferência Mundial Contra as Bombas Atômicas e de Hidrogênio, observou o Dr. George Wald: “A vida humana acha-se agora ameaçada como nunca antes, não por um só, mas por muitos perigos, cada um capaz em si mesmo de destruir-nos, mas todos inter-relacionados, e todos vindo juntos sobre nós.”

      É óbvio que se faz mister completa mudança do atual sistema. Tal mudança, porém, exigiria tremendos sacrifícios. A quem se confiaria a decisão do que devia ser sacrificado a bem da humanidade? Quem teria a sabedoria capaz de cuidar dos assuntos dum modo tal que habilitasse a todos a usufruir as necessidades básicas da vida? Em vista das diferenças tribais, nacionais e raciais, que garantia poderia ter qualquer de nós de que os envolvidos em decidir não tentariam tirar vantagens para si, para seus parentes, seus amigos, sua tribo, sua nação ou sua raça?

      Mesmo que houvesse toda garantia de tratamento justo para todos, quantas pessoas se disporiam a diminuir seus lucros ou salários, modificar sua dieta e largar certos luxos, de modo que as pessoas em outras partes do mundo pudessem ser salvas da inanição? Quantas ficariam realmente contentes com menos, felizes de servir ao próximo desta forma? O que dizer dos que obteriam os benefícios dos sacrifícios dos outros? Seriam realmente apreciativos? Quantas de tais, pessoas poderiam avaramente procurar ter mais do que seu quinhão, às custas dos outros?

      O sistema que agora existe não começou por si mesmo. Há pessoas envolvidas. Não revelam os problemas que existe uma falha básica na humanidade?

      Razão Básica — A Imperfeição Humana

      Muito embora, no coração, as pessoas talvez desejem que as coisas sejam diferentes, repetidas vezes fazem e afirmam coisas que ferem ao próximo Vez após vez, deixam de ser o tipo de pessoas que gostariam de ser. Por assim dizer, ‘erram o alvo’. Os antigos hebreus e gregos se referiam a tais falhas por meio duma palavra que literalmente significa exatamente isso, “errar” o alvo. Em muitas línguas modernas, este ‘errar o alvo’ é chamado “pecado”.

      Nenhum humano está isento das falhas. Todos herdamos fraquezas e imperfeições. Mas, como aconteceu isto? Apesar de anos de pesquisa, os cientistas não conseguem explicá-lo. Até mesmo a fonte da fraqueza física manifesta no processo de envelhecimento é mistério para eles. Afirma a edição de 1974 de The Encyclopœdia Britannica: “Ainda são desconhecidas as causas biológicas básicas do envelhecimento.”

      No entanto, há uma fonte antiga que revela as origens das imperfeições humanas, tanto morais como físicas. Milhões de homens e mulheres de reflexão chegaram à conclusão que esta fonte, a Bíblia, fornece uma explicação satisfatória. Lemos: “Assim como por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” — Rom. 5:12.

      Sim, o progenitor da raça humana, Adão, “errou o alvo” com respeito a manter perfeita obediência a Deus. Perdendo a perfeição, só poderia gerar descendentes imperfeitos. Foi exatamente como um homem discernidor da antiguidade se expressou: “Quem pode, de alguém impuro, produzir alguém puro? Nem sequer um.” — Jó 14:4.

      As imperfeições herdadas, contudo, não explicam plenamente todos os problemas que confrontam a humanidade. Não são capazes, até mesmo os homens e as mulheres imperfeitos, de expressar profundo interesse pelos outros? Não se dispuseram muitos a deixar seu modo de vida na tentativa de ajudar suas concriaturas humanas? Não ouvimos, vez após vez; expressões preocupadas, apelando aos homens e às nações para que deixem de seguir um proceder que talvez leve ao desastre para todos? Todavia, parece que o mundo esta decidido a seguir um proceder insano. Por que se dá isso?

      Influência Espiritual Invisível e Poderosa

      Poderia dar-se que há forças além do domínio humano que exerçam forte influência sobre o mundo? Foi isso que muitos acharam que se dava. Com referência aos horrores dos anos nazistas, Arnold Weber comentou que era como se “certas forças emanassem do solo . . . uma força coletiva suprapessoal”. Escrevendo na Times Magazine de Nova Iorque (4 de fevereiro de 1973), Andrew M. Greeley comentou que as desumanidades cometidas no mundo hodierno são desproporcionais às inclinações humanas para o mal:

      “A magnitude do mal não e proporcional à malignidade das pessoas envolvidas. Muitos assassinos são homens de boa-vontade moderada que não tencionam o mal, mas sim o bem. . . . O mal provém de enganos, erros de cálculos, limitações, ignorância, com muito maior freqüência do que da malignidade.”

      Mas, quem é responsável de instigar os humanos imperfeitos a atos de violência aparentemente muito maiores do que suas inclinações para o mal? Os homens talvez sintam que existe alguma força sobre-humana, mas não conseguem identificá-la. A Bíblia, contudo, não só identifica tal força, mas também mostra quando e como começou a influenciar os assuntos humanos.

      Segundo a Bíblia, criaturas espirituais inteligentes já existiam antes de a terra ser formada. (Jó 38:6, 7) Uma delas se colocou em oposição a Deus e procurou o domínio sobre os primeiros humanos e, assim sobre toda a humanidade. Para atingir seus fins, caluniou maliciosamente a Deus. (Gên. 3:1-6) É por isso que a Bíblia fala mais tarde deste como Satanás, ou “Opositor”, e como Diabo ou “Caluniador”. As instigações deste traidor, não só os primeiros humanos se rebelaram contra Deus, mas também o fizeram outras criaturas espirituais. (1 Ped. 3:19, 20; Judas 6) Estas desobedientes criaturas espirituais vieram a ser chamadas “demônios”. — Tia. 2:19.

