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Livro bíblico número 19 — Salmos“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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mesmo durante aquelas horas difíceis, Jesus deve ter obtido grande consolo e orientação dos Salmos, sabendo que todas estas passagens bíblicas tinham de se cumprir ao pé da letra. Jesus sabia que os Salmos falavam também da sua ressurreição e glória. Ele tinha sem dúvida essas coisas em mente, ao presidir, quando ‘cantou louvores’, ou salmos, com seus apóstolos na última noite antes de sua morte. — Mat. 26:30.
31. O que prediz o livro de Salmos relativo à Semente do Reino e à congregação de Jesus?
31 Assim, pois, o livro de Salmos identifica claramente o “filho de Davi” e a Semente do Reino como sendo Cristo Jesus, que está agora exaltado como Rei e Sacerdote na Sião celestial. O espaço não nos permite descrever em pormenores todas as passagens dos Salmos que são mencionadas nas Escrituras Gregas Cristãs e que se cumpriram neste Ungido de Jeová, mas alistamos aqui mais alguns exemplos: Sal. 78:2—Mat. 13:31-35; Sal. 69:4—João 15:25; Sal. 118:22, 23—Mar. 12:10, 11 e Atos 4:11; Sal. 34:20—João 19:33, 36; Sal. 45:6, 7—Heb. 1:8, 9. A congregação dos verdadeiros seguidores de Jesus foi também predita nos Salmos, não como indivíduos, mas como grupo favorecido por Deus, composto de pessoas de todas as nações, para participar duma obra que consiste em louvar o nome de Jeová. — Sal. 117:1—Rom. 15:11; Sal. 68:18—Efé. 4:8-11; Sal. 95:7-11—Heb. 3:7, 8; 4:7.
32. (a) O que revela o estudo de Salmos quanto à vindicação de Jeová e aos propósitos do Reino? (b) Em apreço da Sua realeza, como devemos expressar nossa lealdade e gratidão?
32 O estudo dos Salmos aumenta muito o nosso apreço da realeza que Jeová Deus exerce por intermédio da prometida Semente e Herdeiro do Reino, para a Sua glória e vindicação. Estejamos sempre entre os leais que exultam sobre o ‘esplendor glorioso da dignidade de Jeová’, e de quem se fala no Salmo 145 como sendo um “louvor, de Davi”: “Palestrarão sobre a glória do teu reinado e falarão sobre a tua potência, para dar a conhecer aos filhos dos homens seus atos potentes e a glória do esplendor do seu reinado. Teu reinado é um reinado por todos os tempos indefinidos, e teu domínio é durante todas as gerações sucessivas.” (145:5, 11-13) Em harmonia com o salmo profético, o esplendor do estabelecido Reino de Deus, por Cristo, é dado a conhecer mesmo agora aos filhos dos homens em todas as nações. Quão gratos devemos ser por esse Reino e seu Rei! São realmente apropriadas as palavras finais dos Salmos: “Toda coisa que respira — louve ela a Jah. Louvai a Jah!” — 150:6.
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Livro bíblico número 20 — Provérbios“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
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Livro bíblico número 20 — Provérbios
Proferidos por: Salomão, Agur, Lemuel
Lugar da Escrita: Jerusalém
Escrita Completada: c. 717 AEC
1. Que sabedoria encontramos no livro de Provérbios?
QUANDO Salomão, filho de Davi, se tornou rei de Israel em 1037 AEC, orou a Jeová, pedindo-lhe “sabedoria e conhecimento” para “julgar este grande povo”. Em resposta, Jeová lhe deu ‘conhecimento e sabedoria, e um coração entendido’. (2 Crô. 1:10-12; 1 Reis 3:12; 4:30, 31) Em resultado disso, Salomão chegou a “falar três mil provérbios”. (1 Reis 4:32) Parte dessas palavras de sabedoria foi assentada por escrito no livro bíblico de Provérbios. Visto que a sua sabedoria era realmente a que “Deus lhe pusera no coração”, então, ao estudarmos Provérbios, estamos estudando, com efeito, a sabedoria de Jeová Deus. (1 Reis 10:23, 24) Esses provérbios englobam verdades eternas. Têm o mesmo valor hoje como quando foram proferidos pela primeira vez.
2. Por que era o tempo de Salomão uma época propícia para Deus prover tal orientação?
2 O reinado de Salomão era uma época propícia para Deus guiar seu povo. Dizia-se que Salomão ‘se sentava no trono de Jeová’. O reino teocrático de Israel estava no seu apogeu, e Salomão foi favorecido com superabundante “dignidade real”. (1 Crô. 29:23, 25) Era época de paz, fartura e segurança. (1 Reis 4:20-25) Entretanto, mesmo sob aquele domínio teocrático, o povo tinha seus problemas e suas dificuldades pessoais em virtude das imperfeições humanas. É compreensível que o povo se voltasse para o sábio Rei Salomão em busca de ajuda para solucionar seus problemas. (1 Reis 3:16-28) Ao pronunciar julgamento nesses numerosos casos, ele proferiu ditos proverbiais que se adequavam a muitas circunstâncias da vida do dia-a-dia. Esses ditos breves, mas cheios de significado, foram muito prezados por aqueles que desejavam harmonizar seu modo de vida com a vontade de Deus.
