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Por que estamos aqui no planeta Terra?Despertai! — 1976 | 8 de outubro
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Por que estamos aqui no planeta Terra?
JÁ CONTEMPLOU, alguma vez, o céu estrelado à noite, e ficou imaginando: Por que estou aqui? Dentre todos os planetas e outros corpos celestes, sabe-se que apenas a terra fornece o ambiente ideal para sustentar a grande variedade de vida vegetal e de criaturas. Será apenas por casual combinação de muitas improbabilidades que esta terra e suas várias formas de vida vieram a existir? Ou existe evidência de que tais coisas são obra dum Criador inteligente?
Muitos, hoje em dia, crêem que os humanos são produto da evolução e não têm de prestar contas a um ser superior. Assim, concluem que nosso propósito em estar na terra é viver nossa vida, segundo nossos próprios desejos e normas. Visto que “ninguém é uma ilha”, cada um, naturalmente, teria de exercer cuidado de não estragar as relações com aqueles de quem ele ou ela dependa. Basicamente, a vida inteira da pessoa poderia centralizar-se em agradar a si mesmo e tentar fazer alguma contribuição para a sociedade, visando derivar disso satisfação, pessoal e o reconhecimento por parte do mundo.
Mas, que real encorajamento traz este conceito? Sem considerar o que a pessoa tente realizar em toda a sua vida, tudo ficará perdido na morte. Com o tempo, será esquecida como pessoa, embora seu nome possa ser mencionado por muitos anos subseqüentes.
Tudo isto suscita a pergunta: Bastam realmente os cerca de setenta ou oitenta anos de vida para tornar significativa tal vida? Antes, não parece frustrador que se perca tanta coisa ao morrer? A pessoa gasta uns vinte anos para crescer, outros vinte, mais ou menos, para obter conhecimento e experiência, e não muito depois disso, começa a envelhecer e enfraquecer. Por fim, a morte põe termo a todo o seu trabalho. Ao passo que parte de seu conhecimento pode ser transmitido a outros, a soma total de seu conhecimento e de sua experiência é perdida para a posteridade. Que vergonha e desperdício é isto, quando, depois de tantos séculos da existência humana, ainda há incontáveis mistérios sobre a terra e o ilimitado espaço, que ainda precisam ser solvidos!
Por outro lado, milhões de pessoas crêem que existe um Criador inteligente. Caso isto se dê, qual é seu propósito para com a terra e o homem sobre ela? É a terra, como muitos imaginam, um lugar que por fim será destruído? É simplesmente um campo de provas para se determinar o destino eterno da humanidade? Caso a terra seja tal campo de provas, como se poderia explicar por que até mesmo bebês recém-nascidos morrem? Que fizeram eles para provar que tipo de pessoas são? Daí, também, por que um Criador inteligente removeria homens e mulheres da cena terrestre muito antes de poderem familiarizar-se com um pouco mais do que apenas diminuta parte de seu vasto campo de provas? E que razão haveria para que Ele desejasse queimar nosso lindo planeta, com sua deleitosa variedade de formas de vida?
Em números cada vez mais crescentes, as pessoas, hoje, não se satisfazem com os conceitos comumente entretidos sobre a razão pela qual os humanos estão aqui na terra. Talvez pense assim também. Mas, haverá algum modo de sabermos com certeza o real motivo de estarmos aqui na terra? Ou, poderia ser para nosso proveito simplesmente esquecermos esse assunto e vivermos nossa vida da melhor forma que pudermos?
A realidade é que conceitos errados sobre tais coisas poderiam ser prejudiciais para nós. Por exemplo, se não existe um Criador perante o qual os humanos têm de prestar contas, centenas de milhões de pessoas estão sendo iludidas. Suas crenças talvez as movam a sacrificar seu tempo, sua energia e seus bens em promover alvos religiosos que não beneficiarão a ninguém. Por outro lado, se existe um Ser Supremo e Este tem um propósito para o homem, deveríamos querer saber qual é tal propósito. Apenas então estaríamos em condições de viver em harmonia com Seu propósito. Sim, o conceito que nutrimos quanto à razão de estarmos na terra poderá influir em nossa vida, tanto agora como no futuro.
