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Transformação de personalidade no paraíso de QuêniaA Sentinela — 1978 | 15 de maio
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Transformação de personalidade no paraíso de Quênia
MILHÕES de turistas têm usado Nairobi, capital de Quênia, como ponto de partida para safáris à selva. Nos parques nacionais e nas reservas, eles vão em busca de leões, elefantes, rinocerontes, leopardos e outras criaturas fascinantes, no seu ambiente natural.
O leão, o maior dos carnívoros, é a principal atração dos que vão em safaris. Para muitos, a emoção dum safári é a vista deste animal majestoso aproximar-se sorrateiramente da “caça”, apanhando e devorando um animal pacífico da planície. Em vista deste espetáculo, a profecia bíblica do capítulo 11 de Isaías, em que retrata o leão comendo palha com o touro e deleitando-se em paz com outros animais, parece deveras estranha.
Todavia, ocorre hoje uma mudança espiritual na personalidade humana, que é ainda mais notável, em conexão com pessoas sinceras que, ao aprenderem a verdade bíblica, entram num paraíso espiritual, no qual abandonam anteriores tendências agressivas, para se revestirem de personalidades que se distinguem pela pacificidade e benignidade. Esta transformação tem-se repetido muitas vezes nas cerca de noventa congregações das Testemunhas de Jeová em Quênia. E na nova ordem de Deus, pode-se esperar que até mesmo os animais mais ferozes fiquem domados, para viverem em paz ao lado da humanidade e de todos os outros da criação de Deus na terra.
Aqui está um exemplo de se “domar” a personalidade:
Um homem jovem, da região cafeeira perto de Nairobi, que havia levado a vida aventureira de andarilho, tivera vários empregos, inclusive como lojista, captor de cobras e barman. Havia lutado com a polícia, promovido abortos ilegais, espancado muita gente, e tinha um longo registro de prisões. Certo dia, ele se sentiu ultrajado pelo seu patrão e decidiu “vazar-lhe os olhos”, anunciando isso até mesmo destemidamente aos seus vizinhos. Uma vizinha, testemunha dedicada de Jeová, conseguiu fazê-lo cair em si com a réplica: “Se estudasse a Bíblia, seria um homem feliz e não desejaria fazer essa maldade a seu patrão.” Homem feliz — era isso o que ele queria ser! Sua pergunta sobre: “Como?” levou a um estudo bíblico. Por ocasião do seu batismo na Assembléia de Distrito “Serviço Sagrado” das Testemunhas de Jeová, ele disse: “Desde então, nunca mais tentei fazer nenhum mal a meu patrão, nem a qualquer outro. Digo-lhes que sou agora muito feliz.”
Deveras uma notável mudança de personalidade!
PRIMEIROS DESAFIOS
Lá em 1956, quando os primeiros missionários das Testemunhas de Jeová entraram neste belo país, eles enfrentaram muitos desafios em ajudar as pessoas a obter conhecimento exato da Bíblia, a fim de ‘se revestirem da nova personalidade cristã’. (Col. 3:10) Dessemelhante de muitos outros países africanos, Quênia tem uma mistura de muitos povos, cujas particularidades, costumes e línguas podem não ter nenhuma relação entre si. As migrações desde o vale do Nilo, da região das matas da África Central e da península arábica juntaram pessoas que possivelmente são tão diferentes entre si como os ucranianos e os esquimós ou os finlandeses e os espanhóis. Quênia é o lar de mais de quarenta tribos de quatro agrupamentos básicos: banto, nilo-camítico, nilótico e camítico. Em adição à grande população, agora de cerca de quatorze milhões, falando algumas dezenas de línguas diferentes, havia os problemas dos costumes tribais, do analfabetismo, da imoralidade, e a forma espalhada das povoações, onde a maioria das pessoas vive em pequenos sítios separados, cercados pelos seus campos.
As religiões da cristandade, com uma grande variedade de igrejas, haviam estabelecido missões em grande parte do centro e do oeste de Quênia. Ao longo da faixa litorânea, a influência árabe havia espalhado a religião islâmica. Outros povos, resistindo a todas as influências externas, retiveram suas formas tradicionais de adoração.
Para ajudar as pessoas a obter conhecimento bíblico as Testemunhas de Jeová têm usado seu bem conhecido método de dar testemunho de casa em casa, bem como a página impressa. A informação bíblica foi tornada disponível na “língua franca” da África oriental, suaili, e em mais quatro das principais línguas de Quênia.
