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ProfetaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Filhos dos profetas
Conforme explica a Gesenius’ Hebrew Grammar (Gramática Hebraica de Gesenius; segunda edição, impressão de 1952, p. 418), o termo hebraico ben (filho de), ou benéh (filhos de), pode indicar “a filiação em uma associação ou sociedade (ou em uma tribo, ou qualquer classe definida)”. (Compare com Neemias 3:8, onde “membro dos misturadores de ungüentos” é, literalmente, “um filho dos misturadores de ungüentos”.) Os “filhos dos profetas” podem assim descrever uma escola de instrução para os chamados para esta vocação, ou, simplesmente, uma associação cooperativa de profetas. Tais grupos proféticos são mencionados como estando em Betel, Jericó e Gilgal. (2 Reis 2:3, 5; 4:38; compare com 1 Samuel 10:5, 10.) Samuel presidia um grupo em Ramá (1 Sam. 19:19, 20), e Eliseu parece ter ocupado uma posição similar nos seus dias. (2 Reis 4:38; 6:1-3; compare com 1 Reis 18:13.) O registro menciona que construíram sua própria morada e que usaram uma ferramenta emprestada, o que pode indicar que levavam uma vida simples. Embora amiúde compartilhassem alojamentos e alimentos, talvez recebessem designações individuais de ir em missões proféticas. — 1 Reis 20:35-42; 2 Reis 4:1, 2, 39; 6:1-17; 9:1, 2.
OS PROFETAS NAS ESCRITURAS GREGAS CRISTÃ
O termo prophétes corresponde ao hebraico naví’. O sacerdote Zacarias, pai de João, o Batizador, atuou qual profeta em revelar o propósito de Deus relativo a seu filho, João, que seria “chamado profeta do Altíssimo”. (Luc. 1:76) O modo simples de vida de João, e sua mensagem, faziam lembrar os primitivos profetas hebreus. Ele foi amplamente reconhecido como profeta; até mesmo Herodes sentia certa restrição devido a ele. (Mar. 1:4-6; Mat. 21:26; Mar. 6:20) Jesus disse que João era “muito mais do que um profeta”. — Mat. 11:7-10; compare com Lucas 1:16, 17; João 3:27-30.
Jesus, o Messias, era “O Profeta”, o há muito aguardado profeta predito por Moisés. (João 1:19-21, 25-27; 6:14; 7:40; Deut. 18:18, 19; Atos 3:19-26) A sua capacidade de realizar obras poderosas e de discernir assuntos dum modo extraordinário fazia com que os outros o reconhecessem como profeta. (Luc. 7:14-16; João 4:16-19; compare com 2 Reis 6:12.) Acima de todos os outros, ele era alguém do “grupo íntimo” de Deus. (Jer. 23:18; João 1:18; 5:36; 8:42) Ele citava com regularidade os profetas anteriores como testemunhando a favor de sua comissão e de seu cargo divinos. (Mat. 12:39, 40; 21:42; Luc. 4:18-21; 7:27; 24:25-27, 44; João 15:25) Ele predisse a forma em que se daria sua própria traição e morte, que, como profeta, morreria em Jerusalém, “matadora dos profetas”, que seus discípulos o abandonariam, que Pedro o negaria três vezes, que ele seria ressuscitado no terceiro dia — muitas destas profecias se baseando nas profecias anteriores das Escrituras Hebraicas. (Luc. 13:33, 34; Mat. 20:17-19; 26:20-25, 31-34) Além disto, predisse a destruição de Jerusalém e de seu templo. (Luc. 19:41-44; 21:5-24) O cumprimento preciso de todas estas coisas no período de vida daqueles que o ouviam fornecia sólida base de fé e de convicção quanto ao cumprimento de suas profecias pertinentes à sua presença. — Compare com Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21.
