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Progresso depois de obter “uma fé”A Sentinela — 1980 | 1.° de novembro
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declaração: ‘Eu amo a Deus’, e ainda assim odiar o seu irmão, é mentiroso. Pois, quem não ama o seu irmão, a quem tem visto, não pode estar amando a Deus, a quem não tem visto.” (1 João 4:20) Por conseguinte, precisamos fazer empenho para desenvolver profunda afeição aos concrentes, assim ‘suprindo afeição à nossa devoção piedosa’.
25. A quem devemos mostrar amor, e por quê?
25 O amor é a qualidade notável que deve evidenciar-se especialmente em nossa vida. Esta espécie de amor não deve ser limitada aos nossos irmãos cristãos. Ao passo que temos afeição fraternal aos nossos irmãos espirituais, devemos mostrar amor a toda a humanidade. Este amor não depende da condição moral da pessoa. Assim como o amor que Deus tem à humanidade, ele deve ser mostrado até mesmo aos inimigos. Jesus Cristo disse no seu Sermão do Monte:
“Ouvistes que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ No entanto, eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também a mesma coisa os cobradores de impostos? E, se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também a mesma coisa as pessoas das nações? Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito.” — Mat. 5:43-48.
26, 27. O que acontece quando suprimos à nossa fé os essenciais enumerados por Pedro?
26 O que resulta quando a virtude, o conhecimento, o autodomínio, a perseverança, a devoção piedosa, a afeição fraternal e o amor são acrescentados à fé? O apóstolo Pedro responde: “Se estas coisas existirem em vós e transbordarem, impedirão que sejais quer inativos quer infrutíferos no que se refere ao conhecimento exato de nosso Senhor Jesus Cristo.” — 2 Ped. 1:8.
27 Sim, o resultado é atividade e frutos. Quando suprimos à nossa fé os essenciais enumerados pelo apóstolo e os assimilamos a ponto de transbordarem, não ficamos parados, inativos e espiritualmente mortos. Nosso progresso espiritual continua. Manifestamos os frutos duma personalidade similar a de Cristo e fazemos a outros expressões sobre as “boas novas”. Tendo qualidades piedosas arraigadas no coração, como fazendo realmente parte de nós, seremos motivados a pensar, a falar e a agir dum modo que é aprovado por Deus. — Veja Lucas 6:43-45.
A Importância de se Fazer Progresso
28. Em que situação se encontra o professo cristão que deixa de fazer progresso espiritual?
28 Se alguém deixasse de fazer progresso como cristão, ficaria numa situação de grave perigo espiritual. O apóstolo Pedro disse a respeito de tal pessoa: “Se essas coisas [já mencionadas] não estiverem presentes em alguém, ele é cego, fechando os seus olhos à luz, e chegou a esquecer a sua purificação de seus pecados de há muito.” — 2 Ped. 1:9.
29. Por que é deliberadamente cego aquele a quem faltam os frutos da personalidade cristã?
29 Quem deixa de fazer progresso espiritual, sendo que sua profissão de fé tem falta de frutos duma personalidade cristã, é espiritualmente cego. Não entende o que significa ser cristão. Esta cegueira é deliberada, porque a sua aceitação das “boas novas” exige que continue a se empenhar em se tornar mais semelhante ao seu Amo, Cristo.
30. A que deve o cristão ser induzido pela ‘purificação dos pecados’?
30 Tal pessoa também estaria despercebendo que foi purificada dos pecados à base do sangue derramado de Jesus. Em harmonia com a purificação recebida na época em que se tornou cristão batizado, devia ter continuado a se empenhar arduamente em permanecer puro, de fato, em se harmonizar ainda mais com a norma divina de santidade. Não fazer isso pode facilmente levar à apostasia, à sua rejeição completa do sacrifício do Filho de Deus.
31, 32. Em vista do grave perigo resultante de falta de progresso como cristão, que conselho de Pedro deve ser acatado?
31 Visto que há perigo espiritual resultante de não fazermos progresso como cristãos, faremos bem em esforçar-nos a melhorar em refletir a imagem divina. Comentando isso, Pedro disse: “Por esta razão, irmãos, fazei tanto mais o vosso máximo para vos assegurar da vossa chamada e escolha; pois, se persistirdes em fazer estas coisas, de nenhum modo falhareis jamais. De fato, assim vos será ricamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” — 2 Ped. 1:10, 11.
32 Certamente, todos os que foram ‘chamados e escolhidos’ por Deus, para serem seu povo, devem fazer um esforço determinado para continuarem assim. Os escritos inspirados de Pedro mostram que, por continuarem a acrescentar à sua fé as qualidades cristãs, eles não deixarão de alcançar o alvo de sua fé — a salvação. Nada poderá privá-los de obterem entrada no “reino eterno” de Jesus Cristo. A entrada neste reino será “ricamente suprida”.
33. O que talvez esteja envolvido em ter o cristão “ricamente suprida” a sua entrada no reino?
33 Será uma entrada gloriosa, na qual suas qualidades cristãs se refletirão radiantemente. Todavia, a expressão “ricamente suprida” também pode indicar um grau superlativo de bem-aventurança a ser usufruída por aqueles que realmente se esforçaram na corrida pela vida. — Fil. 3:14.
