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  • Prepara-se agora para as provações futuras?
    A Sentinela — 1971 | 15 de agosto
    • Prepara-se agora para as provações futuras?

      “Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa.” — 2 Ped. 2:9.

      1, 2. (a) Quão séria é a situação do mundo? (b) Qual é o significado dos atuais acontecimentos mundiais?

      A HUMANIDADE se confronta com provações extremamente severas. Toda a evidência leva a esta conclusão. A família humana atingiu seu tempo mais crítico na história. De fato, a situação mundial deteriora tão depressa, que os líderes do mundo crêem que a própria sobrevivência da humanidade está em perigo. O Times de Nova Iorque, de 6 de janeiro de 1969, noticiou: “Os políticos e os cientistas sociais da Rússia, da China e da América provavelmente concordariam numa coisa: A menos que se tomem medidas notavelmente positivas nos próximos cinco anos, as probabilidades de o mundo celebrar a aurora do Ano Novo, no ano 2.000, são muito menores do que em qualquer momento da história registrada.”

      2 Quando se examinam os acontecimentos atuais à luz das profecias da Palavra de Deus, a Bíblia, chega-se forçosamente à conclusão de que os atuais são os preditos “últimos dias” deste sistema. (2 Tim. 3:1; Mat. 24:3-14) Isto significa que chegamos aos dias dos quais a profecia bíblica diz: “Nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. . . . Esmiuçará e porá termo a todos esses reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.” (Dan. 2:44) A evidência na Palavra de Deus indica que este reino de Deus, o mesmo pelo qual os cristãos têm orado por muito tempo, foi estabelecido no céu, na atual geração, no ano de 1914. (Mat. 6:9, 10) Naquela ocasião, o entronizado Rei Jesus Cristo passou a limpar os céus dos opositores angélicos do Reino.

      3, 4. (a) Que guerra celestial foi travada por ocasião do estabelecimento do reino de Deus, e qual foi o resultado dela? (b) Portanto, o que trará o futuro imediato?

      3 A Bíblia descreve os resultados desta guerra celestial do seguinte modo: “Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele. E ouvi uma voz alta no céu dizer: ‘Agora se realizou . . . o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo . . . Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis; ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.”’ — Rev. 12:7-12.

      4 Imagine só! A Bíblia diz que, na realização do reino de Deus no céu, Satanás e suas forças angélicas foram lançados para a terra. Eles têm criado aqui na terra grandes dificuldades, porque sabem que a sua destruição está próxima. Não tem sido evidente que as nações têm sido impulsionadas loucamente por forças demoníacas, desde 1914? Portanto, o que trará o futuro imediato? Não pode haver dúvida sobre isso. As aflições inspiradas pelos demônios certamente hão de aumentar, e a Bíblia diz que o crescente furor do expulso Diabo se dirigirá especialmente contra os que “observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus”. (Rev. 12:17) Isto significa que a fé e a lealdade de todos os cristãos certamente serão postas à prova. Aguarda-os provações severas de sua fé. Prepara-se agora para enfrentar as provações com bom êxito? Em caso afirmativo, poderá tirar consolo da garantia: “Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa.” — 2 Ped. 2:9.

      RECONHEÇA A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO

      5. (a) Que disposição mental devemos evitar? (b) Qual deve ser a nossa atitude mental, e por quê?

      5 Seria tolo concluir que seja uma exceção e que a sua fé não será posta à prova. O Diabo gostaria de induzi-lo a tal modo de pensar. Ele não quer que se prepare. Ele se agradaria muito se esquecesse completamente a advertência divina: “Mantende os vossos sentidos, sede vigilantes. Vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar. Mas tomai vossa posição contra ele.” (1 Ped. 5:8, 9) Sim, mostre-se sábio por acatar este aviso divino. Previna-se contra qualquer pensamento, não importa qual a sua fonte, que tenda a desanimá-lo de se preparar para as provas difíceis da fé que o aguardam.

      6, 7. (a) Que circunstâncias favoráveis existiram durante o último ano do ministério terrestre de Jesus? (b) O que mostra que Jesus não permitiu que estas circunstâncias o impedissem de se preparar para as provações que o aguardavam?

      6 Jesus Cristo deu um bom exemplo neste sentido. Não permitiu que circunstâncias favoráveis o induzissem a pensar que ele não teria de passar por provas severas de sua fé. Por exemplo, considere as circunstâncias no último ano de seu ministério terrestre. Grandes multidões de pessoas haviam chegado a ele na região montanhosa perto do Mar da Galiléia. Jesus curou ali os coxos, os aleijados, os cegos e os mudos. Também, por terem permanecido com ele por três dias e estarem famintos e cansados, Jesus alimentou milagrosamente os “quatro mil homens, além de mulheres e criancinhas”, só com os ‘sete pães e alguns peixinhos’. (Mat. 15:29-39) Em resultado disso, Jesus foi bem recebido pelo povo. De fato, não muito tempo antes disso, depois de realizar um milagre similar, as multidões procuraram apoderar-se dele e constituí-lo em rei. (João 6:10-15) Todavia, Jesus não permitiu que o favor do povo o induzisse a pensar que as provas difíceis, preditas na Bíblia, não lhe sobreviriam em breve. — Isa. 50:6; 53:5-12.

      7 Quando Jesus e seus discípulos haviam viajado mais para o norte e estavam perto do monte Hermom, o registro bíblico diz: “Jesus Cristo principiou a mostrar aos seus discípulos que ele tinha de ir a Jerusalém e sofrer muitas coisas da parte dos homens mais maduros, e dos principais sacerdotes, e dos escribas, e que tinha de ser morto.” Quão longes lhes devem ter parecido tais sofrimentos! O apóstolo Pedro, por isso, “tomando-o à parte, principiou a censurá-lo, dizendo: ‘Se benigno contigo mesmo, Senhor; não terás absolutamente tal destino.’” (Mat. 16:21, 22) Como responderia Jesus a isso? Afinal de contas, Pedro não intencionava nenhum dano ao contradizer seu Mestre. Amava deveras a Jesus, e não quis que ele ficasse perturbado por aquilo que parecia ser uma possibilidade tão remota.

      8. (a) Qual foi a resposta de Jesus aos esforços bem-intencionados de Pedro de consolá-lo e por quê? (b) Que lição podemos aprender disso?

