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  • Possuem cães para proteger-se
    Despertai! — 1975 | 22 de janeiro
    • Possuem cães para proteger-se

      “CUIDADO com o Cachorro”, um letreiro impresso em cor laranja brilhante, reluzente, foi observado como o mais prevalecente em certa parte da cidade de Nova Iorque. Era seguido por um outro de aparência mais oficial: “Esta Propriedade Acha-se Protegida por Cães de Guarda”.

      As pessoas dificilmente podem ser culpadas de quererem proteção, em especial depois de repetidas vezes atacadas pelas costas e de terem suas casas invadidas por ladrões. Mas, são os cães a solução? São realmente eficaz empecilho ao crime?

      O Que Afirmam os Possuidores de Cães

      O treinador de cães Arthur J. Haggerty, que tem mais de setenta cães alugados em serviços noturnos em locais de construção em Nova Iorque, afirma: “Os empreiteiros nos disseram que pequenos roubos e vandalismo começam a diminuir logo que colocam uma tabuleta: ‘Aviso — Este Local É Patrulhado por Cão de Ataque’ no local. Quando o cão chega, os ladrões simplesmente partem para locais mais fáceis.”

      Os cães também resultaram ser de valor em proteger lojas “Fui roubado oito vezes em quatro anos”, disse Martin Blauvelt, dono de pequena loja de bebidas, ao acariciar seu enorme pastor alemão. “Mas, desde que comprei Hércules, há dois anos, ninguém tem peito de tentar fazer nada.”

      Nas grandes lojas de departamentos, cães de ataque especialmente treinados, acompanhados dum treinador, patrulham os andares à noite. Ao passo que os ladrões talvez consigam esconder se dos guardas humanos, não é tão fácil esconder-se dum cão. No ano de 1973, segundo Emanuel J. Falcone, diretor de segurança da loja mais de 18 pessoas foram apanhadas com a ajuda de cães em uma de suas lojas de Nova Iorque.

      Muitos moradores de casas, também, consideram vital um cão para proteger-se. Exemplificando: um senhor de família que morava numa área de muitos crimes explicou: “Comumente não possuiria um cão na cidade, especialmente um cão grande. Mas, toda casa deste prédio já foi invadida por ladrões, exceto a nossa. Ademais receio deixar que minha esposa saia sozinha de casa sem ele.”

      Um rapaz entrevistado quando passeava seu cão pastor de aparência feroz perto da área de “Brooklyn Heights” de Nova Iorque, pensava similarmente. Duas vezes fora atacado pelas costas nos meses recentes, uma vez sendo gravemente esfaqueado. “Não teria acontecido”, afirmou, “se meu cão estivesse comigo. Raramente saio sem ele agora”.

      Até mesmo cãezinhos são de valor afirma Diana Henley, da Associação de Prevenção à Crueldade Para com os Animais. A respeito de seus próprios chiuauas, observou:“Não poderiam causar muito dano a ninguém, mas são muito bons em me alertar se houver alguém do lado de fora.” Também possui um lavrador negro que latiu e assustou pretensos assaltantes que se aproximaram furtivamente dela enquanto estavam passeando fora de casa.

      Até mesmo em muitos povoados pequenos e zonas rurais, considera-se agora importante possuir cães. Por exemplo, um rapaz que mora na região campestre de Wallkill, Nova Iorque, recentemente pagou 1.400 dólares por um cão de guarda profissionalmente treinado.

      Caraterística Instintiva

      Tais exemplos poderiam ser repetidos milhares de vezes. Calcula-se que mais de 25 milhões de cães são mantidos pelas famílias nos EUA. E o treinador de cães Tom Nova afirma que, sem comparação, a maioria deles instintivamente protege a casa. Além disso, afirma, muitos milhares de cães de guarda treinados são mantidos especificamente como proteção.

      A maioria dos possuidores de cães provavelmente observaram um instinto protetor em seus cães. A respeito disso, The New Dog Encyclopedia afirma:

      “Uma vez um cão tenha aceito uma pessoa ou família como seu amo, imediatamente cria bem definido sentido de propriedade, e fica pronto a defendê-los, à sua casa e aos seus bens, contra todos os intrusos. Este senso de guarda acha-se presente em quase todos os cães, sem considerar sua raça, embora, naturalmente, se manifeste mais em animais mais valentes ou mais agressivos. Esta característica de guardião [é] agora reconhecida pela ciência e as autoridades cinófilas como instinto definido.”

      Este instinto protetor pode ser incentivado e desenvolvido a alto grau de eficiência. Um cão pode assim tornar-se uma arma mais eficaz, em certas circunstâncias, do que um revólver carregado. Para isso, contudo, é preciso treino especial. Todavia, um cão pode fornecer excelente proteção sem qualquer treinamento assim.

      Cães sem Treinamento Para Guarda

      Cinologistas profissionais tendem a classificar os cães segundo a proteção que fornecem. Por exemplo, um chamado “cão imagem” é grande e imponente, pertencendo a uma raça que tenha reputação de agressiva, tal como o pastor alemão. Todavia, o cão não precisa ter quaisquer tendências agressivas. Pode ter temperamento brando e ser bom para as crianças. Sua simples aparência dissuade os malfeitores de agir. Interessante é que um cão de cor escura em geral é mais temido do que um de cor clara, e assim constitui melhor “cão imagem”.

