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  • O agrado de Jeová será bem sucedido
    A Sentinela — 1972 | 15 de setembro
    • ajudar-te. Vou deveras segurar-te firmemente com a minha direita de justiça.” (Isa. 41:8-10) Note-se, de passagem, que nesta declaração ao povo de Deus, ou à sua capital, usam-se muitas vezes ambos os nomes de modo paralelo, quer dizer, Jacó e Israel, Sião e Jerusalém, como em Isaías 41:14, 27. Lembre-se de que (1) o nome de Jacó foi mudado para Israel (Gên. 32:28) e (2) que Sião, onde se encontrava o trono, e também, mais tarde, o local da Arca, veio a ser um termo muitas vezes aplicado a toda a cidade de Jerusalém. — Sal. 2:6; Isa. 8:18.

      14. (a) Que cumprimento inicial, secundário e final tem amiúde uma profecia? (b) Como se compreende o cumprimento espiritual, e por que é isto importante?

      14 Queremos lembrar também a estrutura geral dentro da qual se cumpriram muitas profecias. Primeiro, tiveram um cumprimento literal nos seus próprios dias. Segundo, tiveram um cumprimento posterior quando Jesus esteve na terra, o que se vê em eventos tais como seu nascimento milagroso, o trabalho de João Batista e a própria citação de Jesus, da passagem que se refere à sua comissão de pregar. (Isa. 7:14; 40:3; 61:1, 2; Mat. 1:18-23; 3:1-3; Luc. 4:17-21) Além disso, Paulo e outros mostram que certas profecias aplicavam-se à congregação cristã como Israel espiritual, à verdadeira “descendência de Abraão, meu amigo”. Conforme disse Paulo: “Os filhos na carne não são realmente os filhos de Deus, mas os filhos da promessa [tais como Isaque] é que são contados como o descendente.” Ele disse também: “Se [vós, cristãos,] pertenceis a Cristo, sois realmente descendente de Abraão.” (Rom. 9:8; Gál. 3:29) É essencial aceitar esta orientação inspirada, ao se considerar o cumprimento final e maior destas profecias, agora e no futuro próximo. Só por fazer isso poderá aceitar o convite de Jeová, de trabalhar com ele e seu Filho. Fazendo isso, poderá ‘tornar-se constante, inabalável, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o seu labor não é em vão em conexão com o Senhor’. — 1 Cor. 15:58.

      15. Em que plena capacidade revela-se Jeová?

      15 Veja de que maneira plena Jeová se revelou nesta última parte da profecia de Isaías. Na procriação humana, é o pai quem provê a vida nova. Ele a inicia, mas é a mãe que provê e nutre o corpo desta nova vida, formado nela durante a gravidez. Também depois do parto, é ela a principal responsável pelo cuidado e pela alimentação adicional. No caso de Jeová, porém, ele não é só o Criador inicial do seu servo. Falando ao seu servo, ele se refere a si mesmo por sete títulos diferentes, como “teu Criador . . . teu Formador . . . teu Deus . . . teu Salvador . . . vosso Resgatador . . . vosso Santo . . . vosso Rei”. Ele salienta seu papel como Formador, dizendo: “Assim disse Jeová, Aquele que te fez e Aquele que te formou, que te estava ajudando mesmo desde o ventre.” — Isa. 43:1, 3, 14, 15; 44:2; veja também Isaías 44:21, 24.

      16. (a) Como formou e resgatou primitivamente Deus o seu povo Israel? (b) Neste respeito, qual era a situação nos dias de Isaías?

