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  • Quem pode predizer com exatidão o futuro do homem?
    Despertai! — 1973 | 22 de julho
    • Em adição cada um dos problemas do homem sofre influências de muitos modos da vontade humana, que, dentre todos os fatores, é o mais imprevisível. Não é de admirar, portanto, que o historiador Arnold Toynbee declare:

      “Eu mesmo creio que a predição não é possível no campo dos assuntos humanos. Creio que os resultados das escolhas, dos propósitos e dos planos humanos sejam intrinsecamente imprevisíveis, não importa quão inteiramente estejamos informados sobre os fatos relevantes do passado até os dias atuais.” — Reconsiderations, 1961, página 4.

      Todavia, como os enxadristas, os homens continuam a predizer apenas à base do que vêem logo diante deles. Caso um dos ‘movimentos’ esperados no tabuleiro global de xadrez desvie-se do que é antecipado, cria-se uma situação inteiramente nova, transtornando as predições.

      Por exemplo, Karl Marx, fundador do comunismo moderno, interpretou a situação industrial da Inglaterra no século dezenove como significando que a revolução assolaria o país. Mas, a sua predição não se realizou. Por quê? Porque os humanos produziram certas mudanças imprevistas na Inglaterra, inclusive os direitos de dissídio coletivo e a legislação social que melhoraram o quinhão dos operários. Afirma o Professor de Economia H. W. Spiegel: “Marx fracassou em prever estas mudanças.” E, atualmente, o elemento humano é um fator a ser mais considerado do que nunca antes quando se contempla o comportamento errático de muitos governantes e os elementos rebeldes das nações.

      Apenas Deus Revela o Futuro do Homem

      Mas, o que dizer de Deus? Não pode Ele predizer o futuro? Não só pode fazer isso, mas decidiu-se a revelar ao homem o que sabe sobre o futuro. Com efeito, sente-se movido a fazê-lo. Por que dizemos isso?

      Parece improvável que o Criador permitisse que o homem ficasse em circunstâncias em que precisasse saber pelo menos os acontecimentos principais que deveriam ocorrer em seu futuro, e então frustrasse inteiramente os esforços do homem de preencher tal necessidade. Como Deus de amor, Jeová estaria motivado a revelar o futuro ao homem. Todavia, há outro motivo impelente para Deus fazer isso.

      Jeová desvela o futuro para provar a todos que Ele é Deus. O Deus Verdadeiro deve poder dizer de antemão qual é seu propósito, não deve? Assim, lemos sobre Deus declarar intrepidamente:

      “Eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anunciou o que há de acontecer, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade; . . . Eu o disse, eu também o cumprirei.” — Isa. 46:9-11, ALA.

      Por conseguinte, quando se cumprem as predições de Jeová, relacionadas com Seu propósito, ele é vindicado como Deus. Em adição, por notificar os homens de sua vontade, Jeová se mostra historicamente ativo, preocupado com os assuntos humanos, e não apático e friamente desinteressado.

      Não é surpresa, portanto, que Deus demonstre sua habilidade de profetizar em muitas ocasiões. Por exemplo, dezenas de anos antes da queda de Judá e da desolação de setenta anos daquela terra, enquanto a nação se achava no exílio em Babilônia, Jeová predisse tais eventos. A derrubada subseqüente de Babilônia foi declarada de antemão. Nesse caso, até mesmo o nome do conquistador, Ciro (persa), foi predito — nominalmente — mais de um século antes de ele nascer. — Isa. 44:28; 45:1; Esd. 1:1-4; Jer. 25:11, 12.

      O propósito de Deus de forma alguma depende das incertezas da vontade humana. Nem é sujeito ao estímulo de poderosas forças que os profetas mortais não podem ver e que talvez nem conheçam — os demônios invisíveis. Jeová sabe que os demônios ajuntam as nações para “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso . . . Har-Magedon”. (Rev. 16:14, 16) Como Previsor do futuro, portanto, ele contrasta com qualquer homem de negócios que prediz a paz duradoura através dos esforços humanos. Tais predições certamente hão de resultar em fracasso, visto que forças além do controle humano estão conduzindo a humanidade a uma guerra final.

      Quando os Homens Predizem com Exatidão o Futuro

      No entanto, não foram homens que profetizaram na Bíblia? Por que, então, podemos dizer que suas predições são exatas? Pedro, apóstolo de Jesus, indica a razão, afirmando: “Nenhuma profecia da Escritura procede de qualquer interpretação particular. Porque a profecia nunca foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo.” (2 Ped. 1:20, 21) Tais profecias foram iniciadas por Jeová Deus, embora os homens fossem usados para declarar ou escrever as mesmas. Tais profecias não se baseavam na interpretação do homem sobre as tendências dos assuntos mundiais.

      No entanto, não usaram linguagem velada os profetas de Bíblia, por exemplo, Daniel? Não contêm simbolismos os escritos dele, como as referências à derrota de ‘um carneiro de dois chifres’ por ‘um bode com chifre proeminente’? Como isto difere das ‘profecias’ de Nostradamus, com palavras obscuras?