      Pela Bíblia, aprendemos que Satanás e seus demônios são a fonte de um “espírito” ou atitude dominante ruim que permeia o mundo da humanidade que prefere ignorar a lei de Deus. (Efé. 2:2; 1 João 5:19) Exatamente quão poderoso pode ser tal espírito ruim pode ser ilustrado pelo que acontece numa turba. Como pessoas, aqueles que compõem uma turba talvez não sejam todos pessoas cruéis, maldosas. Talvez até afirmem ser pacíficas e parecem ser assim, na superfície. No entanto, uma vez se crie nelas o ‘espírito de turba’, cidadãos que de outra forma são cumpridores da lei agem como homens e mulheres endoidecidos, destruindo propriedades bem como agredindo e matando suas concriaturas humanas. Muitos mais tarde sentem profunda vergonha e acham difícil crer que fizeram tais coisas.

      Em vista das terríveis desumanidades do homem para com seu semelhante, não é razoável aceitar a explicação da Bíblia de que maldosas criaturas espirituais exploram as inclinações pecaminosas dos humanos imperfeitos que ignoram a lei de Deus? Que outras razões poderia haver para os horrores do passado e deste século vinte?

      Falta da Correta Relação com Deus

      A imperfeição humana e a influência de Satanás e de seus demônios existem porque o homem perdeu a relação correta com seu Criador, Deus. Sólida prova disto se encontra no seguinte fato: Sempre que as leis de Deus, conforme encontradas na Bíblia, são ignoradas, crescem os problemas. A Bíblia, para exemplificar, delineia mandamentos contra a imoralidade sexual. (1 Cor. 6:9, 10) O que acontece quando se ignoram tais mandamentos? Há aumentos dos casos de doenças venéreas e do número de gravidezes indesejadas, lares rompidos, separações e divórcios.

      Sem a orientação de Deus, os homens como um todo tropeçaram nas trevas. Até mesmo aqueles que tentam fazer a vontade de Deus estão limitados por suas próprias imperfeições e por este sistema.

      Do que nós, humanos, realmente precisamos é dum arranjo pelo qual possamos ter perfeita união com nosso Criador. Precisamos ser libertos das fraquezas e imperfeições herdadas, bem como de suas dolorosas conseqüências — a doença, a velhice e a morte. Nenhum homem, organização ou nação pode prover esta libertação necessária. Significa isso que não há esperança para nossa situação? Ou, podemos ser libertos de todos os nossos graves problemas?

      [Foto na página 4]

      Um fazendeiro talvez queira ajudar os famintos, mas não se pode dar ao luxo de doar suas colheitas.

      [Foto na página 5]

      A poluição é péssima. Mas, não existem soluções fáceis sob o existente sistema econômico.

      [Foto na página 6]

      Parece que as pessoas sempre erram o alvo quanto ao tipo de pessoas que gostariam de ser. Por que isto se dá?

      [Foto na página 7]

      Um espírito de turba faz as pessoas agir de modo doido. Que espírito é responsável pelas desumanidades deste século?

  • Alguém que realmente se importa com a humanidade
    Despertai! — 1975 | 22 de outubro
    • Alguém que realmente se importa com a humanidade

      APENAS uma pessoa superlativamente sábia poderia solucionar os muitos graves problemas que assolam a humanidade. Teria também de se importar profundamente conosco, desejando trazer-nos alívio.

      Há abundante evidência de que tal pessoa existe. A terra se acha muito bem adaptada para a continuação da vida para que se possa atribuir suas maravilhosas propriedades, como alguns fazem, a uma ‘combinação por acaso de muitos eventos improváveis’. Observou Frank Allen, biofísico: “Os ajustes da terra para a vida são numerosos demais para ser atribuídos ao acaso.” Considere só:

      Cada dia, mortífera radiação emana do sol, e calculadamente 200 milhões de meteoros mergulham em direção à terra. Como pode continuar a vida apesar destes riscos aparentes? Um escudo invisível — a atmosfera — protege a vida na terra. Tênue camada de ozônio filtra a maioria dos raios prejudiciais do sol, porém, permite que os benéficos a atravessem. A maioria dos meteoros se queimam na sua descida pela atmosfera. Bem poucos, pouquíssimos, chegam a atingir o solo.

      O que dizer dos gases que formam a atmosfera? Em si mesmos, alguns desses gases são mortíferos. Até mesmo o oxigênio que sustenta a vida poderia ser perigoso. Caso a concentração de oxigênio no ar fosse muito maior, haveria incêndios muito mais prontamente e estes seriam mais difíceis de controlar. A atmosfera, contudo, consiste na mistura exatamente apropriada de gases para manter a vida. Mero acaso? Dificilmente!

      Daí, há a água. Sem ela, seria impossível a vida na terra. Os nutrientes no solo não teriam valia se não pudessem ser assimilados pelas plantas. No entanto, por haver água disponível e os nutrientes no solo prontamente se dissolverem nela, pode existir vida.

      Impressionante, também, é que as provisões para manter a vida não são sovinas, mas generosas. Por toda a nossa volta há variedade e beleza, coisas que atraem os olhos e os ouvidos, bem como os sentidos do tato, olfato e paladar. Ao passo que os sistemas imperfeitos do homem amiúde impedem que nos beneficiemos plenamente da abundância da terra, temos de concordar com as palavras do apóstolo Paulo: “Deus . . . nos fornece ricamente todas as coisas para o nosso usufruto.” — 1 Tim. 6:17.

      Orientação Moral — Mais Evidência de que Deus se Importa

      Outra evidência notável de que Deus se importa é ser o homem dotado de capacidade moral, a faculdade de consciência. Tal faculdade serve para restringir-nos de prejudicar a nós mesmos e ao próximo. Faz-nos compreender que necessitamos dos outros e que devemos respeitar seus direitos e preocupar-nos com seu bem-estar. Pense em como as condições na terra seriam muito piores se os humanos não tivessem consciência, se até mesmo coisas tais como assassínio, agressões, roubos e latrocínios fossem aceitas como normais e corretas.