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Tem de haver um propósitoDespertai! — 1976 | 8 de outubro
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Tem de haver um propósito
QUASE todo o mundo acalenta o desejo de realizar algo, a menos que a pessoa tenha ficado tão frustrada a ponto de adotar a filosofia: ‘Comamos e betamos, pois amanhã morreremos.’ Mas, mesmo os que se entregam a este padrão frívolo não se sentem realizados e são infelizes. Muito embora sua realização não seja garantida, é muito mais satisfatório perseguir algum alvo do que viver uma vida completamente sem objetivo.
Ademais, a maioria das pessoas não só desejam ter um propósito digno na vida, mas também, junto com ele, desejam ter a oportunidade de gozar a vida de forma construtiva. Interessam-se na terra e no próximo, e compreendem que os propósitos realmente proveitosos são os que contribuem para o bem-estar e a felicidade de outros. A pessoa cônscia da beleza de seu ambiente e do bem que encontra em outros, sente-se estimulada, mais do que nunca, a perseguir um propósito. Os esforços feitos por milhares de pessoas nas pesquisas médicas e em muitos outros campos científicos ilustram que — apesar do egoísmo e das imperfeições — grande número de pessoas estão basicamente interessadas no bem-estar dos outros.
Se os humanos podem nutrir este conceito, que dizer do Criador? Se pudesse contemplar a terra de seu ponto de observação, imaginaria ser lógico ou satisfatório apenas ver gerações sucessivas entrarem em cena, viverem alguns anos turbulentos e frustradores, e então desaparecerem na morte? Consideraria haver um propósito em esta mesma cena se repetir, vez após vez, indefinidamente? Quando Deus declarou, conforme registrado em Isaías 45:18: ‘Eu, o Formador da terra, não a criei simplesmente para nada, mas a formei para ser habitada’, queria dizer que fosse habitada por gerações moribundas? Deixará ele que essa situação continue, conforme deserta pelo escritor bíblico que observou a vaidade de tal condição e disse: “Uma geração passa, outra vem; mas a terra sempre subsiste”? (Ecl. 1:4, Centro Bíblico Católico) Parece-lhe isto o tipo de propósito que esperaria dum Criador todo-sábio? Por certo, ele deve ter um propósito geral bem maior naquilo que está acontecendo, visando coisas melhores vindouras.
Propósito É Evidente no Corpo Humano
Examine mais de perto as coisas vivas na terra, em especial a humanidade, a forma mais elevada de vida da terra. Pode perceber que nenhuma caraterística do corpo humano deixa de ter propósito. Examine sua mão. Será que alguém já conseguiu fazer um substituto tão apropriado, tão destro, tão bonito? Pense no sentido do tato, na habilidade de movimentar os dedos para fazer o que deseja. Nenhum produto humano na terra, desde um minúsculo transistor a um potente transatlântico, poderia ter sido construído sem a manipulação daqueles dedos concedidos por Deus.
Considere seus olhos — duas diminutas “câmaras” esferóides de filmar, lindamente formadas, que são perfeitamente coordenadas, e que podem captar imagens coloridas em três dimensões, sem se precisar de tempo para a revelação. O olho, porém, é muito superior a uma câmara. Por exemplo, não precisa de obturador para “congelar” o movimento dum objeto. O olho vê o movimento sem desfocar e distingue os objetos móveis dos estacionários. Estas duas câmaras vivas, junto com a zona cerebral de interpretação da visão, são formadas no embrião humano à base de alguns minerais, proteínas, gorduras, açúcares e água.
Um relatório científico publicado no Times de Nova Iorque disse sobre o maravilhoso cérebro:
“A constituição do cérebro como entidade física é tão complexa que faz com que os gigantescos computadores eletrônicos pareçam simples brinquedos de crianças em comparação. Até mesmo uma única célula nervosa do cérebro se compõe de partes infinitamente mais complexas do que a maior das máquinas já inventadas pelo homem. Todavia, o córtex cerebral, sede das mais elevadas funções mentais, que constitui apenas pequena parte do órgão total, é composto de dez bilhões de células nervosas individuais. Cada uma é complexa unidade protoplásmica que funciona como um dínamo vivo.”