O dia de Pentecostes de 33 EC presenciou o predito derramamento do espírito de Deus sobre os discípulos, em Jerusalém, fazendo com que eles ‘profetizassem e tivessem visões’. Fizeram isto por declararem as “coisas magníficas de Deus”, e por meio de inspirada revelação de conhecimento a respeito do Filho de Deus e do que isto significava para seus ouvintes. (Atos 2:11-40) Novamente é preciso lembrar que profetizar não significa única, ou necessariamente, predizer o futuro. O apóstolo Paulo declarou que ‘quem profetiza, edifica, e encoraja, e conforta os homens pelo seu falar’, e apresentou o profetizar como um alvo adequado e particularmente desejável para todos os cristãos se empenharem em alcançar. Ao passo que falar em línguas estrangeiras era um sinal para os descrentes, o profetizar o era para os crentes. Todavia, mesmo o descrente que comparecesse a uma reunião cristã se beneficiaria do profetizar, sendo repreendido e examinado de perto por isso, de modo que os ‘segredos do seu coração se tornavam manifestos’. (1 Cor. 14:1-6, 22-25) Isto, também, indica que o profetizar cristão não consistia mormente em predições, mas, antes, muitas vezes tratava de coisas relacionadas com o presente, embora procedesse claramente duma fonte além da comum, sendo inspirado por Deus. Paulo aconselhou sobre a necessidade de boa ordem e de autodomínio no profetizar congregacional, de modo que todos pudessem aprender e ser encorajados. — 1 Cor 14:29-33.
Havia, seguramente, certas pessoas que foram especialmente escolhidas ou dotadas para servir quais profetas. (1 Cor. 12:4-11, 27-29) O próprio Paulo possuía o dom de profetizar, todavia, ele é primariamente conhecido como apóstolo. (Compare com Atos 20:22-25; 27:21- 26, 31, 34; 1 Coríntios 13:2; 14:6.) Aqueles especialmente chamados de profetas, tais como Ágabo, Judas e Silas, parecem ter sido notáveis porta-vozes da congregação cristã, vindo logo depois dos apóstolos. (1 Cor. 12:28; Efé. 4:11) Como os apóstolos, eles não só serviam localmente, mas também viajavam para diferentes pontos, proferiam discursos e também predisseram certos eventos futuros.
(Atos 11:27, 28; 13:1; 15:22, 30-33; 21:10, 11) Como anteriormente, algumas mulheres cristãs obtiveram o dom de profetizar, embora ficassem sempre sujeitas à chefia dos membros varões da congregação. — Atos 21:9; 1 Cor. 11:3-5.
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ProfetisaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PROFETISA
Mulher que profetiza ou que exerce a função de profetizar. Miriã é a primeira mulher apontada na Bíblia como profetisa. Deus evidentemente transmitiu uma mensagem, ou várias, por intermédio dela, talvez na forma de cânticos inspirados. (Êxo. 15:20, 21) Assim, registra-se que ela e Arão afirmaram a Moisés: “Não falou [Jeová] também por meio de nós?” (Núm. 12:2) O próprio Jeová, mediante o profeta Miquéias, mencionou ter enviado “Moisés, Arão e Miriã” diante dos israelitas, quando os conduzia para fora do Egito. (Miq. 6:4) Embora Miriã fosse privilegiada ser usada qual instrumento de comunicação divina, seu relacionamento como tal com Deus era inferior ao usufruído pelo seu irmão, Moisés. Quando ela deixou de manter-se em seu devido lugar, sofreu pesado castigo de Deus. — Núm. 12:1-15.
No período dos juízes, Débora servia como fonte de informações da parte de Jeová, tornando conhecidos os Seus julgamentos sobre certos assuntos e transmitindo a Sua instrução, como nas ordens dele a Baraque. (Juí. 4:4-7, 14-16) Assim, durante um período de fraqueza e apostasia nacionais, ela serviu figurativamente como “mãe em Israel”. (Juí. 5:6-8) Hulda, a profetisa, serviu de forma similar, nos dias do Rei Josias, tornando conhecidos os julgamentos de Deus para aquela nação e seu rei. — 2 Reis 22:14-20; 2 Crô. 34:22-28.
Isaías se refere à sua esposa como ’a profetisa’. (Isa. 8:3) Isto sugere que ela havia recebido de Jeová uma designação profética de alguma espécie, como o receberam anteriores profetisas.
