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Fortalecidos para falar as palavras de JeováA Sentinela — 1978 | 1.° de abril
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Fortalecidos para falar as palavras de Jeová
“Assim disse Jeová: ‘. . . tens de falar . . . todas as palavras que te ordenar que lhes fales. Não tires nenhuma palavra.’” — Jer. 26:2.
1. Que espécie de profeta era Jeremias, e como o fortaleceu Jeová?
JEREMIAS era fiel como profeta. Visto que era zeloso na proclamação das “palavras” de Jeová, toda a nação invocava o mal sobre ele. Mas, quando clamou a Jeová por alívio, seu Deus o reconfortou, dizendo: “Eu fiz de ti para este povo uma muralha fortificada de cobre; e hão de lutar contra ti, mas não prevalecerão contra ti. Porque estou contigo para te salvar e para te livrar.” Esta “pronunciação de Jeová” deu-lhe força para perseverar. — Jer. 15:10, 15, 20.
2. Que qualidades desejáveis demonstrava ter Jeremias? (Heb. 13:6)
2 Jeremias foi obediente em proclamar “todas as palavras” da poderosa mensagem de julgamento que Jeová lhe deu para declarar. Ele ‘não tirou nenhuma palavra’. (Jer. 26:2) Ele não usou de rodeios em expor a iniqüidade da nação judaica, de seus governantes e de seu povo. Isto exigia coragem da parte de Jeremias e fé explícita no poder de Jeová, de sustentar Seu profeta.
3. Quem serve qual “Jeremias” hodierno, e em que pacto foram estes introduzidos?
3 De modo correspondente, nos tempos modernos, Jeová suscitou o pequeno restante de suas testemunhas ungidas para servir qual classe de Jeremias, especialmente no domínio da hipócrita cristandade. Eles também precisam ‘falar todas as palavras que Jeová ordenar’. Estas palavras contêm uma mensagem, não só de ruína para a cristandade e todas as outras nações, mas também de encorajamento e esperança para a verdadeira congregação cristã. Esses israelitas espirituais foram introduzidos no “novo pacto” descrito pelo profeta nas palavras candentes de Jeremias 31:33, 34:
“‘Pois este é o pacto que concluirei com a casa de Israel depois daqueles dias’, é a pronunciação de Jeová. ‘Vou pôr a minha lei no seu íntimo e a escreverei no seu coração. E vou tornar-me seu Deus e eles mesmos se tornarão meu povo. E não mais ensinarão, cada um ao seu companheiro e cada um ao seu irmão, dizendo: “Conhecei a Jeová!” porque todos eles me conhecerão, desde o menor deles até o maior deles’, é a pronunciação de Jeová. ‘Porque perdoarei seu erro e não me lembrarei mais do seu pecado.’”
4. Igual a Abraão, que esperança aguarda o povo de Deus? (Heb. 13:12-15)
4 Jeová constrói para esta espiritual “descendência de Israel” uma cidade celestial, que não será desarraigada, nem será mais derrubada, por tempo indefinido. (Veja Hebreus 9:13-15.) Esta perspectiva nos faz lembrar como Jeová fortaleceu o fiel Abraão, apresentando-lhe a esperança da “cidade que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e criador é Deus”. (Heb. 11:10) E agora vivemos nos dias em que a noiva de Cristo, a “cidade santa, a Nova Jerusalém”, está quase completa, nos céus, donde ‘descerá’ figurativamente para conceder bênçãos eternas à humanidade. — Rev. 21:2-5, 9.
5. (a) Que “palavras” devemos ansiosamente divulgar a outros? (b) Que mensagem dupla precisa ser proclamada pelos da classe de Jeremias? (Veja Isaías 61:1, 2.)
5 Esta cidade é o reino celestial, em direção à qual Jeová, mediante Jesus Cristo, guia o restante de suas ovelhas. Atualmente, os anciãos entre tais servem quais subpastores fiéis para com o povo congregado dele na terra. (Jer. 23:3, 4) São embaixadores do reino do “renovo justo”, o Davi Maior, Jesus Cristo, sobre quem diz a profecia:
“Um rei há de reinar e agir com discrição, e executar o juízo e a justiça na terra. . . . E este é o nome pelo qual será chamado: Jeová É Nossa Justiça.” (Jer. 23:5, 6; veja Isaías 32:1, 2; 2 Coríntios 5:20.)
Quão ansiosos devemos ser em divulgar as “palavras” de Jeová a respeito deste reino justo! Mas, Jeová também comissiona a hodierna classe de Jeremias a proclamar uma mensagem de ruína!
A CRISTANDADE ESTÁ CONDENADA
6. De que modo se ajustam aos clérigos da cristandade as “palavras” de Jeremias?
6 Os clérigos da cristandade afirmam ser cristãos. Mas, é esta afirmação apoiada pelos seus ensinos e pelas suas ações? Ou, em vez disso, caem na mesma classe dos líderes religiosos dos dias de Jeremias? Jeremias disse sobre estes:
“É a homens que eles capturam. Assim como a gaiola está cheia de criaturas voadoras, assim as suas casas estão cheias de engano. Por isso e que se tornaram grandes e se enriquecem.” (Jer. 5:26, 27)
Cobiçaram ter homens, quer por atraí-los com ostentação de piedade, quer por convertê-los pelo fio da espada, como nos dias de colonização imperialista. Mas a religião deles funda-se nos mistérios da antiga Babilônia, não na Palavra de Deus. (Rev. 17:5) Seu deus é uma mistificante “trindade”. Ensinando falsamente que a alma é imortal, incutiram em muitos o medo do “fogo do inferno” e enriqueceram-se financeiramente por pregarem a favor dos que supostamente sofrem num mítico purgatório. Cultuam a cruz, assim como fizeram os egípcios, muito antes de Cristo. Enfeitam imagens e ícones de seus santos com auréolas e rosários, à moda das religiões orientais.