E, dentre o trilhão, mais ou menos, de células do corpo humano, os estudos revelam que quaisquer destas células podem realizar de uma a duas mil diferentes reações químicas simultâneas!
A Terra Foi Feita Para Ser o Lar Ideal do Homem
Quando passa a contemplar a própria terra, é evidente que é maravilhoso lugar para a humanidade viver — é exatamente o lugar certo. Quando o homem e a mulher foram colocados na terra, havia tudo aqui para seu sustento e uma vida feliz. Até mesmo hoje, a ecologia — quando o homem não interfere indevidamente — fornece o que a humanidade necessita. Isso foi sublinhado numa preleção feita a um grupo universitário em Brooklyn, Nova Iorque. O orador disse:
‘Como a terra foi formada e equipada bem semelhante a uma casa literal! Exemplificando: uma casa literal possui luz no teto, a terra também possui — o sol. Uma casa literal possui uma luz noturna no corredor; a terra também a possui — a lua. Deus disse que a lua seria um luzeiro para dominar a noite. (Gên. 1:14-18) Sua composição é ligeiramente luminescente. Fornece um brilho suave que não interfere no sono.
‘Uma casa literal possui encanamento para levar água a diferentes cômodos; a terra também está equipada dum encanamento que transporta água por canos ou canais subterrâneos a toda parte da terra. Até mesmo nas montanhas encontramos reluzentes correntes. Em certos lugares do deserto do Saara, é necessário cavar apenas alguns metros para se obter água.
‘No porão duma casa de família há óleo ou carvão para aquecimento; nos depósitos do “porão” da terra, óleo e carvão esperam que o homem também os utilize. No porão duma casa usualmente se observam pedaços de cobre, ferro e outros metais para serem usados em consertos e na fabricação de coisas. Bem, a terra os possui em seus “depósitos do porão”: ferro, cobre, prata, ouro, platina e outros. E há diamantes, rubis e inúmeras outras pedras preciosas para as mulheres desta “família” terrestre se enfeitarem com lindos adornos.
‘Numa casa, encontra-se na despensa uma variedade de alimentos. A terra também possui abundante “despensa”, com uma infinidade de deliciosos nutrientes: frutas, frutinhas silvestres, melões, legumes, cereais e muitos outros, para o sustento da humanidade.’
Poderia alguém afirmar, com lógica, que todas essas coisas foram colocadas ali sem objetivo, ou que aconteceram por acaso? Quando uma casa é assim equipada, não sabemos que existe um arquiteto?
A beleza de tudo isso é que o homem foi feito para a terra, e a terra foi feita propositalmente para o homem. Deus menciona a terra como sua dádiva para a humanidade. (Sal. 115:16) O homem, como aquele que tem domínio sobre a terra, deve certamente estar tão bem ajustado para a vida feliz sobre ela como estão os animais. (Gên. 1:26-28) Se os humanos ficassem aliviados de suas enfermidades mentais e físicas, deveriam sentir-se tão à vontade em seu ambiente adequado como, por exemplo, as cabras montesas em seu habitat. Tais animais saltam, sem errar, de uma rocha para outra, virtualmente à beira dum penhasco. (Compare com Jó, capítulo 39.) Se o homem gozasse do completo domínio e controle de suas faculdades, todos os seus sentidos estando despertos, alertas, não ficaria muito mais isento de acidentes do que tais criaturas? Pense nos feitos acrobáticos, incrivelmente acurados, em questão de segundos, que podem ser realizados por aqueles que se treinam para eles, mesmo agora, apesar da imperfeição mental e física.
Capacidade do Homem Para a Espiritualidade
Considerando-se todas essas coisas, não parece apropriado que os humanos devam usufruir mais do que setenta ou oitenta anos de existência? Esta se torna uma questão ainda mais importante quando olhamos a constituição humana com respeito à personalidade, às emoções e esperanças. A Bíblia afirma que o homem foi feito ‘à imagem e à semelhança de Deus’. (Gên. 1:26) Os humanos têm senso moral e capacidade para a espiritualidade, qualidades que os animais não possuem. E, se esta capacidade espiritual humana não for adequadamente satisfeita, as pessoas não podem ser felizes. Jesus Cristo disse: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual.” (Mat. 5:3) Alguém que compreende sua necessidade espiritual procurará satisfazê-la. Deus dispõe-se a satisfazer o buscador sincero. Deus disse: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará boas cousas aos que lhe pedirem?” — Mat. 7:7, 11, Almeida, revista e atualizada.