      Um “cão vigia” é um cão doméstico que late, que é usualmente seu principal triunfo. Todavia, talvez mostre instintivamente sinais de agressão na situação apropriada. Talvez até morda um intruso, mas, visto que não teve real treino como guarda, há pouca garantia de que o faça. Poderia considerar um grande “cão imagem” como o melhor cão vigia, mas até mesmo pequeninos poodles e chiuauas também podem ser bons cães vigias.

      Cães Treinados Como Guardas

      Daí, há cães com vários graus de treino como guardas. Alguns talvez sejam treinados a ser obedientes, e desenvolvidos ao ponto em que pulam para proteger seu dono quando recebem ordem, ou ao serem provocados. Mas, apenas a um grau muito limitado, são treinados a morder.

      É diferente com o “cão de guarda” plenamente treinado. Ele é treinado para lutar, e o poder de sua mordida é desenvolvido pela prática a ponto de poder quebrar um braço ou abocanhar uma clavícula. Aprende a proteger-se, bem como a seu treinador, dum punhal, dum revólver ou dum porrete. Tem-se comparado tal cão a um soldado profissional que talvez fique mais à vontade em combate do que na vida civil.

      O cão é treinado numa coleira. O treinador o segura enquanto que um “agressor” agita-o com crescente agressividade — por meio de berros, gestos ameaçadores, por enfiar um pau redondo na virilha dele, e assim por diante. O “agressor” talvez tenha colocado grossas almofadas nas mangas do braço para proteger-se, ou talvez segure um saco de aniagem que o cão morde. A confiança do cão aumenta nestes ataques pois ele sempre faz o agressor fugir. Jamais perde. Assim, ensina-se-lhe a crer que possa subjugar qualquer oponente.

      Um cão de guarda de elite é às vezes chamado de “cão de ataque”. Ao invés de apenas semanas ou meses de treino, talvez exija um ano ou mais. Tal cão pode custar uns Cr$ 30.000,00 ou mais. Não só protegerá seu dono, mas atacará uma pessoa específica ao receber a ordem. Tal cão, em todo sentido da palavra, é uma arma.

      São Seguros os Cães Treinados Como Guardas?

      Teoricamente são, visto que supostamente só atacam quando recebem ordens, ou sob real provocação. Assim, contam-se experiências de cães de guarda escaparem e serem amparados por transeuntes que os levaram para casa e não notaram nada de incomum neles. Todavia, também ocorreram experiências diferentes. No outono passado em Nova Jérsei, dois desses cães que protegiam equipamento de empreiteiros conseguiram fugir e mataram Hutert Russell, de 6 anos. Quando avançaram contra oficiais de polícia, foram mortos a tiros.

      Até mesmo seus donos não estão seguros. Craig Iwig pagou Cr$ 9.000,00 a um bem conhecido cinologista de Nova Iorque por um policial para proteger sua loja de consertos de TV. O cão trabalhou bem por cerca de seis meses. Mas, daí, certo domingo, quando estava sozinho em sua loja, Iwig baixou-se para apanhar uma ferramenta. O cão deu um salto, atingindo-o dum lado do rosto, arranhando o couro cabeludo dele com seus dentes.

      “Os revólveres às vezes disparam sozinhos, e também os cães de guarda”, observou o cinologista Tom Nova. “Como os humanos, os cães também cometem erros. Interpretam mal as coisas. Dois jovens talvez se judiem por brincadeira, e um cão de guarda talvez atinja um deles. Isso acontece. Eu jamais teria um deles na minha casa.”

      Muitos treinadores pensam o mesmo. Ficam muito hesitantes em vender um cão de guarda para uso doméstico; alguns simplesmente se recusam a vender um para famílias que tenham filhos pequenos. Como explicou o treinador Jack Healy: “Mais cedo ou mais tarde, vão mexer com o animal, e até mesmo o cão mais excelente pode atingir uma criança, se for devidamente provocado.”

      Vai Proteger-se com um Cão?

      Os departamentos de polícia e as pessoas que são donos ou encarregados de lojas, firmas construtoras, transportadoras e outras firmas comerciais talvez decidam que devem possuir cães de guarda profissionalmente treinados. Mas, deve possuir um cão assim?

      Talvez possa perguntar-se: Manteria eu uma pistola carregada? Teria a mesma na casa, sendo que as crianças poderiam vir a brincar com ela? Se não, não deve possuir um cão de guarda treinado! O risco, para não se mencionar o alto preço de tal cão, simplesmente não vale a pena, exceto, talvez, sob as circunstâncias mais extremas.

      No entanto, devido ao aumento vertiginoso do crime, talvez resolva possuir um cão vigia, ou um chamado “cão imagem”. Mas, primeiro, considere o custo. Um dono dum policial de uns 35 quilos em Nova Iorque calculou recentemente suas despesas semanais com alimentação do cão como sendo de Cr$ 25,50. Isso é mais de Cr$ 1.300, por ano! Daí, há o custo de coleiras, correntes, licenças e talvez de contas de veterinário. E, lembre-se, um cão mantido num apartamento precisa passear ao ar livre pelo menos uma ou duas vezes por dia.

