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Conflito secular prestes a acabarA Sentinela — 1976 | 1.° de agosto
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examinar o começo do conflito. Só assim poderemos fazer uma identificação correta das partes envolvidas.
INÍCIO DO CONFLITO
Daniel foi informado: “Um rei poderoso [Alexandre Magno, primeiro filho de Filipe (rei da Macedônia), segundo a versão do Manuscrito Siríaco] se há de pôr de pé, e ele há de dominar com domínio extenso e fazer segundo o seu bel-prazer. E quando se tiver posto de pé, seu reino será destroçado e repartido para os quatro ventos dos céus, mas não para a sua posteridade e não segundo o seu domínio com que tinha dominado.” — Dan. 11:3, 4.
Em cumprimento destas palavras proféticas, com o tempo, depois da morte de Alexandre Magno, o império que construíra passou para as mãos de quatro de seus generais, que se haviam estabelecido no poder já por volta de 301 A. E. C. Seleuco Nicátor apossou-se da Mesopotâmia e da Síria. Cassandro começou a governar a Macedônia e a Grécia. Ptolomeu Lagos passou a ter o Egito e a Palestina como seu domínio. Lisímaco obteve o controle sobre a Trácia e a Ásia Menor.
A revelação feita a Daniel, a partir deste ponto, dá atenção primária a dois reis, o “rei do norte” e o “rei do sul”. Visto que o fundador da dinastia selêucida, Seleuco Nicátor, controlava o território ao norte da pátria do povo de Daniel, ele começou a desempenhar o papel do “rei do norte”. Em vista do seu domínio com relação à pátria de Daniel, Ptolomeu Lagos ocupava a posição de “rei do sul”. Com o passar dos anos, o “rei do norte” e o “rei do sul” mudaram quanto às pessoas envolvidas. Não obstante, estes “reis” ou forças governantes continuaram a guerrear um contra o outro.
MUDANÇA NA IDENTIDADE
Uma mudança maior na identidade do “rei do norte” ocorreu no primeiro século A. E. C. Isto se deu porque, no ano 65 A. E. C., o general romano Pompeu destronou Antíoco XIII da dinastia selêucida. Daí, em 64 A. E. C., a Síria, região que havia sido controlada pela dinastia selêucida, tornou-se província romana. Roma assumiu assim o papel do “rei do norte”.
O que confirma esta mudança na identidade do “rei do norte” é o modo em que os incidentes relacionados com o Messias, neste ponto, fazem parte da narrativa profética a respeito da luta entre o “rei do norte” e o “rei do sul”. Daniel 11:20-22 diz:
“Na sua posição [na de rei do norte] terá de erguer-se alguém que fará um exator passar pelo esplendoroso reino e em poucos dias será destroçado, mas não em ira nem em guerra. E na sua posição terá de erguer-se um que há de ser desprezado, e certamente não colocarão sobre ele a dignidade do reino; e realmente chegará durante a despreocupação e apossar-se-á do reino por meio de insídia. E quanto aos braços da inundação, serão inundados por sua causa e serão destroçados; assim como também o será o líder do pacto.”
Foi o envio do “exator” através do Império Romano, pelo “rei do norte”, que manobrou os assuntos, em cumprimento da profecia, para Jesus nascer em Belém. Apresentando o registro histórico do que aconteceu, o médico Lucas escreveu:
“Ora, naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que toda a terra habitada se registrasse; (este primeiro registro ocorreu quando Quirino era governador da Síria;) e todos viajaram para se registrarem, cada um na sua própria cidade. José, naturalmente, subiu também da Galiléia, da cidade de Nazaré, e foi à Judéia, à cidade de Davi, que se chama Belém, por ser membro da casa e família de Davi, a fim de ser registrado com Maria, que lhe fora dada em casamento, conforme prometido, nesta ocasião já grávida. Enquanto estavam ali, completaram-se os dias para ela dar à luz.” — Luc. 2:1-6.
Daí, em 19 de agosto de 14 E. C., num tempo comparativamente curto depois de ordenar este registro, Augusto faleceu, “não em ira nem em guerra”. O “desprezado” que sucedeu a Augusto foi Tibério. Foi durante o governo de Tibério que o profético “Líder do pacto”, Jesus Cristo, foi ‘destroçado’ na morte.