Se observa com tristeza a frustração que existe, e se procura uma resposta para a pergunta: Há algum propósito na vida?, está cônscio duma necessidade espiritual. Esperamos que o artigo seguinte possa encorajá-lo.
[Diagrama/Foto na página 5]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
O olho é uma “câmara” maravilhosa, automática, de autofocalização, que tira fotos em cores e que capta o movimento sem desfocar.
ESCLERÓTICA
MÚSCULO CILIAR
CÓRNEA
RETINA
CRISTALINO
ÍRIS
CORÓIDE
[Foto na página 5]
Mais complexa do que gigantesca fábrica, uma só célula do corpo humano pode, silenciosamente, realizar de uma a duas mil reações químicas simultâneas.
[Foto na página 6]
Um bom chefe de família faz arranjos para que todas as coisas necessárias à sua família sejam estocadas ou providas em sua casa.
[Foto na página 7]
Jeová, o grande Chefe de família, faz arranjos para que todas as coisas necessárias à sua família sejam estocadas ou providas em Sua casa.
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O que tem em mente o Criador do homemDespertai! — 1976 | 8 de outubro
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O que tem em mente o Criador do homem
JAMAIS foi o propósito do Criador que o homem vivesse alguns anos na terra e então morresse. A Bíblia mostra claramente que a perspectiva que ele colocou diante dos primeiros humanos foi a de vida interminável na terra. Uma “árvore da vida”, em seu deleitoso parque, servia de símbolo da garantia imutável de vida, por parte do Criador, aos que ele julgasse dignos de comer de seu fruto. — Gên. 2:9; 3:22.
Atualmente, não existe em parte alguma da terra uma ‘árvore da vida” literal. Já desapareceu também o lindo lar paradísico que os primeiros humanos, Adão e Eva, usufruíam em sua perfeição. Significa isto que mudou o propósito de Deus para com o homem?
O que a pessoa vê hoje talvez a mova a imaginar que Deus mudou de idéia quanto à terra e à humanidade. Mas, as aparências enganam. A Palavra de Deus, a Bíblia, fornece-nos garantia positiva de que não houve mudança alguma no propósito do Criador. Lemos: “Deus não é homem para mentir, nem filho da humanidade para ter lástima. Foi ele mesmo quem o disse, e não o fará? E falou ele, e não o cumprirá?” (Núm. 23:19) “Eu sou Jeová; não mudei.” — Mal. 3:6.
Na realidade, o fato de que os humanos já estejam morrendo por milhares de anos confirma a fidedignidade do que Deus disse. Como assim? Porque, a respeito das conseqüências da desobediência, foi dito a Adão: “Positivamente morrerás.” (Gên. 2:17) Cedendo à persuasão de sua esposa, Adão violou a lei de Deus. O Criador manteve-se veraz à sua palavra, sentenciando Adão à morte naquele mesmo dia. Deus disse: “No suor do teu rosto comerás pão, até que voltes ao solo, pois dele foste tomado. Porque tu és pó e ao pó voltarás.” — Gên. 3:19.
Ao se permitir que Adão e sua esposa vivessem por algum tempo e se tornassem pais, veio a existir a moribunda família humana. Tendo perdido seus direitos à vida, Adão não poderia transmiti-los como herança à sua prole. É por isso que a Bíblia diz: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” — Rom. 5:12.
Assim, a expressão do julgamento de Deus sobre Adão se provou veraz e ainda sentimos seus efeitos. Não deveríamos esperar, então, que o propósito do Onipotente, de que a humanidade viva para sempre numa terra paradísica, venha também a materializar-se? Certamente que sim!
