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    • podia tornar-se um adorador pleno de Jeová, sendo circuncidado, se fosse varão, em reconhecimento de que aceitara a adoração verdadeira. — Êxo. 12:48,  49.

      Por toda a história israelita, pessoas não-judias tornaram-se prosélitos, com efeito afirmando, sobre os judeus, aquilo que a moabita Rute dissera a Noemi: “Teu povo será o meu povo, e teu Deus, o meu Deus.” (Rute 1:16; Jos. 6:25; Mat. 1:5) A oração que Salomão fez por ocasião da inauguração do templo refletia o espírito aberto e generoso de Deus para com aqueles, dentre as muitas nações, que talvez desejassem servir a Ele como prosélitos. (1 Reis 8:41-43) Os não-judeus citados nominalmente que, pelo visto, se tornaram prosélitos incluíam Doegue, o edomita (1 Sam. 21: 7), Urias, o hitita (2 Sam. 11:3, 11) e Ebede- Meleque, o etíope. (Jer. 38:7-13) Quando os judeus, nos dias de Mordecai, obtiveram permissão de pôr-se de pé e se defender, “muitos dos povos da terra declaravam-se judeus”. (Ester 8:17) A Septuaginta reza: “E muitos dos gentios foram Circuncidados, e se tornaram judeus.” — Tradução de Bagster para o inglês.

      Ativos no proselitismo

      Como resultado do exílio babilônico, o judaísmo tornou-se difundido. Os judeus da Dispersão entraram em contato com pagãos de muitas nações. O estabelecimento de sinagogas e a disponibilidade das Escrituras Hebraicas na língua grega tornaram mais fácil que pessoas por todo o mundo romano se cientificassem da religião judaica. Escritores antigos, tais como Horácio e Sêneca, testemunharam que numerosas pessoas, em diversos países, juntaram-se aos judeus, tornando-se assim prosélitos. Josefo relatou que os judeus de Antioquia, da Síria, “fizeram prosélitos a um grande número de gregos”. O Interpreteis Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico do Intérprete; Vol. 3, p. 925) indica que “os judeus em Roma demonstravam um espírito tão agressivo de proselitismo que eles foram acusados de procurar infetar os romanos com seu culto, e o governo expulsou os principais propagandistas da cidade, em 139 AC”. Esta acusação, naturalmente, pode ter sido infundada ou exagerada, talvez tendo motivações políticas ou sendo suscitada por algum preconceito racial ou religioso. Sem embargo, o próprio Jesus disse a respeito dos hipócritas escribas e fariseus: “Percorreis o mar e a terra seca para fazer um prosélito, e, quando se torna tal, fazeis dele objeto para a Geena duas vezes mais do que vós mesmos.” — Mat. 23:15

      O proselitismo forçado

      Nem todos os prosélitos judeus foram granjeados por meios pacíficos. O historiador Josefo relatou que João Hircano conquistou os idumeus em 125 AEC, e disse ao povo que só poderiam permanecer no país deles se se submetessem à circuncisão, tornando-se prosélitos à força. Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro XIII, cap. IX, par. 1] Aristóbulo, filho de João Hircano, fez o mesmo com os itureus. (Livro XIII, cap. XI, par. 3) Mais tarde, os judeus sob Alexandre Janeu mataram os habitantes de Pela porque estes se recusaram a se tornar prosélitos. (Livro XIII, cap. XV, par. 4) Considerandos políticos constituíam, sem dúvida, a base para tais medidas, em vez de o zelo missionário.

      Prosélitos tornaram-se cristãos

      O registro das Escrituras Gregas Cristãs indica que alguns dos prosélitos judeus circuncisos eram sinceros em sua adoração a Jeová. Os da multidão proveniente de muitos países, que ouviram a Pedro no dia de Pentecostes de 33 EC, e se tornaram cristãos, compunham-se ‘tanto de judeus como de prosélitos’. (Atos 2:10) Os prosélitos de outros países tinham viajado para Jerusalém em obediência à lei de Jeová. Similarmente, o eunuco etíope a quem Filipe batizou tinha ido a Jerusalém a fim de adorar a Deus e estava lendo a Palavra de Deus quando viajava de volta para casa. — Atos 8:27-38; veja Etiópia, Etíope.