NOSSOS DIAS
A profecia sobre o “rei do norte” e o “rei do sul” não terminou nos dias do Império Romano. Sabemos disso porque essa profecia aponta para acontecimentos que devem ocorrer no “tempo do fim”. (Dan. 11:40) Conforme já observado, os eruditos bíblicos, mesmo num tempo tão recente como o século dezenove, reconheceram que este período era ainda futuro. A evidência composta da profecia bíblica e da cronologia bíblica colocam o início do “tempo do fim” do mundo no ano em que irrompeu a Primeira Guerra Mundial, 1914. Este é o próprio ano reconhecido por muitos historiadores como um ponto decisivo na história. Portanto, surge a pergunta: Enquadra-se aquilo que o livro de Daniel diz sobre os acontecimentos no “tempo do fim” no que vimos no século vinte, em especial desde 1914?
Lemos a respeito do que havia de acontecer: “No tempo do fim, o rei do sul se empenhará com ele em dar empurrões, e o rei do norte arremeterá contra ele com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e ele há de entrar nas terras, e inundar, e passar. . . . E ele dominará realmente sobre os tesouros ocultos de ouro e de prata.” — Dan. 11:40-43.
Quando examinamos a história moderna, o que encontramos? Existem hoje algumas potências que correspondam ao “rei do norte” e ao “rei do sul”? Pois bem, o antigo “rei do norte” dominava a região ao norte da pátria de Daniel, uma parte daquilo que é hoje o estado de Israel. Assim, pois, que grande potência controla atualmente uma vasta região ao norte deste território? Não é o bloco comunista de nações? Sim.
No que se refere ao “rei do sul”, que grande potência exerceu autoridade no Egito durante o princípio do século vinte? Um exame de qualquer obra de referência a respeito do Egito lhe dirá que foi a Grã-Bretanha. Por exemplo, The World Book Encyclopedia diz: “As fortes demandas egípcias de liberdade do domínio britânico surgiram durante a Primeira Guerra Mundial. Uma revolta malograda ocorreu em 1919, o ano após o fim da guerra. O movimento nacionalista continuou a aumentar, e a Grã-Bretanha deu ao Egito a independência em 1922. O Egito tornou-se um reino, mas a Grã-Bretanha manteve forças militares ali. Em 1936, as tropas britânicas retiraram-se de todo o Egito, exceto da Zona do Canal de Suez, onde ficaram guardando aquela via de navegação.”
Em vista da íntima associação dos Estados Unidos da América com a Grã-Bretanha, é evidente que a Potência Mundial Anglo-Americana tem ocupado a posição do “rei do sul”. Conforme predito no livro de Daniel, não houve empurrões entre o “rei do sul” e o “rei do norte”? Não resultaram estes “empurrões” em considerável perda para a Potência Mundial Anglo-Americana? Considere o seguinte:
Quando terminou a Segunda Guerra Mundial, o bloco comunista de nações, o “rei do norte”, dominava 18 por cento da área terrestre da terra, com 7 por cento da população mundial. Mas qual é a situação atual? Trinta e cinco por cento da população do mundo, ocupando mais de uma quarta parte da área terrestre da terra, passou a estar sob o domínio do “rei do norte” comunista.
Como terminará finalmente este conflito? Obterá o “rei do norte” cada vez mais domínio, assumindo finalmente o domínio do “rei do sul”? Não. A profecia mostra que ambos, o “rei do norte” e o “rei do sul” chegarão ao seu fim. Jeová Deus, que previu a persistente luta entre estes dois reis, decretou também seu fim. Este virá, não por meio duma desastrosa guerra mundial, travada pelas nações, mas por meio do rei escolhido de Deus, o Príncipe Miguel, o Senhor Jesus Cristo. Daniel 12:1 nos diz: “Durante esse tempo pôr-se-á de pé Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor dos filhos de teu povo. E certamente virá a haver um tempo de aflição tal como nunca se fez ocorrer, desde que veio a haver nação até esse tempo. E, durante esse tempo, teu povo escapará, todo aquele que for achado inscrito no livro.”
O “tempo de aflição” mencionado aqui será uma “grande tribulação”, que acabará com todo o governo humano, inclusive o do “rei do norte” e o do “rei do sul”. Esta “grande tribulação” preparará também o terreno para o domínio justo do Senhor Jesus Cristo. Aqueles que temem a Deus, que se identificaram como estando do lado do Príncipe Miguel, escaparão da destruição vindoura. (Mat. 24:21, 22; Rev. 7:9, 14) Terão diante de si a perspectiva de viver na terra livre de opressão, injustiça e guerras, estando livres até mesmo da doença e da morte. — Rev. 21:3, 4; Sal. 37:9-11, 29.