      A consciência, contudo, tem de ser treinada em harmonia com princípios corretos se há de prover sólida orientação. Isto se dá porque tanto pode desculpar como acusar. Falando daqueles que não possuíam a lei escrita de Deus, a Bíblia diz: “Sempre que pessoas das nações, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, tais pessoas, embora não tenham lei, são uma lei para si mesmas. Elas é que são quem demonstra que a matéria da lei está escrita nos seus corações, ao passo que a sua consciência lhes dá testemunho e nos seus próprios pensamentos são acusadas, ou até mesmo desculpadas.” — Rom. 2:14, 15.

      Se influenciada erroneamente pelo ambiente, pelos costumes locais ou por falsos conceitos religiosos, a consciência pode desculpar até mesmo erros graves. O caso de Saulo, que mais tarde tornou-se o fiel apóstolo Paulo, ilustra isto. Dirigiu-se com intenções assassinas contra os discípulos de Jesus Cristo, pensando que, deste modo, servia a Deus. — Atos 9:1, 2; Gál. 1:13-16.

      É claro, então, que é preciso um padrão fidedigno para ajudar a consciência a avaliar corretamente os assuntos. Por se importar com a humanidade, Jeová Deus proveu tal padrão em forma escrita. Este padrão, contido na Bíblia, baseia-se no amor. — Rom. 13:8-10.

      [Foto na página 8]

      200 milhões de meteoros bombardeiam a atmosfera cada dia; a atmosfera nos protege por fazê-los desintegrar-se.

      O ozônio filtra os raios mortíferos do sol, mas permite que passem os necessários para a luz.

      Ar com a exata combinação de gases para manter a vida.

      Não fornece a própria terra evidência de ter sido modelada por Alguém que se importa?

  • A base para equacionar os problemas da humanidade
    Despertai! — 1975 | 22 de outubro
    • A base para equacionar os problemas da humanidade

      A CONDIÇÃO pecaminosa da humanidade e os problemas resultantes surgiram devido à perda da relação correta com Deus, em virtude da desobediência de nosso antepassado, Adão. A base para equacionar os muitos problemas graves que nos confrontam, portanto, tem de ser uma provisão pela qual possamos recuperar a posição de perfeita filiação que Adão usufruía antes de sua transgressão. Temos de ser conduzidos à perfeita união com o Criador. Como Aquele que realmente se importa conosco, Jeová Deus já lançou a base para isto.

      Para compreender o que ele fez, as razões disso e por que seu arranjo livrara a humanidade das fraquezas e das imperfeições, temos de encarar os assuntos do Seu ponto de vista. A Bíblia revela que Deus é justo e “santo”, puro no grau superlativo. (Êxo. 39:30; Sal. 89:14; Isa. 6:3; João 17:11) Por conseguinte, aqueles que são pecaminosos, imperfeitos, maculados ou impuros não podem, por seus próprios méritos, travar uma relação aprovada com Ele. (Col. 1:21) Apenas por ter seus pecados expiados ou cobertos podem fazê-lo. O arranjo para expiar os pecados teria de estar em plena harmonia com a justiça e santidade de Deus. Suas criaturas inteligentes deveriam poder reconhecer a justeza do arranjo de Deus. Para avaliar o que estava envolvido, precisamos retornar ao próprio início da raça humana.

      A Bíblia nos diz que, quando o primeiro homem, Adão, transgrediu a lei de Deus, vendeu a si e sua descendência por nascer à escravidão ao pecado e à morte. (Rom. 5:12-19; 7:14-25) Todos os descendentes de Adão vieram assim a necessitar de livramento. A justiça exigia um preço a ser pago.

      Ilustrando: um pai talvez use mal seus bens e incorra em tremenda dívida. Dever-se-ia exigir que seus credores ignorassem sua dívida para poupar os filhos dele do sofrimento? Após a morte do pai, seria correto deixar a família meter-se cada vez mais em dívidas, sem jamais se preocuparem com os gastos desenfreados? Não teria isso um efeito ruim até mesmo sobre pessoas não diretamente envolvidas, animando-as a desperdiçar seus próprios bens ou os de outros?

      Como se poderia endireitar os assuntos se os filhos, ficassem infetados com os modos de agir de seu pai e inclinados a desperdiçar os seus bens e recursos? Como poderiam as dívidas ser pagas e os filhos ser ajudados a vencer suas fraquezas?

      Alguém de fora da família teria que entrar em cena e cuidar das dívidas. Daí, no caso dos filhos que mostrassem evidência de realmente quererem evitar o proceder de seu pai, este estranho poderia assumir a responsabilidade de quaisquer dívidas em que houvessem incorrido até o tempo em que ele pudesse ajudá-los a vencer suas fraquezas.

      Isto é similar ao que Jeová Deus propôs para libertar a humanidade da escravidão ao pecado e à morte. O primeiro passo foi fazer provisões para o pagamento do preço de redenção. Qual era tal preço? Adão tinha usado crassamente mal seus bens, sua vida humana perfeita, perdendo-a pela rebelião contra Deus. Destarte, perdeu a vida humana perfeita para seus descendentes. O preço de redenção para sua prole, portanto, tinha de ter valor correspondente ao que havia sido perdido. Isto se harmonizaria com o princípio de justiça encontrado na lei mosaica: “Alma por alma.” — Deu. 19:21.

      Nenhum dos descendentes de Adão poderia prover esse preço valioso, visto que nenhum possuía a vida humana perfeita. Diz a Bíblia: “Nenhum deles pode de modo algum remir até mesmo um irmão, nem dar a Deus um resgate por ele, (e o preço de redenção da alma deles é tão precioso, que cessou por tempo indefinido).” — Sal. 49:7, 8.

      Jeová Deus, contudo, proveu tal preço valioso na pessoa de seu próprio Filho. Transferiu a vida deste do domínio celeste para o útero da virgem Maria. Desta forma, a criança que Maria deu à luz, Jesus, veio a ser um filho humano perfeito de Deus. (Luc. 1:35; Fil. 2:5-7) O homem Jesus Cristo poderia, assim, dar sua vida humana perfeita em sacrifício. — Mat. 20:28.

