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    A Bíblia — Palavra de Deus ou de Homem?
    • Capítulo 9

      Profecias que se cumpriram

      Os humanos não podem predizer o futuro com nenhum grau de certeza. Vez após vez, seus esforços de fazer predições fracassam miseravelmente. Portanto, um livro de profecias que realmente se cumpriram tem de atrair nossa atenção. A Bíblia é tal livro.

      1. (Inclua a introdução.) O que prova o fato de que a Bíblia registra profecias que se cumpriram?

      MUITAS profecias bíblicas cumpriram-se em tantos pormenores, que os críticos afirmam que elas foram escritas depois do cumprimento. Mas tais alegações não são verídicas. Deus, por ser todo-poderoso, é plenamente capaz de profetizar. (Isaías 41:21-26; 42:8, 9; 46:8-10) As profecias bíblicas que já se cumpriram são evidência de inspiração divina, não de autoria posterior. Examinaremos agora algumas notáveis profecias que já se cumpriram — fornecendo prova adicional de que a Bíblia é a palavra de Deus, não de mero homem.

      O Exílio em Babilônia

      2, 3. Que circunstâncias levaram o Rei Ezequias a mostrar todos os tesouros da sua casa e do seu domínio aos enviados de Babilônia?

      2 Ezequias foi rei em Jerusalém por uns 30 anos. Em 740 AEC, ele presenciou a destruição do seu vizinho setentrional, Israel, às mãos da Assíria. Em 732 AEC, sentiu o poder salvador de Deus, quando a tentativa assíria de conquistar Jerusalém fracassou, com resultados catastróficos para o invasor. — Isaías 37:33-38.

      3 Ezequias recebeu depois uma delegação de Merodaque-Baladã, rei de Babilônia. Aparentemente, os embaixadores estavam ali para congratular Ezequias pelo seu restabelecimento duma grave doença. No entanto, era provável que Merodaque-Baladã encarasse Ezequias como possível aliado contra a potência mundial da Assíria. Ezequias não fez nada para dissipar tal ideia, quando mostrou aos babilônios visitantes toda a riqueza da sua casa e do seu domínio. Talvez ele também quisesse aliados contra um possível retorno dos assírios. — Isaías 39:1, 2.

      4. Que consequências trágicas do erro de Ezequias profetizou Isaías?

      4 Isaías era o profeta de destaque naquele tempo, e ele discerniu prontamente a imprudência de Ezequias. Sabia que a defesa mais segura de Ezequias era Jeová, não Babilônia, e disse-lhe que o ato dele, de mostrar aos babilônios a sua riqueza, levaria a uma tragédia. “Vêm dias”, disse Isaías, “e tudo o que há na tua própria casa e o que os teus antepassados armazenaram até o dia de hoje será realmente levado a Babilônia”. Jeová decretou: “Não sobrará nada.” — Isaías 39:5, 6.

      5, 6. (a) O que disse Jeremias em confirmação da profecia de Isaías? (b) De que modo se cumpriram as profecias de Isaías e de Jeremias?

      5 Lá no oitavo século AEC, o cumprimento desta profecia talvez parecesse improvável. Cem anos mais tarde, porém, a situação mudou. Babilônia substituiu a Assíria como potência mundial dominante, ao passo que Judá ficou tão degradado, em sentido religioso, que Deus retirou sua bênção. Então, outro profeta, Jeremias, foi inspirado para repetir o aviso de Isaías. Jeremias proclamou: “Vou [trazer os babilônios] contra esta terra e contra os seus habitantes . . . E toda esta terra terá de tornar-se um lugar devastado, um assombro, e estas nações terão de servir ao rei de Babilônia por setenta anos.” — Jeremias 25:9, 11.

      6 Cerca de quatro anos depois de Jeremias ter feito esta profecia, os babilônios tornaram Judá parte do seu império. Três anos mais tarde, levaram a Babilônia alguns judeus cativos, junto com parte da riqueza do templo em Jerusalém. Oito anos depois, Judá revoltou-se e foi novamente invadida pelo rei babilônio, Nabucodonosor. Esta vez, a cidade e seu templo foram destruídos. Toda a sua riqueza, e os próprios judeus, foram levados à distante Babilônia, assim como fora predito por Isaías e Jeremias. — 2 Crônicas 36:6, 7, 12, 13, 17-21.

      7. Como confirma a arqueologia o cumprimento das profecias de Isaías e de Jeremias a respeito de Jerusalém?

      7 A Enciclopédia Arqueológica da Terra Santa menciona que, quando terminou o ataque babilônico, “a destruição da cidade [de Jerusalém] era total”.1 O arqueólogo W. F. Albright declara: “A escavação e a exploração de superfície, em Judá, provaram que as cidades de Judá não só foram completamente destruídas pelos caldeus nas suas duas invasões, mas tampouco foram reocupadas durante gerações — em muitos casos, nunca mais na história.”2 A arqueologia confirma assim o espantoso cumprimento dessa profecia.

      A Sorte de Tiro

      8, 9. Que profecia proferiu Ezequiel contra Tiro?

      8 Ezequiel foi outro escritor antigo que registrou profecias divinamente inspiradas. Ele profetizou desde o fim do sétimo e até o começo do sexto século AEC — quer dizer, nos anos que levaram à destruição de Jerusalém, e, depois, nas primeiras décadas do exílio dos judeus em Babilônia. Até mesmo alguns críticos modernos concordam que o livro foi escrito aproximadamente naquela época.

      9 Ezequiel registrou uma notável profecia sobre a destruição da vizinha setentrional de Israel, Tiro, que passara duma atitude de amizade para com o povo de Deus para uma de inimizade. (1 Reis 5:1-9; Salmo 83:2-8) Ele escreveu: “Assim disse o Soberano Senhor Jeová: ‘Eis que sou contra ti, ó Tiro, e vou fazer subir contra ti muitas nações, assim como o mar faz subir as suas ondas. E elas certamente arruinarão as muralhas de Tiro e derrubarão as suas torres, e vou raspar dela o seu pó e fazer dela a lustrosa superfície escalvada dum rochedo. . . . E as tuas pedras, e o teu madeiramento, e o teu pó colocarão no próprio meio da água.’” — Ezequiel 26:3, 4, 12.