      Bem, Daniel, e outros profetas bíblicos, deveras usaram símbolos, mas não se deixa. seu significado entregue às conjeturas. Assim, o próprio Daniel passa a explicar que o ‘carneiro com dois chifres’ representa a potência dupla da “Média e da Pérsia”. Ademais, Daniel afirma que “o bode peludo representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este representa o primeiro rei”, isso é, Alexandre Magno, que conquistou a Medo-Pérsia uns dois séculos depois de ser registrada a profecia de Daniel. — Dan. 8:5-7, 20-22.

      Adicionalmente, algumas partes da profecia de Daniel são explicadas em outros livros da Bíblia. (Compare, por exemplo, Daniel 11:31 com Mateus 24:15) Na verdade, exige-se esforço, é óbvio, para se entender tais profecias, mas a chave para isso se encontra lá mesmo nas páginas da própria Bíblia.

      Predições Exatas de Jesus Para Nossos Dias

      Dentre todos os homens usados por Deus para profetizar, Jesus é o mais notável. Com base no que ele disse, junto com as palavras de Daniel e de João, as testemunhas de Jeová apontaram para o ano de 1914, com décadas de antecedência,a como marcando o início da “terminação do sistema de coisas”. (Daniel 4; Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21; Rev. 6:1-8) No período de uma só geração, notável guerra, escassez de víveres, pestes, e outras condições terríveis foram preditas como irrompendo, antes de Deus destruir este sistema e o substituir por uma nova ordem.

      Mas, não poderia esta predição da guerra e das aflições acompanhantes ser feita para todos os períodos da história humana? Não, de jeito nenhum. Por exemplo, estavam as condições mundiais prontas para a guerra global e as aflições subseqüentes que estas profecias indicavam — precisamente em 1914? Considere:

      “A Primeira Guerra Mundial terminou o período mais longo de paz geral na história da Europa (43 anos). . . . Havia, antes de 1914, livre fluxo de idéias e uma crença universal em contínuo progresso. . . . A idade de ouro da história européia terminou abruptamente.” — Encyclopedia Britannica (1959), Vol. 8, página 869.

      “Em parte alguma, até mesmo no verão [setentrional] de 1914, havia uma decisão calculada, de antemão, para a guerra global.” — Joachim Remak, The Origins of World War I (As Origens da Primeira Guerra Mundial).

      Os homens que interpretavam os assuntos mundiais não esperavam uma grande guerra em 1914, muito menos uma guerra mundial. Mas, tal guerra veio de qualquer maneira. Apesar dos progressos modernos, tecnológicos e médicos, também tem havido maciças escassezes de alimentos, pestes e males relacionados. Isto foi predito com exatidão há séculos atrás na Bíblia.

      No entanto, Jesus também profetizou que na “terminação do sistema de coisas” haveria uma restauração do verdadeiro Cristianismo. Isto seguiria um longo período de apóstata que se predisse que ocorreria depois de os apóstolos morrerem. — Mat. 13:24-30, 36-43; Atos 20:29, 30; 2 Ped. 2:1-3.

      Não tem visto também isto se cumprir hoje? Na verdade, as igrejas em geral parecem afastar-se cada vez mais da Bíblia, aceitando as teorias antibíblicas como a evolução e endossando muitas formas de imoralidade. Mas, já investigou sobre a moderna congregação das testemunhas cristãs de Jeová’ Veja por si mesmo como se destacam em seu apego aos genuínos ensinos cristãos. Também, não é o leitor um observador de que a boa-nova do reino de Deus está sendo pregada em toda a terra, exatamente como Jesus predisse para o nosso tempo? Não têm-no visitado as testemunhas de Jeová com esta mensagem? (Mat. 24:14) Bem provável é que a excelente conduta delas, que faz lembrar os cristãos primitivos, também tenha sido comentada pela imprensa pública em sua localidade. A manifestação e o florescimento do Cristianismo puro, inadulterado nesta época também cumpre uma profecia.

      Sim, a evidência mostra que Jeová, o único que vê com clareza o futuro, revelou Seu propósito na Bíblia. Ele agora suscitou um povo a fim de declarar tal propósito de forma direta. Use sabiamente a ajuda que lhe oferecem, de modo a orientar seu futuro para benefícios duradouros.

  • O crepúsculo da vida — anos que podem ser úteis
    Despertai! — 1973 | 22 de julho
    • O crepúsculo da vida — anos que podem ser úteis

      Do correspondente de “Despertai!” no Brasil

      A CADA dia que passa, ficamos mais velhos. Não há nada que possamos fazer para impedir o processo de envelhecimento. Mas, assim como o crepúsculo é uma ocasião pacífica e útil do dia, assim o crepúsculo da vida também o pode ser.

      Considera apenas o cabelo grisalho, às rugas, o passo mais vagaroso, e a perda dos entes queridos? Ou sente-se grato pelas muitas experiências ricas e a maturidade de idéias que acompanham a velhice? Acha que as consecuções e a habilidade atingem um auge nos anos iniciais da vida e então declinam rapidamente?

      A Produtividade nos Anos Avançados

      Reader’s Digest, utilizando extensamente matéria editada pelos médicos E. W. Busse e E. Pfeiffer, comentou: “O auge da produtividade criativa permanece elevado nos anos avançados, em especial em campos tais como a matemática, a invenção, a botânica, as humanidades. No estadismo, a habilidade

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