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  • Havia o Messias de sofrer e morrer?
    Despertai! — 1983 | 22 de setembro
    • fracassou nisso, e que, em vez disso, sofreu e foi morto?

      Como indicam seus escritos, logo após a morte de Jesus seus discípulos judaicos chegaram à conclusão de que algumas profecias importantes das Escrituras Hebraicas não haviam sido notadas, passagens que indicavam que o Messias faria uma obra preliminar antes de reinar sobre Israel. Que obra é essa? E onde falam as Escrituras Hebraicas sobre o Messias realizar essa obra preliminar?

      A Profecia Messiânica de Daniel

      Embora as Escrituras Hebraicas usem amiúde a palavra hebraica para Messias, ou ungido, para se referir a reis e a sacerdotes do antigo Israel, sempre se usam adjetivos qualificativos no texto hebraico em que esses ungidos menos importantes são mencionados. Contudo, existe uma passagem em que a palavra hebraica para Messias aparece sem adjetivo qualificativo, indicando que ali se refere ao Messias. Note o que diz essa passagem:

      “Setenta semanas (de anos) têm sido designadas sobre vós, povo, e sobre a vossa cidade santa, para reprimir a apostasia e dar fim ao pecado, e para expiar o erro, e para trazer salvação eterna [“justiça eterna”], . . . E podeis saber e entender: Desde a emissão do decreto para reconstruir Jerusalém até o Ungido [“o Messias”, Patai], o Príncipe, há sete semanas (de anos); também sessenta e duas semanas (de anos), de modo que a feira e o fosso serão reconstruídos, e isso na premência dos tempos. E após as sessenta e duas semanas (de anos) um Ungido [“o Messias”, Patai] será destruído [“cortado”, JP].” — Daniel 9:24-26, tradução de Zunz (em inglês).

      Curiosamente, ao passo que as Escrituras falam ali da implantação da justiça eterna, essa não é atribuída ao governo do Messias. Pelo contrário, é associada com o Messias ser ‘cortado’ na morte!

      Adicionalmente, somos informados de que esses eventos estão ligados ao “dar fim ao pecado”. Isso sem dúvida é notável, pois as Escrituras Hebraicas nos informam de que todos nós temos uma tendência inata para fazer o que é errado, ou pecar. Por exemplo, em Gênesis 8:21 cita-se Deus como tendo dito: “A imaginação do coração humano é má desde a sua juventude.” Somos também informados: “Nenhum homem sobre a terra é tão justo que faça sempre o que é bom e jamais peque.” (Eclesiastes 7:20, Leeser) Contudo, apesar dessa inclinação que todos nós temos, que não podemos superar completamente, o aparecimento e a morte do Messias realmente ‘dão fim ao pecado’! Não é de admirar que isso tenha sido dito em conexão com o se ‘trazer a justiça eterna’!

      Ademais, Daniel 9 diz que o aparecimento e a morte do Messias iriam “expiar o erro”. Nas Escrituras Hebraicas, “expiação” refere-se a cobrir pecados por meio de ofertas de sacrifícios animais. (Êxodo 29:36) Mas, curiosamente, Daniel 9 fala de expiação, não em conexão com a morte de qualquer animal, mas, antes, em conexão com a morte do Messias!

      “Sacrifício Pelos Pecados” de Outros

      É digno de nota que ao passo que Daniel 9:24-26 alude à expiação substitutiva, existe outra passagem nas Escrituras Hebraicas que descreve explicitamente a expiação por sofrimento e morte substitutivos. Essa profecia fala especificamente do sofrimento e da morte de um personagem, destarte provendo expiação pelos pecados de outros. De fato, o texto fala realmente de sua alma como que se tornando uma oferta de culpa pelos pecados de outros! Note o que Isaías 53:3-12 (A Bíblia de Jerusalém) nos diz sobre esse servo de Deus:

      “Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos caso nenhum dele. E no entanto, eram as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores que ele carregava. . . . Mas ele foi trespassado por causa das nossas transgressões, esmagado em virtude das nossas iniqüidades. O castigo que havia de trazer-nos a paz caiu sobre ele, sim, por suas feridas fomos curados. . . . Iahweh fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. . . . Quem se preocupou com o fato de ter ele sido cortado da terra dos vivos, de ter ele sido ferido pela transgressão do seu povo? . . . Mas, se ele oferece a sua vida como sacrifício pelo pecado [“oferece a si mesmo em restituição”, JP], certamente verá uma descendência, prolongará os seus dias, e por meio dele o desígnio de Deus há de triunfar. Após o trabalho fatigante da sua alma ele verá a luz e se fartará. Pelo seu conhecimento, o justo, meu Servo, justificará a muitos e levará sobre si as suas transgressões. Eis por que lhe darei um quinhão entre as multidões; com os fortes repartirá os despojos, visto que entregou a sua alma à morte . . . mas na verdade levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores fez intercessão.”

      Observe que Isaías falou da implantação da justiça por meio de uma pessoa que é ‘esmagada em virtude das nossas iniqüidades’ qual “sacrifício pelo pecado” e que por conseguinte leva “a iniqüidade de todos nós”. Visto que Daniel 9:24-26 indicou que o Messias proveria tal expiação, Isaías 53:3-12 também deve referir-se à obra do Messias.