“Engordaram; ficaram reluzentes. Transbordaram também com coisas más.” — Jer. 5:28.
7. De que modo se comparam muitos na cristandade àqueles que estavam em Jerusalém nos dias de Jeremias?
7 No tempo de Jeremias, a maioria do povo preferiu permanecer naquele sistema condenado. Gostava da desonestidade, da corrução e da imoralidade dele. Não se dá hoje o mesmo com muitos na cristandade? Jeová expressa seu julgamento:
“‘Não devia eu ajustar contas por causa destas mesmas coisas’, é a pronunciação de Jeová, ‘ou não devia vingar-se a minha alma duma nação tal como esta? Uma situação assombrosa, mesmo uma coisa horrível fez-se existir no país: Os próprios profetas realmente profetizam em falsidade; e quanto aos sacerdotes, estão subjugando segundo os seus poderes. E meu próprio povo amou-o assim.’” (Jer. 5:29-31)
Que os clérigos continuem a pregar falsidades babilônicas. Que dêem destaque a si mesmos em apoio de políticos corrutos. Que fechem os olhos ou mesmo se expressem em apoio do sexo permissivo, do homossexualismo, da jogatina e de outras práticas condenadas pela Palavra de Deus. Isto talvez seja popular e agrade às massas. Muitos talvez ‘o amem assim’. Mas Deus declara que executará julgamento em toda esta hipocrisia religiosa, no futuro muito próximo.
8. De que é profética a ruína de Silo? (Jer. 7:12)
8 No tempo dos primitivos juízes de Israel, o tabernáculo e a arca de Jeová encontravam-se em Silo. Mas o sacerdócio tornou-se tão permissivo, corruto e imoral, que Jeová realizou um ‘ajuste de contas’. Israel sofreu uma derrota esmagadora diante dos filisteus, a arca foi capturada, e o sumo sacerdote Eli e seus filhos imorais morreram. (1 Sam. 2:12-29; 4:2-18; 3:10-14) De acordo com as palavras de Jeová, a Jerusalém dos tempos de Jeremias estava condenada a sofrer assim como Silo:
“‘E agora, visto que continuastes a fazer todos estes trabalhos’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu continuei a falar convosco, levantando-me cedo e falando, mas vós não escutastes, e continuei a chamar-vos, mas vós não respondestes, vou fazer também à casa sobre a qual se invocou meu nome, em que confiais, e ao lugar que dei a vós e aos vossos antepassados, assim como fiz a Silo’.” (Jer. 7:13, 14)
As religiões da cristandade, que afirmam estar em relação com Deus, mediante Cristo Jesus, fariam bem em acatar estas palavras.
9, 10. (a) Como se contrastam os “trabalhos” da cristandade com os dos verdadeiros cristãos? (b) Conforme profetizado, como encaram os líderes religiosos da cristandade o colapso moral e os esforços em prol de paz? (c) Como virá a verdadeira paz?
9 Os “trabalhos” da cristandade têm incluído dar ela apoio a planos de paz elaborados por homens, ao passo que Jesus ensinou aos verdadeiros cristãos que orassem pelo reino de Deus, como instrumento para trazer paz a esta terra. (Mat. 6:10) Tanto os líderes católicos como os protestantes têm aclamado as Nações Unidas como ‘última esperança de paz para o homem’. Ao mesmo tempo, procuram favores políticos, por darem bênção e apoio a nações-membros das Nações Unidas que se armam para o desastre à razão espantosa de 350 bilhões de dólares por ano. As palavras de Jeremias aplicam-se aptamente aos líderes religiosos da hodierna “Jerusalém”, ao domínio da cristandade:
“Desde o menor até mesmo ao maior deles, cada um obtém para si um lucro injusto; e desde o profeta até mesmo ao sacerdote, cada um age de modo falso. E tentam sarar superficialmente o quebrantamento do meu povo, dizendo: ‘Há paz! Há paz!’ quando não há paz.” — Jer. 6:13, 14; veja também 8:11; 14:13-16; 23:17-20.
10 Os líderes religiosos da cristandade consideram de pouca importância o colapso moral de seus rebanhos, dizendo que tudo está bem, quando a situação, na realidade, é deplorável e merece retribuição divina. E aonde os levarão seus clamores de ‘Paz! Paz!’? O apóstolo Paulo responde: “Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição vêm sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” (1 Tes. 5:3) Porque a paz vem, não por meio dos planos das nações, que se armam freneticamente para a guerra nuclear, mas por meio do reino de Deus, depois de este destruir as nações fomentadoras de guerra. — Dan. 2:44.