      8 No entanto, Jesus não se consolou com as palavras de Pedro. De fato, nem gostou delas. Sabia que, se escutasse este tipo de conversa, ele ficaria desanimado de preparar e fortalecer a mente e o coração para as provações severas que teria de enfrentar em breve, conforme prediziam as Escrituras. Jesus repreendeu por isso a Pedro fortemente, dizendo: “Para trás de mim, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não tens os pensamentos de Deus, mas os dos homens.” (Mat. 16:23) Pedro não soube avaliar quão vital era que Jesus se revigorasse para as provações que o aguardavam. Sabe avaliar hoje a importância do preparo para as provas futuras de sua fé? Não deixe que as situações que agora talvez sejam calmas e favoráveis o induzam a pensar que não lhe podem sobrevir repentinamente severas provações. Não dê ouvidos a qualquer conversa que possa desanimá-lo de se preparar para um ataque total inspirado pelos demônios. Só por meio de tal preparo poderá assegurar-se da libertação por Jeová da provação. — 2 Ped. 2:9.

      AS PROVAÇÕES PODEM VIR DE REPENTE

      9. Que provações sofreu Jesus finalmente, e suportou-as com fidelidade?

      9 Foi menos de um ano depois de dizer aos seus discípulos o que lhe sobreviria que Jesus de repente passou pelos mesmos sofrimentos dos quais havia falado. Ele estava em Jerusalém, no jardim de Getsêmani, quando uma turba armada de cacetes e espadas veio de noite e o levou preso. Naquela noite, quando estava sendo julgado, “alguns principiaram a cuspir nele, e outros a encobrir-lhe o rosto todo e a esmurrá-lo”. (Mar. 14:65) Mas este foi apenas o começo de seu sofrimento. No dia seguinte, Pôncio Pilatos mandou que Jesus fosse ‘chicoteado’ ou ‘açoitado’. (Mat. 27:26-30; João 19:1-3) Comentando o que talvez tenha estado envolvido nisso, o periódico Medical World News, de 21 de outubro de 1966, observou: “A trágica pantomima da coroação de Cristo com espinhos e os apupos da multidão talvez tenham sido acompanhados pela flagelação. O açoite (flagrum) tinha várias tiras de couro terminadas em bolas de chumbo ou em ossos de tarso de ovelhas.” Por fim, enfraquecido por tal espancamento brutal, Jesus foi pregado numa estaca de tortura e pendurado para sofrer uma morte agonizante. Mas Jesus perseverou com fidelidade. Ele se havia preparado para estas provações severas.

      10. O que disse Jesus a fim de preparar seus discípulos para as provações que teriam de enfrentar?

      10 Jesus queria que seus discípulos também estivessem preparados para as provações que tinham de enfrentar. Por isso, na noite antes de sua própria morte, ele lhes disse: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: O escravo não é maior do que o seu amo. Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós . . . No mundo tereis tribulação, mas, coragem! Eu venci o mundo.” (João 15:20; 16:33) Às vezes, estas tribulações sobrevieram aos seguidores de Jesus de modo inesperado e repentino.

      11, 12. (a) Que oposição repentina sofreram Paulo e Barnabé em Listra e por que era inesperada? (b) O que devemos aprender disso, e como procurou Paulo preparar os discípulos para o que os aguardava?

      11 Por exemplo, houve a ocasião em que o apóstolo Paulo e seu co-missionário Barnabé ministravam na cidade de Listra, na Ásia Menor. Foram bem recebidos ali. De fato, depois de terem curado um homem coxo, as pessoas ficaram tão impressionadas, que queriam oferecer-lhes sacrifícios. No entanto, o registro bíblico diz que pouco depois “chegaram judeus de Antioquia e de Icônio, e persuadiram as multidões, e apedrejaram Paulo e o arrastaram para fora da cidade, julgando-o morto”. Quão repentinamente ocorreu esta inversão e a perseguição! — Atos 14:8-19.

      12 Isto deve servir de lição para nós hoje. Nossa vida cristã talvez prossiga de modo bastante pacífico. A obra de pregação talvez usufrua aceitação incomum entre o povo. Mas depois pode acontecer algo e nos podem sobrevir de repente provações difíceis. Precisamos estar na expectativa de tais provas de nossa fé e nos preparar para enfrentá-las. O apóstolo Paulo reconheceu isto e exortou seus concristãos a se prepararem. A Bíblia diz que, depois de Paulo ter sido apedrejado, ele e Barnabé “voltaram a Listra, e a Icônio, e a Antioquia, fortalecendo as almas dos discípulos, encorajando-os a permanecerem na fé e dizendo: ‘Temos de entrar no reino de Deus através de muitas tribulações.’” — Atos 14:21, 22.

      13. Que evidência há de que as provações podem sobrevir repentinamente aos cristãos hoje?

      13 Não pense que vai escapar das provas de sua fé. A Palavra de Deus é positiva sobre isso — todos os cristãos verdadeiros serão submetidos a provações. (2 Tim. 3:12) Nem sempre sabemos como ou de que forma virão. Mas, mesmo hoje em dia podem vir de repente. Por exemplo, no país Africano de Malaui, em 1965 e 1966, as testemunhas cristãs de Jeová estavam usufruindo condições razoavelmente favoráveis em que podiam executar sua obra ministerial. Mas então, em 1967, foram proscritas e difamadas pelo governo, o que deu início a uma onda repentina de perversa perseguição. Lares e locais de reunião foram queimados. Mulheres foram estupradas e homens foram torturados e mortos. Em anos recentes, irrompimentos repentinos de perseguição sobrevieram também aos cristãos em Camarões, na República Árabe Unida, em Malgaxe, na Guiné Equatorial e em outros lugares.

      POR QUE DEUS PERMITE PROVAÇÕES

      14. O que mostra que Deus tem bons motivos para permitir que seu povo sofra provações, e, por isso, o que é sábio que obtenhamos?

      14 Alguém talvez pergunte por que Jeová Deus permite que seus servos sofram provações. Por que se permite que Satanás, o Diabo, ande em volta como leão rugindo, causando tanto sofrimento e aflição? Há bons motivos para isso. Isto é mostrado pelo fato de Deus dizer: “Aquele que toca em vós [povo meu], toca na menina do meu olho.” (Zac. 2:8) Agora pense nisso: Permitiria Deus que sobreviesse sofrimento ao seu povo amado, tendo o mesmo efeito doloroso sobre ele próprio como tocar na menina do olho, se não tivesse bons motivos para permitir isso? Claro que não! Portanto, seremos sábios se obtivermos a compreensão correta do motivo por que Deus permite que Satanás cause sofrimentos terríveis aos Seus servos.

      15. Quem engodou o primeiro casal humano a se desviar de Deus, e de que desafio seu a Deus há evidência inconfundível?

      15 A Bíblia mostra que está envolvida uma questão de importância universal entre Jeová Deus e Satanás, o Diabo. Ela revela que, depois de Deus ter criado o primeiro casal humano e o ter colocado num lar paradísico na terra, interveio uma poderosa criatura angélica, a qual, por meio duma mentira caluniosa, conseguiu engodar o casal a desobedecer ao seu Criador. (Gên. 3:1-6) Este perturbador se tornou assim o Diabo, ou Caluniador. As Escrituras indicam que o Diabo, mais tarde, desafiou a Deus com a afirmação de que podia desviar de Deus todos os descendentes ainda por nascer daquele primeiro casal humano. A evidência inconfundível disso é encontrada com relação ao servo fiel de Deus, chamado Jó.

