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  • Evitando o espírito de queixa
    A Sentinela — 1968 | 1.° de fevereiro
    • se esforçar neste sentido, com a ajuda de Jeová, verificará que cultiva uma relação mais íntima com seus irmãos e uma apreciação mais profunda de sua devoção a Jeová, e, naturalmente, o próprio leitor será uma pessoa muito mais feliz de se ter ao lado.

      18. (a) Que erro faz o queixoso, segundo as palavras de Paulo aos coríntios e aos romanos? (b) Assim, quem é que achará ser fácil eliminar a atitude queixosa?

      18 O queixoso destaca a carne e suas fraquezas e, assim, age como bebê espiritual neste respeito. Ao invés de olhar para a devoção de coração e o amor demonstrado por seus irmãos, olha para a carne decaída e pecaminosa. A congregação em Corinto também era culpada disto, e, desta forma, Paulo lhes escreveu: “Não vos pude falar como a homens espirituais, mas como a homens carnais, como a pequeninos em Cristo. . . . Porque, considerando que há entre vós ciúme e rixa, não sois carnais e não estais andando como homens?” (1 Cor. 3:1, 3) Em Romanos 8:5, ele fornece a razão pela qual isto é verdade, afirmando: “Pois, os que estão de acordo com a carne fixam as suas mentes nas coisas da carne, mas os que estão de acordo com o espírito, nas coisas do espírito.” Por conseguinte, a pessoa que se mantém cheia do espírito santo de Deus pelo estudo bíblico regular, pela assistência às reuniões, pela oração e pelo serviço ativo a Jeová, achará menos difícil vencer a tendência de queixar-se do que a pessoa que é irregular nestas atividades espirituais.

      QUEIXAS PESSOAIS

      19. Em que duas categorias gerais se enquadram as queixas?

      19 Ao analisarmos este assunto de queixar-se, podemos dividi-lo em duas categorias gerais: (1) Queixas contra pessoas e (2) queixas de uma natureza muito mais séria, envolvendo a organização de Jeová ou seus propósitos. Consideraremos primeiro a questão de queixas pessoais, e o seguinte artigo da Sentinela considerará o segundo aspecto.

      20. O que causa, sem comparação, a maioria das queixas pessoais, e será que são, em geral, premeditadas?

      20 Sem comparação, a maioria das queixas contra pessoas são motivadas por pequenos desentendimentos ou conflitos de personalidades. Uma irmã quieta e reservada talvez fique irritada com outra irmã que é muito mais extrovertida em seus modos, e talvez expresse tal irritação a outros. Certos hábitos, costumes e ações pessoais talvez sejam aceitáveis para alguns, mas, para outros talvez sejam muito importunos, fazendo que se queixem às vezes. A maioria destas queixas não são premeditadas antes, porém, são provocadas por um impulso na hora por alguma coisa pequena e incomodativa que acontece. Amiúde são feitas precipitadamente e, com freqüência, trazem arrependimento mais tarde. O que se pode fazer para evitar este tipo de queixa?

      21. Como devemos reputar estas falhas pequenas da parte de nossos irmãos, especialmente à luz das palavras de Jesus em Mateus 6:14, 15?

      21 Primeiro, é essencial que reconheçamos tais queixas como sendo o que realmente são: insignificantes, sem importância, até mesmo infantis em muitos casos. Não há base real para queixa, mas, simplesmente acontece que certo irmão ou irmã não faz as coisas da maneira que acha que deveria fazê-las. Ser-nos-á de ajuda, também, considerar seriamente como Jeová considera estas “fraquezas” de nossos irmãos, compreendendo que está disposto a despercebê-las a perdoá-las. Não lhe perdoa Jeová liberalmente, apesar de suas muitas falhas? Não faz concessões às suas próprias falhas, pedindo perdão a Jeová vez após vez, talvez pela mesma fraqueza? Um requisito inicial para obtermos o perdão de Jeová é que perdoemos os outros, conforme Jesus indicou em Mateus 6:14, 15: “Pois, se perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai celestial vos perdoará; ao passo que, se não perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.”

      22. Mostrem como o queixar-se de pequenas falhas revela a falta de amor.

      22 Realmente, então, estaríamos demonstrando falta de amor e perdão se levássemos em conta tais pequenas falhas de nossos irmãos e as ampliássemos por levá-las ao conhecimento de outros. Isso por certo não seria imitar o nosso Pai celestial. Ao descrever o amor, a Palavra de Deus diz: “O amor é longânime e benigno. O amor . . . não fica encolerizado. Não leva em conta o dano.” “O amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospiteleiros uns para com os outros, sem resmungar.” (1 Cor. 13:4, 5; 1 Ped. 4:8, 9) Em vista disto, não é difícil entender a razão pela qual somos aconselhados a ‘suportar-nos uns aos outros em amor’. — Efé. 4:2.

      23. O que, então, deve ser feito a respeito destes pequenos agravos?

      23 Assim, se não havemos de ‘levar em conta o dano’, é nossa obrigação cristã esquecer estes pequenos agravos que surgem, tirando-os da mente por completo. Não permita que cresçam até atingirem proporções desarrazoadas, mas elimine-os logo de início, antes que tenham tempo de criar raízes e florescer. Sufoque o espírito de queixa e evite muita infelicidade para si mesmo e para outros.