      10-12. Quando se cumpriu finalmente a profecia de Ezequiel, e como?

      10 Aconteceu assim realmente? Ora, uns poucos anos depois de Ezequiel ter proferido esta profecia, o rei de Babilônia, Nabucodonosor, pôs cerco a Tiro. (Ezequiel 29:17, 18) Todavia, não foi um cerco fácil. Tiro estava parcialmente situada no continente (a parte chamada de Antiga Tiro). Mas parte da cidade encontrava-se numa ilha a uns 800 m da costa. Nabucodonosor sitiou a ilha durante 13 anos, antes de ela finalmente se sujeitar a ele.

      11 No entanto, foi em 332 AEC que a profecia de Ezequiel finalmente se cumpriu em todos os seus pormenores. Naquele tempo, Alexandre Magno, conquistador procedente da Macedônia, invadia a Ásia. Tiro, segura na sua ilha, resistiu a ele. Alexandre não quis deixar um inimigo em potencial na sua retaguarda, mas tampouco quis passar anos sitiando Tiro, assim como Nabucodonosor fizera.

      12 Como solucionou este problema militar? Fez um aterro, um molhe, até a ilha, para que seus soldados pudessem marchar por ele e atacar a cidade-ilha. Note, porém, o que ele usou para construir o molhe. The Encyclopedia Americana (A Enciclopédia Americana) relata: “Com os detritos da parte continental da cidade, que ele havia demolido, ele construiu um enorme molhe em 332, para ligar a ilha ao continente.” Depois de um cerco relativamente breve, a cidade-ilha foi destruída. Ademais, a profecia de Ezequiel cumpriu-se em todos os seus pormenores. Até mesmo ‘as pedras, o madeiramento e o pó’ da Antiga Tiro foram ‘colocados no próprio meio da água’.

      13. Como descreveu um viajante, no século 19, o sítio da antiga Tiro?

      13 Um viajante no século 19 comentou o que sobrara da antiga Tiro nos dias dele, dizendo: “Da Tiro original, conhecida de Salomão e dos profetas de Israel, não resta mais vestígio, exceto nos seus sepulcros escavados em rocha nas encostas dos morros, e em muros de alicerce . . . Nem mesmo a ilha, que Alexandre, o Grande, ao sitiar a cidade, converteu num cabo por encher de terra a água entre ela e o continente, contém relíquias discerníveis dum período anterior ao das Cruzadas. A cidade moderna, toda ela comparativamente nova, ocupa a metade setentrional do que antes era a ilha, ao passo que quase todo o restante da superfície está coberto de ruínas indistinguíveis.”3

      A Vez de Babilônia

      14, 15. Que profecias contra Babilônia registraram Isaías e Jeremias?

      14 Lá no oitavo século AEC, Isaías, o profeta, que avisou os judeus sobre a sua vindoura subjugação por Babilônia, também predisse algo espantoso: o total aniquilamento da própria Babilônia. Predisse isso em pormenores vívidos: “Eis que desperto contra eles os medos . . . E Babilônia, ornato dos reinos, beleza do orgulho dos caldeus, terá de tornar-se como quando Deus derrubou Sodoma e Gomorra. Nunca mais será habitada, nem residirá ela por geração após geração.” — Isaías 13:17-20.

      15 Também o profeta Jeremias predisse a queda de Babilônia, que ocorreria muitos anos mais tarde. E ele incluiu um detalhe interessante: “Há uma devastação sobre as suas águas e elas terão de secar-se. . . . Os poderosos de Babilônia deixaram de lutar. Ficaram sentados nas praças fortes. Sua potência secou-se.” — Jeremias 50:38; 51:30.

      16. Quando foi Babilônia conquistada, e por quem?

      16 Em 539 AEC, chegou ao fim o período do domínio de Babilônia como potência mundial proeminente, quando o vigoroso governante persa, Ciro, acompanhado pelo exército da Média, marchou contra a cidade. No entanto, Ciro viu-se confrontado com um enorme problema. Babilônia era cercada por gigantescas muralhas e parecia inexpugnável. O grande rio Eufrates também atravessava a cidade e contribuía muito para as defesas dela.

      17, 18. (a) De que modo houve ‘uma devastação sobre as águas’ de Babilônia? (b) Por que ‘deixaram de lutar os poderosos’ de Babilônia?

      17 O historiador grego Heródoto descreve como Ciro solucionou o problema: “Colocou o exército, parte no ponto onde o Eufrates penetra na Babilônia, parte no local onde o rio deixa o país, com ordem de invadir a cidade pelo leito do mesmo, logo que se tornasse vadeável . . . Desviou as águas do rio para o lago [artificial escavado por um anterior governante de Babilônia] pelo canal de comunicação. As águas se escoaram, e o leito do rio facilitou a passagem. Sem perda de tempo, os persas postados nas margens entraram na cidade, com as águas do rio dando apenas pelas coxas.”4

      18 Foi assim que a cidade caiu, conforme Jeremias e Isaías haviam avisado. Mas queira notar o cumprimento pormenorizado da profecia. Havia literalmente ‘uma devastação sobre as suas águas, e elas se secaram’. Foi por baixar as águas do Eufrates que Ciro conseguiu entrar na cidade. ‘Deixaram de lutar os poderosos de Babilônia’, conforme Jeremias avisara? A Bíblia — bem como os historiadores gregos Heródoto e Xenofonte — registra que os babilônios na realidade estavam em festa quando se deu o ataque persa.5 A Crônica de Nabonido, uma inscrição cuneiforme oficial, diz que as tropas de Ciro entraram em Babilônia “sem batalha”, o que provavelmente significa sem uma grande e acirrada batalha.6 Evidentemente, os poderosos de Babilônia não fizeram muita coisa para protegê-la.