      16. (a) O que está envolvido na questão entre Jeová e Satanás, conforme indicado pela conversa entre Jeová e Satanás? (b) Era nova esta questão nos dias de Jó?

      16 O inspirado registro bíblico nos leva ao próprio céu, revelando uma palestra importante ocorrida ali. Diz: “Ora, veio a ser o dia em que os filhos do verdadeiro Deus entraram para tomar sua posição perante Jeová, e até mesmo Satanás passou a entrar no meio deles. . . . E Jeová prosseguiu, dizendo a Satanás: ‘Fixaste teu coração no meu servo Jó, que não há ninguém igual a ele na terra, homem inculpe e reto, temendo a Deus e desviando-se do mal? Então respondeu Satanás a Jeová e disse: ‘Acaso é por nada que Jó teme a Deus? Não puseste tu mesmo uma sebe em volta dele e em volta de tudo o que ele tem? . . . Mas, ao invés disso, estende tua mão, por favor, e toca em tudo o que ele tem, e vê se não te amaldiçoará na tua própria face.’” Isto mostra que na questão entre Deus e Satanás está envolvida a pergunta: Permanecerão os humanos fiéis a Deus quando em prova? Satanás evidentemente afirmava que não permaneceriam. Portanto, para decidir a questão, pelo menos quanto ao homem Jó, Jeová disse a Satanás: “Eis que tudo o que ele tem está na tua mão.” Mas, apesar das provações que Satanás trouxe sobre ele, Jó manteve sua fé em Deus. Mostrou que o Diabo era mentiroso, assim como haviam feito homens fiéis antes dele, tais como Abel, Noé, Abraão e outros. — Jó, capítulos 1 e 2; Heb. 11:4-38.

      17. O que tem o Diabo continuado a tentar fazer, confrontando-se cada um de nós, portanto, com que perguntas?

      17 Embora no decorrer dos séculos a fé e a perseverança dos servos de Deus tivessem vez após vez provado que Satanás é mentiroso, Satanás se nega a desistir de seu proceder louco. Ele continua nas suas tentativas de desviar os homens da adoração verdadeira. Todavia, os que amam a Jeová têm permanecido fiéis a Deus, apesar de todas as provações que Satanás lançou sobre eles. Poderá resistir ao ataque final de Satanás, pouco antes da destruição dele por Deus? Contribuirá para aumentar a evidência de que há homens que servem a Jeová Deus porque deveras o amam! Poder fazer isso ou não dependerá de se aproveitar ou não de ajudas importantes.

      AJUDAS PARA SUPORTAR PROVAÇÕES

      18. (a) Por que alegrou a fidelidade de Jó o coração de Jeová? (b) Portanto, o que nos ajudará a permanecermos fiéis a Deus quando em provação?

      18 Por exemplo, pense em quão feliz Jeová Deus deve ter ficado com o proceder adotado pelo fiel Jó. Satanás havia dito, em suma, que ninguém manteria a integridade para com Deus quando em provação. No entanto, o proceder de vida de Jó atestou perante o universo inteiro: ‘Você é mentiroso rematado, Satanás, pois permanecerei fiel a Deus até à morte!’ (Tia. 5:11) Quão feliz Jeová se sente quando pessoas como Jó o servem fielmente e assim provam que seu Adversário é mentiroso! Isto é indicado pelo apelo amoroso de Deus: “Se sábio, filho meu, e alegra meu coração, para que eu possa replicar àquele que me escarnece.” (Pro. 27:11) Por isso, considere o privilégio que tem, de alegrar o coração de Jeová! Sua fidelidade a Ele, sob provação, contribuirá à ‘resposta’ que ele poderá dar ao seu escarnecedor, Satanás, o Diabo. Lembrar-se disso lhe servirá de ajuda inestimável para suportar provações.

      19. Em que mais devemos pensar para nos ajudar a suportar provações?

      19 Outra ajuda importante para se suportarem provações é pensar na sua natureza temporária. Deveras, a provação não é nada em comparação com as bênçãos com que Deus recompensa seus servos fiéis. (Rom. 8:18) Embora Jó sofresse terrivelmente às mãos de Satanás, o registro bíblico diz: “Quanto a Jeová, ele abençoou o fim posterior de Jó mais do que seu princípio.” (Jó 42:12) E o que é de importância ainda maior, a fidelidade de Jó lhe assegurou a bênção da ressurreição dentre os mortos, para usufruir a vida eterna. Quão sábio é, pois, servir a Deus de modo fiel! A Bíblia explica: “Feliz o homem que estiver perseverando em provação, porque, ao ser aprovado, receberá a coroa da vida, que Jeová prometeu aos que continuarem a amá-lo.” — Tia. 1:12; Mat. 5:10-12.

      20. (a) São as provações que suportamos diferentes daquelas suportadas pelos outros cristãos? (b) Como pode a consideração daquilo pelo que os outros passaram ajudar-nos a suportar provações?

      20 Ainda outra ajuda importante para se suportar provações é pensar na perseverança fiel de seus irmãos cristãos em todo o mundo. Ocasionalmente, alguém talvez pense que suas provações são exclusivas, que ninguém passa exatamente pelas mesmas dificuldades que sofre. Mas a Bíblia diz: “Tomai vossa posição contra ele [Satanás, o Diabo], sólidos na fé, sabendo que as mesmas coisas, em matéria de sofrimentos, estão sendo efetuadas na associação inteira dos vossos irmãos no mundo.” (1 Ped. 5:9) Sim, “as mesmas coisas, em matéria de sofrimentos”, sobrevêm aos seus concristãos em outros lugares. Poderá ler sobre isso no Anuário das Testemunhas de Jeová (publicado em inglês, espanhol, alemão e francês). Assim, visto que outros tomam a sua posição fielmente contra Satanás, sob tais sofrimentos, poderá fazer o mesmo. Lembre-se de que isto o ajudará a suportar provações.

      PREPARO NECESSÁRIO PARA SUPORTAR PROVAÇÕES

      21. Que papel desempenha a oração no preparo para as provações futuras?

      21 Além de se aproveitar destas ajudas, é absolutamente necessário que se prepare para as provações futuras por manter contato íntimo com Jeová Deus mediante a oração. A Bíblia exorta: “Persisti em oração.” “Orai incessantemente.” (Rom. 12:12; 1 Tes. 5:17) Assim como o soldado na batalha precisa manter-se em contato com seu oficial superior, assim também os cristãos precisam sempre dirigir-se a Deus em busca de orientação e força. Jesus animou seus seguidores a orarem a Deus: “Não nos leves à tentação, mas livra-nos do iníquo.” — Mat. 6:13.