      24. Como é que Jesus disse que as queixas pessoais mais sérias deveriam ser tratadas?

      24 Talvez haja ocasiões, contudo, em que certo irmão ou irmã realmente tenha uma razão de queixa contra outro. Quer voluntária quer involuntariamente, certo irmão talvez tenha feito algo que o feriu de alguma forma e, por causa da natureza do assunto, não possa esquecê-lo e tirá-lo da mente. Talvez ache que lhe está perturbando consideravelmente e até mesmo afetando seu serviço a Jeová. É para tais ocorrências que Jesus deu este conselho mui saudável em Mateus 18:15: “Se o teu irmão cometer um pecado, vai expor a falta dele entre ti e ele só. Se te escutar, ganhaste o teu irmão.”

      25. (a) O que jamais deveria ser feito por aquele que tem uma queixa séria contra seu irmão, e por quê? (b) Mostrem por que seguir o conselho em Mateus 18:15 é muito sábio.

      25 Mesmo que tenha base para queixa, jamais deve espalhar isto pela congregação por se queixar a outros da ação do seu irmão. Isto não contribuirá para a paz, mas perturbará a congregação inteira, possivelmente até mesmo criando uma divisão entre os irmãos. Por certo não será de ajuda à pessoa ofensora, que sem dúvida ouvirá sua queixa de outros, em segunda mão. Queixar-se somente piorará as coisas, ao invés de sanar a brecha, como o provérbio diz: “Quem busca a amizade, encobre uma falta, o que repete a coisa, divide os amigos.” (Pro. 17:9, CBC) Não, a atitude queixosa não ajudará a ninguém. A maneira correta é se aproximar do irmão em particular e considerar calma e pacificamente o assunto com ele. Talvez verifique que nem sequer percebeu que o magoou e, se este for o caso, imagine quão feliz ele ficará ao ver que se dirigiu diretamente a ele, ao invés de espalhar a queixa pela congregação!

      26, 27. (a) Que obrigação repousa sobre a pessoa ofendida, quando seu irmão lhe pede perdão, e quão amplo é? (b) Mostrem como o conselho de Paulo em Colossenses 3:12-14 ajudará em todos os casos de queixas pessoais.

      26 Quando seu irmão pede humildemente o seu perdão, é sua obrigação aceitar suas desculpas e perdoá-lo, assim como o seu Pai celeste lhe perdoa. O amor é uma dívida que jamais é completamente paga. (Rom. 13:8) Assim, quando o apóstolo Pedro perguntou a Jesus: “Quantas vezes há de pecar contra mim o meu irmão e eu lhe hei de perdoar? Até sete vezes?”, respondeu Jesus: “Eu não te digo: Até sete vezes, mas: Até setenta e sete vezes.” (Mat. 18:21, 22) Por sermos generosos com nosso amor, nossa misericórdia e nosso perdão em relação com nossos irmãos, colheremos muita alegria e felicidade e poderemos evitar o espírito corrosivo e divisório de queixa. Por termos profunda apreciação a Jeová e amor a Ele e aos nossos irmãos, poderemos fixar as mentes nas “coisas mais importantes” que influirão em nossa vida futura ao invés de nas muitas coisas insignificantes que caracterizam o atual sistema de coisas imperfeito. — Fil. 1:10.

      27 Ao concluirmos esta consideração, ouçamos cuidadosamente e apliquemos com diligência as palavras de Paulo, proferidas há muitos anos atrás aos colossenses: Se o fizermos, seremos grandemente ajudados a evitar todos os tipos de queixas pessoais. Paulo instou: “Concordemente, como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” — Col. 3:12-14.

  • Achando contentamento na Organização de Jeová
    A Sentinela — 1968 | 1.° de fevereiro
    • Achando contentamento na Organização de Jeová

      “Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna.” — João 6:68.

      1. Por que as criaturas de Jeová podem ter plena confiança nele?

      JEOVÁ mantém e sempre manterá o pleno controle de tudo no universo. É a sua onipotência que mantém as estrelas, o sol, a lua e os planetas em suas respectivas órbitas e é Ele que amorosamente mantém e preserva a terra como lar do homem. Tudo que faz é absolutamente perfeito e, por causa disto, suas criaturas podem ter plena confiança em seu domínio soberano e em sua supervisão misericordiosa.

      2. (a) Como é que Jeová exerce seus atributos? (b) Por que, então, alguns se queixam, e, contra quem, com efeito, se queixam?

      2 Sendo onipotente e vendo tudo, Jeová exerce suas qualidades ilimitadas de amor, sabedoria, justiça e poder de modo perfeitamente equilibrado quando lida com suas criaturas. Jamais leva ao extremo sua justiça, sem temperá-la com amor e misericórdia. Jamais emprega mal seu poder ilimitado, mas sempre o exerce em amor e com sabedoria. Jamais se contradiz, nem é incoerente no uso de seus atributos. Visto que isto se dá, por que algumas de suas criaturas se queixam às vezes a respeito de seus arranjos e modos de fazer as coisas? Muitas vezes é por causa da falta de entendimento do modo pelo qual Jeová cumpre seus propósitos, ou por terem conceito muito míope dos tratos de Jeová com suas criaturas. Entretanto, ao passo que talvez aconteça que amiúde não avaliamos plenamente a razão pela qual Jeová faz certas coisas, o queixarmo-nos a respeito disto mostraria falta de confiança e fé em Jeová Deus e em sua habilidade de realizar coisas de seu próprio modo e no seu próprio tempo. Este é um erro seriíssimo. Há cerca de 3.500 anos atrás, quando o povo de Deus, Israel, peregrinava pelo deserto, na Palestina meridional, começou a queixar-se de seus superintendentes, Moisés e Aarão, a respeito da falta de comida. Moisés lhes mostrou quão sério era seu espírito queixoso quando disse: “Vossos murmúrios não são contra nós, mas contra Jeová.” — Êxo. 16:8.

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