      19. Cumpriu-se a profecia de que Babilônia ‘nunca mais seria habitada’? Queira explicar isso.

      19 Que dizer da previsão de que Babilônia “nunca mais será habitada”? Isto não se cumpriu logo em 539 AEC. Mas a profecia cumpriu-se infalivelmente. Após a sua queda, Babilônia foi o centro de várias rebeliões, até 478 AEC, quando foi destruída por Xerxes. No fim do quarto século, Alexandre Magno planejou restaurá-la, mas faleceu antes de a obra ter feito muito progresso. Daí em diante, a cidade simplesmente entrou em declínio. No primeiro século da nossa Era Comum ainda havia gente morando ali, mas hoje, tudo o que resta da antiga Babilônia é um montão de ruínas no Iraque. Mesmo que suas ruínas fossem parcialmente restauradas, Babilônia seria apenas uma atração turística, não uma cidade viva e vibrante. Seu sítio desolado dá testemunho do derradeiro cumprimento das profecias inspiradas feitas contra ela.

      A Marcha de Potências Mundiais

      20, 21. Que profecia viu Daniel a respeito da marcha de potências mundiais, e como se cumpriu?

      20 No sexto século AEC, durante o exílio judaico em Babilônia, outro profeta, Daniel, foi inspirado para registrar algumas notáveis visões que prediziam o rumo futuro de eventos mundiais. Numa delas, Daniel descreve diversos animais simbólicos, que suplantam um ao outro no cenário mundial. Um anjo explica-lhe que esses animais prefiguram a marcha de potências mundiais daquele tempo em diante. Falando sobre os últimos dois animais, ele diz: “O carneiro que viste, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia. E o bode peludo representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este representa o primeiro rei. E que este foi quebrado, de modo que por fim se ergueram quatro em seu lugar, haverá quatro reinos que se erguerão de sua nação, mas não com o seu poder.” — Daniel 8:20-22.

      21 Esta previsão profética cumpriu-se com precisão. O Império Babilônico foi derrubado pela Medo-Pérsia, a qual, 200 anos depois, cedeu diante da potência mundial grega. O Império Grego foi encabeçado por Alexandre Magno, o “chifre grande”. Todavia, após a morte de Alexandre, seus generais lutaram entre si pelo poder, e, por fim, o vasto império foi dividido em quatro impérios menores, “quatro reinos”.

      22. Numa profecia relacionada, sobre a marcha de potências mundiais, a respeito de que potência mundial adicional se profetizou?

      22 No capítulo 7 de Daniel, uma visão um tanto similar também previa o futuro longínquo. A potência mundial babilônica foi retratada por um leão, a persa, por um urso, e a grega, por um leopardo com quatro asas nas costas e quatro cabeças. Daniel viu então outra fera, “atemorizante e terrível, e extraordinariamente forte . . . , e tinha dez chifres”. (Daniel 7:2-7) Esta quarta fera prefigurava o poderoso Império Romano, que começou a desenvolver-se cerca de três séculos depois de Daniel registrar esta profecia.

      23. Em que sentido era a quarta fera da profecia de Daniel “diferente de todos os outros reinos”?

      23 O anjo profetizou a respeito de Roma: “Quanto ao quarto animal, virá a haver na terra um quarto reino que será diferente de todos os outros reinos; e devorará toda a terra e a pisoteará e esmiuçará.” (Daniel 7:23) H. G. Wells, no seu livro História Mundial de Bolso, diz: “Esta nova potência romana, que surgiu para dominar o mundo ocidental no segundo e no primeiro séculos a.C., era em vários sentidos diferente de qualquer dos grandes impérios que até então haviam prevalecido no mundo civilizado.”7 Começou como república e prosseguiu como monarquia. Dessemelhante dos impérios precedentes, não era a criação de um único imperador, mas desenvolveu-se implacavelmente no decorrer dos séculos. Durou muito, muito mais tempo, e controlou muito mais território do que qualquer império anterior.

      24, 25. (a) Como surgiram os dez chifres da fera? (b) Que luta entre os chifres da fera previu Daniel?

      24 Que dizer, porém, dos dez chifres deste gigantesco animal? O anjo disse: “E quanto aos dez chifres, daquele reino levantar-se-ão dez reis; e depois deles levantar-se-á ainda outro, e ele mesmo será diferente dos primeiros, e três reis serão humilhados.” (Daniel 7:24) Como se deu isso?

      25 Pois bem, quando o Império Romano começou a deteriorar, no quinto século EC, não foi imediatamente substituído por outra potência mundial. Antes, desintegrou-se em diversos reinos, “dez reis”. Por fim, o Império Britânico derrotou os três impérios rivais, a Espanha, a França e os Países Baixos, tornando-se a principal potência mundial. Foi assim que o recém-chegado ‘chifre’ humilhou “três reis”.

      Profecias de Daniel — Posteriores às Ocorrências?

      26. Segundo afirmam os críticos, quando foi escrito o livro de Daniel, e por que então?

      26 A Bíblia indica que o livro de Daniel foi escrito durante o sexto século AEC. Todavia, os cumprimentos das suas profecias são tão exatos, que os críticos afirmam que deve ter sido escrito por volta de 165 AEC, quando algumas das profecias já se tinham cumprido.8 Apesar de o único motivo real desta afirmação ser que as profecias de Daniel se cumpriram, esta data posterior indicada para a escrita de Daniel é em muitas obras de referência apresentada como fato confirmado.

      27, 28. Quais são alguns dos fatos que provam que o livro de Daniel não foi escrito em 165 AEC?

      27 Contrariando esta teoria, porém, temos de levar em conta os seguintes fatos. Primeiro, alude-se ao livro em obras judaicas produzidas durante o segundo século AEC, tais como o primeiro livro de Macabeus. Fora também incluído na versão Septuaginta grega, cuja tradução começou no terceiro século AEC.9 Terceiro, fragmentos de cópias de Daniel estavam entre as mais frequentemente encontradas obras nos Rolos do Mar Morto — e acredita-se que estes fragmentos datem de cerca de 100 AEC.10 É evidente que, logo depois que o livro de Daniel foi supostamente escrito, ele já era amplamente conhecido e respeitado: forte evidência de que foi produzido muito antes do tempo indicado pelos críticos.

