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  • “Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados”
    A Sentinela — 1975 | 15 de abril
    • sítio, esta muralha caiu diante dos romanos. Quatro dias depois, os romanos capturaram a segunda muralha. Mas os contra-ataques judaicos recuperaram-na. Os romanos, com grandes perdas, dentro de quatro dias, finalmente expulsaram os judeus da segunda muralha e depois demoliram o setor setentrional, de um fim ao outro. Sobrava, então, apenas uma muralha.

      Mais tarde, Tito realizou um conselho de guerra e propôs a construção duma muralha em volta da cidade. Visto que os judeus seriam assim impedidos de sair, Tito acreditava que isto resultaria na sua rendição ou tornaria mais fácil tomar a cidade, por causa da resultante fome. Seu plano foi adotado. Os soldados foram organizados para empreender o projeto. As legiões e as divisões menores do exército competiram entre si no acabamento da tarefa. Individualmente, os homens foram estimulados pelo desejo de agradar a seus superiores. A fortificação de mais de sete quilômetros de comprimento foi acabada em apenas três dias. Assim cumpriram-se as palavras proféticas de Jesus, dirigidas a Jerusalém: “Virão sobre ti os dias em que os teus inimigos construirão em volta de ti uma fortificação de estacas pontiagudas e te cercarão, e te afligirão de todos os lados.” — Luc. 19:43.

      As condições de fome, em Jerusalém, tornaram-se então agudas. Josefo escreve: “Os eirados estavam cheios de mulheres e crianças, as ruas cheias de homens velhos já mortos. Os rapazes e os meninos, inchados de fome, percorriam as praças feito fantasmas e caíam onde quer que a fraqueza os vencesse. Enterrar seus parentes estava além da força dos doentes, e os aptos se esquivavam da tarefa por causa do número dos mortos e da incerteza de sua própria sorte; porque muitos caíam mortos enquanto enterravam outros e muitos se punham em caminho para suas sepulturas antes de chegar a hora. Nesta sua miséria não se ouvia choro nem lamentação.” Impedidos de ajuntar ervas por causa da muralha, “alguns estavam em tão grandes apuros, que vasculhavam os esgotos e os monturos, e engoliam o refugo que encontravam ali”. Os romanos receberam notícias de que, durante o sítio, nada menos de 600.000 cadáveres haviam sido lançados fora dos portões da cidade. Ao continuar o sítio, os romanos finalmente abriram caminho para a área do templo. Depois de o santuário estar em chamas, decidiram incendiar tudo o mais. No último pórtico remanescente do templo externo, haviam-se refugiado 6.000, crendo num falso profeta que lhes dissera que fossem para lá, a fim de receber sinais de sua libertação. No entanto, os soldados incendiaram este pórtico por baixo. Muitos judeus pularam então do fogo para a sua morte, ao passo que outros pereceram nas chamas.

      Acabado o sítio, o número das vidas perdidas era tremendo. Cerca de 1.100.000 estavam mortos, a maioria deles por causa da pestilência e da fome. Os cativos tomados desde o início até o fim da guerra ascenderam a cerca de 97.000. Os jovens mais altos e mais apresentáveis foram guardados para a procissão triunfal. Quanto aos demais, muitos foram enviados para trabalhos forçados no Egito ou em Roma; outros foram presenteados às províncias romanas, para perecer nas arenas. Os com menos de dezessete anos foram vendidos.

      O sítio havia durado menos de cinco meses. Mas, em cumprimento da profecia de Jesus, foi deveras a maior tribulação que já sobreveio a Jerusalém. A cidade e seu templo foram nivelados. Apenas três torres e uma parte da muralha ocidental da cidade ficaram de pé. Josefo declara: “Todas as demais fortificações que rodeavam a Cidade foram tão completamente niveladas ao chão, que ninguém que visitasse o lugar acreditaria que antes fora habitado.”

      As notícias sobre isso não teriam espantado a nenhum dos discípulos devotos do Senhor Jesus Cristo. Eles podiam lembrar-se das palavras dele: “Despedaçarão contra o chão a ti e a teus filhos dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não discerniste o tempo de seres inspecionada.” (Luc. 19:44) “Deveras, eu vos digo: De modo algum ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.” — Mat. 24:2.

      O que sobreveio a Jerusalém e aos seus habitantes certamente deve incutir em nós a importância de se prestar atenção à profecia bíblica. Isto é especialmente assim, visto que hoje vivemos no período que a Bíblia chama de “últimos dias”. E não é verdade que a violação da lei e a violência na atualidade são muito parecidas com as existentes na antiga Jerusalém antes de sua destruição? (2 Tim. 3:1-5) Mas como pode alguém escapar da “grande tribulação” que levará ao término estes “últimos dias”? Não é por fugir para outro lugar geográfico, porque a vindoura “tribulação” envolverá o globo. A Palavra de Deus indica o caminho de escape, dizendo: “Procurai a Jeová, todos os mansos da terra, que tendes praticado a Sua própria decisão judicial. Procurai a justiça, procurai a mansidão. Talvez sejais escondidos no dia da ira de Jeová.” — Sof. 2:3.

      Procura harmonizar-se com as normas de justiça de Deus? Sujeita-se humildemente à sua decisão judicial? Neste caso, poderá ter o cuidado protetor de Deus durante a tribulação que virá em breve. Não importa qual a sua situação atual, agora é o tempo de agir para se mostrar servo leal de Jeová Deus. Esta é a lição mais importante que podemos aprender daquilo que sobreveio a Jerusalém no primeiro século E. C!. Agirmos em harmonia com ela pode significar vida para nós, ao sobrevir a “grande tribulação” ao atual sistema ímpio de coisas. — Rev. 7:13-17.

  • Como reage à apatia?
    A Sentinela — 1975 | 15 de abril
    • Como reage à apatia?

      UMA das coisas mais difíceis a suportar é ser mal entendido. É igualmente desanimador quando alguém com quem falamos é apático a nós. Sentimo-nos frustrados de não poder “fazer compreender” nosso ponto, algo que talvez saibamos ser importante para ele.

      As testemunhas de Jeová acham que o espírito geral das pessoas hoje em dia e cada vez mais de apatia — apatia pela Bíblia e por examinar algo que trata de sua moral ou sua perspectiva de melhores condições mundiais. De fato, muitos nem mesmo querem pensar, a menos que envolva logo algum benefício material e tangível. Milhares estão completamente desanimados, cansados de ouvir — acham que não adianta nada.

      Qual é o motivo de tal ampla apatia? Há muitos fatores. Um deles é o fracasso das religiões do mundo quanto a produzir os resultados aguardados. As igrejas não produziram união e paz. Antes, apoiaram as guerras mais devastadoras da terra. Há um conflito de credibilidade entre os líderes do mundo e o povo, de modo que as pessoas tendem a encarar ceticamente as promessas feitas por alguém.

      Também, quase todo o mundo está

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