      Quando o fez, Jesus Cristo forneceu o preço exato necessário para resgatar ou comprar a raça humana. No entanto, para que as pessoas de per si tivessem suas “dívidas” canceladas, ou seus pecados perdoados, à base do valor expiatório do sacrifício de Jesus, tinham de se valer desta provisão nos termos de Deus. Tendo suprido uma base legal para o perdão de pecados, junto com os requisitos para que fossem perdoados, Jeová Deus mantém sua própria justiça quando lida com humanos imperfeitos que sinceramente desejam servi-lo. De nenhum modo encoraja a anarquia. — Mat. 6:12; Rom. 3:25, 26; 1 João 1:9.

      Já mais de mil e novecentos anos se passaram desde que a raça humana foi comprada com o sangue precioso de Jesus Cristo e desde a ressurreição dele à vida celeste imortal. (Atos 13:34-37) Todavia, os humanos ainda morrem. Por quê? Porque o tempo de Deus aplicar os benefícios expiatórios do sacrifício de Cristo ao ponto de libertar a humanidade da imperfeição ainda se acha no futuro. (Rev. 22:1, 2) Significa isto que Deus não fez nada mais para libertar a raça humana de suas fraquezas e inaptidões?

  • Um governo que libertará a humanidade
    Despertai! — 1975 | 22 de outubro
    • Um governo que libertará a humanidade

      POR cerca de dezenove séculos Jeová Deus prepara um governo que trará alívio à humanidade pecaminosa e moribunda. Escolhe dentre a humanidade os regentes desse governo e os traz à união sob seu Filho, qual Cabeça. (Efé. 1:9, 10) A perspectiva diante de tais pessoas é a ressurreição à vida celeste imortal, para servirem quais reis-sacerdotes. (1 Cor. 15:42-54; Efé. 1:3-23; Rev. 20:6) Junto com Jesus Cristo, estes reis-sacerdotes administrarão os benefícios expiatórios do sacrifício de Jesus e libertarão o gênero humano da escravidão ao pecado e à morte. Bilhões agora mortos serão incluídos entre os beneficiários de seus serviços ao serem restaurados à vida. — Atos 17:31.

      Que garantia temos de que a regência de Jesus Cristo e seus associados não apresentará nenhuma das caraterísticas indesejáveis dos governos do homem? Por que podemos ter fé no corpo regente que Deus escolhe por tantos séculos? Quando se pensa em termos de regência humana, talvez pouco se confie em qualquer governo ter a solução para nossos muitos problemas. Através da história, a posição social, a categoria, as proezas militares, a fama, a riqueza ou coisas semelhantes amiúde determinaram quem regia. Em muitas terras, até mesmo a pessoa mais habilitada teria muitas dificuldades em granjear alta posição sem o apoio de fortes partidos políticos e generosas contribuições de campanha. Os homens não conseguiram imaginar um sistema pelo qual possam certificar-se de que as pessoas colocadas em cargos sejam de tal integridade que não se deixem corromper nem influenciar a usar sua posição para fins egoístas.

      Regentes Provados, Habilitados

      O que dizer da escolha dos reis-sacerdotes no governo de Deus, seu reino celeste? A maneira em que as pessoas atingem uma posição de regência nesse Reino é inteiramente diversa da que se tem dado nos governos do mundo. A Bíblia mostra meridianamente que a posição social, a educação, a categoria, a fama mundana, o dinheiro e coisas semelhantes não comprarão um lugar nesse governo. (1 Cor. 1:26, 27) Ninguém pode fazer campanha para a posição. A pessoa tem de ser provada para o cargo. Sob circunstâncias difíceis, tem de provar que é pessoa de integridade e mais preocupada com o bem-estar dos outros do que com o seu próprio. (Atos 14:22; 1 João 3:16-18) Jeová Deus, que pode ler as motivações do coração, é Aquele que determina se a pessoa satisfaz as habilitações necessárias. — 1 Sam. 16:7; João 6:44; 2 Tes. 1:11; Rev. 22:11-15.

      Considere o que o principal deste corpo regente, Jesus Cristo, teve de passar. Como Filho unigênito de Deus nos céus, tinha tudo. “Embora fosse rico”, diz a Bíblia, “tornou-se pobre”. (2 Cor. 8:9) Voluntariamente deixou sua alta posição nos céus para tornar-se homem, e aprendeu a obedecer a seu Pai sob circunstâncias desfavoráveis. Sofreu muito, por fim morrendo numa estaca de execução como criminoso da pior espécie. (Fil. 2:5-8; Heb. 5:7, 8) Devido ao que provou quando na terra, Jesus Cristo realmente compreende as necessidades dos humanos e pode lidar compassivamente com eles. — Heb. 2:17, 18.

      Qual homem, Jesus Cristo demonstrou profundeza de interesse e de amor pelas pessoas. Disposta e ansiosamente ajudava os afligidos. (Mat. 14:14; Mar. 6:34) Também provou que era plenamente capaz de equacionar os graves problemas que confrontam a humanidade. Pelo poder de Deus, curou os doentes, aleijados e deformados; restaurou a visão aos cegos; desimpediu os ouvidos dos surdos; abriu as bocas dos mudos; forneceu milagrosamente alimento para milhares, e até mesmo levantou os mortos. Tais coisas realmente aconteceram. Acham-se registradas por testemunhas oculares. — Mat. 11:5; 14:16-21.

      Quanto aos associados com Jesus Cristo na regência, não podem ser como homens que prometem, mas, uma vez no cargo governamental, deixam de cumprir suas promessas. A Bíblia diz sobre os que estarão nos céus com Cristo: “Não se achou falsidade na sua boca; não têm mácula.” (Rev. 14:5) Como Jesus Cristo, têm de provar-se altruístas e dispostos a sacrificar-se, até mesmo dispondo-se a morrer pelos seus irmãos cristãos. — 1 João 3:15-18.