      28 Outrossim, o livro de Daniel contém pormenores históricos que um escritor do segundo século não teria conhecido. Notável é o caso de Belsazar, governante de Babilônia, que foi morto quando Babilônia caiu em 539 AEC. As principais fontes não bíblicas que nos dão conhecimento da queda de Babilônia são Heródoto (quinto século), Xenofonte (quinto e quarto séculos) e Beroso (terceiro século). Nenhum deles sabia algo sobre Belsazar.11 Quão improvável é que um escritor do segundo século tivesse informações que não estavam disponíveis a esses autores anteriores! O registro a respeito de Belsazar, em Daniel, capítulo 5, é um forte argumento de que Daniel escreveu seu livro antes de esses outros escritores escreverem os seus.a

      29. Por que é impossível que o livro de Daniel fosse escrito depois do cumprimento das profecias contidas nele?

      29 Finalmente, há no livro de Daniel diversas profecias que se cumpriram muito depois de 165 AEC. Uma delas é a profecia a respeito do Império Romano, já mencionada. Outra é a notável profecia que predisse a chegada de Jesus, o Messias.

      A Vinda do Ungido

      30, 31. (a) Que profecia de Daniel predisse o tempo do aparecimento do Messias? (b) Baseados na profecia de Daniel, como podemos calcular o ano em que o Messias devia aparecer?

      30 Esta profecia está registrada em Daniel, capítulo 9, e reza: “Setenta semanas [de anos, ou quatrocentos e noventa anos] foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa.”b (Daniel 9:24, The Amplified Bible [A Bíblia Amplificada]) O que iria acontecer durante esses 490 anos? Lemos: “Desde a saída do mandamento de restaurar e construir Jerusalém até [a vinda de] o ungido, um príncipe, haverá sete semanas [de anos], e sessenta e duas semanas [de anos].” (Daniel 9:25, AB) De modo que se trata duma profecia sobre o tempo da vinda do “ungido”, o Messias. Como se cumpriu?

      31 A ordem de restaurar e construir Jerusalém ‘saiu’ “no vigésimo ano de Artaxerxes, o rei” da Pérsia, isto é, em 455 AEC. (Neemias 2:1-9) Ao fim de 49 anos (7 semanas de anos), grande parte da glória de Jerusalém havia sido restabelecida. E contando então os 483 anos inteiros (7 mais 62 semanas de anos) a partir de 455 AEC, chegamos a 29 EC. Este, de fato, era o “décimo quinto ano do reinado de Tibério César”, ano em que Jesus foi batizado por João, o Batizador. (Lucas 3:1) Naquela ocasião, Jesus foi publicamente identificado como Filho de Deus e iniciou seu ministério da pregação das boas novas à nação judaica. (Mateus 3:13-17; 4:23) Ele se tornou o “ungido”, ou Messias.

      32. Segundo a profecia de Daniel, que duração teria o ministério terrestre de Jesus, e o que aconteceria ao fim dele?

      32 A profecia acrescenta: “E depois das sessenta e duas semanas [de anos] o ungido será decepado.” Diz também: “E ele entrará num forte e firme pacto com os muitos por uma semana [sete anos]; e no meio da semana ele fará cessar o sacrifício e a oferenda.” (Daniel 9:26, 27, AB) Em harmonia com isso, Jesus foi exclusivamente aos “muitos”, os judeus carnais. Ocasionalmente, ele pregava também aos samaritanos, os quais criam em parte das Escrituras, mas haviam constituído uma seita separada do judaísmo principal. Daí, “no meio da semana”, depois de três anos e meio de pregação, ele entregou sua vida em sacrifício e foi assim “decepado”. Isto significou o fim da Lei mosaica, com seus sacrifícios e oferendas. (Gálatas 3:13, 24, 25) Portanto, com a sua morte, Jesus fez “cessar o sacrifício e a oferenda”.

      33. Quanto tempo lidaria Jeová exclusivamente com judeus, e que evento assinalou o fim deste período?

      33 Todavia, por mais três anos e meio, a recém-nascida congregação cristã testemunhou exclusivamente a judeus, e, posteriormente, aos samaritanos aparentados. Em 36 EC, porém, ao fim das 70 semanas de anos, o apóstolo Pedro foi dirigido a pregar a um gentio, Cornélio. (Atos 10:1-48) O “pacto com os muitos” não mais se limitava então aos judeus. Pregava-se a salvação também aos gentios incircuncisos.

      34. Em harmonia com a profecia de Daniel, o que aconteceu com o Israel carnal por ter rejeitado o Messias?

      34 Visto que a nação judaica rejeitou a Jesus e conspirou para fazer com que ele fosse executado, Jeová não a protegeu quando os romanos vieram e destruíram Jerusalém, em 70 EC. Assim se cumpriram as palavras adicionais de Daniel: “E o povo do outro príncipe que virá destruirá a cidade e o santuário. Seu fim virá com uma inundação, e mesmo até o fim haverá guerra.” (Daniel 9:26b, AB) Este segundo “príncipe” foi Tito, o general romano que destruiu Jerusalém em 70 EC.

      Profecias Inspiradas

      35. Que profecias adicionais a respeito de Jesus cumpriram-se?

      35 Foi assim que a profecia de Daniel, sobre as 70 semanas de anos, se cumpriu com notável exatidão. De fato, muitas das profecias registradas nas Escrituras Hebraicas cumpriram-se durante o primeiro século, e várias delas se referiam a Jesus. O lugar de nascimento de Jesus, seu zelo pela casa de Deus, sua atividade de pregação, ser ele traído por 30 moedas de prata, a maneira da sua morte, o fato de que se lançaram sortes sobre as suas vestes — todos estes pormenores foram profetizados nas Escrituras Hebraicas. Seu cumprimento provou além de qualquer dúvida de que Jesus era o Messias, e demonstrou de novo que as profecias eram inspiradas. — Miqueias 5:2; Lucas 2:1-7; Zacarias 11:12; 12:10; Mateus 26:15; 27:35; Salmo 22:18; 34:20; João 19:33-37.