11. Compare a culpa pelo derramamento de sangue, que a cristandade tem, com a da apóstata Jerusalém.
11 Desde que os “tempos designados das nações” se completaram em 1914, essas nações têm furiosamente sacrificado 69 milhões de vidas, em duas guerras mundiais, bem como muitas outras vidas, em conflitos menores. (Luc. 21:24) Os clérigos religiosos têm abençoado esses conflitos, muitas vezes servindo como capelães militares em ambos os lados do conflito. Ao aprovarem o sacrifício de vidas humanas, ficaram semelhantes à apóstata Jerusalém, que Jeová condenou, dizendo:
“Nas tuas saias foram achadas as manchas de sangue das almas dos pobres inocentes.”
“Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: ‘Eis que trago sobre este lugar uma calamidade tal que, ouvindo alguém falar dela, lhe tinirão os ouvidos; pela razão de que me abandonaram . . . e encheram este lugar com o sangue dos inocentes.’”
Jeová puniu severamente os habitantes de Judá por sacrificarem “no fogo a seus filhos e suas filhas”. Ao povo da cristandade aguarda uma punição similar. — Jer. 2:34; 19:3-5; veja também 7:31.
12. Que espécie de festividades, na cristandade, são condenadas pela Palavra de Deus, e como se comparam elas com as da antiga Jerusalém?
12 No entanto, as religiões falsas da cristandade têm feito mais do que apenas incorrer em culpa pelo sangue derramado. Elas têm adotado doutrinas e formalismos da antiga Babilônia, berço do vasto império mundial da religião falsa Seu Natal, seu tipo de Páscoa e suas muitas outras festividades têm sua origem nas religiões dos tempos pré-cristãos. Ora, o nome inglês da atual Páscoa, “Easter”, até mesmo deriva seu nome de Astartéia, deusa fenícia da fertilidade e do amor sexual! A respeito de festividades similares, nos dias de Jeremias, “a pronunciação de Jeová” era a seguinte:
“Os filhos apanham pedaços de pau e os pais acendem o fogo, e as esposas sovam a massa para fazer bolos de oferenda à ‘rainha dos céus’; e há um derramamento de ofertas de bebida a outros deuses para me ofenderem. . . . Portanto, assim disse o [Soberano] Senhor Jeová: ‘Eis que se despeja a minha ira e o meu furor sobre este lugar.’” — Jer. 7:18-20.
‘EDIFICAR E PLANTAR’
13. Em que obra dupla empenha-se agora a classe de Jeremias?
13 Os da classe de Jeremias, nos tempos modernos, já proclamam agora os julgamentos de Deus sobre a cristandade por uns 60 anos. Aproxima-se o tempo para a execução destes julgamentos. Portanto, isto prediz uma obra de ‘desarraigar, demolir, destruir e derrubar’ o erro da falsa religião. Prediz também ‘edificar e plantar’, por divulgar às pessoas sinceras as “boas novas” de que o reino de Deus substituirá o domínio corruto hoje na terra. Envolve edificar no coração delas um apreço por Jeová, por sua bondade e pela oportunidade de ter vida eterna em condições paradísicas, tornadas possíveis pelo sacrifício de Jesus Cristo. — Rev. 7:9-17.
14. Como se cumpre a ilustração no capítulo 24 de Jeremias?
14 De acordo com Jeremias, capítulo 24, Jeová fez o profeta ver duas cestas de figos, colocadas diante do templo de Jeová. Uma cesta continha figos ruins, representando aqueles que não agiram com fé nas promessas de Jeová, de modo que saíram perdendo. Os figos bons eram “muito bons”, e representavam, no primeiro caso, os judeus que agiriam em fé ao retornarem do exílio babilônico, após 70 anos, para restabelecer a adoração de Jeová em Jerusalém. No cumprimento moderno, representam os do restante fiel, que retornaram do cativeiro em Babilônia, a Grande, especialmente das religiões da cristandade, a partir de 1919. Sobre estes restabelecidos, e sobre outros, que se juntariam a eles mais tarde, Jeová disse por meio de seu profeta:
“Vou fixar meu olho neles de modo bom e certamente os farei voltar a esta terra. E vou edificá-los e não os derrubarei, e vou plantá-los e não os desarraigarei. E vou dar-lhes um coração para me conhecerem, que eu sou Jeová; e terão de tornar-se meu povo e eu mesmo me tornarei seu Deus, pois retornarão a mim de todo o seu coração.” — (Jer. 24:6, 7)
Esses “figos bons” desenvolvem uma relação muito íntima com seu Deus, Jeová. Tendo a condição correta de coração, confiam implicitamente em Jeová, para dirigir-lhes os passos. — Jer. 10:23, 24; 20:12, 13.
JULGAMENTO DAS NAÇÕES
15. Quem, ao todo, está abrangido no cumprimento da declaração de condenação por Jeremias?
15 Jeremias era verdadeiro profeta. Falava em nome de Jeová, encaminhava o povo para a adoração de Jeová, e cada palavra que proferia a respeito de Jerusalém, de Judá e de outras nações cumpriu-se. Do mesmo modo, o cumprimento maior de sua profecia é certo para hoje. E note que, no seu cumprimento moderno, esta proclamação de condenação não abrange apenas as nações da cristandade, mas todas as nações, da terra inteira Jeová ordenou a Jeremias:
“Toma da minha mão este copo do vinho do furor, e tens de fazer beber dele todas as nações às quais te envio. E terão de beber, e balouçar, e agir como homens endoidecidos, por causa da espada que envio entre eles. (Jer. 25:15, 16)
Após a destruição de todas as nações que se opõem à vontade justa de Deus, o “governante deste mundo”, Satanás, o Diabo, será lançado no abismo. (João 12:31; Rev. 19:11-16, 19, 21; 20:1-3) Isto preparará o caminho para duradoura paz e felicidade aqui na terra. — Rev. 21:3-5.