Em harmonia com seu propósito original para o homem, de que ele vivesse e não morresse, a Bíblia fornece a seguinte garantia: “[Deus] realmente tragará a morte para sempre.” (Isa. 25:8) Assim, então, tem de haver uma restauração da família humana à perfeição que Adão e Eva certa vez usufruíam.
Base Para a Restauração
Há muitos séculos, o próprio Deus lançou a base para tal restauração. Visto que Adão, por sua desobediência, perdeu os direitos à vida da família humana, o Altíssimo fez provisão para redimi-los. Transferiu a vida de seu principal Filho, do céu para o útero duma virgem judia chamada Maria. Um médico do primeiro século, Lucas, relata que se disse a Maria, pouco antes de sua milagrosa concepção: “Espírito santo virá sobre ti e poder do Altíssimo te encobrirá. Por esta razão, também, o nascido será chamado santo, Filho de Deus.” — Luc. 1:35.
Esta pessoa, Jesus Cristo, manteve impecável obediência a seu Deus e Pai. Assim, quando cedeu seus direitos à vida humana, pode comprar os direitos de vida que Adão perdera para toda a sua prole. A respeito disso, dizem-nos as Escrituras Sagradas: “Por intermédio de uma só falha resultou a condenação para homens de toda sorte, do mesmo modo também por um só ato de justificação resulta para homens de toda sorte serem declarados justos para a vida. Pois, assim como pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores do mesmo modo também pela obediência de um só muitos serão constituídos justos.” — Rom. 5:18, 19.
Manter Jesus Cristo impecável conduta como homem provou que isto era possível para os humanos perfeitos. Nessa base, Deus podia considerar justas até mesmo pessoas imperfeitas, se mostrassem a mesma espécie de devoção que seu Filho. Pois, se tais pessoas devotadas também tivessem a perfeição, elas, também, poderiam manter uma conduta absolutamente inculpe. Por isso, há uma base para que Jeová Deus una a humanidade consigo mesmo por meio de seu Filho.
Por Que se Passaram Tantos Séculos?
Mas, por que, séculos mais tarde, ainda nos encontramos afligidos por doenças e imperfeições? A razão disso é que Deus tem um tempo específico para agir. Jesus Cristo, ao ser ressuscitado dentre os mortos, disse a seus discípulos leais: “Não vos cabe obter conhecimento dos tempos ou das épocas que o Pai tem colocado sob a sua própria jurisdição.”
Nós, portanto, precisamos aguardar pacientemente os tempos e as épocas de Deus, não encarando as coisas do ponto de vista humano. No caso dum homem que deseja alcançar certo alvo, ele tem de agir em tempo comparativamente curto. Por causa dum tempo limitado de vida, não pode dar-se ao luxo de adiar indefinidamente um assunto.
O Criador, contudo, não está de forma alguma limitado pelo tempo. Para ele, “mil anos” são “como o ontem que passou e como uma vigília [de quatro horas] durante a noite” (Sal. 90:4) Ele é de “tempo indefinido a tempo indefinido”. (Sal. 90:4). Não tem de enfrentar incertezas. O futuro não é uma página em branco para Ele. A Bíblia fala dele como “Àquele que desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram”. (Isa 46:10) Jeová Deus, portanto, pode considerar o passado, o presente e o futuro ao decidir o melhor tempo de agir em favor da humanidade. Visto que pode também ressuscitar os mortos, o fato de que seu dia para restaurar a humanidade à perfeição ainda é futuro não resulta em dano duradouro para o homem. É por isso que o Altíssimo não está sob nenhuma pressão de agir antes de seu próprio tempo devido, o tempo certo.
Há qualquer modo de sabermos exatamente quando podemos esperar a libertação das fraquezas e imperfeições humanas? A Bíblia mostra que isto ocorrerá depois que o atual sistema ímpio for destruído e substituído por uma nova ordem justa. O “dia e a hora” da execução do julgamento de Deus contra o atual sistema não foram revelados nas Escrituras Sagradas. (Mat. 24:36-42) Mas a Bíblia deveras nos fala da situação que existiria na terra pouco antes desse evento.