      No caso dos governos humanos, os regentes amiúde não compreendem realmente os problemas de seus súditos. Mas, isto não se dá com os homens e as mulheres a quem Jeová Deus escolheu nos últimos mil e novecentos anos. Como grupo, vieram de todas as formações e rodas da vida. Não existe nenhuma provação ou problema comum aos humanos que alguns deles não tiveram de encarar. Experimentaram maus tratos verbais e físicos, difamações, ódios, e até mesmo a morte violenta. (João 15:19, 20) Apesar de suas próprias fraquezas e imperfeições, tiveram êxito em manter uma posição aprovada perante Deus. Sabendo o que significa sofrer como homens e mulheres, podem, verdadeiramente, condoer-se dos humanos imperfeitos e render-lhes a ajuda necessária.

      Quais pessoas espirituais imortais, também terão o poder de ajudar o gênero humano. A morte não conseguirá abreviar os serviços proveitosos de qualquer deles. Terão amplo tempo para conduzir a raça humana à perfeição. A Bíblia mostra que Deus reservou um período de mil anos para esta tarefa. — Rev. 20:6.

      Segundo a Palavra de Deus, Jesus Cristo e seus reis-sacerdotes associados usarão representantes terrestres para ajudá-los em seu trabalho vital. (Sal. 45:16) Que tipo de pessoas serão? O Rei Jesus Cristo certamente jamais usaria homens arrogantes e interesseiros. Ele morreu voluntariamente pela humanidade em expressão de seu profundo amor e, por conseguinte, jamais toleraria como representante seu alguém que procurasse explorar outros em benefício próprio. A atitude de Jesus será como a do antigo Rei Davi, que disse: “Não tolerarei alguém soberbo e arrogante. Procuro os dignos de confiança no país para serem meus associados. Aquele que anda na vereda da integridade, ele trabalhará para mim.” — Sal. 101:5, 6, New Berkeley Version.

      Certa a Libertação dos Graves Problemas

      As habilitações de Jesus Cristo, seus reis-sacerdotes associados e os representantes terrestres do Reino garantem que o bem-estar de todos os que amam a justiça será salvaguardado. Eles não tolerarão o desenvolvimento dum sistema comercial ganancioso, baseado na competição pela obtenção de lucros. Nem permitirão que alguém interfira na distribuição equilibrada de alimentos e de outras necessidades. Toda a humanidade, e não apenas alguns poucos, gozará da liberdade da penúria. Com referência à abundância que então será partilhada por todos, a Bíblia diz: “Jeová dos exércitos há de fazer para todos os povos . . . um banquete de vinhos guardados com a borra, de pratos bem azeitados, cheios de tutano.” — Isa. 25:6.

      O que dizer da poluição e da má administração atual dos recursos da terra por parte do homem? A Bíblia nos conta que Jesus Cristo, em sua existência pré-humana, trabalhou junto de seu Pai na criação. (João 1:3; Col. 1:15, 16) Assim, ele entende os vários ciclos responsáveis pela sustentação da vida vegetal e animal. Como Rei, portanto, poderá transmitir o conhecimento que impeça a poluição, bem como a má gerência dos recursos terrestres. Também poderá fornecer ao homem a orientação necessária para a transformação da terra num estado de beleza paradísica e para se fazer o melhor uso de sua produtividade. — Veja Gênesis 1:28; 2:15.

      Graves problemas, incompreensões e feridas familiares devido às fraquezas e às imperfeições chegarão ao fim à medida que Jesus Cristo e seus reis-sacerdotes associados ajudam os humanos a crescer à perfeição. Isto também resultará na de todos os outros problemas provenientes do pecado herdado, inclusive a velhice, a doença e a morte. Por meio do Reino às mãos de seu Filho, Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. — Rev. 21:4.

      Ninguém precisará então temer tornar-se vítima do crime, da guerra, da injustiça ou da opressão. Em toda a parte as pessoas aprenderão os caminhos da paz. (Isa. 2:4) Todos serão tratados com justiça. Falando de modo profético sobre o manejo das coisas por Jesus Cristo, a Bíblia nos diz: “Não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos. E terá de julgar com justiça os de condição humilde e terá de dar repreensão com retidão em benefício dos mansos da terra.” — Isa. 11:3, 4.

      Nunca a humanidade enfrentará de novo a ardente competição, as frustrações ou a monotonia que não raro acompanham o trabalho neste velho sistema. As pessoas derivarão prazer do trabalho produtivo, sabendo que não correm perigo de ver tudo ser reduzido a nada pela adversidade. A linguagem usada pelo profeta Isaías revela que há uma base dada por Deus para esta convicção. Lemos: “Hão de construir casas e as ocuparão; e hão de plantar vinhedos e comer os seus frutos. Não construirão e outro terá morada; não plantarão e outro comerá. Porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore; e meus escolhidos usufruirão plenamente o trabalho das suas próprias mãos. Não labutarão em vão.” — Isa. 65:21-23.

      O reino de Deus por Cristo é deveras a solução para os muitos problemas do homem. Somente ele pode trazer condições de paz, segurança e justiça para todos. Mas, quando é que tal reino assumirá o controle completo dos assuntos da terra?

      [Foto na página 13]

      O reino de Deus em breve fará desta terra um paraíso.

  • Quando a solução se tornará realidade
    Despertai! — 1975 | 22 de outubro
    • Quando a solução se tornará realidade

      NÃO pode haver dúvida de que a inteira raça humana precisa ser unificada, de modo que todos possam trabalhar juntos para o bem comum, e vencer dificuldades que tiram o prazer da vida. Felizmente, Jeová Deus tem um tempo para harmonizar todas as coisas com Ele mesmo por meio de seu Filho, Jesus Cristo. Sobre isto, lemos na Bíblia: “É segundo o . . . beneplácito [de Deus], que ele se propôs em si mesmo, para uma administração [uma gerência, uma mordomia] no pleno limite dos tempos designados, a saber, ajuntar novamente todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas na terra.” — Efé. 1:9, 10.