      36, 37. O que aprendemos do fato de que profecias bíblicas se cumpriram, e que confiança nos dá este conhecimento?

      36 De fato, todas as profecias bíblicas que já deviam cumprir-se foram cumpridas. Tudo aconteceu exatamente assim como a Bíblia disse. Esta é uma forte evidência de que a Bíblia é a Palavra de Deus. Deve ter havido mais do que apenas sabedoria humana por detrás dessas expressões proféticas, para elas serem tão exatas.

      37 Mas há outras predições na Bíblia que não se cumpriram naqueles tempos. Por que não? Por que deviam cumprir-se em nossos dias, e até mesmo no nosso futuro. A fidedignidade dessas antigas profecias nos dá confiança de que estas outras predições se cumprirão sem falta. E isso de fato acontece, conforme veremos no próximo capítulo.

  • Uma profecia Bíblica cujo cumprimento presenciamos
    A Bíblia — Palavra de Deus ou de Homem?
    • Capítulo 10

      Uma profecia Bíblica cujo cumprimento presenciamos

      Já se perguntou por que as coisas hoje são tão diferentes de como eram uns cem anos atrás? Algumas coisas são melhores. Em muitos países, as doenças que matavam no passado são agora curadas como questão de rotina, e a pessoa mediana usufrui um nível de vida nem imaginado pelos seus antepassados. Por outro lado, nosso século tem presenciado as piores guerras e algumas das mais horrendas atrocidades de toda a História. A prosperidade da humanidade — até mesmo a continuação da existência dela — acha-se ameaçada pela explosão demográfica, pelo problema da poluição e por um enorme estoque internacional de armas nucleares, biológicas e químicas. Por que é este século 20 tão diferente dos anteriores?

      1. (Inclua a introdução.) (a) Em que difere o século 20 dos séculos anteriores? (b) O que nos ajudará a entender por que os nossos tempos são tão diferentes?

      A RESPOSTA a essa pergunta relaciona-se com uma notável profecia bíblica cujo cumprimento presenciamos. Trata-se duma profecia proferida pelo próprio Jesus, e que, além de dar prova da inspiração da Bíblia, indica que vivemos perto de mudanças muito dramáticas no cenário mundial. De que trata essa profecia? E como sabemos que está sendo cumprida?

      A Grande Profecia de Jesus

      2, 3. Que pergunta fizeram a Jesus os discípulos dele, e onde encontramos a resposta dele?

      2 A Bíblia conta-nos que, pouco antes da morte de Jesus, os discípulos dele conversavam sobre os grandes edifícios do templo em Jerusalém; estavam impressionados com o seu tamanho e a sua aparente durabilidade. Mas Jesus disse: “Não observais todas estas coisas? Deveras, eu vos digo: De modo algum ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.” — Mateus 24:1, 2.

      3 Os discípulos de Jesus devem ter ficado surpresos com as palavras dele e, mais tarde, chegaram-se a ele para obter mais informações, pedindo: “Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” (Mateus 24:3) A resposta de Jesus encontra-se no restante dos capítulos 24 e 25 de Mateus. Suas palavras encontram-se também registradas no capítulo 13 de Marcos e no capítulo 21 de Lucas. Trata-se claramente da mais importante profecia proferida por Jesus enquanto estava na Terra.

      4. A respeito de que coisas diferentes perguntaram os discípulos de Jesus?

      4 De fato, os discípulos de Jesus perguntaram a respeito de mais de uma coisa. Primeiro, fizeram a pergunta: “Quando sucederão estas coisas?”, isto é: quando serão destruídos Jerusalém e seu templo? Além disso, queriam saber que sinal indicaria que começara a presença de Jesus como Rei do Reino celestial de Deus e que o fim deste sistema de coisas era iminente.

      5. (a) Que cumprimento inicial teve a profecia de Jesus, mas quando teriam as suas palavras o cumprimento completo? (b) Como iniciou Jesus a sua resposta à pergunta dos discípulos?

      5 Jesus, na sua resposta, tomou ambos os pontos em consideração. Muitas das suas palavras, na realidade, cumpriram-se lá no primeiro século, nos anos que levaram à terrível destruição de Jerusalém em 70 EC. (Mateus 24:4-22) Mas a profecia dele havia de ter um significado ainda maior mais tarde, de fato, em nossos próprios dias. Então, o que disse Jesus? Ele começou com as palavras registradas nos versículos 7 e 8: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.”

      6. As palavras de Jesus em Mateus 24:7, 8 nos lembram que profecia paralela?

      6 É evidente que a presença de Jesus como Rei celestial seria marcada por grande transtorno na Terra. Isso é confirmado por uma profecia paralela encontrada no livro de Revelação (ou Apocalipse): a visão dos quatro cavaleiros do Apocalipse. (Revelação 6:1-8) O primeiro desses cavaleiros retrata o próprio Jesus como Rei vencedor. Os outros cavaleiros com as suas montarias retratam acontecimentos na Terra, que marcam o início do reinado de Jesus: guerra, fome e morte prematura por diversos meios. Vemos hoje o cumprimento dessas duas profecias?

      Guerra!

      7. O que é profeticamente prefigurado pela cavalgada do segundo cavaleiro do Apocalipse?

      7 Examinemo-las mais de perto. Primeiro, Jesus disse: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino.” Era uma profecia de guerra. O segundo dos quatro cavaleiros do Apocalipse similarmente prefigurava guerra. Lemos: “Saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.” (Revelação 6:4) Ora, a humanidade já está travando guerras por milhares de anos. Então, por que deveriam essas palavras ter um significado especial para os nossos dias?