      16 Isto começou com o antigo povo de Deus. Começando com os doze filhos de Jacó, Deus começou a formá-los como povo e a preservá-los durante a sua longa estada no Egito. Aquele período poderia ser comparado a uma gravidez, recebendo seu nascimento como nação junto ao monte Sinai, onde lhes foi dado um código nacional de leis, englobado no pacto da Lei. Deus foi também seu Resgatador, livrando seu povo pela força, quando Faraó se negou a deixá-lo ir. De fato, Faraó teve de pagar o preço com a morte de seu filho primogênito, e o Egito perdeu também seu exército no Mar Vermelho. (Êxo. 4:23; Isa. 43:3) Nos dias de Isaías, sete séculos depois, surgira uma nova situação que deu aos títulos de Jeová um significado adicional. Ambos os reinos, de Israel e de Judá, eram culpados de flagrante idolatria e violação da lei. Judá foi levado ao cativeiro em Babilônia, que cogitava retê-los como escravos para sempre. Jeová prometeu amorosamente apagar as transgressões de seu povo, declarando ser “teu Resgatador e Aquele que te formou desde o ventre”. Ele predisse até mesmo com muita antecedência como e por meio de quem se faria isso, e ele era “Aquele que diz a respeito de Ciro: ‘Ele é meu pastor e executará completamente tudo aquilo em que me agrado’; dizendo eu de Jerusalém: ‘Ela será reconstruída’, e do templo: ‘Lançar-se-á teu alicerce.’” (Isa. 44:21-28) O restante que conseqüentemente retornou de Babilônia participou nesta grandiosa obra, e, embora muitos tivessem falta de fé, era muito do agrado de servos fiéis tais como Zacarias e outros ajudar a levar esta obra a uma conclusão bem sucedida. — Zac. 4:9, 10.

      17. Que similaridade havia com a primitiva congregação cristã?

      17 Coisas similares aconteceram com a primitiva congregação cristã. Começando com os discípulos de João Batista e durante o ministério de Jesus, Deus preparou e formou um grupo de pessoas para se tornar uma “nação santa”, o Israel espiritual. (1 Ped. 2:9; Gál. 6:16) O nascimento desta nação se deu em Pentecostes de 33 E. C., quando foram introduzidos no novo pacto e receberam o derramamento do espírito santo. Paulo, ao escrever aos romanos, mostrou que estes primitivos conversos cristãos constituíam um cumprimento adicional do “restante” mencionado por Isaías. Ele citou também Isaías para mostrar que outros, não-judeus, seriam acrescentados e que assim “todo o Israel [espiritual] será salvo”. — Rom. 9:27-29; 11:5, 25, 26.

      18. Como tem sido Jeová o Formador e Resgatador de seu povo hodierno?

      18 Conforme já se indicou, temos agora o privilégio de ver e de participar no pleno andamento e na plena atividade que acompanham o cumprimento final destas profecias. O “restante” hodierno é identificado como sendo os membros remanescentes da congregação cristã. Jeová, como seu Formador, começou um ajuntamento preliminar deles muitos anos antes de 1914. Ele tem sido também seu Resgatador. Eles não só foram ‘comprados com o sangue do próprio Filho de Deus’, mas foram resgatados ou comprados de volta quando um livramento adicional se tornou necessário no período da Primeira Guerra Mundial. Haviam caído cativos à “Babilônia, a Grande”. Embora, na maior parte, tivessem saído das igrejas da cristandade, retiveram certas tendências babilônicas, tais como o medo do homem e a adoração de criaturas. Isto resultou no desprazer de Deus, necessitando que fossem disciplinados e purificados. Os fiéis no coração reconheceram isto, e, quando libertos pelo Ciro Maior, Jesus Cristo, alegraram-se em enaltecer o nome de Deus e em proclamar destemidamente a mensagem do Reino. Sua experiência e seus sentimentos foram preditos aptamente: “Agradecer-te-ei, ó Jeová, pois, embora te irasses comigo, tua ira recuou gradualmente e passaste a consolar-me. Eis que Deus é minha salvação. . . . Agradecei a Jeová! Invocai o seu nome. Tornai conhecidas entre os povos as suas ações. Fazei menção de que seu nome deve ser sublimado. Entoai melodias a Jeová, porque agiu magnificamente. Isto se deve dar a conhecer em toda a terra.” — Atos 20:28; Rev. 17:5; Isa. 12:1-5.

      19. (a) Que bela expansão resultará disso? (b) Em que podemos agradar-nos e ser bem sucedidos?