      As boas novas se espalham entre os gentios

      Até 36 EC, a mensagem cristã foi dirigida unicamente aos judeus, aos gentios que se tornaram prosélitos judeus circuncisos, e aos samaritanos. O italiano Cornélio é descrito como “homem devoto e que temia a Deus .  .  . [que] fazia muitas dádivas de misericórdia ao povo e fazia continuamente súplica a Deus”. Mas, ele não era prosélito judeu, pois era gentio incircunciso. (Atos 10:1,  2; compare com Lucas 7:2-10.) Uma vez aberta a porta para os gentios, expandiu-se a ativa obra missionária cristã. Todavia, Paulo amiúde pregou primeiro aos judeus e aos prosélitos, nas cidades para as quais viajava. Paulo sentia grande amor por seus irmãos judeus, e o desejo de que fossem salvos. (Rom. 9:3; 10:1) Ademais, os judeus e os prosélitos seriam as pessoas lógicas às quais se dirigir primeiro, pois elas conheciam Jeová e Suas leis, e estavam aguardando o Messias. A formação delas habilitava as pessoas em seu meio, que tinham bom coração, a reconhecer a Jesus Cristo como sendo o cumprimento de suas esperanças. Elas poderiam constituir um forte núcleo de uma congregação e, por sua vez, poderiam ensinar os gentios, que nada conheciam a respeito de Jeová e de sua Palavra.

  • Prostituto (A)
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    • PROSTITUTO (A)

      Uma pessoa, geralmente mulher, dada à lascívia indiscriminada: especificadamente, uma que se oferece indiscriminadamente, por dinheiro, a ter relações sexuais; uma meretriz.

      Sob a lei

      A Lei que Deus concedeu a Israel ordenava: “Não profanes a tua filha por fazerdela uma prostituta, para que o país não cometa prostituição, nem o país deveras se encha de moral desenfreada.” (Lev. 19:29) O sétimo mandamento proibia o adultério (Êxo. 20:14; Deut. 5:18); a pena era a morte de ambas as partes. (Lev. 20:10) A moça julgada culpada de ter-se casado fingindo ser virgem, era morta. (Deut. 22:13-21) A noiva que cometesse fornicação com outro homem era considerada da mesma maneira que a esposa adúltera, e era morta. (Deut. 22:23, 24) A moça solteira que cometesse fornicação devia casar-se com o homem que a seduzira, a menos que o pai dela se recusasse a permitir tal casamento. — Êxo. 22:16, 17; Deut. 22:28, 29.

      Por estes e outros motivos, as prostitutas em Israel eram, sem dúvida com raras exceções, mulheres estrangeiras. Os Provérbios repetidas vezes avisam sobre a “mulher estranha”, e a “mulher estrangeira” que engodaria um homem a cometer imoralidade. —  Pro. 2:16; 5:20; 7:5; 22:14; 23:27.

      A Lei proibia um sacerdote de se casar com uma prostituta, e a filha dum sacerdote que cometesse prostituição devia ser morta e, depois disso, queimada. (Lev. 21:7, 9, 14) A ‘paga duma prostituta’ não devia ser recebida como contribuição no santuário de Jeová, porque as prostitutas eram detestáveis aos olhos de Jeová. — Deut. 23:18.

      Foi o caso de duas prostitutas, resolvido de forma sábia e compreensiva, que fortaleceu grandemente a fé do povo em Salomão, como sendo um sucessor apropriado de Davi no trono de Israel. Provável é que o caso fosse um que os juízes do tribunal de menor alçada não conseguiram resolver, sendo portanto encaminhado ao rei. (Deut. 1:17; 17:8-11; 1 Sam. 8:20) Tais mulheres podem ter sido prostitutas, não no sentido comercial, mas mulheres que tinham cometido fornicação, quer fossem mulheres judias, quer, bem possivelmente, mulheres de descendência estrangeira. — 1 Reis 3:16-28.

      Prostitutas (os) do templo

      As prostitutas do templo constituíam uma modalidade destacada da religião falsa. O historiador Heródoto relata “o costume abominável dos babilônios, que obrigavam toda mulher nativa a comparecer ao templo de Vênus [Istar] uma vez em sua vida, e a prostituir-se em honra da deusa”. Prostitutas do templo também estavam ligadas à adoração de Baal, Astorete, e outros deuses e deusas adorados em Canaã e em outras partes.