      8. Por que esperaríamos que a guerra fosse um aspecto destacado do sinal?

      8 Lembre-se de que a guerra por si só não é o sinal da presença de Jesus. O sinal é composto de todos os pormenores da profecia de Jesus acontecendo no mesmo período geral. Mas a guerra é deveras o primeiro aspecto mencionado, de modo que era de esperar que esse aspecto se cumprisse dum modo tão notável, que atrairia a nossa atenção. E todos têm de admitir que as guerras deste século 20 não têm paralelo em toda a História precedente.

      9, 10. Como passaram a cumprir-se as profecias a respeito de guerra?

      9 Por exemplo, nenhuma das guerras anteriores — embora algumas fossem cruéis e destrutivas — sequer chegou perto da destrutividade das duas guerras mundiais do século 20. Ora, a Primeira Guerra Mundial causou por fim cerca de 14 milhões de mortes, mais do que a população inteira de muitos países. Deveras, “foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros”.

      10 De acordo com a profecia, ao segundo cavaleiro do Apocalipse foi “dada uma grande espada”. Como se aplica isso? Do seguinte modo: as armas de guerra tornaram-se muito mais mortíferas. O homem, equipado com tanques, aviões, mortíferos gases venenosos, submarinos, e artilharia capaz de atirar obuses a diversos quilômetros de distância, tornou-se mais eficiente em matar seu próximo. E, desde a Primeira Guerra Mundial, a “grande espada” tornou-se ainda mais destrutiva — devido ao uso de coisas tais como comunicações radiofônicas, o radar, fuzis sofisticados, armas bacteriológicas e químicas, lança-chamas, napalm, novos tipos de bombas, mísseis balísticos intercontinentais, submarinos nucleares, aviões avançados e enormes navios de guerra.

      “Um Princípio das Dores de Aflição”

      11, 12. Em que sentido foi a Primeira Guerra Mundial apenas “um princípio das dores de aflição”?

      11 Os primeiros versículos da profecia de Jesus concluem com as palavras: “Essas coisas são um princípio das dores de aflição.” Certamente foi assim com a Primeira Guerra Mundial. O fim dela, em 1918, não trouxe paz por muito tempo. Seguiram-se logo ações militares limitadas, mas ferozes, na Etiópia, na Líbia, na Espanha, na Rússia, na Índia e em outros países. Daí veio a horrenda Segunda Guerra Mundial, que causou uns 50 milhões de vítimas militares e civis.

      12 Além disso, apesar de periódicos acordos de paz e interrupções nas lutas, a humanidade ainda está em guerra. Em 1987, relatou-se que desde 1960 travaram-se 81 guerras maiores, matando 12.555.000 homens, mulheres e crianças. O ano de 1987 presenciou mais guerras travadas do que qualquer ano anterior na História registrada.1 Além disso, os preparativos e gastos militares, que agora atingem um total de cerca de 1.000.000.000.000 de dólares anualmente, prejudicam a economia do mundo.2 Certamente está-se cumprindo a profecia de Jesus a respeito de ‘nação levantar-se contra nação e reino contra reino’. O cavalo vermelho da guerra continua sua feroz cavalgada pela Terra. Mas que dizer do segundo aspecto do sinal?

      Escassez de Víveres!

      13. Que eventos trágicos predisse Jesus, e como é a sua profecia apoiada pela visão do terceiro cavaleiro do Apocalipse?

      13 Jesus predisse: “E haverá escassez de víveres . . . num lugar após outro.” Note como isso se harmoniza com a cavalgada do terceiro dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Lemos a seu respeito: “Eu vi, e eis um cavalo preto; e o que estava sentado nele tinha uma balança na mão. E eu ouvi uma voz como que no meio das quatro criaturas viventes dizer: ‘Um litro de trigo por um denário, e três litros de cevada por um denário; e não faças dano ao azeite de oliveira e ao vinho.’” (Revelação 6:5, 6) Sim, uma severa escassez de alimentos!

      14. Que grandes fomes, desde 1914, cumpriram a profecia de Jesus?

      14 É possível que essa profecia se esteja cumprindo hoje, já que alguns países atingiram níveis de vida tão elevados? Um relance para o mundo como um todo não deixa dúvida quanto à resposta. Em sentido histórico, as fomes têm sido causadas por guerras e por calamidades naturais. Não surpreende, portanto, que nosso século, o qual teve mais do que o seu quinhão de calamidades e guerras, tenha sido repetidamente afligido por fomes. Muitas partes da Terra têm sofrido essas calamidades desde 1914. Um relatório alista mais de 60 grandes fomes desde 1914, em países tão amplamente separados como Grécia, Países Baixos, URSS, Nigéria, Chade, Chile, Peru, Bangladesh, Bengala, Kampuchea, Etiópia e Japão.3 Algumas dessas fomes duraram vários anos e causaram milhões de mortes.

      15, 16. Que outros tipos de escassez de alimentos são hoje deveras devastadores?

      15 Embora fomes severas costumem receber ampla publicidade, depois de um tempo elas passam, e os sobreviventes retornam aos poucos a uma vida comparativamente normal. Entretanto, outro tipo mais sinistro de escassez de víveres desenvolveu-se durante o século 20. Esse é menos dramático, e, portanto, muitas vezes ignorado. Mas persiste ano após ano. Trata-se do severo flagelo da desnutrição, que afeta quase 800 milhões de pessoas e, em países em desenvolvimento, a cada ano contribui para mais de a metade dos 12 milhões de mortes de crianças com menos de 5 anos.4

      16 No século 20, esse tipo de escassez de víveres matava regularmente, em dois dias, aproximadamente tantas pessoas quantas foram mortas em Hiroxima pela bomba atômica. De fato, de dois em dois anos, mais pessoas morrem dos efeitos da fome do que morreram soldados na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais juntas. Tem havido “escassez de víveres . . . num lugar após outro” desde 1914? Certamente que sim!

