-
O primeiro ai — gafanhotosRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
-
-
de tudo isso é que os próprios homens que assinaram o manifesto mais tarde o repudiaram e rejeitaram a evidência que prova que estamos no fim do mundo e no tempo da segunda presença do Senhor.”
20. (a) Que escolha os clérigos fizeram com respeito ao enxame de gafanhotos e seu Rei? (b) Segundo João, quem lidera o enxame de gafanhotos, e qual é seu nome?
20 Em vez de anunciarem o entrante Reino de Deus, os clérigos da cristandade escolheram continuar com o mundo de Satanás. Não queriam ter nada que ver com o enxame de gafanhotos e o Rei destes, a respeito de quem João agora observa: “Têm sobre si um rei, o anjo do abismo. Seu nome, em hebraico, é Abadon [significando “Destruição”], mas em grego ele tem o nome de Apolion [significando “Destruidor”].” (Revelação 9:11) Jesus, como “anjo do abismo” e “Destruidor”, deveras soltara um ai atormentador sobre a cristandade. No entanto, seguir-se-á ainda mais!
-
-
O segundo ai — exércitos de cavalariaRevelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!
-
-
Capítulo 23
O segundo ai — exércitos de cavalaria
1. Apesar dos esforços dos clérigos, de eliminar os gafanhotos, o que tem acontecido, e o que indica a vinda de mais dois ais?
DESDE 1919, a invasão da cristandade pelos gafanhotos simbólicos tem causado muito desconforto aos clérigos. Eles têm tentado exterminar os gafanhotos, mas estes têm continuado a avançar cada vez mais fortes. (Revelação 9:7) E isso não é tudo! João escreve: “Um ai já passou. Eis que vêm mais dois ais depois destas coisas.” (Revelação 9:12) Outras pragas atormentadoras aguardam a cristandade.
2. (a) O que acontece quando o sexto anjo toca a sua trombeta? (b) O que representa a “uma voz, do meio dos chifres do altar de ouro”? (c) Por que se mencionam quatro anjos?
2 Donde procede o segundo ai? João escreve: “E o sexto anjo tocou a sua trombeta. E ouvi uma voz, do meio dos chifres do altar de ouro diante de Deus, dizer ao sexto anjo, que tinha a trombeta: ‘Desata os quatro anjos que estão amarrados junto ao grande rio Eufrates.’” (Revelação 9:13, 14) O desatamento dos anjos ocorre em resposta à voz procedente dos chifres do altar de ouro. Este é o altar de ouro para incenso, e já duas vezes antes o incenso das tigelas de ouro, procedente deste altar, fora associado com as orações dos santos. (Revelação 5:8; 8:3, 4) Portanto, esta uma voz representa as orações unidas dos santos na Terra. Pedem que eles mesmos sejam libertos para adicional serviço vigoroso como “mensageiros” de Jeová, visto que “mensageiros” é o sentido básico da palavra grega aqui traduzida “anjos”. Por que há quatro anjos? Este número simbólico parece indicar que eles estariam organizados de modo a abranger a Terra toda. — Revelação 7:1; 20:8.
3. Como os quatro anjos haviam sido “amarrados junto ao grande rio Eufrates”?
3 Como esses anjos foram “amarrados junto ao grande rio Eufrates”? O rio Eufrates, na antiguidade, constituía a fronteira nordeste da terra que Jeová havia prometido a Abraão. (Gênesis 15:18; Deuteronômio 11:24) Aparentemente, esses anjos haviam sido retidos na fronteira da sua terra dada por Deus, ou do domínio terrestre de atividade, refreados de empreenderem plenamente o serviço que Jeová lhes preparara. O Eufrates era também proeminentemente associado com a cidade de Babilônia, e, depois da queda de Jerusalém em 607 AEC, os israelitas carnais passaram ali 70 anos em cativeiro, “amarrados junto ao grande rio Eufrates”. (Salmo 137:1) O ano de 1919 encontrou os israelitas espirituais amarrados numa restrição similar, desconsolados, e pedindo a orientação de Jeová.