      Note que este ajuntamento numa união com Cristo começou “no pleno limite dos tempos designados”, isso é, um. tempo designado de antemão por Deus. Este resultou ser o ano 33 de nossa Era Comum. Foi então, no dia de Pentecostes, que Jeová Deus começou a unificar homens e mulheres destinados aos céus, como co-regentes de seu Filho. (Atos 2:1-4, 14-21; 2 Cor. 1:20-22; Efé. 2:4-7) Mas, seu propósito não se limita a isto. Ele também deseja ajuntar todas as “coisas na terra” em perfeita união com seu Filho.

      Por Que em Nossa Geração

      Visto que o estágio inicial desta unificação sob Jesus Cristo começou no tempo designado de Deus, não deveríamos esperar também que isto se desse com a unificação final das “coisas na terra”? Quando olhamos para o atual mundo assolado de problemas, dividido, não é óbvio que esta unificação é desesperadamente necessária de imediato?

      Na verdade, vivemos num período da história diferente de qualquer outro. Uma data, 1914 E. C., destaca-se como o início deste tempo de violência, incerteza, desunião sem precedentes, e de crescentes problemas. Pouco é de se admirar, então, que os historiadores falem em geral de 1914 como “momento decisivo”. Escreve o Coronel R. Ernest Dupuy:

      “Em 1914, a estrutura política da sociedade das nações, balançando no pináculo do equilíbrio de poder, caiu em pedaços como uma casa de cartas. Antes de a Primeira Guerra Mundial terminar, três grandes impérios se haviam dissolvido num banho de sangue, obliterando junto com eles os últimos vestígios decadentes do Santo Império Romano, ao passo que surgia lentamente nova força na estrutura do poder mundial, por influencia das doutrinas de Karl Marx. . . .

      “A Primeira Guerra Mundial foi significativo marco na estrada dos eventos mundiais. Marcou o fim de uma época e o início de outra.”

      Muito antes do irrompimento da primeira guerra mundial, sinceros estudantes da Bíblia, agora conhecidos em todo o mundo como testemunhas cristãs de Jeová, trouxeram à atenção 1914 como o ponto inicial de tremendas dificuldades para o atual mundo ímpio. Fizeram isso à base da cronologia e da profecia bíblicas. Com o início da Primeira Guerra Mundial, muitas pessoas reconheceram que aquilo que tais estudantes da Bíblia tinham proclamado não era algo a ser considerado levianamente. Em 30 de agosto de 1914, o World de Nova Iorque, em sua seção de revistas, declarava:

      “O horrível irrompimento da guerra na Europa cumpriu uma profecia extraordinária. No último quarto de século, por meio de pregadores e pela imprensa, os ‘Estudantes Internacionais da Bíblia’ . . . têm proclamado ao mundo que o Dia da Ira, profetizado na Bíblia, raiaria em 1914. ‘Olhem bem para 1914!’ tem sido o brado de centenas de evangelistas viajantes que, representando este estranho credo, percorrem o país de alto a baixo, enunciando a doutrina de que ‘está próximo o Reino de Deus’.”

      Os eventos ocorridos desde então, em cumprimento da profecia bíblica’ confirmam que 1914 assinalou o começo dos “últimos dias” do atual sistema de coisas.

      Homens bem informados têm profundo senso de maus pressentimentos e temor quanto ao futuro. Em 5 de setembro de 1974, por exemplo, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kurt Waldheim, comentou que há um “senso quase que universal de apreensão” quanto a para onde ia o mundo. Sentia-se grandemente perturbado com as sensações de “desespero e fatalismo” que acompanhavam tal temor.

      Por certo, a situação atual provou ser exatamente como Jesus Cristo predisse: “Na terra as nações ficarão desvalidas, não sabendo para onde se voltar . . . os homens desmaiarão de terror ao pensarem em tudo que está sobrevindo ao mundo.” — Luc. 21:25, 26, New English Bible.

      O que indicam estes acontecimentos quanto ao futuro? Dentro do período de vida de muitos que testemunharam o início dos “últimos dias”, os servos devotados de Deus gozarão de grandiosa libertação. Depois de falar do temor e da ansiedade entre as nações, Jesus Cristo continuou: “Quando tudo isso começar a acontecer, erguei-vos e mantende vossas cabeças erguidas, porque vossa libertação está próxima. . . . Olhai a figueira, ou qualquer outra árvore. Logo que desabrochar, podeis ver por vós mesmos que o verão está perto. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto acontecer, podereis saber que o reino de Deus está perto. Eu vos digo o seguinte: a geração atual viverá para ver tudo isso.” — Luc. 21:28-32, NE.

      Assim, então, o tempo para o reino de Deus assumir todos os assuntos da terra e trazer a unificação perfeita da humanidade sob Cristo está ficando bem próximo. Isto significa que tudo em oposição a essa grandiosa unificação tem de ser removido, inclusive o Diabo e suas hordas demoníacas. O Rei, Jesus Cristo, será o principal a esmagar toda a oposição, pavimentando o caminho para o início da reabilitação da humanidade, sendo-lhe aplicados os benefícios expiatórios do sacrifício dele. — 2 Tes. 1:6-10; Rev. 19:11-21; 20:2, 3.

      Assim, todos os problemas angustiantes que agora confrontam a humanidade estão prestes a serem solucionados de modo permanente e duma forma que verdadeiramente beneficiará os que amam o que é correto. Gostaria de estar entre os que usufruirão a grandiosa libertação trazida pelo reino de Deus por Cristo? Se assim for, certamente deseja tomar ação positiva. Identifique-se como leal apoiador do modo de Deus para unificar “as coisas na terra”. Mas, talvez fique imaginando: Como posso fazer isto?

      [Diagrama na página 15]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      TUDO NUMA SÓ GERAÇÃO

      1914

      GUERRAS MUNDIAIS

      FOME MACIÇA

      DOENÇAS EPIDÊMICAS

      CRIMES VIOLENTOS

      POLUIÇÃO GLOBAL

      Fim Deste Sistema

  • O que pode o leitor fazer agora?
    Despertai! — 1975 | 22 de outubro
    • O que pode o leitor fazer agora?