      22. Como responde Deus a oração de ‘não nos levar à tentação, mas de nos livrar do iníquo’?

      22 Todavia, isto não significa que, depois de orar, simplesmente pode descansar e aguardar o livramento. É preciso mais, para que seja bem sucedido em suportar provações. Isto é evidente do modo em que Deus responde àquela oração: “Não nos leves à tentação, mas livra-nos do iníquo.” Deus faz isso principalmente de dois modos. Primeiro, por dar aviso antecipado mediante sua Palavra, a respeito de como Satanás age. Assim, poderá saber o que esperar de Satanás na questão das provações. Por ser avisado de antemão, pode prevenir-se. (2 Cor. 2:11) E em segundo lugar, Jeová responde àquela oração por fortalecer seus servos mediante a sua Palavra. Isto os habilita a suportarem as provações que Deus permite que Satanás traga sobre eles.

      23. O que precisa ser incluído no nosso preparo para as provações futuras?

      23 Quão claro é, portanto, que seu preparo para as provações futuras precisa incluir um estudo da Palavra de Deus, a Bíblia! Este estudo é necessário para se ser devidamente avisado e fortalecido. Mas, além disso, seu preparo precisa também incluir a associação regular com o povo de Deus nas reuniões congregacionais. É ali, nestas reuniões, que recebe o espírito de Deus, e é ali que pode receber ajuda amorosa e fortalecimento por parte da organização visível de Deus. (Mat. 18:20) Não poderá isolar-se, pois a Bíblia diz: “Quem se isola procurará o seu próprio desejo egoísta; estourará contra toda a sabedoria prática.” — Pro. 18:1.

      24. Que grandiosa promessa temos da parte de Jeová, mas aplica-se esta promessa a todos?

      24 Se se aproveitar destas provisões de Jeová para seu fortalecimento — Sua Palavra, Seu Espírito e Sua Organização — tem uma grandiosa garantia! Observe a promessa dada na Bíblia: “Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” (1 Cor. 10:13) Sim, não importa quão grande seja a tentação ou a provação, Jeová tornará possível que seus servos a suportem fielmente. Que garantia maravilhosa! Mas lembre-se de que esta promessa não se aplica a todos. Aplica-se apenas aos que se aproveitam das provisões de Deus para seu fortalecimento. Se não se mantiver em contato regular com Jeová Deus por meio da oração e se não estudar regularmente a Palavra de Deus e freqüentar as reuniões congregacionais de seu povo, simplesmente não poderá esperar que Jeová proveja a saída, quando for tentado. Por certo, isto deve incutir a importância vital do devido preparo agora para as provações futuras.

      25. Que exemplos hodiernos temos para mostrar como Jeová pode ajudar seus servos a suportar provações?

      25 Para ilustrar como Jeová pode prover a saída para os que se aproveitaram de suas provisões, tome o exemplo dos servos de Deus na República Árabe Unida. Receberam bastonadas na sola dos pés e nas costas por se recusarem a participar em atividades que violariam sua neutralidade cristã. Mas um deles escreveu: “Enquanto eu estava deitado no chão durante o espancamento, eu orava a Jeová para me ajudar a suportar esta tortura. Fiquei muito feliz, porque Jeová, o Deus Todo-poderoso, me ajudou.” Outra Testemunha escreveu: “Não importava quantos insultos e espancamentos sofríamos, isto passava em alguns segundos e não sentíamos mais nada, embora os espancamentos continuassem. Sentíamos que Jeová Deus sempre estava conosco.” Quão maravilhosamente Jeová pode prover a saída! Assim como ele livrou o atormentado Ló na antiguidade, assim Jeová provou hoje vez após vez que ele “sabe livrar da provação os de devoção piedosa”. — 2 Ped. 2:6-9.

      26. O que é absolutamente essencial que façamos agora?

      26 É certo que a sua fé também será provada. Isto se dá porque Satanás, o Diabo, sabe que seu fim está próximo, e ele lhe causará provações no esforço de desviá-lo no serviço de Deus. Por isso é absolutamente essencial que se aproveite das provisões de Deus para seu fortalecimento por orar regularmente a Deus, por estudar a sua Palavra e por se reunir regularmente com a sua organização de pessoas. Assim obterá a aprovação de Jeová e suportará com bom êxito qualquer provação que lhe possa sobrevir.

  • Suportar provações que põem a nossa fé à prova
    A Sentinela — 1971 | 15 de agosto
    • Suportar provações que põem a nossa fé à prova

      “Embora . . . sejais contristados por várias provações, a fim de que a qualidade provada da vossa fé . . . seja achada causa para louvor.” — 1 Ped. 1:6, 7.

      1. São agradáveis as provações? Como pode a fidelidade mantida sob provações ser causa de louvor?

      PROVAÇÕES não são agradáveis. Podem ser muito penosas. Por exemplo, certamente não foi agradável quando se cuspiu em Jesus Cristo e se escarnecia dele, e ele por fim foi barbaramente espancado e pregado numa estaca de tortura para sofrer uma morte agonizante. (Mat. 26:66-68; 27:26-30) Aquelas provações que puseram sua fé à prova mais extrema foram deveras penosas. No entanto, o proceder fiel de Jesus, sob provação, mostrou ser causa de louvor. Primeiro, trouxe louvor ao nome de Deus, pois a fidelidade de Jesus provou que Satanás, o Diabo, foi incapaz de desviá-lo da adoração de Deus. Depois, também, Jesus foi recompensado com louvor e honra pela sua fidelidade, quando Deus o ressuscitou dentre os mortos para a vida celestial. — Fil. 2:9-11.

      2, 3. (a) Como é possível ser feliz mesmo em provações? (b) De que proveito são as provações?

      2 Por estarmos sempre atentos ao louvor dado ao nome de Deus e à grandiosa recompensa que ele dá pela fidelidade, podemos continuar genuinamente felizes ao sofrermos provações. De fato, Jesus disse no seu Sermão do Monte: “Felizes sois quando vos vituperarem e perseguirem, e, mentindo, disserem toda sorte de coisas iníquas contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e pulai de alegria, porque a vossa recompensa é grande nos céus.” (Mat. 5:11, 12) O discípulo Tiago escreveu de modo similar: “Feliz o homem que estiver perseverando em provação, porque, ao ser aprovado, receberá a coroa da vida, que Jeová prometeu aos que continuarem a amá-lo.” (Tia. 1:12) Sim, é motivo de alegria sabermos que a nossa fidelidade sob provação agrada a Deus e merecerá a sua recompensa de vida eterna. Podemos também sentir-nos felizes de termos a oportunidade fornecida pela provação para provarmos nosso amor ao nosso Pai celestial.