16. (a) Por que não devemos ter medo? (b) Que belo exemplo nos deram os profetas de Jeová?
16 Devemos ser temerosos, agora que nos confrontamos com esta execução final de julgamento? Devemos temer o que o inimigo possa fazer a nós, ao passo que proclamamos destemidamente esta mensagem de condenação? Jeremias não tinha medo. Temia apenas a Jeová. (Jer. 10:2-7) Em obediência a Jeová, postava-se bem à vista nos portões da casa de Jeová e chamava a atenção do povo para as coisas detestáveis que se faziam em nome de Deus. Assim como Jeová continuava ‘levantando-se cedo e falando’ àquele povo por meio de seus profetas, nos tempos anteriores, assim também seu profeta Jeremias empenhava-se desde cedo na sua obra. Que belo exemplo para nós, hoje, para nunca afrouxarmos a mão ou “ficarmos dormindo”, quando há o serviço de Jeová para fazer! — Jer 7:1, 2, 13, 14; 25:3, 4.
17. Quão extenso será o extermínio trazido por Jeová?
17 Ao passo que falamos da ‘derrubada’ de nações e reinos, e de sua substituição pelo reino de Deus, aguardamos confiantemente o tempo quando Jeová resolver sua controvérsia com as nações. Ele agirá no seu tempo devido! Nenhum dos iníquos escapará. Será um extermínio completo:
“E os mortos por Jeová certamente virão a estar naquele dia de uma extremidade da terra até à outra extremidade da terra. Não serão lamentados, nem serão recolhidos ou enterrados. Tornar-se-ão como estrume sobre a superfície do solo.”
Quando a tormenta da destruição assolar a terra, os “pastores” nacionais e os “majestosos” de seu rebanho uivarão e revolver-se-ão, e ‘cairão como um vaso desejável’. Haverá consternação como quando, numa casa, um vaso preciosíssimo se espatifa no chão. Ficarão “sem vida por causa da ira ardente de Jeová”. — Jer. 25:31-37.
18. (a) Como podem os sinceros obter libertação? (b) Que garantia continuará a fortalecer-nos?
18 Felizmente, os sinceros dentre todas as nações, que aprenderem da bondade de Jeová, estão-se juntando aos da classe de Jeremias. Obterão a libertação quando a ira ardente de Deus irromper, para “fazer beber todas as nações” a poção amarga da destruição. (Jer. 25:17) A execução deste julgamento aproxima-se velozmente! Por mais um pouco de tempo, os inimigos de Deus poderão talvez combater os da classe de Jeremias e seus companheiros. Mas nós, qual “muralha fortificada de cobre”, continuaremos a resistir à pressão do inimigo por falar “todas as palavras” ordenadas por Jeová Sempre derivamos forças da sua promessa: “‘Não prevalecerão contra ti. Porque estou contigo para te salvar e para te livrar’, é a pronunciação de Jeová.” — Jer. 15:20.
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Perseverança em fidelidadeA Sentinela — 1978 | 1.° de abril
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Perseverança em fidelidade
“Ó Jeová, não estão estes teus olhos dirigidos para a fidelidade?” — Jer. 5:3.
1. Como se contrastava o proceder de Jerusalém com o de Jeremias?
JEOVÁ perguntou a respeito da antiga Jerusalém: “Por que é que este povo . . . é infiel com infidelidade duradoura?” Era porque eles adotavam um proceder obstinado, seguindo o “proceder popular, qual cavalo que se arroja à batalha”. E sua maneira carnal de encarar as coisas trouxe-lhes calamidade, porque “não vieram a conhecer o julgamento de Jeová”. (Jer. 8:5-7) Jeremias, em nítido contraste, perseverava em fidelidade. Durante 40 anos, até a destruição de Jerusalém, e mesmo depois, ele continuava a cumprir sua comissão de proclamar os julgamentos de Jeová.
2. Com respeito a iminente tribulação, de que modo correspondia a situação de Jeremias com a do povo de Deus hoje em dia? (Jer. 4:5, 6; 6:1)
2 Parece que Jeremias não sabia de antemão o dia ou a hora em que viria a destruição de Jerusalém. Mas apercebia-se do “grande retumbo desde a terra do norte” — Babilônia. Sabia que se aproximavam forças executoras e que os julgamentos de Deus eram certos. Do mesmo modo, o povo de Jeová, hoje em dia, vê claramente o “sinal” da iminência duma “tribulação tal como nunca ocorreu desde o princípio da criação”. — Jer. 10:22; Mar. 13:4, 19.
3. (a) O que tem proclamado as Testemunhas de Jeová nos tempos modernos, e por quanto tempo? (b) O que supriram a sua fé?
3 Agora, já por cerca de 60 anos, as testemunhas cristãs de Jeová têm proclamado às nações dentro e fora da cristandade que este mundo está no seu “tempo do fim”, desde 1914, e que o inteiro sistema terá de perecer, em breve, num “tempo de aflição tal como nunca se fez ocorrer, desde que veio a haver nação até esse tempo”. (Dan. 12:1, 4) Forças demoníacas estão ajuntando as nações ao Har-Magedon. (Rev. 16:13-16) Os da hodierna classe de Jeremias perseveram em fidelidade ao proclamarem esta notícia. Suprem perseverança à sua fé. — 2 Ped. 1:5, 6.