      19 Isto tem sido divulgado em toda a terra. Em resultado, muitos outros que não são israelitas espirituais aceitaram as boas novas. Todos estes, tanto os do restante como os da “grande multidão”, foram resgatados e formados em “um só rebanho, [debaixo de] um só pastor”, Cristo Jesus. (João 10:16) Esta é a experiência feliz das testemunhas de Jeová. Podemos ver diante dos nossos próprios olhos como o propósito do Criador se realiza completamente bem sucedido, sendo muito do seu agrado e agradando e consolando os ajuntados em união com o rei reinante de Deus, Cristo Jesus. É assim como Jeová prometeu: “Minha palavra . . . não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.” — Isa. 55:11.

      20. Que problema convida nossa atenção?

      20 Antes de considerar mais como poderá identificar seu próprio objetivo na vida com o do Criador e participar na mesma garantia de bom êxito, queremos examinar mais de perto certa parte da profecia de Isaías, que apresenta um problema. Refere-se ao sofrimento; contudo, ao mesmo tempo, fala-se dele como sendo de agrado.

  • Agradar-se do sofrimento
    A Sentinela — 1972 | 15 de setembro
    • Agradar-se do sofrimento

      1. A quem se aplica Isaías, capítulo 53, e como se pode provar isso?

      ISAÍAS foi inspirado a registrar muitas profecias sobre o servo de Jeová, que era e é Cristo Jesus, o Messias. Todo o capítulo cinqüenta e três de Isaías fala-nos sobre o sofrimento, a morte e o enterro do Messias. É geralmente reconhecido que esta é a aplicação inspirada deste capítulo, por causa das muitas citações dele nas Escrituras Gregas. As palavras iniciais de Isaías 53:1 são citadas por João em João 12:37, 38, e, conforme se relata em Lucas 22:37, Jesus aplicou a si mesmo uma das expressões finais de Isaías 53:12.

      2. (a) Que conclusão errônea poderia tirar-se da primeira parte de Isaías 53:10? (b) Que regra se precisa seguir na busca do entendimento correto de qualquer texto?

      2 Lemos em Isaías 53:10: “Mas o próprio Jeová se agradou em esmigalhá-lo; fez que adoecesse.” Tomando esta expressão isoladamente, algo que os instrutores da cristandade fazem amiúde, algum crítico ou comentador poderia exclamar: “Como é sádico este Deus, agradando-se em esmigalhar seu próprio Filho!” Devemos lembrar-nos, porém, de que, ao se procurar compreender qualquer parte da Palavra de Deus, é da máxima importância examinar bem o texto circundante. Não considere apenas as circunstâncias dele propriamente, mas também outras passagens relacionadas, sabendo que a verdadeira compreensão estará em harmonia com todas estas referências; nunca estará em contradição. É a falha amplamente cometida, de não observar este princípio orientador, que faz com que se apresentem tantas interpretações que fazem a Bíblia parecer contraditória.

      3. (a) A fim de o agrado de Jeová ser bem sucedido que se precisa fazer primeiro? (b) Por que se agradaria Jeová em esmigalhar seu servo?