34. Como se pode ilustrar o grau superlativo de bem-aventurança?
34 A diferença entre a vida e a vida acompanhada por bênçãos especiais poderia ser ilustrada por dois capitães de navio. Um deles, talvez por manobrar o navio com perícia através duma tormenta, consegue levá-lo a salvo até a costa. Mas o outro capitão talvez sofra naufrágio na mesma tormenta, salvando apenas a sua própria vida. Embora ambos os capitães escapem com vida, aquele cujo navio permaneceu intato certamente teria maior felicidade e honra. — Veja 1 Coríntios 3:12-15.
35. Embora a vida eterna seja uma dádiva de Deus, por que requer esforço pessoal para obtê-la?
35 Embora a vida seja uma dádiva gratuita de Deus, requer-se de nós mostrarmos nosso desejo sincero de ter esta dádiva por fazermos o máximo empenho de agradar ao nosso Pai celestial. Ela é uma dádiva, porque nós, humanos pecaminosos, nunca a alcançaríamos pelo nosso próprio mérito. Mas poderíamos deixar de recebê-la, se nosso proceder na vida não evidenciasse que realmente apreciamos e queremos esta dádiva. Portanto, sejamos diligentes em ser realmente semelhantes a Cristo em atitude, palavra e ação. Então, com a ajuda divina, poderemos ter certeza de bom êxito, sem sairmos perdendo a vida ou quaisquer bênçãos adicionais que nosso Pai celestial possa conceder-nos por sermos frutíferos.
36. Conforme mostra Pedro, que fatores não excluem a necessidade de recebermos advertências?
36 Portanto, faremos bem em lembramos da importância da fidelidade. Isto é o que o apóstolo Pedro quis que os leitores de sua segunda carta fizessem. Ele escreveu:
“Por esta razão, estarei sempre disposto a lembrar-vos estas coisas, embora as saibais e estejais firmemente estabelecidos na verdade que está presente em vós. Mas, eu acho direito, enquanto estiver nesta habitação, acordar-vos por vos fazer recordar, sabendo que em breve se há de eliminar a minha habitação, assim como também o nosso Senhor Jesus Cristo me indicou. Assim, farei também o máximo, em toda ocasião, para que, depois da minha partida, vós mesmos possais fazer menção destas coisas.” (2 Ped. 1:12, 15).
Nós, semelhantes àqueles a quem Pedro dirigiu as suas palavras no primeiro século, podemos saber da importância da pregação das “boas novas” e fazer melhora na demonstração duma personalidade semelhante a de Cristo. Podemos ficar firmemente estabelecidos na verdade cristã, na proporção em que chegamos a conhecê-la. Contudo, especialmente quando confrontados com provações ou talvez com os argumentos espertos de falsos instrutores, precisamos das advertências dadas por Pedro.
37. Como era Pedro um bom exemplo em dar advertências?
37 Convém ter em mente por que ele escreveu estas advertências. O apóstolo sabia que ia morrer em breve, porque Jesus Cristo lhe dissera pessoalmente que sofreria uma morte de mártir. (João 21:18, 19) Esta perspectiva não lançou sobre Pedro um manto de desânimo. Mas ele decidiu usar o tempo remanescente para fortalecer seus irmãos, animando-os a serem ativos e frutíferos. Assim, mesmo após a sua partida na morte, eles poderiam ficar encorajados com suas advertências e usá-las para se edificarem mutuamente.
38. O que devemos fazer com as advertências dadas nas cartas de Pedro?
38 Que nós também encontremos encorajamento nas cartas de Pedro e fortaleçamos outros por trazer-lhes à atenção as advertências dele. Daí, aguardando com confiança o cumprimento das maravilhosas promessas de Jeová, continuemos a proclamar as “boas novas” e a fazer progresso em ser mais semelhantes ao nosso Pai celestial e seu Filho.
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‘Não julgue os outros’A Sentinela — 1980 | 1.° de novembro
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‘Não julgue os outros’
Os homens imperfeitos estão inclinados a comparar-se com outros e a tirar conclusões sobre o valor de seus semelhantes. Estas conclusões amiúde se baseiam em preferências e gostos pessoais, ou são influenciadas pela diferença de formação ou instrução.
Os verdadeiros cristãos, porém, têm de precaver-se contra passarem a encarar os outros na luz errada. O apóstolo cristão Paulo, considerando a ingestão de alimentos, deu um exemplo que pode ajudar-nos a manter o equilíbrio neste aspecto importante da vida. Ele escreveu: “Quem come não menospreze ao que não come, e quem não come não julgue aquele que come, pois Deus tem acolhido a esse.” — Rom. 14:3.
Jeová Deus acolhe todos os que procuram fazer a sua vontade. Então, por que é que algum homem deveria menosprezar ou julgar os outros à base do que fazem em sentido pessoal? No caso em consideração, aquele que de boa consciência come carne talvez tenha a tendência de menosprezar alguém que não a come, achando-o escrupuloso demais e extremista. Por outro lado, quem não come poderia julgar erroneamente aquele que come carne como sendo violador da lei ou pecador. O cristão equilibrado nestes aspectos da vida — quer no que se refere ao alimento ou à bebida, quer à diversão, à roupa ou a coisas assim — dá-se conta de que é mero servo ou escravo de Deus, e, como tal, não tem direito de avaliar os outros à base de suas próprias opiniões. Assim, no que se refere às coisas que envolvem uma escolha ou preferência pessoal, ele não menospreza os concrentes, nem os julga como transgressores.
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