Lemos: “Nos últimos dias virão momentos difíceis. Os homens, com efeito, serão egoístas, amigos do dinheiro, pretensiosos, soberbos, detratores, rebeldes para com os pais, ingratos, ímpios, sem afeição, sem espírito de união, caluniadores, intemperantes, rudes, inimigos do bem, traidores, insolentes, cegos de orgulho, mais amigos dos prazeres que de Deus; conservando aparência de piedade.” (2 Tim. 3:1-5, Com. Taizé, Edições Loyola) Não é verdade que o que se descreve aqui está tornando a vida cada vez mais difícil para as pessoas hoje? Não mostra isto que ó tempo de Deus trazer um fim a estes “últimos dias” está muito perto?
Grandioso Propósito a Ser Realizado
Depois que este sistema chegar a seu fim, Jeová Deus tem presente restaurar a família humana à perfeição mediante seu Filho, Jesus Cristo, e um corpo de regentes celestes, cujos membros foram comprados da terra. Aqueles que constituirão este corpo regente são homens e mulheres que demonstraram sua inabalável lealdade a Deus e seu interesse altruísta nas concriaturas humanas. — Rev. 14:5.
Jesus Cristo e seus inculpes regentes associados assumirão o controle dos assuntos da terra logo após o atual sistema de coisas imperfeito ser desarraigado da terra. Isto significa que os que arruínam a terra serão, eles mesmos, arruinados ou destruídos. (Rev. 11:18) Depois disso, mudanças maravilhosas serão sentidas pelos que sobreviverem à destruição dos que arruínam a terra. Receberão as atenções amorosas de Jesus Cristo e seus regentes associados ‘por mil anos’. (Rev. 20:6) Durante esse tempo, a terra será transformada num paraíso. Serão eliminadas todas as dificuldades e sofrimentos do passado. E os mortos serão ressuscitados. O último livro da Bíblia, Revelação, descreve o que Deus fará por meio de seu governo celeste:
“Enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor.” — Rev. 21:4.
Quão maravilhosa, deveras, é a perspectiva de testemunhar o cumprimento do propósito original de Deus — ver a humanidade ser restaurada à perfeição e esta terra transformada num lindo lar paradísico! Há alguma coisa que possa fazer agora a fim de compartilhar da segura realização desse propósito?
[Foto na página 9]
Jeová Deus fez o homem para viver, e não para morrer, e colocou os primeiros humanos num deleitoso lar semelhante a um parque, ou paraíso.
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Aproveite agora a oportunidade!Despertai! — 1976 | 8 de outubro
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Aproveite agora a oportunidade!
É ÓTIMO para a humanidade que seu Criador também seja seu Provisor e Zelador amoroso. Por causa disto, Ele não deixou a humanidade sozinha depois da queda do homem no pecado e na morte. Não mostrou desinteresse, como se estivesse “morto” para com as esperanças, os amores, as vicissitudes dela. Pelo contrário, manifestou o maior interesse possível por lançar um alicerce para a recuperação humana por dar seu próprio Filho. E Ele progressivamente foi-se aproximando cada vez mais da realização de seu pleno propósito para com a humanidade — a plenitude da vida numa terra embelezada.
Compreender este propósito é saber por que estamos aqui na terra. Mais importante, porém, é que nos fornece orientação sobre o que devemos fazer agora. Chegamos a compreender que não é simples questão de nos voltarmos para o tempo futuro, em que a vida terá mais propósito, mas é viver agora com real propósito. O apóstolo fala a verdade absoluta, por conseguinte, quando ele diz: “A devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas, visto que tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir.” — 1 Tim. 4:8.
De modo que possamos devotar-nos às coisas verazes, sensatas e edificantes, Deus está próximo de nós. Ele permite que nos acheguemos a ele em busca de orientação para termos uma vida significativa. O apóstolo Paulo dirigiu-se a um grupo de pessoas não cristãs em Atenas, entre as quais havia vários filósofos gregos que procuravam as razões da vida. Explicou-lhes que Deus tinha provido um meio de os homens o buscarem, “se tateassem por ele e realmente o achassem, embora, de fato, não esteia longe de cada um de nós”. — Atos 17:24-27.