      3 Neste caso, observe o esclarecimento interessante que obtemos ao ler o versículo inteiro: “Mas o próprio Jeová se agradou em esmigalhá-lo; fez que adoecesse. Se puseres a sua alma como oferta pela culpa? ele verá a sua descendência, prolongara os seus dias, e na sua mão o agrado de Jeová será bem sucedido.” (Isa. 53:10) Notou a ligação entre as duas palavras relacionadas, “agradar-se” e “agrado”? Não pode separá-las. O “agrado de Jeová” tem seu ponto focal no Seu reino. Este fará com que sua vontade ou seu beneplácito sejam bem sucedidos. Em primeiro lugar, porém, seria preciso eliminar a culpa do homem, devida ao pecado herdado, dum modo que satisfizesse os requisitos da justiça de Deus. Isto abriria o caminho para o restabelecimento duma condição justa perante Deus, da parte daqueles que aceitassem gratos tal provisão misericordiosa. Nenhum dos filhos de Adão podia fazer tal provisão. Portanto, Jeová providenciou que seu servo, seu Filho, viesse à terra e se entregasse “como resgate correspondente por todos”. Sim, Cristo “foi oferecido . . . uma vez para sempre, para levar os pecados de muitos”. Além disso, era do beneplácito de Jeová prover um servo provado e leal, plenamente qualificado para cumprir com todos os bons objetivos do reino de Deus. Isto envolveria o trabalho e os deveres dum rei, também os dum sumo sacerdote, que pudesse interceder ou interpor-se a favor do homem decaído. Quem era melhor para isso do que aquele que se tornou o ‘sacrifício propiciatório pelos pecados do mundo inteiro’? Ser ele “aperfeiçoado” para tal posição onerosa exigiu que fosse provado até os limites. Ele “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”. Uma vez que havia um fim glorioso e agradável à vista, ajuda-se-nos a compreender por que Jeová ‘se agradou em esmigalhar’ seu servo. Não era o caso de o fim justificar os meios. Os próprios meios em si mesmos, embora tão dolorosos, eram meios meritórios, conforme veremos mais plenamente. — 1 Tim. 2:6; Heb. 9:28; 1 João 2:2; Heb 5:8-10; Rom. 3:25, 26.

      4. Que apoio adicional da o texto circundante a este conceito?

      4 Vemos imediatamente, porém, como um exame adicional do texto circundante confirma os textos e comentários precedentes, mostrando também que o servo de Jeová estaria satisfeito com o resultado. “Por causa da desgraça da sua alma, ele verá, ficará satisfeito. Por meio do seu conhecimento, o justo, meu servo, trará uma posição justa a muita gente; e ele mesmo levará os erros deles. . .. ele mesmo carregou o próprio pecado de muita gente e passou a interceder pelos transgressores.” — Isa. 53:11, 12.

      5. Que perguntas surgem quanto ao conceito que o próprio Jesus formava sobre os seus sofrimentos?

      5 Embora se concorde que Jeová tenha inspirado o registro profético a respeito de seu agrado em determinar o proceder e o sofrimento do seu servo, poderia surgir uma questão quanto ao conceito do próprio servo sobre o assunto. Foi forçado a tal sofrimento? Sabia Jesus, o servo de Deus, desde o início de seu ministério, que espécie de sofrimento o aguardava? Sabia de antemão a provação esmagadora que terminaria com sua vida na terra? Neste caso, expressou ele seus sentimentos íntimos e sua atitude mental neste respeito!

      6. O que aprendemos, quando tomemos em consideração a formação de Jesus?

      6 Antes de se notar o que o próprio Jesus disse sobre isso, sabemos que ele, igual a Timóteo, foi instruído em todos os escritos sagrados, desde a infância, e que, além disso, guardava-os na sua memória perfeita. Foi informado do que o anjo Gabriel disse à sua mãe, por ocasião de ela conceber, e também as palavras inspiradas de Simeão, de que uma longa espada a traspassaria por causa dele. Suas palavras, à idade de doze anos, mostram que sua mente e seu coração se fixavam em seu verdadeiro Pai e na casa de seu Pai. (2 Tim. 3:15; Luc. 1:30-35; 2:34, 35, 49) Quando se dirigiu a João para ser batizado, e possivelmente muito antes disso, ele se deu conta do objetivo de ele vir à terra, para prover a oferta pelo pecado, plenamente suficiente, em cumprimento dos sacrifícios típicos de animais sob a Lei. Ele diria, conforme predito: “Agradei-me em fazer a tua vontade, ó meu Deus.” (Sal. 40:6-8; veja também Hebreus 10:5-9.) Apreciaria o significado da maneira como João Batista o apresentou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Logo cedo no seu ministério, na primeira purificação da casa de seu Pai, ele indicou a sua própria morte violenta e também a sua ressurreição. Perto do fim do seu ministério, deu respostas muito claras às perguntas precedentes, e elas merecem nossa detida consideração. — João 1:29; 2:18-22.