      3 Consideradas de modo correto, portanto, podemos realmente acolher as provações, pois produzem resultados benéficos. Isto certamente é assim com relação ao preparo necessário da parte dum corredor ou nadador. Tais pessoas precisam suportar muitas provações e provas difíceis para cultivar a qualidade necessária da perseverança. Só depois de passarem por tais provações é que podem esperar ganhar nas provas altamente competitivas da corrida e da natação. O caso do cristão é similar; as provações servem para fortalecer-lhe a fé. É por este motivo que o discípulo Tiago escreveu: “Considerai tudo com alegria, meus irmãos, ao enfrentardes diversas provações, sabendo que esta qualidade provada da vossa fé produz perseverança.” — Tia. 1:2, 3.

      4, 5. (a) Por que podiam os apóstolos alegrar-se depois de terem sido chibateados? (b) De que modo somos fortalecidos pelas provações?

      4 Uma experiência dos apóstolos ilustra como as provas da fé podem produzir perseverança e realmente resultar em alegria. Em certa ocasião, foram convocados pelas autoridades do Sinédrio, as quais “chibatearam-nos e ordenaram-lhes que parassem de falar à base do nome de Jesus”. Como reagiram eles? A Bíblia diz: “Estes, portanto, retiraram-se do Sinédrio, alegrando-se porque tinham sido considerados dignos de serem desonrados a favor do nome dele.” (Atos 5:40-42) Os apóstolos se sentiram felizes por terem a oportunidade de provar sua lealdade a Cristo e ao Pai celestial dele. Também foi fonte de alegria para os apóstolos que a sua fé havia sido provada numa severa provação e que se havia mostrado de qualidade genuína. Podiam alegrar-se de que a experiência provadora havia produzido neles a perseverança.

      5 Imagine só! Aquelas experiências por meio das quais Satanás se esforça a derrubar a nossa fé podem, de fato, edificar-nos. Pois quando suportamos fielmente uma provação, nossa mente se enche com a percepção consciente de que estamos agradando a Deus. Esta consciência da aprovação de Deus fortalece a nossa esperança e a torna mais segura. As provações e as tribulações produzem assim uma espécie de “reação em cadeia”, por meio da qual se frustram completamente os atentados do Diabo contra nós. O apóstolo Paulo explica bem o assunto, exortando: “Exultemos enquanto em tribulações, visto que sabemos que a tribulação produz perseverança; perseverança, por sua vez, uma condição aprovada; a condição aprovada, por sua vez, esperança, e a esperança não conduz a desapontamento.” (Rom. 5:3-5) Que combinação vitoriosa Jeová Deus nos forneceu! Sim, os sofrimentos e as provações só podem servir para nos edificar e fortalecer, quando permanecemos fiéis.

      6. (a) Como sabemos que o Diabo não tem nenhum método novo nas suas tentativas de nos desviar do serviço de Deus? (b) Por que pode o Diabo tentar causar provações diferentes a pessoas diferentes?

      6 É significativo que Satanás, o Diabo, não tenha métodos novos, que não tenha meios novos para se esforçar a nos desviar do serviço de Deus. Foi por isso que o apóstolo Paulo disse certa vez a respeito de Satanás: “Não desconhecemos os seus desígnios.” (2 Cor. 2:11) Também somos informados em 1 Coríntios 10:13: “Não vos tomou nenhuma tentação [ou provação] exceto a que é comum aos homens.” Na Bíblia se registram para nós as muitas provações diferentes pelas quais podemos ser tentados a rejeitar a Jeová. Por examinarmos estes exemplos bíblicos, podemos ficar advertidos quanto a que esperar, e estar avisado significa estar prevenido. Queremos também lembrar-nos de que Satanás é muito esperto. Ele não necessariamente causará as mesmas provações a todos. Pois aquilo que constitui uma prova severa para um, talvez seja algo relativamente fácil para outro suportar. Por isso podemos estar certos de que o Diabo se esforçará a nos atacar no nosso ponto mais vulnerável. Lembrados disso, consideremos brevemente algumas provações que nos podem sobrevir para provar a nossa fé.

      PROVADO QUANTO À LEALDADE A DEUS

      7. (a) Como procura o Diabo induzir as pessoas a violar as leis de Deus? (b) Qual é uma das leis de Deus que Satanás muitas vezes procurou fazer que as pessoas a violem?

      7 Nossa fé será provada com relação à obediência às leis de Deus. Satanás, o Diabo, se esforçará a criar situações que constituam uma prova severa, tornando muito difícil obedecermos a Deus. Uma das leis ou ordens de Jeová Deus, que Satanás procura freqüentemente fazer os servos de Deus violar é: “Não deves ter quaisquer outros deuses em oposição à minha pessoa. . . . Não te deves curvar diante delas, nem ser induzido a servi-las; porque eu, Jeová, teu Deus, sou um Deus que exige devoção exclusiva.” (Êxo. 20:3-5) Jesus declarou esta ordem do seguinte modo: “É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.” (Mat. 4:10) Os servos de Deus freqüentemente sofreram severas provações, as quais têm testado sua fidelidade a este requisito de dar a Deus a devoção exclusiva.

      8. Como foram os três hebreus provados com relação a esta lei de Deus?

      8 Por exemplo, quando a antiga Babilônia era potência mundial, seu governante, o Rei Nabucodonosor, erigiu uma enorme imagem de ouro, e deu-se a seguinte ordem a todos os presentes: “Quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da cítara, da harpa triangular, do instrumento de cordas, da gaita de foles e de toda sorte de instrumentos musicais, [é preciso que] vos prostreis e adoreis a imagem de ouro erigida por Nabucodonosor, o rei. E quem não se prostrar e não adorar, será no mesmo instante lançado dentro da fornalha de fogo ardente.” (Dan. 3:5, 6) Entre os presentes havia três servos hebreus de Jeová Deus, Sadraque, Mesaque e Abednego. Quão severa foi esta prova para eles! Que prova de sua fé era para eles! Deus havia ordenado: “Não te deves curvar”, contudo, a ordem do rei babilônico era: ‘Deveis prostrar-vos e adorar a imagem de ouro’, ou morrer na fornalha. Tratava-se duma tentativa deliberada de Satanás, o Diabo, para fazer os três hebreus violar a lei de Deus por se curvarem diante do Estado, da imagem do Estado.