Pode qualquer um de nós afirmar que não precisa da orientação de alguém de superior sabedoria e experiência? Toda a humanidade se encontra em triste carência disso nestes graves tempos. A orientação numa vida significativa traz maior felicidade agora para nós e nossos entes queridos. Ademais, é algo de que nos devemos valor agora, porque nos equipa para a ‘vida que há de vir’.
A ‘Vida Que Há de Vir’
A ‘vida que há de vir’ para bilhões de pessoas será realmente o tipo de vida que Deus propôs para o homem no início. Ele disse a Adão e Eva: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei’ a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.” (Gên. 1:28) Não se fez menção da morte a este casal, exceto no caso de desobediência. (Gên. 1:27) O propósito de Deus era que eles tivessem uma existência ininterrupta, para sempre, caso obedecessem. Por certo, a obediência a Ele não era nenhuma exigência descabida do Criador do vasto universo, que definitivamente sabe o que a humanidade precisa para ser feliz. — Mat. 6:8.
Viver para sempre na terra! É isso realmente o que Deus diz que é seu propósito para o homem. Isto exigiria primeiro, naturalmente, que a terra perdurasse para sempre. O salmista foi inspirado a escrever, para nosso conforto: “[Deus] fundou a terra sobre os seus lugares estabelecidos; não será abalada, por tempo indefinido ou para todo o sempre.” (Sal. 104:5) Repetidas vezes, a Bíblia fala de Deus destruir a iniqüidade da terra e deixar nela sobreviventes justos. — Sal. 37:1, 2, 9, 11, 20, 27, 34; 115:16.
O último livro da Bíblia, Revelação, trata extensivamente da ‘vida que há de vir’. Fala da determinação de Deus de “arruinar os que arruínam a terra” e dum grande número de sobreviventes da “grande tribulação” final que destruirá os iníquos. (Rev. 11:18; Mat. 24:21) Quanto à ‘vida que há de vir’ para os sobreviventes, a promessa de Deus é: “O que está sentado no trono estenderá sobre eles a sua tenda [de proteção e segurança]. Não terão mais fome, nem terão mais sede, nem se abaterá sobre eles o sol, nem calor abrasador, porque o Cordeiro [Jesus Cristo], que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.” — Rev. 7:9, 14-17.
O “Rio de Água da Vida”
Quanto a tais “águas da vida”, o último capítulo de Revelação fornece mais pormenores. Visto que Jesus já dissera antes: “Quem beber da água que eu lhe der, nunca mais ficará com sede, mas a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que borbulha para dar vida eterna”, vemos que as “águas da vida” estão ligadas ao sacrifício expiatório de Jesus em favor da humanidade. (João 4:14) Por conseguinte, ao lermos a descrição de Revelação, compreendemos que a soma das provisões para a vida da humanidade por meio de Jesus Cristo é representada pelo “rio de água da vida” ali descrito. Lemos:
“E ele me mostrou um rio de água da vida, límpido como cristal, correndo desde o trono de Deus e do Cordeiro, pelo meio de sua rua larga [a corrente vem por meio da “Nova Jerusalém”, a capital celeste, onde residem o glorificado Jesus Cristo e seus reis celestes associados]. E deste lado do rio e daquele lado havia árvores da vida, produzindo doze safras de frutos, dando os seus frutos cada mês. É as folhas das árvores eram para a cura das nações.” — Rev. 22:1, 2.
As pessoas nesse novo arranjo de coisas sobre a terra receberão regularmente a aplicação curadora do valor do sacrifício de Cristo para remover seus pecados e para curá-las de todas as suas doenças e de suas imperfeições. O pecado, que causa a morte, será por fim removido de todos eles, “não haverá mais morte”. (Rev. 21:4; 1 Cor. 15:26) Isto assegura a vida eterna para aqueles que participam das provisões de Deus. Agora é o tempo de todos os que ouvem aproveitarem a oportunidade, obtendo o que se acha agora disponível do “rio de água da vida”. O convite é: “Quem tem sede, venha; quem quiser, tome de graça a água da vida.” — Rev. 22:17; 2 Cor. 6:1, 2.