3. Como chegou a ser compilado o livro de Provérbios?
3 O livro não diz que Salomão escreveu os Provérbios. Todavia, diz que ele ‘falou’ provérbios, também que “fez uma investigação cabal, a fim de pôr em ordem muitos provérbios”, revelando assim que tinha interesse em preservar esses provérbios para uso futuro. (1 Reis 4:32; Ecl. 12:9) Na época de Davi e de Salomão, o nome dos secretários oficiais figurava na lista dos oficiais da corte. (2 Sam. 20:25; 2 Reis 12:10) Não sabemos se esses escribas da sua corte escreveram e compilaram os provérbios de Salomão, mas as expressões de um rei tão importante seriam altamente consideradas e normalmente seriam assentadas por escrito. Admite-se em geral que o livro seja uma coleção compilada de outras coleções.
4. (a) Como se divide geralmente o livro de Provérbios? (b) Quem originou a maior parte dos provérbios?
4 O livro de Provérbios pode ser dividido em cinco partes. Estas são: (1) Capítulos 1-9, iniciando com as palavras: “Os provérbios de Salomão, filho de Davi”; (2) Capítulos 10-24, descritos como “Provérbios de Salomão”; (3) Capítulos 25-29, esta parte começa com as seguintes palavras: “Também estes são provérbios de Salomão transcritos pelos homens de Ezequias, rei de Judá”; (4) Capítulo 30, inicia assim: “Palavras de Agur, filho de Jaque” e (5) Capítulo 31, que abrange “Palavras de Lemuel, o rei, a mensagem ponderosa que sua mãe lhe deu em correção”. Salomão foi, pois, o originador da maior parte dos provérbios. Quanto a Agur e Lemuel, não há nenhuma informação precisa sobre a identidade deles. Alguns comentaristas sugerem que Lemuel talvez tenha sido outro nome de Salomão.
5. Quando foi escrito e compilado Provérbios?
5 Quando se escreveu e compilou o livro de Provérbios? A maior parte foi assentada por escrito, sem dúvida, durante o reinado de Salomão (1037-998 AEC), antes de seu desvio. Em virtude da incerteza sobre a identidade de Agur e de Lemuel, não é possível determinar a data da matéria deles. Visto que uma das coleções foi feita durante o reinado de Ezequias (745-717 AEC), a coleção final não poderia ter sido feita antes de seu reinado. Foram também as duas divisões finais compiladas sob a direção do Rei Ezequias? Em resposta, há uma nota esclarecedora, sobre Provérbios 31:31, na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas — com Referências: “Algumas ed(ições) do texto hebr(aico) apresentam o trigrama, ou três letras, Hete, Zaine, Cofe (חזק), que representam a assinatura do Rei Ezequias, nas cópias feitas pelos seus escribas, para indicar que o serviço fora terminado.”
6. O que é um provérbio, e por que é apropriado o título hebraico do livro?
6 Nas Bíblias hebraicas, esse livro era chamado originalmente pela primeira palavra do livro, mish·léh, que significa “provérbios”. Mish·léh é o plural, em construto, do substantivo hebraico ma·shál, substantivo este que, segundo se crê, deriva duma raiz que significa “ser parecido” ou “ser comparável”. Estes termos descrevem bem o conteúdo do livro, pois provérbios são ditos sucintos que com freqüência empregam semelhança ou comparação destinada a fazer o ouvinte refletir. A forma breve dos provérbios faz com que seja fácil seguir a linha de pensamento e entendê-los, e os torna interessantes, sendo desta forma facilmente ensinados, aprendidos e lembrados. A idéia fica gravada na memória.
7. O que devemos notar quanto ao estilo de Provérbios?
7 É também muito interessante examinar o estilo de expressão do livro. É escrito em estilo poético hebraico. A estrutura da maior parte do livro é em paralelismo poético. Não se expressa com rima no fim dos versos, ou com som igual. Consiste em versos rítmicos com repetição de idéias ou de pensamentos paralelos. A beleza e a força didática residem no ritmo de pensamento. Esses pensamentos podem ser sinônimos ou antíteses, e há neles a força do paralelismo que estende o pensamento, amplia a idéia e assegura que seja transmitido o significado do pensamento. Encontramos exemplos de paralelismo sinônimo em Provérbios 11:25; 16:18 e 18:15, e de paralelismo mais abundante de antítese em Provérbios 10:7, 30; 12:25; 13:25 e 15:8. No fim do livro, aparece outro tipo de estrutura. (Pro. 31:10-31) Os 22 versículos ali estão dispostos de forma tal que, em hebraico, cada um começa com a letra sucessiva do alfabeto hebraico, sendo este o estilo acróstico, também usado em diversos salmos. Quanto à beleza, este estilo é sem igual nos escritos antigos.
8. Como o uso que os cristãos primitivos fizeram de Provérbios testifica a sua autenticidade?
8 A autenticidade de Provérbios é também provada pelo amplo uso que os cristãos primitivos fizeram desse livro para estabelecer as regras de conduta. Parece que Tiago estava bem familiarizado com Provérbios, e empregou os princípios básicos encontrados nesse livro para dar bons conselhos sobre a conduta cristã. (Compare Provérbios 14:29; 17:27 com Tiago 1:19, 20; Provérbios 3:34 com Tiago 4:6; Provérbios 27:1 com Tiago 4:13, 14.) Citações diretas de Provérbios acham-se também nas seguintes passagens: Romanos 12:20—Provérbios 25:21, 22; Hebreus 12:5, 6—Provérbios 3:11, 12; 2 Pedro 2:22—Provérbios 26:11.
9. Como se harmoniza Provérbios com o restante da Bíblia?
9 Além disso, o livro de Provérbios revela estar em harmonia com o restante da Bíblia, provando
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