4. Qual e a fonte de nosso encorajamento, e como é isto ilustrado em Jeremias 17:5-8?
4 Os da classe de Jeremias, junto com todos os novos que afluem às fileiras dos publicadores do Reino, necessitam de contínuo encorajamento para avançar para a vitória. Jeová provê exatamente tal encorajamento. Em contraste com alguém que “confia no homem terreno e que realmente faz da carne o seu braço”, os retratados por Jeremias põem a sua confiança em Jeová e fiam-se nele. Tornam-se “qual árvore plantada junto às águas”, de modo que podem estender raízes para absorver todas as provisões vitalizadoras de Jeová. Nem o “calor” da perseguição, nem a “seca” resultante de proscrições e restrições conseguem induzi-los a ‘deixar de produzir fruto’. Qual árvore produtiva, são ‘frondosos’ e produzem louvor para Jeová. Neste respeito, são ‘benditos’ — Jer. 17:5-8.
FAZER FACE À PROVA DE PERSEVERANÇA
5. Que exemplo de perseverança de Jeremias deve estimular-nos?
5 Será que hoje há alguns que fixam seu olhar em objetivos materiais, em vez de no tesouro inestimável do serviço do Reino? Será que alguns têm achado difícil de perseverar? Ora, lembre-se de que Jeremias, às vezes, também achou difícil de perseverar. Ele até mesmo pensou em desistir. Mas, então, ele verificou que a palavra de Jeová lhe era no coração como ‘fogo aceso encerrado nos seus ossos. Esta palavra o impeliu a continuar a lutar e a triunfar sobre os seus inimigos. (Jer. 20:9) Quando examinamos alguns dos problemas que Jeremias teve de enfrentar e que ele venceu, certamente devemos ficar cheios do desejo de perseverar, para obter a vitória!
6. (a) Onde achou Jeremias forças para perseverar? (b) Em harmonia com o exemplo de Jeremias, que associação devemos evitar?
6 Jeremias sofreu amarga oposição de seus próprios conterrâneos em Anatote, que lhe disseram: “Não deves profetizar em nome de Jeová, para que não morras à nossa mão.” Seus próprios irmãos e os da casa de seu pai agiram traiçoeiramente com ele. Parecia ter inimigos em toda a parte, os quais invocavam o mal sobre ele. (Jer. 11:21; 12:6; 15:10) Mas, Jeremias achou forças para perseverar. Onde? Na oração a Jeová, e em reconhecer o privilégio que tinha em levar o nome e a palavra de Jeová:
“Acharam-se as tuas palavras e eu passei a comê-las; e tua palavra torna-se para mim a exultação e a alegria do meu coração; pois o teu nome foi invocado sobre mim, ó Jeová, Deus dos exércitos. Não me sentei no meio do grupo íntimo dos que fazem pilhérias, nem comecei a rejubilar.” (Jer. 15:16, 17)
Jeremias alegrava-se com as palavras de Jeová e com levar o nome Dele. Não tinha prazer nas pilhérias fúteis de homens ímpios e evitava sabiamente a companhia deles. Não deveríamos fazer o mesmo?
7. (a) O que habilitou Jeremias a aceitar sem queixas o seu estado de solteiro? (b) Qual foi a reação de Jeremias diante dos maus tratos da parte de Pasur?
7 Como sinal de que sua mensagem era segura, Jeová ordenou que Jeremias não se casasse. Assim não teria filhos para a destruição. Ele não se queixou de seu estado de solteiro, mas ficou absorto na obra que tinha a fazer. Com o tempo, Pasur, oficial na casa de Jeová, ofendeu-se com as palavras de Jeremias, golpeou-o e o pôs no tronco a noite inteira. Mas Jeremias, quando foi solto, de novo proclamou destemidamente a Pasur que toda a Judá seria entregue na mão do Rei de Babilônia. — Jer. 16:1-4; 20:1-6.
8. Como mostrou Jeremias ser destemido durante o reinado de Jeoiaquim?
8 Quando o iníquo Rei Jeoiaquim subiu ao trono, em 628 A. E. C., Jeová deu a Jeremias uma poderosa profecia para declarar, e disse-lhe novamente: “Não tires nenhuma palavra.” Assim, de pé no pátio do templo de Jeová, Jeremias proferiu todas as palavras que Jeová lhe ordenara, realmente, uma mensagem de condenação para Judá e Jerusalém. Com que resultado? O registro responde:
“Acabando Jeremias de falar tudo o que Jeová lhe ordenara falar a todo o povo, então, os sacerdotes e os profetas, e todo o povo, pegaram-no, dizendo: ‘Positivamente morrerás. Por que é que profetizaste em nome de Jeová, dizendo: “Esta casa se tornará igual àquela em Silo e esta mesma cidade será devastada para ficar sem habitante”?’ E todo o povo se congregava em volta de Jeremias na casa de Jeová.” (Jer. 26:1-9).
Apareceram os príncipes de Judá, e os sacerdotes e os profetas exigiram um julgamento de morte. Mas Jeremias, num discurso emocionante, esclareceu que Jeová o enviara para profetizar, que havia obedecido à voz de Jeová e que eles derramariam sangue inocente se o matassem. — Jer. 26:10-15.