4. Qual é a comissão dos quatro anjos, e como ela tem sido realizada?
4 Felizmente, João pode relatar: “E foram desatados os quatro anjos que têm sido preparados para a hora, e o dia, e o mês, e o ano, para matarem um terço dos homens.” (Revelação 9:15) Jeová é Cronometrista meticuloso. Ele tem um cronograma e se apega a ele. Portanto, esses mensageiros são soltos na hora exata e em tempo para realizar o que têm de fazer. Imagine a alegria deles ao saírem da servidão em 1919, prontos para trabalhar! Eles têm a comissão não só de atormentar, mas finalmente também de ‘matar um terço dos homens’. Isto se relaciona com as pragas proclamadas pelos primeiros quatro toques de trombeta, que afligiram um terço da terra, do mar, das criaturas no mar, das fontes e dos rios, e das fontes celestiais de luz. (Revelação 8:7-12) Os quatro anjos vão mais longe. ‘Matam’, expondo completamente a condição espiritualmente morta da cristandade. Isto tem sido realizado por proclamações trombeteadas, a partir de 1922, e que continuam até hoje.
5. Quanto à cristandade, como ecoou o som do toque da sexta trombeta em 1927?
5 Lembre-se de que o anjo celestial acaba de tocar a sexta trombeta. Em resposta, o sexto duma série de congressos internacionais, anuais, dos Estudantes da Bíblia foi realizado em Toronto, Ontário, no Canadá. O programa, no domingo, 24 de julho de 1927, foi irradiado por uma cadeia de 53 emissoras de rádio, a mais extensa rede radiofônica até aquele tempo. A mensagem falada foi transmitida a possivelmente muitos milhões de ouvintes. Primeiro, uma vigorosa resolução expôs a cristandade como espiritualmente morta e fez o convite: “Nesta hora de perplexidade, Jeová Deus insta com os povos a que abandonem e deixem para sempre a ‘cristandade’ ou o ‘cristianismo organizado’ e se afastem completamente para longe dele . . . ; que os povos deem a devoção e a lealdade de seu coração inteiramente a Jeová Deus e ao seu Rei e reino.” “Liberdade Para os Povos” era o título do discurso público que se seguiu. J. F. Rutherford o proferiu no seu costumeiro estilo dinâmico, apropriado para o “fogo, e fumaça, e enxofre” que João observa a seguir na visão.
6. Como João descreve os exércitos de cavalaria que ele vê a seguir?
6 “E o número dos exércitos de cavalaria era de duas miríades de miríades: ouvi o número deles. E é assim que eu vi os cavalos na visão, e os sentados neles: tinham couraças de cor de fogo, e de azul jacintino, e de amarelo sulfurino; e as cabeças dos cavalos eram como as cabeças de leões, e das suas bocas saía fogo, e fumaça, e enxofre. Por estas três pragas foi morto um terço dos homens, pelo fogo, e pela fumaça, e pelo enxofre que saíam das suas bocas.” — Revelação 9:16-18.
7, 8. (a) Sob a orientação de quem a cavalaria avança trovejante? (b) Em que sentido a cavalaria é similar aos gafanhotos que a precederam?
7 Pelo visto, essa cavalaria sai trovejante sob a orientação dos quatro anjos. Que espetáculo amedrontador! Imagine a reação que você teria se fosse o alvo de tal ataque de cavalaria! A própria aparência disso já lhe meteria medo no coração. Notou, porém, quão similar essa cavalaria é aos gafanhotos que a precederam? Os gafanhotos eram como cavalos; na cavalaria há cavalos. Portanto, ambos estão empenhados em guerra teocrática. (Provérbios 21:31) Os gafanhotos tinham dentes como os de leões; os cavalos da cavalaria têm cabeça como a de leões. Portanto, ambos relacionam-se com o corajoso Leão da tribo de Judá, Jesus Cristo, que é seu Líder, Comandante e Exemplo. — Revelação 5:5; Provérbios 28:1.
