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Onde estamos segundo a tabela de tempo de Deus?A Sentinela — 1967 | 15 de outubro
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muito depois da desolação de Jerusalém. Isto de novo destaca a precisão da “tabela de tempo” de Deus.
No começo do primeiro século de nossa Era Comum, os judeus fiéis aguardavam o Messias por causa das profecias registradas. Disse-se ao profeta Daniel que “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, [haverá] sete semanas, e sessenta e duas semanas”. (Dan. 9:24, 25, Al) Em outras palavras, sessenta e nove semanas de anos ou 483 anos (pois são semanas simbólicas) deveriam passar. (Eze. 4:6) Foi em 455 A. E. C. que o Rei Artaxerxes decretou que a cidade de Jerusalém e sua muralha fossem reconstruídas. (Nee. 2:1-8) Contados a partir de 455 A. E. C., os 483 anos terminariam em 29 E. C. Em 29 E. C., Jesus de Nazaré foi ungido com espírito santo, tornando-se nesta ocasião Jesus Cristo ou Jesus, o Messias, o ungido. Naquele ano, André, o irmão de Simão Pedro, declarou: ‘Achamos o Messias’ (que, traduzido, quer dizer: Cristo).” (João 1:41) Isto foi precisamente conforme predito pelo profeta Daniel, há séculos atrás.
Visto que as profecias e as promessas de Deus encorajaram os homens no decorrer de todas as eras, nós, que vivemos na conclusão deste sistema de coisas, seremos sábios em nos voltar para as mesmas fontes, para nos encorajarmos. — Rom. 15:4.
FIM DOS TEMPOS DOS GENTIOS
A nossa geração é muitíssimo crucial. A cronologia e as profecias bíblicas concordam com isto. Vivemos hoje em dia no limiar do Armagedom, a guerra de Deus em que os perversos serão eliminados da terra. Isto também significa que estamos no limiar do domínio incomparavelmente pacífico e justo de Cristo que se seguirá. Como, porém, podemos estar seguros? Por causa das profecias e da infalível “tabela de tempo” de Deus. — 2 Tim. 3:1-5; Mat. 24:21; 2 Ped. 3:13.
Considere o fator tempo fornecido por Jesus. Disse: “Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” (Luc. 21:24) Depois disto, como ele disse, “nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de angústia”. (Mat. 24:7, 8) Os “tempos designados das nações” mencionados por Jesus, indicavam um período em que não haveria nenhum governo representativo de Jeová, às mãos da linhagem real do Rei Davi, que interferisse com o domínio gentio da terra. Assim, quando é que tais “tempos” começaram, e por quanto tempo se estenderam?
Tais Tempos dos Gentios começaram a ser contados a partir de 607 A. E. C., quando Jerusalém, a capital do governo representativo de Deus na terra, foi destruída pelo rei de Babilônia. Deveriam durar sete tempos simbólicos, conforme indicado por Daniel, capítulo 4. Ali, em Daniel, encontra-se uma profecia a respeito do reino de Deus (Dan. 4:34), profecia que apontava para o tempo em que se daria àquele escolhido por Deus o direito de governar (Dan. 4:17, 25, 32) depois de ter decorrido um período de “sete tempos”. A Bíblia indica que cada um desses “tempos” teria 360 anos, e que os sete, portanto, teriam 2.520 anos.”a Esse período de tempo findou no outono (hemisfério norte) de 1914 de nossa Era Comum. Este fato é significativo porque, segundo as profecias da “tabela de tempo” de Deus, a terra deveria testemunhar marcante mudança depois de 1914. Bem, será que testemunhou mesmo?
EVIDÊNCIA QUE ASSINALA O FIM
Com mais de trinta e cinco anos de antecedência, as testemunhas de Jeová proclamaram que 1914 seria um ano marcado. Já desde 1877 suas publicações avisavam que 1914 veria a interrupção do domínio gentio por parte do reino de Deus. Criam firmemente que a profecia de Jesus sobre a conclusão do sistema de coisas se comprovaria, que depois do fim dos Tempos dos Gentios o reino messiânico de Deus assumiria pleno poder e as potências gentias da terra seriam desalojadas.
Mas, nada na parte inicial de 1914 indicava que estava prestes uma insurreição mundial. As nações estavam em paz. A cena mundial era o que os zombadores sonhavam, e muitos realmente zombaram. Não foi senão em fins de junho de 1914 que o mundo começou a sentir os abalos da instabilidade mundial. Por volta de 1.° de outubro de 1914, porém, tornou-se óbvio que a profecia de Jesus se cumprira e que os “tempos designados das nações” terminaram. Os historiadores e os estadistas mencionam 1914 E. C. como sendo a “linha divisória da História”, “o dia em que o mundo enlouqueceu”, “o momento decisivo”, quando ‘o mundo iniciou sua marcha para o desastre’. Isto é precisamente o que a “tabela de tempo” de Deus disse que 1914 seria, o ano que assinalava o fim dos Tempos dos Gentios.