9. (a) Quem se expressou a favor de Jeremias, (b) De que acontecimento recente nos lembra isso?
9 Foi então que os príncipes e todo o povo se expressaram a favor de Jeremias, dizendo: “Ele nos falou em nome de Jeová, nosso Deus.” Certos anciãos também apoiavam Jeremias, um deles sendo Aicão, pai de Gedalias. (Jer. 26:16-24) Portanto, Jeremias prosseguiu destemidamente a profetizar. Esta suspensão temporária da hostilização que os judeus moviam a Jeremias nos lembra certo alívio que nossos irmãos tiveram em Malaui. Relatórios recentes indicaram que muitos deles foram soltos da prisão, tiveram permissão de voltar aos seus lares e de cultivar seus campos. Alguns dos jovens que antes eram perseguidores deles estão até mesmo estudando a Bíblia com eles, segundo se relata. Todavia, em outras partes do país, funcionários locais e parentes dificultam ao povo de Jeová levar uma vida normal. Iguais a Jeremias, porém, continuam a perseverar na sua integridade
DISPUTA ENTRE PROFETAS
10, 11. (a) Que ilustração profética foi encenada por Jeremias e Hananias? (b) Como se mostrou que Jeremias era o verdadeiro profeta?
10 Foi também durante o reinado de Zedequias que Jeremias encenou uma ilustração profética. Sob a orientação de Jeová, ele colocou cangas de madeira sobre o seu próprio pescoço, declarando que Judá e nações circunvizinhas deviam colocar-se sob o jugo do Rei de Babilônia, ou então receber severa punição. Mas o profeta Hananias tirou a canga do pescoço de Jeremias e a quebrou, declarando que Jeová quebraria tão facilmente assim o jugo de Babilônia de cima das nações, dentro de dois anos. — Jer. 27:2-15; 28:1-11.
11 Quem venceria nesta disputa entre profetas? Era Jeremias ou era Hananias o verdadeiro profeta de Jeová? Jeová não deixou dúvida sobre isso, quando ordenou que Jeremias profetizasse que as cangas de madeira seriam substituídas por cangas de ferro, e que Hananias havia de morrer dentro de um ano. Não somente morreu Hananias, no sétimo mês daquele ano, mas o jugo de Babilônia, por fim, mostrou realmente ser férreo. — Jer. 28:12-17.
12, 13. (a) Que grupo moderno age de modo similar a Hananias, e como se sai nisso? (b) O que sustenta as verdadeiras testemunhas de Deus?
12 Quão semelhantes a Hananias são os hodiernos falsos profetas, que procuram ‘derrubar’ a obra das Testemunhas de Jeová com más intenções! Alguns deles talvez até mesmo andassem por um tempo com o povo de Deus, mas ficaram descontentes, quando não viram o cumprimento de ambições egoístas, e voltaram aos mesmíssimos ensinos que antes haviam regurgitado. Pregam “por inveja e rivalidade”, certamente não “por boa vontade”, pois, não têm nada de edificante para dizer. (2 Ped. 2:22; Fil. 1:15) Apresentam expectativas contrárias aos da classe de Jeremias com respeito à vinda da “grande tribulação”.
13 No entanto, tão certamente como Jeová substituiu o quebrado jugo de madeira por um de ferro, tão certamente virá a “grande tribulação” no tempo designado de Deus. E com a mesma certeza com que Hananias morreu sob o julgamento de Jeová naquele mesmo ano, assim os grupos proféticos, opositores, hão de ser executados no tempo devido. Eles não têm nenhuma alegria e não têm o espírito ou a “palavra” de Jeová para sustentá-los. — Jer. 23:16-19; 31:1, 12.
APEGUE-SE À SUA CONFIANÇA!
14. (a) Assim como Jeremias, que confiança devemos demonstrar? (b) Por que devemos estar sempre vigilantes?
14 Nós, iguais a Jeremias, devemos ter confiança inabalável na “palavra” profética de Jeová. Como sinal de tal confiança, Jeremias obedeceu à “palavra de Jeová”, comprando um campo hereditário em Anatote, e isso apenas um ano antes de os exércitos babilônicos invadirem a terra para desolá-la! (Jer. 32:8-25) Nestes últimos dias, devemos igualmente confiar em que Jeová cumprirá cada palavra de sua promessa de proteger e estabelecer seu povo. (Jer. 32:38-41) Já chegou perigosamente perto o tempo de as celestiais forças de ataque, sob Cristo Jesus, avançarem! Portanto, é urgente que fiquemos sempre vigilantes, proclamando a “palavra” de Deus. — Mar. 13:10, 32-37.
15, 16. (a) O que sustentava a Jeremias? (b) Que problema teve Baruque? (e) De que encorajamento e para nós, hoje, a advertência de Jeová a Baruque? (Rev. 2:3)
15 A situação era difícil para Jeremias. Mas ele foi sustentado pela sua confiança em Jeová e pela sua lealdade à sua comissão. Pôde também animar seu fiel companheiro, o escrevente Baruque, quando este ficou abatido. Depois de Jeremias ter profetizado por uns 20 a 30 anos, Baruque declarou:
“Ai de mim, pois, porque Jeová acrescentou pesar à minha dor! Fatiguei-me por causa do meu suspiro e não achei lugar de descanso.”