Jeová mencionou a Ezequiel as mulheres israelitas que ‘agiam como profetisas, do seu próprio coração’. Isto dá a entender que tais profetisas não tinham recebido nenhuma comissão de Deus, eram simples profetisas de imitação, autopromovidas. (Eze. 13:17-19) Por meio de suas práticas e propaganda enlaçadoras e dissimuladoras, elas ‘caçavam almas’, condenando os justos e tolerando os iníquos, mas Jeová livraria seu povo da mão delas. — Eze. 13:20-23.
No primeiro século EC, enquanto os judeus ainda eram o povo pactuado de Jeová, a idosa Ana servia como profetisa. Ela “nunca estava ausente do templo, prestando noite e dia serviço sagrado, com jejuns e súplicas”. Por “falar sobre a criança [Jesus] a todos os que aguardavam o livramento de Jerusalém”, ela atuava como profetisa no sentido básico de ‘proclamar’ uma revelação do propósito de Deus. — Luc. 2:36-38.
Profetizar achava-se entre os miraculosos dons do espírito que foram concedidos à recém-formada congregação cristã. Certas mulheres cristãs, tais como as quatro filhas virgens de Filipe, profetizavam sob o impulso do espírito santo de Deus. (Atos 21:9; 1 Cor. 12: 4, 10) Isto ocorreu em cumprimento de Joel 2:28, 29, que predizia que “vossos filhos e vossas filhas certamente profetizarão”. (Atos 2:14-18) Este dom, contudo, não retirava a mulher da submissão à chefia de seu marido, ou à dos homens no âmbito da congregação cristã; em símbolo de sua sujeição, ela devia usar uma cobertura para a cabeça, ao profetizar (1 Cor. 11:3-6), e não devia atuar como instrutora dentro da congregação. — 1 Tim. 2:11-15; 1 Cor. 14:31-35.
Certa mulher, semelhante a Jezabel, na congregação de Tiatira, afirmava ter poderes proféticos, mas seguiu o curso das antigas profetisas falsas e recebeu a condenação de Cristo Jesus em sua mensagem a João, em Revelação 2:20-23. Ela atuava incorretamente como instrutora, e desencaminhava os membros da congregação para práticas erradas.
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Prognosticador De EventosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PROGNOSTICADOR DE EVENTOS
Uma pessoa que afirma ter a habilidade de predizer o que ocorrerá no futuro, a Bíblia situando entre tais os sacerdotes-magos, os adivinhos espiritistas, os astrólogos e outros. Algumas dessas pessoas possuíam poderes ocultos em virtude de seu contato com os demônios, os iníquos inimigos angélicos de Deus sob Satanás, o Diabo, o governante dos demônios. (Luc. 11:14-20) Nos tempos antigos, estes prognosticadores empregavam vários métodos para obter suas mensagens de predição: a contemplação de estrelas (Isa. 47:13); o exame do fígado (hepatoscopia) e de outras vísceras de vítimas animais (Eze. 21:21); a interpretação de presságios (2 Reis 21:6); a consulta dos chamados “espíritos” dos mortos, etc. — Deut. 18:11; veja Adivinhação; Conjurador.
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Propiciatório.Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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PROPICIATÓRIO.
Veja Tampa Propiciatória.
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ProsélitoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PROSÉLITO
A palavra grega prosélytos significa “estranho”, ou “alguém que se passou para o judaísmo, converso”. É empregada tanto na Septuaginta como nas Escrituras Gregas Cristãs.
Durante mais de dezenove séculos, Jeová lidou com um povo especial, seleto, a família de Abraão e seus descendentes, primariamente a nação de Israel. Todavia, era possível que um não-hebreu ou não-israelita que desejasse servir a Jeová conforme os requisitos da adoração verdadeira, assim o fizesse. Ele, porém, teria de converter-se à religião verdadeira, ou tornar-se um prosélito. A Lei mosaica fazia provisões específicas para a pessoa de origem não-israelita, que morasse em Israel. Tal “residente forasteiro”
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