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Palavras CruzadasDespertai! — 1989 | 8 de outubro
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SOLUÇÕES NA PÁGINA 22
Soluções horizontais
1. BANQUEIRO
7. BRECHA
8. AASBAI
10. HABACUQUE
11. FOICES
13. UTENSÍLIO
16. IMNITAS
17. ANÚNCIO
20. CONFORTAR
24. AJUSTE
26. AMANHECER
27. JARROS
28. CHUVAS
29. ORGULHOSO
Soluções verticais
1. BLASFÊMIA
2. NASCIMENTO
3. ELI
4. RODAGEM
5. LEMUEL
6. BABEL
7. BAALS
9. AVE
12. SUSÃ
14. INCENSÁRIO
15. CONVERSÃO
18. NORA
19. ATRELAR
21. NÍNIVE
22. ÓLEOS
23. BARCO
25. JOA
27. JEÚ
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Parte 19: Do século 17 ao 19 — a cristandade tenta sobrepor-se às mudanças muDespertai! — 1989 | 8 de outubro
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ser encontrados entre os pais da pátria dos EUA, inclusive Thomas Paine, Benjamim Franklin e Thomas Jefferson. Com efeito, a separação de Igreja e Estado, exigida pela Constituição dos EUA, é um reflexo das idéias do Iluminismo. Membros notáveis na Alemanha eram Christian Wolff, Emanuel Kant e Moisés Mendelssohn, avô do compositor Félix Mendelssohn.
Diz-se que Kant, suspeitoso da religião, definiu “Iluminismo” como “a liberação, do ser humano, da tutela auto-imposta”. Com isto, explica Allen W. Wood, da Universidade de Cornell, Kant queria dizer “o processo pelo qual os indivíduos humanos ganham a coragem de pensar por si mesmos sobre a moral, a religião, e a política, em vez de suas opiniões lhes serem ditadas pelas autoridades políticas, eclesiásticas ou bíblicas”.
Na segunda metade do século 18, iniciou-se a Revolução Industrial, primeiro na Grã-Bretanha. A ênfase passou da agricultura para a produção e fabricação de bens, com o auxílio de máquinas e de processos químicos. Isto transtornou uma sociedade principalmente agrícola e rural, fazendo com que milhares de pessoas se apinhassem nas cidades, em busca de trabalho. O resultado foram os bolsões de desemprego, escassez de moradias, pobreza e vários males relacionados com o trabalho.
Conseguiria a cristandade enfrentar esta ameaça tripla da ciência, do Iluminismo e da indústria?
Removendo Deus, Ainda que Bem Brandamente
As pessoas persuadidas pelo modo de pensar do Iluminismo culpavam a religião por muitos dos males da sociedade. A idéia de que “a sociedade deveria ser construída de acordo com modelos pré-fabricados da lei divina e natural”, afirma The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia de Religião), “foi substituída pela noção de que a sociedade era, ou poderia ser, construída pelo próprio ‘engenho’ ou ‘imaginação’ do homem. Um humanismo secular e social veio assim a existir, o qual, por sua vez, geraria a maioria das teorias filosóficas e sociológicas do mundo moderno”.
Estas teorias incluíam a “religião civil” advogada pelo influente filósofo francês do Iluminismo, Jean-Jacques Rousseau. Centrava-se na sociedade e no envolvimento humano nos interesses dela, em vez de num Ser divino e na sua adoração. O memorialista francês Claude-Henri de Rouvroy advogava um “Novo Cristianismo”, ao passo que seu protegido Augusto Comte falava de uma “religião da humanidade”.
Em fins do século 19, desenvolveu-se entre os protestantes o movimento americano conhecido como evangelho social; estava intimamente relacionado com as teorias européias. Essa idéia, com embasamento teológico, asseverava que o principal dever dum cristão é o envolvimento social. Encontra grande apoio entre os protestantes, até os dias de hoje. As versões católicas podem ser encontradas nos padres-operários, da França, e entre os clérigos da América Latina que ensinam a teologia da libertação.
Os missionários da cristandade também refletem tal tendência, como uma notícia publicada na revista Time, de 1982, indica: “Entre os protestantes, houve uma mudança no sentido de maior envolvimento nos problemas básicos, sociais e econômicos, do povo. . . Para um crescente número de missionários católicos, a identificação com a causa dos pobres significa advogar mudanças radicais nos sistemas políticos e econômicos mesmo que tais mudanças estejam sendo promovidas por movimentos revolucionários marxistas. . . . Deveras, há missionários que crêem que a conversão é fundamentalmente irrelevante à sua verdadeira tarefa.” Tais missionários evidentemente concordam com o sociólogo francês Émile Durkheim, que certa vez sugeriu: ‘O real objeto da adoração religiosa é a sociedade, e não Deus.’
Obviamente, a cristandade estava removendo Deus da religião, ainda que brandamente. No ínterim, outras forças também operavam.
Substituir Deus por Pseudo-religiões
As igrejas não tinham soluções para os problemas criados pela Revolução Industrial. Mas as pseudo-religiões, produtos de filosofias humanas, afirmavam que tinham, e rapidamente passaram a preencher o vácuo existente.
À guisa de exemplo, algumas pessoas acharam que seu objetivo na vida era a busca de riquezas e de bens, uma tendência egotista promovida pela Revolução Industrial. O materialismo tornou-se uma religião. O Deus Todo-poderoso foi substituído pelo ‘Todo-poderoso Dólar’. Numa peça de George Bernard Shaw, um personagem faz alusão a isso, exclamando: “Sou milionário. É a minha religião.”
Outras pessoas se voltaram para os movimentos políticos. O filósofo socialista Friedrich Engels, colaborador de Karl Marx, profetizou que o socialismo substituiria com o tempo a religião, assumindo ele próprio atributos religiosos. Assim, à medida que o socialismo ganhava terreno por toda a Europa, afirma o aposentado Professor Robert Nisbet, “um elemento destacado era a apostasia dos socialistas, quer do judaísmo quer do cristianismo, e recorrem a um substituto”.
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