A Vida Eterna não Será Monótona nem Enfadonha
‘Mas’, talvez alguém pergunte, ‘teria uma pessoa uma vida mais significativa por viver para sempre do que pode ter agora! Não percorreria apenas o mesmo ciclo de vida — comer, dormir, trabalhar, por tempo infindável? Não é tão significativo viver como muitos vivem agora, tentando obter algo para as gerações futuras, e então permitindo que estas assumam as coisas?’
A fim de respondermos a tais perguntas, consideremos até que ponto as pessoas realmente tiveram êxito em alcançar atualmente um propósito na vida. Quantas conseguem contribuir algo genuinamente duradouro, que serve para preservar vidas ou para tornar a vida melhor para os outros! Na realidade, as circunstâncias e o limitado período de vida não raro frustram tais esforços. (Ecl. 2:11, 17-21) Pense, porém, no que a pessoa poderia fazer com ilimitado período de vida! Poderia aumentar continuamente seu conhecimento e sua habilidade. Poderia enriquecer sua personalidade. Sua valiosa capacidade de contribuir para a sociedade humana não diminuiria — seria continuamente ampliada. Não se iria deteriorando na velhice. Hoje, muitos ficam tristes pelo fato de que seus dias produtivos diminuem inexoravelmente e sua vida se acerca de seu fim. É por isso que a Bíblia recomenda: ‘Lembra-te, pois, do teu grandioso Criador nos dias da tua mocidade.’ — Ecl. 12:1.
Ademais, com a vida eterna, a pessoa, sem jamais deixar de aprender, jamais conseguiria descobrir tudo sobre a terra e as coisas nela. O estudo deste grande “laboratório” científico, que é a terra, jamais findará. Cada descoberta abrirá incontáveis “portas” e perspectivas novas. E a associação com o próximo’ que progride do mesmo modo, mas em outros campos de empenhos, resultará em deleitosa variedade. Apreciarmos os talentos e as personalidades uns dos outros será um prazer infindável.
Muito mais estimulante do que tais coisas, porém, será continuar a assimilar conhecimento do incomensurável Deus e obter as riquezas de seu amor e de sua sabedoria. Jesus, que, antes de vir à terra, gozava duma existência celeste de duração desconhecida, junto com Deus, disse sobre si mesmo: “Vivo por causa do Pai” e: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 6:57; 17:3.
“Enchei a Terra”
Significaria o fim da morte que e terra, com o tempo, tornar-se-ia intoleravelmente superpovoada? Não. Tendo um propósito para com a terra, o Criador disse ao casal original: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.” (Gên. 1:28) Por certo, o Criador sábio discerne o que a terra suportará e só permitirá que fique cheia ao ponto em que a vida for confortável, e não apinhada. Assim como é capaz de criar, fazendo que suas criações trabalhem em harmonia para o bem-estar geral, assim ele pode executar seu propósito declarado sem causar dano ou pesar a ninguém.
Se aproveitar a oportunidade de aprender sobre o propósito de Deus, provará a promessa de Deus da “vida agora”. Ficará contentíssimo de entender progressivamente o padrão de seu maravilhoso propósito, ao cuidar de cada pormenor que fará feliz a humanidade. Verá que todas as dúvidas que possa ter quanto à razão pela qual as coisas estão desse jeito, atualmente, e sobre a sabedoria dos propósitos de Deus, deviam-se à incapacidade humana e à falta de informações. Para os que questionavam a sabedoria dos tratos de Deus nos dias de antanho Ele disse: “Ousais questionar me a respeito de meus filhos, ou instruir-me sobre minha obra, Eu, apenas eu, fiz a terra e criei o homem sobre ela.” — Isa. 45:11, 12, New English Bible.
A Bíblia, revelando o propósito de Deus, pode ser um livro aberto para o leitor. E, mais do que uma vida boa agora, abre também a perspectiva maravilhosa de uma reunião com seus entes queridos, numa terra justa onde não existirá mais morte. (Rev. 21:3, 4) Aproveite agora a oportunidade. As Testemunhas de Jeová ficarão contentes de ajudá-lo a estudar a Bíblia em sua própria casa, gratuitamente.
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