      Os cães podem ser maravilhosos animais de estimação e companheiros. Quão triste é que as condições mundiais sejam tão ruins que precisem ser treinados para atacar pessoas! Felizmente, a promessa da Palavra de Deus é de que, em breve, sob a regência do Seu Reino justo, toda a humanidade usufruirá verdadeira segurança, sem nenhuma necessidade de alguém possuir cães para proteger-se. — Isa. 11:6-9.

  • Deliciosas bebidas feitas de improváveis ingredientes
    Despertai! — 1975 | 22 de janeiro
    • Deliciosas bebidas feitas de improváveis ingredientes

      Do correspondente de “Despertai!” na Guiana

      QUANDO o alimento é abundante, o desperdício é comum. Mas, quando os preços são altos ou os suprimentos são escassos, algumas donas-de-casa aprendem a ser engenhosas. Na Guiana, muitas mulheres não jogam fora sequer a casca da batata. Usam a casca das batatas, dos abacaxis, das bananas-de-são-tomé e outros itens para fazer bebidas. As sementes de frutas tais como o mamão também são usadas para produzir deliciosas bebidas.

      É muito fácil fazer tais bebidas, e elas não contêm álcool. Seu amplo uso na Guiana provém do fato de que se pode produzir uma variedade quase infindável. São servidas para matar à sede e como refrescos, especialmente num dia quente. Seus sabores são muito variados e cada uma tem sua própria caraterística.

      Usam-se alguns condimentos? Sim. A canela e o cravo, entre outros, podem ser adicionados para melhorar o gosto. A experiência demonstra que apenas pequeníssimas quantidades destes condimentos são necessárias.

      Desenvolver a arte de fazer tais bebidas é principalmente uma questão de adquirir prática pelo uso. Como assim? A dona-de-casa simplesmente coloca as cascas em um pouco de água, e, depois de alguns dias, coloca um pouco de açúcar. Caso tenha bom sabor, experimenta fazer um pouco mais.

      Depois de que a dona-de-casa guianense descobre boas receitas, segundo o gosto, a cor e o tempo envolvido na preparação, ela talvez passe essa informação a outras. Experiências repetidas com diferentes frutas levam a uma longa lista de bebidas domésticas de várias misturas, cores e sabores. Assim, frutas antes colhidas apenas para serem comidas estão, além disso sendo processadas para a produção de bebidas.

      Para as bebidas de batatas os ingredientes usados são a casca de 4 a 6 batatas, uns 2 litros de água, cravo e açúcar. São misturados e deixados por três dias antes de se coar.

      Uma bebida especialmente deliciosa é a feita da casca de abacaxi. É simples de preparar. Ingredientes: (1) casca de um abacaxi, (2) 4 copos de água fervente; (3) açúcar à vontade e dois cravos; (4) um pedaço de casca seca de laranja, se desejado. Método: coloca-se a casca, os cravos e a casca de laranja num jarro, adiciona-se água quente. Cobre-se e deixa-se assentar por 24 horas, depois do que se coa a mistura e adoça-se. Deve ser usada de uma só vez ou engarrafada e guardada por um ou dois dias. Quando há bastante abacaxi, um pouco da polpa pode ser cortado em pedacinhos e usada junto com a casca.

      Pode-se adotar um método similar ao usar as vagens das ervilhas verdes e as cascas da goiaba e da banana-de-são-tomé. A bebida da ervilha verde tem os seguintes ingredientes: (1) 4 punhados de vagens das ervilhas verdes; (2) uns 2 litros d’água (3) açúcar à vontade e alguns cravos; (4) 1 colher regular de chá de canela; (5) 1 pedaço de casca seca de laranja; (6) algumas gotas de essência de amêndoa ou abacaxi. Método: Lave as vagens da ervilha verde, coloque-as num jarro e então adicione água, açúcar, condimento e cravos, e a casca seca de laranja. Deixe repousar por três dias. Coe e adicione a essência e gelo, e então sirva.

      Delicioso refresco de mamão é feito dos seguintes ingredientes: (1) sementes tiradas do mamão amarelo; (2) cerca de 1 litro e meio d’água ou mais; (3) açúcar à vontade e alguns cravos. Método: Ponha os ingredientes numa garrafa fechada e deixe repousar por três dias. Coe e sirva com gelo. Use um método similar para o refresco de manga.

      Há óbvias vantagens em se converter estes aparentes resíduos em ingredientes ativos e úteis de bebidas. Por um lado, reduz-se o desperdício e assim se economiza dinheiro. A produção é barata e não dá quase nenhum trabalho. Há a satisfação adicional que a dona-de-casa laboriosa sente em desenvolver seus talentos. Pequena variação no processo pode levar a uma mistura de diferentes sabores e cores. As cascas e as sementes talvez pareçam ser improváveis ingredientes, mas podem produzir deliciosas bebidas.

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