      Terremotos

      17. Que devastador terremoto ocorreu logo após 1914?

      17 Em 13 de janeiro de 1915, apenas dois meses após o começo da Primeira Guerra Mundial, um terremoto abalou os Abruzos, na Itália, e ceifou a vida de 32.610 pessoas. Essa grande calamidade nos faz lembrar que as guerras e a escassez de alimentos durante a presença de Jesus seriam acompanhadas por mais alguma coisa: “Haverá . . . terremotos num lugar após outro.” Assim como se dava com a guerra e a fome, o terremoto nos Abruzos foi apenas “um princípio das dores de aflição”.a

      18. Como se cumpriu a profecia de Jesus a respeito de terremotos?

      18 O século 20 tem sido um século de terremotos, e graças ao desenvolvimento dos veículos noticiosos, toda a humanidade está bem a par da devastação que causam. Apenas para mencionar alguns, em 1920 morreram 200.000 pessoas num terremoto na China; em 1923, morreram ou desapareceram uns 140.000 num sismo no Japão; em 1935, outro sismo matou 25.000 no que agora é o Paquistão, ao passo que 32.700 morreram na Turquia, em 1939. Houve 66.800 mortos num terremoto no Peru, em 1970. E em 1976, morreram uns 240.000 (ou, segundo algumas fontes, 800.000) em Tangchã, na China6. Mais recentemente, em 2004, ocorreu um terremoto de magnitude 9,0 perto da costa de Sumatra, Indonésia, o qual causou tsunamis que ceifaram mais de 220.000 vidas.b Certamente, tem havido “terremotos num lugar após outro”!7

      “Praga Mortífera”

      19. Que pormenor adicional do sinal foi predito por Jesus e prefigurado pelo quarto cavaleiro do Apocalipse?

      19 Outro pormenor da profecia de Jesus tem que ver com doenças. O evangelista Lucas, no seu relato, registra que Jesus predisse, “num lugar após outro, pestilências”. (Lucas 21:11) Isso também se harmoniza com a visão profética dos quatro cavaleiros do Apocalipse. O quarto cavaleiro chama-se Morte. Ele retrata a morte prematura por diversas causas, inclusive “praga mortífera, e . . . feras da terra”. — Revelação 6:8.

      20. Que notável epidemia foi um cumprimento parcial da profecia de Jesus a respeito de pestilências?

      20 Lá em 1918 e 1919, mais de 1.000.000.000 de pessoas contraíram a chamada gripe espanhola, e mais de 20.000.000 morreram. Essa doença ceifou mais vidas do que a própria grande guerra.8 E a “praga mortífera”, ou ‘pestilência’, continua a afligir esta geração, apesar dos notáveis avanços da medicina. Por que se dá isso? Em primeiro lugar, os países mais pobres nem sempre usufruem os benefícios do progresso científico. Os pobres sofrem e morrem de doenças que poderiam ser curadas se mais dinheiro fosse tornado disponível.

      21, 22. De que modo sofreram pessoas tanto em países ricos como em pobres de “praga mortífera”?

      21 Assim, até 500 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de malária. Cerca de 200 milhões têm esquistossomose (febre do caramujo). A doença de Chagas aflige quase 20 milhões de pessoas. Uns 126 milhões correm risco de oncocercose (cegueira do rio). Doenças diarreicas agudas matam milhões de crianças todo ano.9 A tuberculose e a lepra ainda constituem um significativo problema de saúde. De modo destacado, os pobres deste mundo sofrem de ‘pestilências num lugar após outro’.

      22 Mas o mesmo acontece com os ricos. Por exemplo, a gripe epidêmica aflige tanto os ricos como os pobres. Em 1957, um tipo de gripe, só nos Estados Unidos, causou 70.000 mortes. Na Alemanha, calcula-se que uma em seis pessoas, por fim, padecerá de câncer.10 As doenças sexualmente transmissíveis também atacam os ricos e os pobres. A cada ano, 62 milhões de pessoas são infectadas com gonorreia.11 A sífilis, a clamídia e o herpes genital são algumas das outras “pestilências” pandêmicas sexualmente transmissíveis.

      23. Que “praga mortífera” tornou-se recentemente manchete nos jornais?

      23 Em anos recentes, a “praga mortífera” da AIDS também ingressou na lista das “pestilências”. A AIDS é uma doença aterrorizante, porque, na época de se escrever isso, ainda não havia cura definitiva em vista e as vítimas só conseguem viver mais tomando medicamentos caros. Hoje calculadamente 42 milhões de pessoas estão infectadas com HIV, o vírus que causa aids. A organização Unaids relata: “Nos 45 países mais afetados, calcula-se que, no período de 2000 a 2020, 68 milhões de pessoas terão morte prematura por causa da aids.”12 Deveras, uma “praga mortífera”! Mas que dizer da profecia sobre a morte causada por feras?

      As “Feras da Terra”

      24, 25. (a) A que espécie de ‘fera’ referiu-se o profeta Ezequiel? (b) O que disse Jesus quanto a “feras” estarem ativas na Terra durante a sua presença?

      24 Acontece que, quando hoje se mencionam animais selvagens nos jornais, isso se dá porque certas espécies estão em perigo ou estão quase extintas. As “feras da terra” são muito mais ameaçadas pelos humanos, do que os humanos por elas. Apesar disso, em alguns países, animais selvagens, tais como tigres na Índia, ainda tiram constantemente vidas humanas.

      25 No entanto, a Bíblia traz à nossa atenção outra espécie de fera, que tem provocado verdadeiro medo nos últimos anos. O profeta Ezequiel comparou homens violentos a feras, ao dizer: “Os príncipes dela no seu meio são como lobos dilacerando a presa em derramamento de sangue, destruindo almas para obter lucro injusto.” (Ezequiel 22:27) Quando Jesus profetizou a respeito dum “aumento do que é contra a lei”, na realidade estava dizendo que tais “feras” estariam ativas na Terra durante a sua presença. (Mateus 24:12) O escritor bíblico Paulo acrescenta que, durante os “últimos dias”, os homens seriam “amantes do dinheiro . . . sem autodomínio, ferozes, sem amor a bondade”. (2 Timóteo 3:1-3) Tem acontecido isso desde 1914?