      Segundo o historiador Estrabão, do primeiro século AEC, o grande templo de Afrodite em Corinto se jactava de ter nada menos de mil prostitutas do templo. A respeito da adoração fálica de Afrodite, conforme centralizada em Corinto, o Commentary (Comentário) de Clarke (Prefácio de Primeira Coríntios), afirma: “A prostituição pública formava considerável parte de sua religião; e estavam acostumados, em suas orações públicas, a solicitar aos deuses que multiplicassem suas prostitutas! e, a fim de expressar sua gratidão às suas deidades pelos favores que eles recebiam, prendiam-se a votos de aumentar o número de tais mulheres; pois comercializar com elas não era nem considerado pecaminoso nem desonroso.”

      Os prostitutos do templo eram também uma parte da adoração degenerada. — 1 Reis 14: 23, 24; 15:12; 22:46.

      ‘O caminho da morte’

      O Rei Salomão, no sétimo capítulo de Provérbios, descreve uma cena por ele observada, que ilustra as artimanhas da meretriz e os resultados para aqueles que são enlaçados por ela. Fala de um rapaz que passa pela rua, perto da casa duma prostituta, ao cair da noite. A mulher, vestida de forma imodesta como prostituta, está à espera e se aproxima dele. Ela tem lábios suaves e linguagem afável, mas sua disposição real é turbulenta e obstinada; ela é ardilosa de coração. Esta prostituta finge-se de justa, por dizer que ofereceu sacrifícios de participação em comum naquele mesmo dia (dando a entender que havia alimento para saborearem, uma vez que o ofertante recebia regularmente parte do sacrifício de participação em comum para si mesmo e para sua família).

      Agora que o rapaz já foi engodado até esse ponto  — mostra Salomão  —- ele é irresistivelmente atraído a pecar com ela, desprezando todo o bom senso, avançando ‘igual ao touro para o abate’, como um homem que está agrilhoado e que não consegue escapar da disciplina que receberá. “Até que”, afirma Salomão, “uma flecha lhe fende o fígado”, isto é, até que contraia uma ferida que lhe causará a morte, tanto espiritual como fisicamente, pois ele não só expôs seu corpo à mortífera doença venérea (a sífilis amiúde ataca o fígado), mas também “ele não sabia que envolvia a sua própria alma”. Todo o seu ser e toda a sua vida são gravemente influenciados, e ele pecou seriamente contra Deus. Salomão conclui o seu relato dizendo: “Sua casa [da prostituta] são os caminhos para o Seol; descem para os quartos interiores- da morte.” — Compare com Provérbios 2:16-19; 5:3-14.

      “Destrói coisas valiosas”

      O provérbio diz: “O homem que ama a sabedoria alegra seu pai, mas quem tem companheirismo com prostitutas destrói coisas valiosas.” (Pro. 29:3) Primeiro de tudo, destrói seu relacionamento com Deus, o seu bem mais valioso; daí, traz vitupério à sua família e destrói relacionamentos familiares. Como avisa um outro provérbio, tal homem ‘dá a sua dignidade a outros, e seus anos ao que é cruel; estranhos se fartam com o seu poder, e as coisas que obteve com dor ficam na casa dum estrangeiro’. — Pro. 5:9, 10.

      O sábio aconselha, portanto: “Não desejes no teu coração a sua lindeza [a da mulher estrangeira]. . . visto que por causa duma mulher prostituta fica-se reduzido a um pão redondo; mas, no que se refere à esposa de outro homem, ela caça até mesmo a alma preciosa.” (Pro. 6:24-26) Isto pode significar que um homem em Israel, por se associar com uma prostituta, esbanjava seus recursos e era reduzido à pobreza (compare com 1 Samuel 2:36; Lucas 15:30), mas o homem que cometia adultério com a esposa de outro homem estava perdendo a sua alma (sob a Lei, a pena para o adultério era a morte). Ou, o trecho inteiro talvez se refira à esposa adúltera como uma prostituta.

      Os versículos concludentes do capítulo (Pro. 6:29-35) afirmam: “[Quanto a] aquele que tem relações com a esposa do seu próximo; ninguém que tocar nela ficará impune. As pessoas não desprezam o ladrão só porque furta para encher a sua alma quando está com fome. Mas, quando descoberto, ele o compensará com sete vezes tanto; dará todos os valores da sua casa. Quem comete adultério com uma mulher é falto de coração; quem faz isso, arruína a sua própria alma. Achará praga e desonra, e seu próprio vitupério não será extinto. Pois o furor dum varão vigoroso é ciúme, e ele não terá compaixão no dia da vingança. Não terá consideração para com nenhuma sorte de resgate, nem consentirá, não importa quão grande faças o presente.”