      9. A que imagem ou símbolo têm as nações nos tempos modernos muitas vezes exigido que se preste serviço?

      9 Os métodos do Diabo não mudaram. Ele ainda manobra os servos de Deus para situações provadoras, similares. Por exemplo, assim como as nações faziam nos dias da antiga Babilônia, assim as nações erigem hoje emblemas e ordenam que seus cidadãos os saúdem, se curvem diante deles ou lhes prestem outro culto. O historiador católico Carlton Hayes observou a respeito de um símbolo destacado das nações dos tempos modernos: “O principal símbolo de fé e objeto central de adoração do nacionalismo é a bandeira, e inventaram-se curiosas formas litúrgicas para ‘saudar’ a bandeira, para ‘baixar’ a bandeira, para ‘recolher’ a bandeira e para ‘içar’ a bandeira. Os homens descobrem a cabeça quando a bandeira passa; e os poetas escrevem odes e as crianças entoam hinos em louvor à bandeira.”a E assim como os cidadãos da antiga Babilônia foram obrigados a se curvarem diante da imagem do Estado, assim, nos tempos modernos, as nações amiúde exigem que se preste culto ou adoração a algum emblema do Estado ou a algum representante humano do Estado.

      10, 11. Como têm sido provados os servos de Deus, nos tempos modernos, com relação a idolatrar-se um homem ou a venerar-se um emblema do Estado?

      10 Na Alemanha nazista, ordenou-se ao povo a aclamar Hitler e a erguer o braço diante da suástica. Não participar nesta prática idólatra era punível com tratamento brutal e com os horrores dos campos de concentração. Quão severa foi esta prova de fé para os verdadeiros cristãos! Aclamariam eles um homem e cultuariam com honras um emblema do Estado? Ou obedeceriam a Deus? O que teria feito neste caso? Milhares de testemunhas cristãs de Jeová obedeceram a Deus e se recusaram a dar devoção a Hitler ou a um emblema do Estado. É verdade que foram enviados aos campos de concentração e sofreram tratamento horrível, mas a maioria deles saiu de lá, alegrando-se de que o episódio provador havia produzido neles perseverança.

      11 Mais recentemente, ordenou-se às pessoas na República Árabe Unida que clamassem lemas patrióticos tais como: “Viva o Presidente Gamal Abdel Nasser!” Quão felizes foram os que se negaram lealmente a participar em tais práticas idólatras para com um homem que desde então já faleceu — em 1970. Embora fossem espancados, estavam cônscios da ajuda de Jeová durante este episódio provador. O Post de Washington disse numa notícia sobre outro país Africano: “Centenas dos filhos de famílias das Testemunhas foram expulsos da escola. Negaram-se a cantar o hino e a fazer continência à bandeira.”b Apesar do precedente bíblico e das escusas de consciência destas crianças, que foram submetidas a muita pressão para violar a lei de Deus, o Supremo Tribunal decidiu que havia base suficiente para negar-lhes a educação.

      12. A que prova ficam os escolares amiúde expostos?

      12 Podemos ter a certeza de que Satanás, o Diabo, continuará nos seus esforços de obrigar os cristãos a prestar culto a pessoas ou emblemas do Estado. Ele não quer que alguém permaneça leal a Deus por dar a Deus devoção exclusiva. Em muitos países, exige-se regularmente que os escolares façam continência à bandeira, repitam um juramento de lealdade a ela, e, em alguns lugares, que até mesmo se ajoelhem diante dela e a beijem com os lábios. Usou-se de zombaria e em alguns casos se causou dano físico aos que não satisfizeram tais requisitos. Talvez isto se torne em breve a prática lá na sua localidade, se já não aconteceu. O que fará então? Perseverará debaixo de tais tentativas deliberadas do Diabo de induzi-lo a se tornar desleal a Deus? Passará por esta prova de sua fé?

      PROVADO POR CAUSA DA QUESTÃO DO SANGUE

      13. (a) Qual é a lei de Deus referente ao sangue? (b) Como foram os primitivos cristãos provados com relação a esta lei, e com que resultado?

      13 Outra lei com respeito à qual os servos de Deus freqüentemente têm sido provados é a proibição com respeito ao sangue. A ordem de Deus aos israelitas especificava: “Não deveis comer o sangue de qualquer tipo de carne, porque a alma de todo tipo de carne é seu sangue. Quem o comer será decepado da vida.” (Lev. 17:14) A ordem foi repetida aos cristãos: “Que se abstenham . . . do estrangulado, e do sangue.” (Atos 15:19, 20) O antigo escritor Tertuliano relata que os romanos sabiam desta atitude dos cristãos na questão do sangue e que os cristãos foram postos à prova com relação a esta lei. Tertuliano escreve: “Quando pondes os cristãos à prova, vós lhes ofereceis chouriços cheios de sangue; naturalmente, estais bem apercebidos de que isto é proibido entre eles; mas vós os quereis fazer transgredir.”c Mas os fiéis cristãos não transgrediram. Não podiam ser obrigados a violar a lei de Deus, mesmo quando ameaçados de serem punidos com a morte.

      14. (a) Qual é uma das práticas comuns na medicina hoje em dia, e em que sentido pode ser ela uma provação para os verdadeiros cristãos? (b) Como mostra a obediência à lei de Deus ser uma verdadeira proteção?

      14 Por causa da prática moderna da medicina, de dar transfusões de sangue a doentes, os cristãos enfrentam hoje amiúde uma prova similar de sua fé. Algumas autoridades médicas insistem em dar este tratamento com sangue, ou não darem tratamento nenhum. Isto pode ser uma verdadeira provação para o cristão. O que faria caso se encontrasse numa situação em que os médicos insistem em lhe darem sangue, ou em o darem a um membro de sua família? Aderiria fielmente à lei explícita de Deus, que ordena a abstenção do sangue? Ou se deixaria tentar a violar a lei Dele, por causa das pressões instigadas pelo Diabo? Quão felizes são os que têm obedecido fielmente a Deus quando confrontados com tal prova! Não só estão bem cônscios da aprovação de Deus, mas têm sido protegidos contra muitas doenças horríveis e perigos associados com as transfusões de sangue.

      PROVADO QUANTO AOS REQUISITOS DE MORAL

      15. (a) Quais são as leis de Deus com relação à conduta moral? (b) Como tem Satanás tentado os servos de Deus com relação a estas leis, e faz ele isso hoje em dia?