Em vista do que está à frente, mostra a sua vida que aguarda o iminente fim do conflito secular? Tomou ação positiva para colocar-se do lado de Jesus Cristo, o Rei dos reis? Se não, exortamo-lo a examinar as Escrituras para saber o que é preciso para obter uma condição aprovada perante Deus. As Testemunhas de Jeová na sua localidade terão prazer em ajudá-lo por deixá-lo saber o que aprenderam da Bíblia.
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Missionários enviados — por quem?A Sentinela — 1976 | 1.° de agosto
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Missionários enviados — por quem?
‘VOCÊS são enviados como representantes de quem?’ foi a pergunta que Milton Henschel fez aos vinte e cinco da 60.ª turma de missionários da Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia, na sua formatura realizada na cidade de Nova Iorque, no domingo, 7 de março.
Henschel, o terceiro dos seis oradores do programa, respondeu à sua própria pergunta, em benefício dos formandos e das centenas de simpatizantes presentes. Indicou o exemplo do Missionário Principal, Jesus Cristo, o qual disse: “Eu o conheço [i. e., a Deus], porque sou representante dele, e Este me enviou.” — João 7:29.
O orador trouxe à atenção que Jesus fora enviado desde os domínios do céu. Ele desceu para viver no meio de homens imperfeitos, cujo modo de pensar e práticas eram alheias ao modo de pensar de Deus. (Isa. 55:8) Jesus nunca se queixou, nem se enalteceu como missionário de Deus, mas glorificou Aquele que o enviara.
Theodore Jaracz, presidente da sessão, iniciou a sua parte por mencionar que vários parentes dos formandos estavam presentes, vindos do além-mar. Observou que esta turma era jovem, com a idade média de uns vinte e oito anos, mas tinha, em média, servido como Testemunhas de Jeová já por treze anos, quase metade de sua vida.
Jaracz chamou então U. V. Glass, instrutor de Gileade, para dizer algumas palavras de despedida aos estudantes. Glass chamou atenção para o ouvido humano, com a sua capacidade de distinguir até mesmo leves diferenças no tom e na qualidade do som. O cristão, salientou ele, conhece o “som”, o “tom” exato da verdade da Palavra de Deus — a voz do Pastor Excelente. (João 10:2-5) Aconselhou os estudantes a estar atentos para rejeitar “tons” falsos ou falsificados, que poderiam atraí-los para longe de seu verdadeiro objetivo como missionários.
John C. Booth, o próximo orador, estivera em condições de conhecer quase todos dos mais de 5.000 graduados de Gileade, desde o começo, em 1943. Booth exortou os formandos por primeiro perguntar: “Estão qualificados para ser enviados como missionários?” Mencionou as cinqüenta e nove turmas precedentes. Não são os aumentos em louvadores de Deus, nos países aos quais se enviaram missionários, prova tangível de que estavam qualificados?
Depois deste discurso, houve um intervalo para descanso, durante o qual os presentes se puseram de pé, enquanto o encarregado das matrículas na Escola, E. A. Dunlap, leu telegramas de longe e de perto, expressando apreço pela Escola e desejando felicidades aos formandos, na sua designação.
“Acautele-se Para não se Tornar Desistente”, foi o tema abordado por Lyman Swingle. Lembrando aos formandos que eles haviam sido estudantes da Bíblia já antes de virem à Escola de Gileade, acrescentou que, na Escola, aprenderam muito mais ainda. Mas, na realidade, estavam então apenas começando a aprender. Se pensassem de outro modo, isso poderia levar à perda de sua espiritualidade e, por fim, à desistência e saída das fileiras dos missionários. De fato, até mesmo circunstâncias indesejáveis, que alguém poderia usar para desistir, podem tornar-se, realmente, mais uma lição para dar força.
“Nada do que possamos fazer enriquecerá a Jeová Deus. Contudo, ele nos convida a lhe trazermos nossas dádivas.” Com estas palavras, Leo Greenlees introduziu uma descrição dos arranjos de Deus para a oferta de sacrifícios a Ele, no templo da antiga Jerusalém. Apenas animais sadios,
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