      O significado deste trecho pode ser que os homens não desprezam grandemente um ladrão que rouba para saciar a fome; eles compreendem, até certo ponto, seu modo de agir. Todavia, caso seja apanhado, ele é obrigado a restaurar com ‘juros’ o que roubou (isto se dava especialmente sob a Lei [Êxo. 22:1, 3-5]; “sete vezes” pode ser empregado no provérbio para indicar que ele se vê obrigado a cumprir a pena em sua plenitude). Mas, o adúltero não pode fazer uma restituição pelo seu pecado; seu vitupério, que é grande, persiste, e de forma alguma ele pode resgatar ou comprar a si mesmo da punição que merece.

      O cristão que é membro do corpo espiritual de Cristo, se tiver relações sexuais com uma prostituta ou cometer fornicação, está removendo um membro do Cristo e o tornando membro duma meretriz, unindo-se a uma prostituta como se fossem um só corpo. Desta forma, está pecando contra o seu próprio corpo, no que tange a ser este ‘um membro do Cristo’. — 1 Cor. 6:15-18.

      Tem de abandonar tal prática para ser salvo (a)

      Existe esperança para as prostitutas, caso larguem esta prática detestável e exerçam fé no sacrifício resgatador de Jesus Cristo. Aos cristãos em Corinto, o apóstolo escreveu, lembrando-lhes que alguns deles tinham sido fornicadores e adúlteros, mas que tinham abandonado tal proceder e tinham sido lavados e declarados justos no nome do Senhor Jesus Cristo. (1 Cor. 6:9-11) Muitas das prostitutas em Israel mostraram possuir corações melhores do que os líderes religiosos. Tais mulheres, encaradas com desprezo pelos escribas e fariseus, aceitaram humildemente a pregação de João, o Batizador, e Jesus as empregou qual exemplo para os líderes religiosos, dizendo: “Deveras, eu vos digo que os cobradores de impostos e as meretrizes entrarão na frente de vós no reino de Deus.” —  Mat. 21:31,  32; compare com Tiago 2:25; veja RAABE.

      Emprego figurado

      Uma pessoa, uma nação, ou uma congregação de pessoas dedicadas a Deus que fazem alianças com o mundo, ou que se voltem para a adoração dos deuses falsos, são chamadas na Bíblia de “prostitutas”. Tal aconteceu com a nação de Israel, que foi seduzida a ter “relações [sexuais] imorais” com deuses estrangeiros, e que se voltou para as nações estrangeiras em busca de segurança e de salvação dos seus inimigos, em vez de voltar-se para seu “dono marital”, Jeová Deus, assim como uma esposa infiel buscaria outros homens. (Isa. 54:5, 6) Ademais, Jerusalém tornou-se tão degradada em sua infidelidade que ultrapassou o costume usual das prostitutas, como o profeta Ezequiel foi inspirado a dizer: “A todas as prostitutas costuma-se dar um presente, mas tu  — tu deste os teus presentes a todos os que te amavam apaixonadamente e lhes ofereces suborno para que cheguem a ti de todas as redondezas, nos teus atos de prostituição.” (Eze. 16:33, 34) Tanto o reino de dez tribos de Israel como o reino de duas tribos de Judá foram denunciados como prostitutas desta maneira simbólica. — Eze. 23:1-49.

      O exemplo mais notório de prostituição espiritual é o de “Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra”. — Rev. 17:5.

  • Provérbio
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • PROVÉRBIO 

      Veja EXPRESSÃO PROVERBIAL. 

  • Provérbios, Livro De
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • PROVÉRBIOS, LIVRO DE

      Livro que consiste em uma compilação de provérbios ou expressões sábias, provenientes de várias outras coleções. O próprio livro delineia seu objetivo: “para se conhecer sabedoria e disciplina, para se discernirem as declarações de entendimento, para se receber a disciplina que dá perspicácia, justiça e juízo, e retidão, para se dar argúcia aos inexperientes, conhecimento e raciocínio ao moço.” (Pro. 1:2-4) “O objetivo é que andes no caminho de gente boa e que guardes as veredas dos justos.” — 2:2.

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