      Explicado um Paradoxo

      Mas, se o Messias havia de sofrer e morrer para expiar os pecados de outros, como pode governar qual rei, como Isaías também havia profetizado? O próprio Isaías aludiu a esse aparente paradoxo ao dizer sobre o Messias: “Mas, se ele oferece a sua vida como sacrifício pelo pecado, . . . prolongará os seus dias”, e “com os fortes repartirá os despojos, visto que entregou a sua alma à morte”. Como poderia realmente ocorrer tal evidente paradoxo? Como é possível a pessoa ‘prolongar os seus dias’ após ter ‘entregue a sua alma à morte’?

      Como outro servo de Deus certa vez perguntou: “Se um homem morre, pode ele viver de novo?” (Jó 14:14) As Escrituras Hebraicas respondem com um retumbante Sim! Não só existem exemplos registrados em que os profetas de Deus trouxeram de novo à vida pessoas mortas, mas somos também informados da época em que “muitos dos que dormem no pó da terra acordarão”. — Daniel 12:2; veja 1 Reis 17:17-24; 2 Reis 4:32-37; 13:20, 21.

      Assim, para que a Palavra de Deus se cumprisse, o Messias também precisava ser trazido de novo à vida, ou ser ressuscitado. Apenas então estaria em condições de reinar e proporcionar bênçãos adicionais à humanidade. As palavras de Davi podiam, assim, ser corretamente aplicadas a ele: ‘‘Não abandonarás a minha alma na sepultura.” — Salmo 16:10, Le.

      Essas profecias bíblicas foram eventualmente entendidas assim pelos discípulos judaicos de Jesus, do primeiro século. Assim, o sofrimento e a morte de Jesus não mais foram encarados como entraves a ele ser o Messias. Na verdade, tais eventos vieram a ser encarados como evidência corroborativa de que Jesus era o Messias!

      Por Que Tão Difícil de Aceitar?

      Contudo, a maior parte da nação judaica naquele tempo achou difícil aceitar esse conceito de um Messias sofredor e morredouro. Sem dúvida, isso se deu devido a outras crenças populares no período. Por exemplo, muitos judeus criam lhes ser possível sobrepujar completamente sua inclinação inata para o mal por meio de seus empenhos em guardar a Lei mosaica, a Torá. Tais pessoas esperavam “dar fim ao pecado” por conta própria, e conseqüentemente não viam nenhuma necessidade de um Messias morrer e assim expiar os pecados deles.

      Outro ensinamento popular era o de que os judeus seriam declarados justos por Deus simplesmente por serem descendentes de Abraão. Novamente, se a justiça é automaticamente imputada aos judeus, não há necessidade de um Messias para ‘justificar a muitos’. Sim, como disse Klausner, “a inteira idéia de um Messias que havia de ser morto era, nos dias de Jesus, impossível de compreender . . . por parte dos judeus”.

      Talvez por uns 100 anos após a morte de Jesus o povo judaico se recusou a crer num Messias que seria morto. E daí aconteceu algo que mudou isso. Que foi?

  • Que aconteceu às expectativas judaicas?
    Despertai! — 1983 | 22 de setembro
    • Que aconteceu às expectativas judaicas?

      A COLEÇÃO de antigos escritos judaicos conhecida como Talmude da Babilônia, contém o seguinte comentário sobre o Messias, datado do início do segundo século:

      “‘E a terra pranteará’ (Zac. 12:12). Qual a razão desse pranto? . . . o r[abino] Dosa diz: ‘[Prantearão] por causa do Messias, que será morto.’”

      Curiosamente, essa passagem fala do Messias como sendo morto; contudo, temos visto que tal conceito era incompreensível para os judeus do primeiro século. Que contribuiu para a mudança de conceito?

      Parece que a idéia de um Messias morredouro ganhou popularidade durante o segundo século de nossa Era Comum, especialmente desde a morte de Simeon Barcocheba. Barcocheba era guerreiro, um político revolucionário. Foi amplamente aclamado como sendo o Messias. Mesmo o rabino Aquiba-ben-José, que tem sido chamado de “o mais influente de todos os Sábios rabínicos aclamou Barcocheba qual Messias.

      Barcocheba acabou liderando uma revolta judaica contra o governo romano. Após uma vitória inicial sobre as legiões de Roma, Barcocheba combateu por três anos os exércitos romanos que reapareciam, numa luta que exigiu mais de meio milhão de vidas judaicas. Contudo, a rebelião foi esmagada em 135 EC e Barcocheba foi morto.

      A geração que sinceramente apoiou Barcocheba se encontrava agora numa situação estranha. A morte de Barcocheba pôs em questão não só a esperança messiânica mas também a honra do rabino José. O dr. José Heinemann, da Universidade Hebraica, em Jerusalém, explica o impacto da morte de Barcocheba sobre seus contemporâneos:

      “Essa geração deve ter tentado, a todo custo, conseguir o impossível: apoiar o messianismo de Barcocheba, apesar de seu fracasso. Essa posição paradoxal não poderia encontrar expressão mais adequada

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