      A ATITUDE MENTAL DE DEUS

      7. Como respondeu Jesus ao pedido de gregos de vê-lo e por que?

      7 Com este fundo histórico em mente, podemos reconhecer a profundeza do significado daquilo que Jesus disse a André e Filipe. Foi na ocasião em que, depois de sua entrada em Jerusalém como rei, atraindo muita atenção e também aborrecendo intensamente os fariseus, havia alguns gregos que vieram à festividade da Páscoa e que pediram para ver Jesus. (João 12:20-22) Mas Jesus sabia que nesta Páscoa, apenas alguns dias à frente, ele teria de enfrentar e suportar o terrível peso de todo o sofrimento predito a seu respeito, terminando na morte agonizante numa estaca de tortura. Não era a ocasião de granjear popularidade ou de satisfazer algum interesse passageiro. Em vez disso, em poucas palavras, revelou a André e Filipe exatamente o que o aguardava, como o encarava e o que pensava sobre isso, mencionando também princípios básicos que afetam a cada um de nós. Jesus disse o seguinte:

      8. O que disse Jesus na sua explicação dada a André e Filipe?

      8 “‘Chegou a hora para o Filho do homem ser glorificado. Eu vos digo em toda a verdade: A menos que o grão de trigo caia ao solo e morra, permanece apenas um só grão; mas, se morre, então dá muito fruto. Quem estiver afeiçoado à sua alma, destruí-la-á, mas quem odiar a sua alma neste mundo, protege-la-á para a vida eterna. Se alguém quiser ministrar-me, siga-me, e onde eu estiver, estará também o meu ministro. Quem quiser ministrar-me, a este o Pai honrara. Minha alma está aflita agora, e que hei de dizer? Pai, salva-me desta hora. Não obstante, foi por isso que vim a esta hora. Pai, glorifica o teu nome.’ Saiu, portanto, uma voz do céu: ‘Eu tanto o glorifiquei como o glorificarei de novo.”‘ — João 12:23-28.

      9. Como demonstrou Jesus sua plena concordância com o propósito de Deus para com ele?

      9 Além de qualquer dúvida, Jesus estava vivamente apercebido do que o aguardava. Dava-lhe um antegosto daquelas vívidas palavras proféticas no Salmo 116:3: “Cercaram-me as cordas da morte e acharam-me as próprias circunstâncias aflitivas do Seol. Continuei a encontrar aflição e pesar.” Se isso tão somente pudesse ser evitado! Mas não podia, conforme ele disse: “Foi por isso que vim a esta hora.” Ele estava de pleno acordo com todo este processo, com cada parte dele. Suas palavras iniciais e finais provam isto claramente, mencionando primeiro a sua própria glorificação e então levando à glorificação final do nome de seu Pai. E quanta força e consolo deve ter dado ouvir imediata e audivelmente a confirmação de seu Pai quanto a esta questão principal: “Eu tanto o glorifiquei como o glorificarei de novo.” Jeová estava decidido a seguir o rumo determinado para ele, do princípio ao fim do seu ministério. No começo, ele venceu a resistência de João a ele ‘ser batizado’, e, quando se aproximou o fim, “endureceu o rosto na determinação de ir a Jerusalém”. Neste respeito, recebeu novamente evidência direta e maravilhosa da aprovação de seu Pai. Provou que sua atitude mental era exatamente assim como predita no mesmo Salmo 116: “Pagarei meus votos a Jeová, sim, diante de todo o seu povo.” — Mat. 3:13-17; Luc. 9:28-35, 51; Sal. 116:14, 18.