      15 Por outro lado, os cristãos são também amiúde provados quanto aos requisitos de moral de Deus. Deus ordena: “Não deves cometer adultério.” “Que vos abstenhais da fornicação.” (Êxo. 20:14; 1 Tes. 4:3; Atos 15:20) O Diabo descobriu que muitos do povo de Jeová são vulneráveis neste sentido. Portanto, um dos seus métodos favoritos para afastar as pessoas de Deus é seduzi-las a violar estas leis. Por exemplo, quando o povo de Israel, de Jeová, estava para entrar na terra de Canaã, Satanás usou mulheres moabitas atraentes como iscas para seduzir homens israelitas a cometerem imoralidade e assim trazerem sobre si o furor de Deus. (Núm. 25:1-9; Rev. 2:14) Também em tempos recentes tem Satanás, o Diabo, empregado o sexo para tentar os cristãos a praticarem conduta imoral. A enorme ênfase dada ao sexo, glorificando-se quase em toda a parte as práticas sexuais ilegais, pode constituir verdadeira provação para os cristãos.

      16, 17. Como podemos evitar com bom êxito cair na imoralidade sexual?

      16 Como poderemos suportar com bom êxito tal provação? Por deixarmos que a nossa mente entretenha pensamentos imorais? Por vermos filmes, lermos livros e vermos programas de televisão que justificam a prostituição, o adultério e outras práticas que desonram a Deus? Por olharmos para outros que não são nosso próprio cônjuge com a idéia de ter relações imorais com eles? Claro que não! Pois os pensamentos com que enchemos de contínuo a nossa mente nos motivarão por fim a agirmos. Quão perigoso, pois, é permitir que a mente se fixe em desejos imorais! — Mat. 5:28; Tia. 1:13-15.

      17 Para passarmos por esta prova de nossa fé com bom êxito precisamos constantemente controlar os nossos pensamentos. Precisamos acatar as instruções da Palavra de Deus: “Todas as [coisas] que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis, todas as coisas de que se fala bem, toda virtude que há e toda coisa louvável que há, continuai a considerar tais coisas.” (Fil. 4:8) Sim, tome uma resolução mental e reforce esta resolução vez após vez de obedecer aos requisitos de moral de Deus, não importa quais as situações que surjam na sua vida. Quando tentado, ore a Jeová. Pense em alegrar o coração Dele. Fortaleça-se também por pensar em exemplos fiéis, tais como o de José, que resistiu ao engodo da imoralidade. Quão bom é ser semelhante àquele homem temente a Deus! — Gên. 39:1-13.

      A ORDEM DE PREGAR — UMA PROVA DE FÉ

      18, 19. (a) Qual era a vontade de Deus para com Jesus, e é ela a mesma hoje para com os cristãos? (b) Que evidência há de que o Diabo dificultará que se obedeça à ordem de Deus de pregar, mas com que efeito sobre os cristãos?

      18 A vontade de Deus quanto a Jesus Cristo era que ele fosse pregador do “reino de Deus”, e Jesus fez esta obra fielmente, apesar de crescente oposição, que finalmente lhe custou a vida. (Luc. 4:43; 8:1) Mais tarde, Jesus ordenou aos seus seguidores: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações . . . ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” (Mat. 28:19, 20) Esta ordem de pregar se aplica hoje a todos os cristãos. De fato, é especialmente urgente agora que os cristãos preguem, pois Jesus predisse que ‘estas boas novas do reino teriam de ser pregadas em toda a terra habitada, em testemunho, antes de vir o fim’. (Mat. 24:14) Não é de se admirar, então, que Satanás, o Diabo, concentre seus esforços em dificultar aos servos de Deus obedecerem a esta ordem. Isto significa que a ordem solene: “Prega a palavra, ocupa-te nisso urgentemente”, constitui uma verdadeira prova de fé para os cristãos. — 2 Tim. 4:2; 1 Cor. 9:16.

      19 Certamente foi assim no primeiro século. Deve lembrar-se de que Satanás instigou seus representantes religiosos contra os apóstolos, e eles “chibatearam-nos e ordenaram-lhes que parassem de falar à base do nome de Jesus”. (Atos 5:40) O que teria feito neste caso? Parado de pregar, para evitar ser chibateado? Não os apóstolos! Eles suportaram a provação e passaram por esta prova de sua fé. Também em anos recentes, os cristãos têm enfrentado situações similares. Em alguns lugares, as autoridades têm proscrito a obra de pregação. Mas, em imitação de Jesus Cristo e dos doze apóstolos, os verdadeiros cristãos têm simplesmente continuado a pregar. A bem dizer disseram: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 5:29) Quanta coragem! Quanta fidelidade a Deus! Este é o exemplo que certamente queremos imitar.

      20. Em que sentido é o Diabo responsável pelas atitudes das pessoas, e o que tenciona causar com isso aos ministros cristãos?

      20 Na maioria dos lugares, porém, a obra de pregação não foi proscrita. Todavia, as pessoas são freqüentemente indiferentes para com a mensagem do Reino; talvez até mesmo zombem e escarneçam. Isto também é uma provação. Constitui uma verdadeira prova de sua fé. Persevera nesta provação? Reconhece a responsabilidade de Satanás por esta atitude de indiferença das pessoas? Isto é um fato. Por meio de sua propaganda, ele tem amoldado o modo de pensar delas. (2 Cor. 4:4) Ele se esforça assim a desanimá-lo de até mesmo tentar pregar-lhes. Mas não deixe que ele seja bem sucedido! Reconheça na atitude indiferente e às vezes até mesmo hostil os esforços de Satanás para fazê-lo diminuir o passo e impedir que lhes apresente a mensagem do Reino com zelo e tato. Não permita que o Diabo o impeça de algum modo a obedecer à ordem de nosso Pai celestial, de pregar.

      PASSAR PELAS PROVAS DE NOSSA FÉ

      21. Como provou Deus a Abraão, e como procedeu Abraão?

      21 As ordens que Deus dá a nós podem mostrar ser uma prova, mesmo quando Satanás não suscita provações. A Bíblia nos fornece um exemplo antigo, dizendo: “Deus pôs Abraão à prova. Conseqüentemente, disse-lhe: ‘Abraão! . . . Toma, por favor, teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaque, e faze uma viagem à terra de Moriá e oferece-o ali como oferta queimada.”’ Imagine quão difícil deve ter sido para Abraão obedecer a esta ordem de Deus! Mas Abraão obedeceu. Ele foi até o ponto de usar o cutelo para matar seu querido filho. Quanta fidelidade a Deus! Depois de Jeová refrear-lhe a mão de ferir seu filho, ele disse a Abraão: “Agora sei deveras que temes a Deus, visto que não me negaste o teu filho, teu único.” — Gên. 22:1-18.

      22. (a) Que requisitos para os cristãos talvez sejam hoje para alguns tão difíceis de obedecer como a prova feita com Abraão? (b) Como foi Abraão abençoado pela sua obediência, e o que indica isso para nós, se nós formos obedientes?