      O LEITOR e seus entes queridos talvez testemunhem em breve o fim de todos os graves problemas que confrontam a humanidade. Aproxima-se rapidamente o tempo para que o Rei, Jesus Cristo, e suas forças angélicas destruam o atual sistema de coisas, carregado de problemas. Aberta para todos acha-se a oportunidade de obterem as bênçãos que o reino de Deus por Cristo, depois disso, derramará sobre o gênero humano.

      Há, porém, requisitos para situar-se entre os súditos leais daquele reino. É necessário mais do que a aceitação mental do fato de que este governo é a solução de Deus para os problemas da humanidade. Até mesmo agora, nossa conduta não deveria aumentar os problemas que encaramos devido ao egoísmo e aos sistemas corrutos humanos. Não podemos ser como aqueles a respeito de quem o apóstolo Paulo escreveu: “Eles declaram publicamente que conhecem a Deus, mas repudiam-no pelas suas obras, porque são detestáveis, e desobedientes, e não aprovados para qualquer sorte de boa obra.” — Tito 1:16.

      Separação dos Sistemas da Religião Falsa

      Isto aponta a necessidade de certificar-nos de que nossa conduta seja realmente aprovada por Deus e que não sejamos parte dum sistema religioso que ‘o repudia por suas obras’. Mas, alguns talvez digam: ‘Não tentam todas as religiões ajudar as pessoas a levar vidas corretas?’ Na verdade, as religiões do mundo, como prática regular, não ensinam diretamente as pessoas a ser desonestas, imorais ou odiosas. Todavia, por que a maioria das pessoas usualmente não se sente mais segura ao negociar com um homem que tem afiliação religiosa do que com um que não possui tal afiliação?

      Já notou que muita gente religiosa é igualmente tão corruta como muitos que não pertencem a nenhuma organização religiosa, e, às vezes, até mesmo mais? Alguns talvez afirmem que as igrejas da cristandade e outros sistemas religiosos fazem tudo que podem, mas que as pessoas simplesmente não fazem nenhum caso. Todavia, que fazem no caso dos que se recusam a viver segundo princípios justos? Não permanecem tais pessoas, usualmente, em boa posição, enquanto derem apoio financeiro a elas? Na cristandade, será que se dão passos para corrigir clérigos que desculpam abertamente a imoralidade e a perversão sexuais? São pelo menos removidos de suas responsabilidades, de modo a não influenciarem outros do modo errado?

      A Bíblia mostra claramente como lidar com os que se recusam a manter a conduta correta, apesar de todos os esforços de ajudá-los. Sob inspiração, o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Corinto: “Na outra carta que escrevi a vocês eu disse para não se juntarem com gente imoral. O que eu digo é que não devem conviver com nenhum homem que se diz irmão mas é imoral, ou avarento, ou adora ídolos, ou é bêbado, ou difamador, ou marginal. Com estes vocês não devem nem ao menos se assentar à mesa para comer. Afinal de contas, eu não tenho o direito de julgar os de fora. Deus os julgará. Mas; não será que vocês devem julgar os seus próprios companheiros? Como dizem as Escrituras Sagradas: ‘Expulsem esse homem mau do meio de vocês.’” — 1 Cor. 5:9, 11-13, A Bíblia na Linguagem de Hoje.

      Será que as igrejas da cristandade com as quais está familiarizado expulsam as pessoas que persistem em seguir um proceder errado? Acha que Deus poderia aprovar um sistema religioso que falhasse nesse sentido? Assim, seria razoável continuar numa religião que adota a atitude do mundo e deixa de ajudar as pessoas a harmonizar-se aos modos de agir de Deus? Por certo, uma pessoa não poderia servir a Deus e ser parte dum sistema que não defende Seus bons princípios. Daí, então, não seria a adesão a tal sistema um ato de deslealdade a Deus e a Cristo, a falha em submeter-se a seus mandamentos?

      Identificando os Verdadeiros Servos de Deus Hoje

      Como foi indicado no artigo anterior, o propósito de Deus é ajuntar pessoas numa unidade sob seu Filho, Jesus Cristo. (Efé. 1:9, 10) Não mostra isto que, nestes “últimos dias”, tem de haver um grupo de cristãos devotados na terra que usufruem tal união? Em harmonia com a vontade de Deus, deveriam ocupar-se em ajudar outros a estar unidos sob Cristo por harmonizar-se com a Palavra de Deus.

      Jesus Cristo revelou como seus verdadeiros seguidores poderiam ser prontamente identificados. Dirigindo-se a seus fiéis discípulos, disse ele: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:34, 35) Note que este tipo de amor é inteiramente altruísta, desinteressado.

      Já observou este tipo de amor nas organizações religiosas com que está familiarizado? Mantêm-se livres das próprias coisas que provocam os problemas da atualidade? Apontam para o reino de Deus como a solução para os problemas do homem, e será que seu modo de vida mostra isso? Ou estão enredadas pelo espírito egoísta, competitivo deste sistema, e promovem os modos de agir do mundo? São tais religiões poderosa força que visa ajudar as pessoas a vencer o preconceito tribal, nacional e racial? Usufruem seus membros a união por toda a terra e evitam o envolvimento nos conflitos do mundo?

      O que dizer do grupo de cristãos conhecidos como testemunhas de Jeová? Partilham dos conflitos do mundo? Ouve falar de sua participação em motins, revoluções ou outras insurreições? Não observou que não são parte do mundo, recusando-se a empenhar-se em atividades que promovam o orgulho nacionalista ou o preconceito tribal, nacional ou racial? Crescentes números de pessoas vieram a apreciar que as testemunhas de Jeová são bem diferentes de muitos que afirmam ser cristãos.

      Provavelmente, já notou que as testemunhas de Jeová tentam manter uma conduta exemplar e mostrar amor umas às outras. Mas, talvez ache que deveriam preocupar-se mais com os problemas que as pessoas enfrentam agora — fome, doença, pobreza e coisas semelhantes. Talvez ache que deveriam fazer extensivas campanhas de caridade. Na realidade, há uma razão bíblica por não ouvir falar muito em suas obras caridosas. Jesus Cristo disse a seus seguidores: “Quando praticar caridade, sua mão esquerda não deve saber o que sua direita faz, a fim de que sua caridade seja em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.” — Mat. 6:3, 4, New Berkeley Version.