      10. Que aplicação a si mesmo fez Jesus quanto a um grão de trigo?

      10 A seguir, note o belo raciocínio e a ilustração apropriada, mostrando a necessidade da morte sacrificial, mencionados em João 12:24, 25. Um grão de trigo não pode ser frutífero em prover mais grãos a menos que seja colocado no solo e morra. Isto tinha uma aplicação especial no caso de Jesus. Se ele se apegasse egoistamente à sua vida humana, contrário à vontade de seu Pai, sairia perdendo. Além disso, poderia conceder apenas benefícios temporários aos outros. No entanto, se voluntariamente renunciasse à sua alma, sua vida, “neste mundo”, conforme descrito pelo grande Semeador, Jeová, não só ‘protegê-la-ia para a vida eterna’ na nova ordem de Deus, mas poderia tornar-se o “Pai Eterno” de inúmeros outros. Conforme disse Paulo: “Pois, para este fim morreu Cristo e passou a viver novamente, para que fosse Senhor tanto sobre mortos como sobre viventes.” — Isa. 9:6; Rom. 14:9.

      11. Neste respeito, como sabemos que Jesus não pensava apenas em si mesmo?

      11 Entretanto, é evidente do que Jesus disse a seguir, em João 12:26, sobre os que lhe ministrariam, que ele não pensava apenas em si mesmo. É verdade que sabia que iria sofrer a morte sacrificial numa estaca de tortura, tendo tal sacrifício um mérito extraordinário. Mas ele sabia também que era do beneplácito de seu Pai que tivesse seguidores íntimos de suas pisadas, ou discípulos. Estes seriam convidados a adotar um proceder similar de abnegação, tomando a estaca de tortura e seguindo-o continuamente. Isto é confirmado por aquilo que Jesus disse anteriormente, pouco antes de sua transfiguração, e registrado em palavras quase idênticas por parte de cada um dos outros escritores evangélicos: “Se alguém quer vir após mim negue-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, e siga-me continuamente. Pois, todo aquele que quiser salvar a sua alma, perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por minha causa, achá-la-á.” — Mat. 16:24-27; Mar. 8:34-38; Luc. 9:23-26.

      12. (a) Como descreveu Paulo a atitude mental de Jesus? (b) Que bom resultado salienta então Paulo?

      12 Note a bela descrição que Paulo faz da atitude mental de Cristo Jesus, ao fazer um forte apelo a estes seguidores. Note também que Paulo mostra que, em resultado direto do sofrimento de Cristo, “na sua mão [i. e., na de Cristo] o agrado de Jeová será bem sucedido”. (Isa. 53:10) Paulo escreveu: “Mantende em vós esta atitude mental que houve também em Cristo Jesus, o qual, embora existisse em forma de Deus, não deu consideração a uma usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. Não, mas ele se esvaziou e assumiu a forma de escravo, vindo a ser na semelhança dos homens. Mais do que isso, quando se achou na feição de homem, humilhou-se e tornou-se obediente até a morte, sim, morte numa estaca de tortura. Por esta mesma razão, também, Deus o enalteceu a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome, a fim de que, no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.” — Fil. 2:5-11.

      13. O que era necessário para que Jesus tivesse e mantivesse a atitude correta?

      13 Como podemos ter e manter a mesma atitude mental de Jesus, que ele provou por todo o seu proceder? Como manteve o próprio Jesus tal boa atitude da mente e do coração? A resposta certamente é que exercia cuidado em obter o ponto de vista correto de tudo o que afetava sua vida e seu ministério. Obteve-o por assimilar cabalmente a Palavra de seu Pai, conforme se predisse a seu respeito: “A tua lei está nas minhas partes internas.” Era isto o que o habilitou a dizer no início de seu ministério e da carreira provadora: “Agradei-me em fazer a tua vontade, ó meu Deus.” — Sal. 40:8.

      14. (a) Aplica-se o mesmo a nós? (b) No caso de Eva. como se ofereceu um ponto de vista errado, levando a que atitude má?

      14 O mesmo se dá em nosso caso. O ponto de vista correto é essencial, se havemos de edificar e manter a atitude mental correta. Do contrário, o ponto de vista errôneo, embora tido em toda a sinceridade, levará provavelmente a uma atitude errônea. Isto foi o que aconteceu com Eva. Note as palavras iniciais, enfatizando a munificência e generosidade de Deus, quando ele deu “esta ordem ao homem: ‘De toda árvore do jardim podes comer à vontade.”‘ Depois veio a única exceção: “Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é

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