      22 As instruções de Deus para os cristãos hoje constituem uma prova similar. Por exemplo, quão difícil acham alguns pregar “publicamente e de casa em casa”! (Atos 20:20) E quão difícil acham preparar-se para esta obra de pregação por proferirem discursos na Escola do Ministério Teocrático ou por darem comentários nas reuniões congregacionais! (1 Tim. 4:13; Heb. 10:24, 25) Mas, são estas provas maiores do que aquela que Deus fez com Abraão? Talvez alguém extremamente tímido quase pense assim. Mas lembre-se de que Jeová é um Deus amoroso e misericordioso. Ele nunca pede de seu povo algo que não seja para o próprio bem e a bênção dele. Por exemplo, pense nas bênçãos que Abraão recebeu por obedecer a Deus. Ele teve a alegria de ser impedido pelo anjo de Deus e de ouvir ser declarada a aprovação dele por Deus. Tornou-se antepassado do descendente da promessa. (Gên. 22:17, 18; Gál. 3:16) Também, sua fé é recomendada na Bíblia para ser imitada por todos os cristãos. (Heb. 11:17-19) E Abraão serviu como protótipo do próprio Deus que ofereceu seu Filho como sacrifício para a humanidade. (João 3:16) Nós também seremos abençoados por Deus se fizermos obedientemente o que ele manda.

      23. Que engano desejamos evitar fazer?

      23 É realmente um erro procurar evitar ou deixar de lado uma prova por não se fazer o que Deus manda. A Bíblia diz que “Abraão levantou-se . . . de manhã cedo”, tomou Isaque e pôs-se logo a caminho para Moriá. Não adiou isso. Tampouco devemos nós adiar obedecer às instruções de Deus, de pregar a mensagem de seu Reino. A obediência apenas será mais difícil, quanto mais adiarmos fazer o que sabemos que devemos fazer agora. E esta prova se interporá sempre entre nós e a nossa aprovação e bênção por Deus.

      24. Em que prova falharam alguns israelitas, e o que mostra que teriam passado por ela se tivessem confiado em Deus?

      24 Como exemplo, tome os israelitas que Deus tirou do Egito e levou para a terra que ‘manava leite e mel’. A terra era deles, mas primeiro precisavam passar por uma prova. A terra estava cheia dos adoradores dos demônios, que se empenhavam em práticas realmente abomináveis. Além disso, alguns deles eram de tamanho gigantesco, incomum. (Núm. 13:1-33) Isto fez que os israelitas ficassem temerosos e se negassem a obedecer às instruções de Deus, de entrar na terra e tomar posse dela. Por isso, Deus disse que não entrariam, mas que todos os de mais de vinte anos de idade morreriam no ermo. (Núm. 14:29-34) Entretanto, quarenta anos depois, quando a nova geração de israelitas passou a entrar na terra, às ordens de Deus, qual era a situação? Ora, havia lá os mesmos homens poderosos, ou pelo menos os filhos deles! Ainda tinham de passar pela prova. Mas esta vez os israelitas não a evitaram. Confiaram em Deus, e, em obediência, entraram e passaram a tomar posse da terra. (Jos. 11:21-23) Quanto melhor, porém, teria sido se os seus pais tivessem passado pela prova quarenta anos antes!

      25. O que devemos nós fazer agora, e com que perspectiva em vista?

      25 Encontramo-nos agora no limiar do justo e novo sistema de coisas de Deus. (2 Ped. 3:13) Quão próximo está o fim deste sistema! Este, portanto, não é o tempo de se adiar ou negligenciar fazer a vontade de Deus. Precisamos confiar em Jeová e fazer corajosamente o que ele manda. Muito em breve poderemos esperar que Satanás, no seu último ataque total contra o povo de Deus, nos cause enormes provações. Mas, na força de Deus, poderemos suportar estas provações que põem a nossa fé à prova. Sim, e pense também na grandiosa recompensa da vida eterna no seu novo sistema justo, com que Deus nos abençoará! — Tia. 1:12; Rev. 21:3, 4.

      [Nota(s) de rodapé]

      a What Americans Believe and How They Worship, de J. Paul Williams, páginas 359 a 360.

      b Post de Washington, 21 de fevereiro de 1969, p. F2.

      c Apology de Tertuliano, traduzida ao inglês por T. R. Glover, págs. 51-53 (1931).

      [Foto na página 501]

      Apesar das terríveis ameaças, os três hebreus se negaram a se curvar diante da imagem do rei. Poderá suportar provações similares que põem a sua fé à prova?

      [Foto na página 502]

      O que fará quando os médicos insistirem em dar-lhe sangue?

      [Foto na página 503]

      Ajudá-lo-á a suportar provações quando vê programas de TV que apresentam práticas imorais?

  • É possível haver união entre todos os grupos étnicos?
    A Sentinela — 1971 | 15 de agosto
    • É possível haver união entre todos os grupos étnicos?

      HÁ QUALQUER base em que pessoas podem dar-se bem umas com as outras em verdadeiro amor e união de coração? É isso possível, especialmente quando são de raça ou nacionalidade, língua ou formação social diferentes?

      Perto do fim de 1970, quando um grupo de 236 pessoas dos Estados Unidos e do Canadá visitou a África, teve a oportunidade de obter informação de primeira mão sobre este assunto. Onde mais se poderia encontrar uma maior variedade de grupos étnicos? E onde mais na terra existe agora expressão mais forte do empenho pela liberdade do que neste continente, que desperta como um gigante aos seus privilégios e ao seu lugar no mundo?

      Os viajantes escolheram o dezembro para a sua viagem, porque durante este mês, as testemunhas de Jeová, na África, iriam realizar suas assembléias “Homens de Boa Vontade”. Estes congressos reuniriam milhares de Africanos de muitas tribos e diversas antecedências. O próprio grupo de viajantes era constituído por testemunhas de Jeová. Sabiam que a Bíblia diz que ‘Deus fez de um só homem toda nação dos homens’. E haviam visto união e cooperação na primeira série de tais assembléias, realizada na América do Norte, em meados daquele ano. Poderiam existir estas em todas as terras? Além disso, seriam estes visitantes norte-americanos recebidos como “irmãos” e sentir-se-iam, por sua vez, como irmãos dos congressistas na África?

      DACAR, SENEGAL

      Para que os viajantes pudessem visitar as dez assembléias, tomaram rumos diferentes, alguns visitando uma assembléia, e outros, outra. A primeira foi realizada em Dacar, no Senegal, na ponta mais ocidental do grande bojo da África no Oceano Atlântico.

      Chegando a Dacar, os turistas foram cumprimentados cordialmente logo cedo de manhã, às 7,30 horas, por uma grande delegação de Testemunhas locais, que os ajudou a passar pela alfândega e a levar sua bagagem aos ônibus que esperavam por eles. Alguns foram acomodados perto do hotel principal em cabanas de forma cônica peculiar, à moda

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