      Por isso, as testemunhas de Jeová não solicitam dinheiro e outras coisas materiais das pessoas e então assumem o crédito para as boas ações tornadas possíveis por tais contribuições. Como se deu com Jesus Cristo, sua preocupação principal é dar ajuda espiritual a todos a quem possam. (Luc. 4:18-21) Quando uma multidão de seus concidadãos o procuravam por causa do pão que miraculosamente lhes provera, Jesus Cristo disse: “Trabalhai, não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna.” (João 6:26, 27) Ao passo que a dádiva material pode trazer alívio temporário, a dádiva espiritual pode ajudar as pessoas a usufruir o melhor modo de vida agora e colocar-se em linha para tirar proveito da solução permanente dos problemas do homem que apenas o reino de Deus por Cristo pode prover.

      Significa isto que as testemunhas de Jeová ignorem as necessidades materiais dos outros? De jeito nenhum. Reconhecem que as dádivas materiais são uma caraterística da adoração verdadeira. Afirma a Bíblia: “A forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas na sua tribulação, e manter-se sem mancha do mundo.” — Tia. 1:27.

      Muitas pessoas podem ver como as testemunhas de Jeová fazem isto, ajudando os necessitados, em especial em épocas de desastres. As agências legais usadas pelas testemunhas de Jeová, a Sociedade Torre de Vigia (EUA) e suas filiais e congêneres, estão em contato direto com todas as suas congregações através da terra e podem, por conseguinte, organizar rapidamente medidas de socorro. É por isso que, quando terremotos, furacões, enchentes e outros desastres assolam, as testemunhas cristãs de Jeová têm certeza da ajuda imediata de seus irmãos. Ao mesmo tempo, medidas de socorro tomadas em seu favor as colocam em condições de ajudar outros necessitados em sua comunidade.

      Os comentários apreciativos dum morador de Louisville, Kentucky, EUA, ilustram isto. Relatando o que aconteceu depois que um tornado assolou a área de Crescent Hill, na quarta-feira, 3 de abril de 1974, escreve: “Notáveis foram as Testemunhas de Jeová que vieram com suas equipes de homens munidos de serras e caminhões, bem cedo na quinta-feira de manhã, para ajudar a muitas das vítimas, inclusive eu. Literalmente abriram caminho e limparam uma trilha através de três ruas (Bayly, Birchwood e Kennedy) para ajudar a evacuar algumas das vítimas e abrir as ruas para outros carros e caminhões. Tais homens são peritos no ramo de construção, mas deixaram seus empregos para oferecer seus serviços gratuitamente. Trabalham com tamanha precisão organizada que os observadores pareciam assombrados.”

      Aja Agora

      As testemunhas de Jeová em sua localidade gostariam que investigasse se estão à altura do que Deus espera daqueles a quem Ele aprova. Alegremente o ajudariam a ampliar seu conhecimento bíblico. Se não recebe agora um estudo bíblico gratuito em seu lar, incentivamo-lo a ter um desses estudos numa hora conveniente para o leitor e sua família.

      Outros talvez zombem do leito por aceitar um estudo bíblico em sua própria casa. Ao começar a aplicar aquilo que aprende, talvez sinta o cumprimento das seguintes palavras da Bíblia: “Visto que não continuais a correr com eles neste proceder para o mesmo antro vil de devassidão, ficam intrigados e falam de vós de modo ultrajante.” (1 Ped. 4:4) Mas, lembre-se, tais pessoas não podem equacionar nem mesmo seus próprios problemas, quanto mais remover este sistema atual e trazer a libertação total das imperfeições humanas e suas dolorosas conseqüências. Muito melhor seria enfrentar a zombaria, até mesmo os maus tratos, por causa do reino de Deus, do que manter o favor dos homens, por apegar-se a um sistema ímpio condenado ao fracasso.

      Não demore em dar os passos para obter conhecimento exato da Bíblia e ajustar sua vida a ela. “Saboreai”, diz a Bíblia, “e vede que Jeová é bom”. (Sal. 34:8) Descubra por si mesmo como viver em harmonia com a palavra de Deus leva ao melhor modo de vida até mesmo agora. O leitor, também, poderá estar entre os que verão o fim do atual sistema ímpio. Ainda mais grandioso seria testemunhar como o reino de Deus, depois disso, equacionará por completo e para sempre os muitos problemas que, por séculos, afligiram a raça humana.

  • A Bíblia produziu resultados
    Despertai! — 1975 | 22 de outubro
    • A Bíblia produziu resultados

      ● Uma das testemunhas de Jeová no sul dos Estados Unidos aceitou um emprego de dirigir um ônibus de uma escola racialmente integrada. No seu primeiro dia de trabalho, alguns estudantes começaram a chamar os outros de nomes depreciativos. Nisso, ela parou o ônibus tirou sua Bíblia e começou a ler para eles Atos 17:26: ‘Deus fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra.’ Depois de ler o texto, ela explicou que ‘não havia necessidade de começarem a criar problemas porque todos tinham vindo daquele único homem e, por isso, todos eram um’.

      Isto, pelo que parece, foi levado à atenção do diretor da escola e assim, ele perguntou à Testemunha sobre essa situação. Quando o assunto lhe foi explicado, ele respondeu: “Isso é excelente. Jamais tivemos uma motorista que fizesse isso antes.”

      Mais tarde, visto que iria realizar-se uma assembléia de circuito das testemunhas de Jeová, a Testemunha fez arranjos para que uma substituta dirigisse o ônibus. Esta substituta ficou surpresa de ver quão comportados eram os estudantes. Ela comentou que eram as crianças mais comportadas que ela já transportara, e perguntou à Testemunha o que ela tinha feito com elas.

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