A Primeira Guerra Mundial não resolveu os problemas do mundo. Simplesmente semeou as sementes que lançaram o mundo em outra guerra até mesmo maior na mesma geração, a saber, a Segunda Guerra Mundial. Pouco depois disso vieram guerras e revoluções menores. Conforme Jesus predisse, o fim dos Tempos dos Gentios assinalaria “um princípio das dores de angústia” para a terra, e tem sido mesmo.
Desde 1914, a terra também tem provado a fome sem precedentes. A escassez de víveres tem afetado duas vezes mais pessoas do que afetou nos 900 anos antes. As pestilências aumentaram na terra e ainda continuam a aumentar. Os distúrbios mentais e nervosos, as doenças do coração e o câncer atingem proporções de calamidade global. E os terremotos, também, trazem crescentes ais. O tributo anual em vidas colhidas por terremotos desde 1914 tem sido dez vezes maior do que era antes daquele ano.
Tais eventos sublinham a precisão da “tabela de tempo” de Deus. Tornam-nos testemunhas das profecias cumpridas. Dizem-nos o que Satanás, o Diabo, já sabe, a saber, que estamos no limiar do Armagedom, que o domínio iníquo dele está prestes a findar, que ‘venha o reino de Deus’ se tornará uma realidade em breve para a terra. — Rev. 12:12.
O FIM DOS 6.000 ANOS
Ao examinarmos estes fatos bíblicos, outra coisa também capta nossa atenção. Segundo a cronologia bíblica, já passamos mais de cinqüenta e dois anos do “tempo do fim” do iníquo sistema de coisas. Esse tempo começou no outono (hemisfério norte) de 1914 E. C., na terminação dos “tempos designados das nações” e já se acha bem adiantado. Jesus disse que “esta geração” que visse o começo deste período de tempo em 1914 também veria o seu fim. A geração que já tinha idade suficiente para ver com entendimento estes eventos em 1914 não é mais jovem. Não mais tem muitos anos de vida. Já muitos de seus membros têm morrido. Mas, Jesus mostrou que ainda haveria membros ‘desta geração’ vivos no tempo da eliminação deste iníquo sistema de coisas, tanto no céu como na terra. (Luc. 21:32, 33) Quanto tempo haverá, então, até que Deus aja de modo a destruir os perversos e conceder as bênçãos do seu domínio do Reino?
É interessante notar que o outono (hemisfério norte) do ano 1975 assinala o fim de 6.000 anos da experiência humana. Isto é comprovado por meio de cronologia fidedigna preservada na própria Bíblia. O que significará tal ano para a humanidade? Será que significará o tempo em que Deus executará os perversos e começará o reinado milenar de seu Filho, Jesus Cristo? É bem possível que sim, mas teremos de esperar para ver. Todavia, disto podemos estar certos: a geração que Jesus disse que testemunharia tais eventos se aproxima de seu fim. O tempo está próximo. Na “tabela de tempo” de Deus, estamos nos dias finais dum perverso sistema de coisas que em breve terá desaparecido para sempre. Uma gloriosa nova ordem está bem à nossa frente. Esta é, portanto, uma boa razão para que os cristãos em toda parte se regozijem. Sim, regozijam-se porque está às portas o cumprimento de suas orações pedindo o reino de Deus. — Luc. 21:28.
Por conseguinte, tenha presente a admoestação do Senhor Jesus ao falar sobre os nossos dias: “Mantende-vos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejais bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem.” (Luc. 21:36) A profecia é certa; o tempo é curto.
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Está convidado a voltarA Sentinela — 1967 | 15 de outubro
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Está convidado a voltar
TODO ano as testemunhas de Jeová e seus amigos se reúnem em grupos congregacionais ao redor da terra para celebrar a “ceia do Senhor” em 14 de nisã, segundo o antigo celendário judaico. Este ano, tal ceia comemorativa foi celebrada na noite de 25 de março. Talvez tenha estado presente.
Anualmente, grandes números de leitores de A Sentinela comparecem à Comemoração. Em 1966, 1.971.107 pessoas se reuniram ao redor do mundo naquela ocasião sagrada. O relatório para este ano ainda não foi publicado, mas temos toda razão de crermos que novamente a assistência foi grande. Todavia, algo nos preocupa: Neste ano passado observamos que cerca de um milhão de pessoas que compareceram à Comemoração jamais vieram a nenhuma das outras reuniões congregacionais. Estas outras reuniões são de igual importância na vida do cristão. A Bíblia é igualmente pronunciada ao nos aconselhar a freqüentar estas reuniões como o é em nos instruir a realizar a “ceia do Senhor”. (Heb. 10:23-25) Por que, então, tantas pessoas assistem a uma reunião mas não às outras?
Surpreendente número de pessoas crêem aparentemente que tudo que se requer delas como cristãos e para que obtenham a salvação é assistirem a uma só reunião. Assim, despercebem um dos pontos básicos destacados na refeição noturna do Senhor, a saber, a necessidade de os cristãos se reunirem regularmente.
Tal necessidade foi destacada pelo
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