Mas Jeová transmitiu-lhe as seguintes palavras, por intermédio de Jeremias:
“‘Eis que derrubo o que edifiquei e desarraigo o que plantei, até mesmo todo o país. Mas, no que se refere a ti, estás procurando grandes coisas para ti. Não continues a procurar. Pois eis que trago uma calamidade sobre toda a carne’, é a pronunciação de Jeová, ‘e vou dar-te a tua alma por despojo em todos os lugares aos quais fores’.” (Jer. 45:1-5).
Sim, este fiel servo de Deus havia ficado fatigado com o passar do tempo. Mas, Jeová assegurou a Baruque que Seu tempo devido para ‘derrubar e desarraigar’. Seu tempo para trazer tribulação sobre as infiéis Jerusalém e Judá era iminente. Embora pudesse haver uma aparente demora, essa “calamidade” era certa!
16 Jeová advertiu Baruque a não voltar aos modos mundanos e materialistas dos judeus, procurando vantagens pessoais. Não, seu lugar era o de continuar a servir fielmente ao lado do profeta de Jeová. Do mesmo modo, nestes “últimos dias” do século vinte, não é tempo para alguém do povo de Deus voltar para este condenado mundo materialista. Seu devido lugar é servir com perseverança, até que, por fim, ‘recebam sua alma por despojo’, no domínio do reino de Deus por Cristo Jesus, depois da tormenta do Har-Magedon.
COMPANHEIROS LEAIS
17. Quem eram os recabitas, e o que levou Jeová a recompensá-los?
17 Jeremias tinha outros amigos. Estes surgiram apenas depois de muitos anos de serviço fiel, e segundo a orientação de Jeová. Enquanto o iníquo Jeoiaquim ainda governava, Jeová fez com que Jeremias levasse ao templo os recabitas, descendentes de Jonadabe, o qual se havia identificado como estando do lado de Jeová, nos dias do Rei Jeú, uns 250 anos antes. (2 Reis 10:15-17) Jonadabe dera aos seus descendentes a ordem de não beberem vinho, “por tempo indefinido”. E agora, com a primeira aproximação dos babilônios, os recabitas se haviam refugiado em Jerusalém. Jeremias pôs vinho diante deles. Mas eles o recusaram, em obediência leal ao seu antepassado, Jonadabe. Jeová contrastou então a desobediência de Judá e de Jerusalém com a perseverante lealdade dos recabitas, e disse:
“De Jonadabe, filho de Recabe, não se decepará homem, impedindo-o de ficar de pé diante de mim para sempre.”
Os descendentes de Jonadabe receberam assim uma grandiosa recompensa, a libertação durante a tribulação de Jerusalém. — Jer. 35:1-19.
18. Quem são os hodiernos ‘filhos de Jonadabe’, e onde encontram proteção?
18 Esses recabitas têm seu equivalente atual — pessoas de coração sincero e princípios retos, que talvez até mesmo tenham tentado achar refúgio destes “tempos críticos” nos recintos religiosos da hodierna “cristandade”. (2 Tim. 3:1) Mas o seu verdadeiro refúgio está na provisão de Jeová, mediante Cristo. Ele lhes envia os da hodierna classe de Jeremias com uma mensagem, que significa salvação para eles. Não, a segurança de tais “jonadabes” não está na arruinada cristandade, mas inteiramente do lado do hodierno “profeta” de Jeová.
19. Como nos deve animar a atitude de Jeremias perante Zedequias?
19 Foi o último Rei de Judá, Zedequias (617-607 A. E. C.), que pediu que Jeremias orasse a Jeová a favor de Judá. Mas Jeremias continuou a proclamar a iminente destruição de Jerusalém. Mais tarde, depois de ser maltratado e encarcerado por muitos dias, ele foi levado perante o rei, que lhe perguntou em particular: “Há alguma palavra da parte de Jeová?” Jeremias deu-lhe a resposta direta: “Há [uma palavra]! . . . Serás entregue na mão do Rei de Babilônia!” (Jer. 37:3-17) De maneira similar, as Testemunhas de Jeová apontam hoje francamente para o julgamento divino. Não estão interessadas em movimentos ecumênicos ou em abrandar a mensagem proclamada contra a cristandade.
20. (a) O que levou a Ebede-Meleque socorrer Jeremias, e como foi este etíope recompensado? (b) Nos tempos modernos quem tem agido assim como Ebede-Meleque, e qual será o resultado para eles? (Mat. 25:34, 40)
20 Jeremias, por causa de sua persistência em proclamar os julgamentos de Jeová contra a cidade, foi lançado numa cisterna, onde afundou na lama. Parecia condenado a uma morte miserável. Mas um eunuco etíope, Ebede-Meleque, dirigiu-se ao Rei e rogou a favor de Jeremias. Seguindo a orientação do rei, Ebede-Meleque tomou 30 homens, e, usando trapos e panos velhos, eles tiraram Jeremias desta cisterna e o puseram novamente num lugar no Pátio da Guarda. Ali permaneceu até que Jerusalém foi destruída e ele foi liberto. Mas, o que aconteceu com Ebede-Meleque? Enquanto Jeremias ainda estava no pátio, veio a ele a palavra de Jeová, dizendo:
“Vai, e tens de dizer a Ebede-Meleque, o etíope: ‘Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: “Eis que estou cumprindo as minhas palavras sobre esta cidade para calamidade e não para bem, e certamente se realizarão diante de ti naquele dia. E eu vou livrar-te naquele dia”, é a pronunciação de Jeová, “e não serás entregue na mão dos homens de que tu mesmo estás amedrontado. Pois sem falta te porei a salvo e não cairás à espada; e certamente virás a ter a tua própria alma por despojo porque confiaste em mim”, é a pronunciação de Jeová.’”