8 Tanto os gafanhotos como a cavalaria participam na obra de julgamento por Jeová. Os gafanhotos emergiam de fumaça, que pressagiava um ai e fogo destrutivo para a cristandade; das bocas dos cavalos saem fogo, fumaça e enxofre. Os gafanhotos tinham couraças de ferro, indicando que seu coração estava protegido pela inflexível devoção à justiça; a cavalaria usa couraças vermelhas, azuis e amarelas, refletindo o fogo, a fumaça e o enxofre das mortíferas mensagens de julgamento que saem das bocas dos cavalos. (Veja Gênesis 19:24, 28; Lucas 17:29, 30.) Os gafanhotos tinham caudas iguais aos escorpiões, para atormentar; a cavalaria tem caudas semelhantes a serpentes, para matar! Parece que aquilo que fora iniciado pelos gafanhotos tem de ser continuado pela cavalaria com maior intensidade até o término.
9. O que simboliza a cavalaria?
9 Portanto, o que simboliza esta cavalaria? Assim como os da ungida classe de João começaram a proclamação, como toque de trombeta, do julgamento da vingança divina por Jeová contra a cristandade, com autoridade para ‘aguilhoar e fazer dano’, assim se esperaria que o mesmo grupo vivo fosse usado para ‘matar’, quer dizer, para tornar conhecido que a cristandade e seus clérigos espiritualmente estão totalmente mortos, rejeitados por Jeová e prontos para a “fornalha ardente” da destruição eterna. De fato, a inteira Babilônia, a Grande, terá de perecer. (Revelação 9:5, 10; 18:2, 8; Mateus 13:41-43) Antes da destruição dela, porém, os da classe de João usam “a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus”, para expor a condição morta da cristandade. Os quatro anjos e os cavaleiros da cavalaria orientam esta figurativa matança de “um terço dos homens”. (Efésios 6:17; Revelação 9:15, 18) Isto indica uma correta organização e orientação teocrática, sob a supervisão do Senhor Jesus Cristo, ao passo que o espantoso grupo de proclamadores do Reino avança para a batalha.
Duas Miríades de Miríades
10. Em que sentido há duas miríades de miríades de cavalaria?
10 Como é possível haver duas miríades de miríades nesta cavalaria? Uma miríade é literalmente 10.000. Portanto, duas miríades de miríades seria 200 milhões.a Felizmente, há agora milhões de proclamadores do Reino, mas o seu número é bem inferior a centenas de milhões! Lembre-se, porém, das palavras de Moisés em Números 10:36: “Volta deveras, ó Jeová, às miríades dos milhares de Israel.” (Compare isso com Gênesis 24:60.) Isto significaria literalmente: ‘Volta deveras às dezenas de milhões de Israel.’ No entanto, Israel tinha apenas de dois a três milhões nos dias de Moisés. Então, de que falava Moisés? Sem dúvida, ele tinha em mente que os israelitas ficariam inúmeros, assim “como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar”, e não que seriam contados. (Gênesis 22:17; 1 Crônicas 27:23) Assim, ele usou a palavra para “miríade” para indicar um número grande, mas não especificado. Neste respeito, a Bíblia Vozes verte este versículo: “Volta, ó Senhor da imensa multidão de Israel.” Isto concorda com uma segunda definição da palavra para “miríade”, encontrada em dicionários gregos e hebraicos: “hostes inumeráveis”, “multidão”. — Dicionário do Novo Testamento Grego, Vocabulário Grego-Português, de William Carey Taylor; A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament, de Gesenius, traduzido por Edward Robinson.
11. Para que os da classe de João se tornassem miríades, mesmo em sentido simbólico, o que seria necessário?
11 Não obstante, os da classe de João que ainda remanescem na Terra são menos de 10.000 — menos do que uma miríade literal. Como é que poderiam ser comparados a incontáveis milhares de cavalaria? Para se
-