MUDANÇAS DE PERSONALIDADE ENTRE DIVERSOS POVOS
Os uacambas, povo banto que habita nas colinas e nas planícies cultivadas ao leste de Nairobi, são conhecidos pelas suas belas esculturas em madeira, seu apego tradicional à lavoura e à pecuária, e seu anterior modo polígamo de vida. No entanto, as primeiras atividades missionárias das Testemunhas de Jeová aqui mostraram-se recompensadoras, visto que há atualmente dezenove congregações ativas nesta região. Muitos proclamadores “pioneiros especiais” das “boas novas” procedem deste povo alegre, hábil em expressar-se em canto e em dança. Considere a seguinte experiência:
Uma Testemunha, que agora já serve por vários anos como ministro viajante e “pioneiro” em territórios novos, teve de fazer muitas transformações na sua personalidade. Observando o péssimo exemplo dos mais velhos, que professavam ser cristãos, e sem a devida orientação bíblica, encontrava-se já à idade de treze anos mergulhado nos vícios da imoralidade, do roubo, do fumo e das drogas. Dois antigos colegas de escola levaram-lhe a verdade, e a vida mudada deles confirmava as suas palavras. Para o espanto das pessoas na região, ele transformou a sua mente, mudou de personalidade e tornou-se uma pessoa limpa, respeitável e pacífica, contribuindo para o desenvolvimento moral da comunidade.
Nos planaltos férteis, ao oeste da Grande Fossa Africana, a paisagem está decorada com os tapetes verdes das plantações de chá. O povo robusto desta região, pertencente ao grupo nilo-camítico conhecido como calenjin, era nos tempos passados de guerreiros ferozes. Hoje, eles se orgulham igualmente de que alguns dos corredores de maratona mais famosos e bem sucedidos provêm deles. Muitos de seus antigos costumes foram preservados, inclusive as longas cerimônias de iniciação, com ritos de circuncisão, e muita instrução nas tradições e nos costumes da tribo. A seguinte experiência ilustra como a verdade bíblica progrediu entre este povo.
Em 1968, um homem ficou perturbado ao ver o nome divino Jeová em uma das publicações das Testemunhas de Jeová. Verificando o na sua Bíblia, no Salmo 83:18, deu-se conta de que o nome lhe fora ocultado pela sua religião católica. Cheio de dúvidas, confessou ao seu sacerdote que estava lendo uma publicação que explicava a Bíblia. O sacerdote condenou-o fortemente, orando em latim pelos “pecados dele” e esclarecendo ao homem que tinha de continuar a busca da verdade bíblica em outro lugar. Ele não encontrou Testemunhas de Jeová na sua região, mas observou as publicações delas na loja dum conhecido. Embora o lojista lhe permitisse examinar os livros ali mesmo na loja, ele prezava muito os livros e não os quis emprestar a este homem. Algum tempo depois, nosso jovem amigo obteve o livro Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado, o qual o ajudou a ver claramente a verdade sobre o nome de Deus, bem como o erro da confissão, conforme praticada pela sua religião. (Êxo. 6:2, 3; Isa. 42:8; 1 Tim. 2:5) Antes mesmo de se encontrar com uma Testemunha, ele já decidira cortar todas as relações com a sua igreja. Pouco depois, ele soube de uma mulher que se havia mudado para aquela região e que “pregava uma religião esquisita”. Ele foi à procura dela, descobriu que era Testemunha, obteve o livro A Verdade Que Conduz a Vida Eterna e terminou a leitura deste em três dias. Durante seu estudo da Bíblia, enfrentou muita oposição de seus pais, de seus antigos amigos e de vizinhos, mas, com o tempo, ele pôde ajudar até mesmo a alguns destes opositores a iniciar o estudo da Bíblia. Hoje, ele é proclamador “pioneiro” das “boas novas”, indicando a verdade a outros, a qual, no ínterim, também fora aceita pelo seu amigo lojista.
Indo mais para o oeste, chegamos às margens do lindo Lago Vitória e à pátria do único povo nilótico de Quênia, os luos. Os luos, que migraram desde o Vale Superior do Nilo, têm uma série de cerimônias de iniciação, em que alguns jovens se sujeitam à extração de dois ou mais dentes do maxilar inferior, a fim de provar sua bravura. Extensivas cerimônias de enterro e de luto expressam sua forte crença na comunicação com os antepassados falecidos. Em Quisumu, sede da região e terceira cidade em tamanho, em Quênia, um funcionário do governo, em 1965, ouviu a verdade bíblica pela primeira vez dum colega do trabalho. Embora ele mesmo não iniciasse nenhum estudo sério da Bíblia, sempre cumprimentava amigavelmente as Testemunhas que passavam pela repartição. Transcorreram mais de dez anos, mas quão feliz ficou ele quando simbolizou sua dedicação pelo batismo em água, no ano retrasado! Na sua alegria, pediu o privilégio de pagar o aluguel do salão em que se realizava a assembléia de circuito na semana de seu batismo. Em pouco tempo, tem ajudado outros achegados a ele, inclusive sua esposa, a entender a verdade e a transformar sua mente.