Assim, quando os exércitos de Babilônia irromperam desde o norte, Ebede-Meleque escapou com vida. Nos tempos modernos, também, tem havido muitos, inclusive autoridades governamentais e carcerárias, que têm mostrado bondade para com as perseguidas testemunhas de Jeová. Mais tarde, algumas destas pessoas tornaram-se Testemunhas, candidatos a salvação quando as celestiais forças executoras de Cristo Jesus entrarem em ação, no Har-Magedon. — Jer. 38:6-13; 39:15-18; Rev. 7:14-17; 16:16.
21. (a) Como se comparam os hodiernos servos de Jeová com os dos tempos de Jeremias? (b) De que maneira mostram perseverança? (Rev. 14:12)
21 Dá alegria notar que hoje ainda há na terra pessoas do mesmo calibre de Jeremias, Baruque, os recabitas e Ebede-Meleque. O relatório sobre a atividade mundial das Testemunhas de Jeová no seu ano de serviço de 1977 prova que é assim. É verdade que pode ter havido alguns que, cansando-se assim como Baruque, desviaram-se por um tempo para cuidar de interesses egoístas, mas estes devem lembrar-se de que Baruque, embora provado, permaneceu ao lado do profeta de Deus. Sim, vale a pena perseverar, com a perspectiva de vida eterna após a “grande tribulação”. E que continuem a ser encontrados amantes da justiça, com disposição igual à dos filhos de Jonadabe e de Ebede-Meleque. Grande será a recompensa de todos os que diligentemente exercerem fé nas promessas de Jeová e que perseverarem até o fim!
[Foto na página 21]
Depois de Jeremias ter sido lançado numa cisterna vazia, Ebede-Meleque, etíope, obteve a permissão do Rei para tirá-lo dali; Deus recompensou-lhe esta benevolência.
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Abundância da benevolência de JeováA Sentinela — 1978 | 1.° de abril
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Abundância da benevolência de Jeová
NUMA oração ao Soberano Senhor Jeová, Jeremias o reconheceu como sendo “Aquele que usa de benevolência para com milhares”. (Jer. 32:17, 18) Quão veraz é isto hoje entre o povo de Jeová! Durante o ano passado, houve abundância da benevolência de Jeová para com as 2.223.538 Testemunhas que serviram em 216 países e territórios. O espírito Dele habilitou-as a dar um grande testemunho.
A tabela nas páginas que seguem resume a obra realizada em partes diferentes da terra. Essas Testemunhas zelosas estiveram muito atarefadas, devotando 321.424.305 horas à obra da proclamação das boas novas do reino de Deus e dirigindo 1.282.246 estudos bíblicos nos lares de interessados. Embora as colocações de revistas tenham diminuído um pouco, distribuíram 24.972.749 Bíblias e livros que explicam a Bíblia, o que representa um aumento de 917.700 sobre o ano anterior.
Durante o ano de serviço de 1977, tem havido um apoio muito elogiável ao serviço de “pioneiro” de tempo integral, especialmente ao serviço de pioneiro auxiliar. Conforme mostra a tabela, vários países, que tiveram muitos pioneiros no campo, também tiveram um belo aumento. Isto se deu também com as congregações onde prevaleceu verdadeiro espírito de pioneiro, e espera-se que cada vez mais congregações fomentem o serviço de pioneiro.
Ao passo que nos aproximamos do fim, as coisas ficam mais difíceis. (2 Tim. 3:1) Também, em muitos países, a atitude das pessoas está endurecendo. É assim como nos dias de Jeremias, quando Jeová disse a respeito do povo: “[Eles têm] endurecido a sua cerviz para não obedecerem às minhas palavras”. Se a sua congregação tem de trabalhar entre gente de ‘dura cerviz’, anime-se! Em vez de reduzir a atividade do Reino, façamos assim como Jeremias exortou: “Cantai a Jeová! Louvai a Jeová!” (Jer. 19:15; 20:13) Sim, gastemo-nos como colaboradores de Deus, enquanto ele ajunta os remanescentes de suas “ovelhas”. — 1 Cor. 3:9; Jer. 23:3.
Pastores fiéis, anciãos no rebanho, que servem sob a chefia de Jesus Cristo, continuam ‘realmente a apascentar o rebanho’, e isto é demonstrado pelas geralmente excelentes assistências às reuniões, nas 41.635 congregações das Testemunhas de Jeová em toda a terra. (Jer. 23:4) Um auge de assistência foi atingido no domingo, 3 de abril de 1977, quando o total de 5.107.518 pessoas se reuniram para celebrar a Comemoração da morte de Jesus. As “ovelhas” ainda estão sendo ajuntadas, e alegramo-nos de que, em 1977, 124.459 novas Testemunhas foram batizadas. Aproveita você toda oportunidade para participar zelosamente nesta grande obra de ajuntamento?
RELATÓRIOS QUE ESTIMULAM
Embora hoje estejam proscritas ou de outro modo restritas em uns 46 países, as Testemunhas de Jeová não ficam desanimadas. Continuam com tato a dar testemunho, e isso com resultados excelentes, conforme indica o relatório sobre “OUTROS
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