      26-28. Que relatórios de todas as partes do mundo mostram que há “feras” criminosas rondando a Terra?

      26 Certamente que sim. Já está a par disso, se estiver morando em uma de quase qualquer cidade grande. Mas se estiver duvidando disso, então considere as seguintes citações de jornais. Da Colômbia: “No ano passado, a polícia registrou . . . cerca de 10.000 assassinatos e 25.000 assaltos a mão armada.” De Vitória, na Austrália: “Aumento Vertiginoso nos Crimes Graves.” Nos Estados Unidos, o índice de homicídios praticados por adolescentes triplicou num período de oito anos. A respeito de 500 homicídios recentes em Los Angeles, Califórnia, “a polícia disse que 75% eram relacionados com quadrilhas”.

      27 De Zimbábue: “Assassinatos de criancinhas assumem proporções críticas.” Do Brasil: “Aqui se cometem tantos crimes e se portam tantas armas, que as notícias sobre violência simplesmente não geram mais grande agitação.” Da Nova Zelândia: “Ataques sexuais e crimes violentos continuam a ser uma das principais preocupações da polícia.” “O nível de violência dos neozelandeses de uns para com os outros só se pode descrever como bárbaro.” Da Espanha: “A Espanha às voltas com o crescente problema dos crimes.” Da Itália: “A Máfia siciliana, depois dum revés, revive numa onda de matanças.”

      28 Essas são apenas umas poucas amostras de notícias jornalísticas publicadas pouco antes do lançamento deste livro. Por certo, há “feras” rondando a Terra, fazendo as pessoas tremer pela sua segurança.

      A Pregação das Boas Novas

      29, 30. Qual é a situação religiosa da cristandade, em cumprimento da profecia de Jesus?

      29 O que aconteceria com a religião durante o tempo atribulado da presença de Jesus? Por um lado, Jesus profetizou que haveria um aumento na atividade religiosa: “Surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos.” (Mateus 24:11) Por outro lado, ele predisse que, na cristandade como um todo, o interesse em Deus estaria em declínio. “O amor da maioria se esfriará.” — Mateus 24:12.

      30 Isso deveras descreve o que hoje está acontecendo na cristandade. Por outro lado, as principais igrejas, em toda a parte, estão declinando por falta de apoio. Nos antes predominantemente protestantes países do norte da Europa e na Inglaterra, a religião quase que já está morta. Ao mesmo tempo, a Igreja Católica sofre da falta de sacerdotes e da diminuição de apoio. Por outro lado, tem havido um surto de elementos religiosos menores. Cultos baseados em religiões orientais proliferam, ao passo que televangelistas gananciosos extorquem milhões de dólares.

      31. O que predisse Jesus, que nos ajuda a identificar hoje os verdadeiros cristãos?

      31 Que dizer, porém, do verdadeiro cristianismo, a religião introduzida por Jesus e pregada pelos seus apóstolos? Esse ainda existiria durante a presença de Jesus, mas como seria reconhecido? Há diversas coisas que identificam o verdadeiro cristianismo, e uma delas é mencionada na grande profecia de Jesus. Os verdadeiros cristãos estariam ocupados numa obra mundial de pregação. Jesus profetizou: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:14.

      32. Apenas que grupo tem cumprido a profecia de Jesus registrada em Mateus 24:14?

      32 Essa pregação ocorre agora em escala colossal! Atualmente, o grupo religioso chamado Testemunhas de Jeová está empenhado na mais intensiva atividade de pregação na história do cristianismo. (Isaías 43:10, 12) Lá em 1919, enquanto as principais religiões da cristandade, de mentalidade voltada para a política, estavam promovendo a malfadada Liga das Nações, as Testemunhas de Jeová estavam sendo preparadas para essa campanha de pregação global.

      33, 34. Até que ponto têm sido pregadas as boas novas do Reino em todo o mundo?

      33 Lá naquele tempo, havia apenas umas 10.000 Testemunhas, mas essas sabiam que obra tinha de ser feita. Empreenderam corajosamente a tarefa da pregação. Deram-se conta de que a separação entre clérigos e leigos era contrária tanto às ordens da Bíblia como ao modelo apostólico. De modo que todas elas, sem exceção, aprenderam a falar ao seu próximo sobre o Reino de Deus. Tornaram-se uma organização de pregadores.

      34 Com o avanço do tempo, esses pregadores tiveram de suportar uma intensa oposição. Na Europa, sofreram a oposição de diversos tipos de regimes totalitários. Nos Estados Unidos e no Canadá, confrontaram-se com desafios jurídicos e a ação de turbas amotinadas. Em outros países, tiveram de vencer um fanático preconceito religioso e a implacável perseguição movida por ditadores tirânicos. Nos últimos anos, também se viram confrontados pelo espírito de cepticismo e de comodismo. Mas perseveraram a ponto de que hoje há mais de três milhões e meio deles, em 212 países. Nunca antes se pregaram as boas novas do Reino tão amplamente — em notável cumprimento desse aspecto do sinal!

      O Que Significa Tudo Isso?

      35. (a) Como nos ajuda hoje o cumprimento de profecias a demonstrar a inspiração divina da Bíblia? (b) O que significa para os nossos dias o cumprimento do sinal dado por Jesus?

      35 Sem dúvida, presenciamos o cumprimento do grande sinal dado por Jesus. Esse fato aumenta a evidência de que a Bíblia deveras é inspirada por Deus. Nenhum humano poderia ter predito com tanta antecedência os eventos que ocorreriam durante este século 20. Além disso, o cumprimento do sinal significa que vivemos no tempo da presença de Jesus e da terminação do sistema de coisas. (Mateus 24:3) Qual é a significância disso? O que envolve a presença de Jesus? E qual é o sistema de coisas que está terminando? Para responder a essas perguntas, precisamos considerar outra forte evidência da inspiração da Bíblia: sua notável harmonia interna. Consideraremos isso a seguir e veremos como o principal tema da Bíblia se aproxima agora mesmo do seu espantoso clímax.

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