A região elevada ao nordeste do Lago Vitória, até o sopé do monte Elgon, de 4.322 metros de altitude, é habitada pelos abaluia, nome coletivo dado a um grande grupo de povos banto. Esta gente aceita as boas novas com coração apreciativo. No ano retrasado, numa aldeia quase que no equador, nesta região ocidental, um jovem de quinze anos venceu muita oposição e dedicou sua vida a Jeová. Ele soube então que, três meses mais tarde, seria realizada a assembléia “Serviço Sagrado” em Nairobi, a uns 340 quilômetros de distância, e foi procurar um emprego, a fim de ganhar dinheiro para a viagem. O superintendente presidente da congregação tornou-se seu “cofrinho”. Surpreendentemente, quando já tinha dinheiro bastante para a viagem, ele começou a economizar para uma segunda passagem. Para quem? Para um amigo interessado, de sua própria idade, a quem queria dar a mesma oportunidade de usufruir o programa da assembléia de distrito!
O DESAFIO DA MORAL
Entre todas as tribos e povos de Quênia, os massais são provavelmente os mais conhecidos internacionalmente. Têm a reputação de coragem feroz e independência aristocrática. Muitos de seus costumes seculares não foram afetados pelas influências da civilização ocidental. Poderá vê-los na sua notável vestimenta de cor vermelho-ocre e com ornamentos de contas, subsistindo numa alimentação primariamente de leite enriquecido com sangue de vaca. O sistema “moran”, em que os jovens são segregados e sujeitos a um rígido código de abnegação, com exceção do sexo, até se habilitarem como anciãos, ainda vigora. Uma particularidade incomum do povo elgeiôs/maraguetes é que solenizam o casamento só depois da gravidez. O estilo de vida destas duas tribos indica alguns dos problemas de moral com que se confrontam eles e outros que desejam mudar de personalidade para se harmonizar com as normas de moral da Bíblia.
É amplamente costumeiro que homens e mulheres coabitem, constituindo família, sem o benefício dum casamento obrigatório e legalmente registrado. Muitos contentam-se com um arranjo tribal, experimental. O elevado preço exigido pela noiva amiúde atrasa ou impede os esforços de celebrar um casamento legalmente reconhecido. Muitos, porém, ao aprenderem as elevadas normas de moral de Deus, têm feito esforços sinceros para registrar seu matrimônio. Anciãos das Testemunhas de Jeová, oficialmente nomeados e licenciados pelo governo, têm sido de muita ajuda a estas pessoas, porque, dessemelhantes dos ministros da cristandade, que amiúde exigem uma elevada remuneração, eles têm prazer em oferecer grátis os seus serviços. Assim, quase 600 casais foram ajudados a acatar as normas de moral de Deus. A seguinte é uma experiência dum casal típico:
O homem procurou impedir que a mãe de seus filhos estudasse a bíblia com as Testemunhas. A mulher, porém, perseverou e continuou a progredir, querendo agradar a Deus. Quando o homem se negou a legalizar a união deles, ela o abandonou e se conformou com um nível de vida muito inferior. Sentiu a veracidade das palavras do Salmo 37:25, que indicam que Deus sustentaria os que amam a justiça, e ela pôde prover a subsistência para os filhos que ficaram com ela. Isto espantou o homem, mas a sua oposição continuou a ponto de ele pedir aos políticos que proscrevessem a obra das Testemunhas de Jeová no país. No entanto, de modo incomum, ele passou a ‘transformar a sua mente’. Quando levou os filhos a uma excursão, as observações de seu filho de três anos perturbaram no. O menino dizia coisas assim: “Papai, quando parar de fumar e de beber, e comprar um cancioneiro e uma bíblia, nós iremos ao Salão do Reino e o senhor não será destruído.” Por fim, ele aceitou um estudo bíblico, progrediu, legalizou seu casamento e começou a servir a Deus com sua família, então unida.
PROGRESSO NOS ÚLTIMOS ANOS
Desde o ano de 1973, a proporção da expansão se acelerou. As circunstâncias, naquele ano, tornaram bem claro que as Testemunhas locais teriam de assumir a responsabilidade primária pela divulgação das “boas novas” a outros. Com a ajuda de Jeová, estiveram à altura desta tarefa e tiveram êxito em levar a mensagem até mesmo às regiões mais remotas do país. Ao mesmo tempo, a situação cada vez pior do mundo ao redor passou a ser sentida cada vez mais por uma série de eventos. Os períodos de graves secas fizeram alguns pensar na sua dependência de nosso Provisor celestial. O crescente aumento do custo da vida e diversas crises envolvendo países vizinhos ajudaram outros a reconhecer a veracidade das profecias bíblicas. Os problemas mundiais de alcoolismo, crimes, vício das drogas e colapso da família tornaram-se cada vez mais prevalecentes, induzindo mais outros, especialmente os jovens, a dar-se conta de que seus líderes religiosos lhes falharam e que precisavam buscar orientação sadia em outra parte. Em todas as regiões do país, e entre todos os grupos, as Testemunhas de Jeová contatam e ajudam pessoas que sinceramente querem revestir-se da nova personalidade e fazer mudanças na sua vida.
Nos últimos anos, proclamadores “pioneiros” e instrutores das “boas novas” têm avançado a muitos novos territórios, alguns dos quais têm mostrado animador progresso. Limuru, cidade industrial à beira da Grande Fossa Africana, onde não havia nenhum publicador do Reino, passou para dezesseis proclamadores ativos da verdade bíblica, em menos de três anos. No mesmo período, a fértil terra de lavoura dos povos quicuio, meru e embu, nas encostas do monte Quênia, que está coroado pela neve, tem tido um aumento de 30 para mais de 140 Testemunhas ativas. Entre eles há um mzee quicuio, nome que amiúde se dá respeitosamente aos anciãos, nascido há uns oitenta anos atrás, quando se costumavam furar os lóbulos das orelhas, alongando-os e até mesmo passando-os por cima das orelhas. Ele muitas vezes anda cerca de vinte quilômetros, subindo e descendo morros, para assistir a reuniões cristãs. Quer seja em torno do monte Quênia, quer nas encostas cênicas, arborizadas, da Escarpa de Mau, ao oeste de Nacuru, ou na região intensamente lavrada em torno de Quisii, no sudoeste de Quênia, o crescimento tem sido notável.
Na costa do Oceano Índico, perto de Mombaça, um casal dirige o total de dezenove estudos bíblicos nos lares de interessados. Gostam tanto de seu serviço de pioneiro, que deram o nome de “Pioneiro” ao seu primeiro filho. Em todo o Quênia, 1.045 foram batizados em símbolo de sua dedicação nos últimos três anos. E muitos outros estão interessados em revestir-se da nova personalidade, conforme evidencia a assistência às reuniões, que é duas vezes mais do que há Testemunhas. O número dos que assistiram à celebração da Refeição Noturna do Senhor, em 3 de abril de 1977, ultrapassou pela primeira vez os 5.000, havendo 5.584 presentes.
Sim, entre todos os povos de Quênia, dos quais mencionamos aqui apenas alguns, há transformações de personalidade. Desde as geleiras do monte Quênia, que tem maior altitude do que quaisquer nas Montanhas Rochosas da América do Norte ou nos Alpes europeus, até as lindas praias tropicais do litoral, e desde as regiões secas e desérticas do norte, através da região montanhosa e florestal, e as férteis regiões planaltinas de lavoura, até as planícies relvosas de Massai Mara, à borda das planícies de Serengueti, as pessoas estão ouvindo a mensagem da Bíblia e estão transformando a mente. Portanto, quando pensa em Quênia, com sua fascinante vida animal, no meio ambiente natural, no majestoso leão caçando uma gazela, pense também na personalidade e nas caraterísticas que estão sendo transformadas e mudadas no poder da Palavra de Deus. Quando pensa nos variados costumes, práticas e línguas, pense também em como essas pessoas, por causa da mudança de sua personalidade, estão sendo unidas numa só família feliz de homens e mulheres cristãos, que servem o Criador. Deveras, há grandes mudanças de personalidade no paraíso espiritual de Quênia.
[Foto na página 17]
“E. . . o leão comerá palha como o touro.” — Isa. 11:7.
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Desenvolvimento dos interesses espirituais na MalásiaA Sentinela — 1978 | 15 de maio
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Desenvolvimento dos interesses espirituais na Malásia
A MALÁSIA é uma terra de selvas quentes e tropicais, arrozais verdejantes e extensas plantações de borracha e de coqueiros. Há também muitas minas de estanho neste país, e, ao longo do litoral, descobriu-se recentemente petróleo. Diz-se que a Malásia é um dos países de mais rápido desenvolvimento da Associação das Nações do Sudeste da Ásia (ASEAN). Especialmente animadora para as Testemunhas de Jeová, porém, é a expansão dos interesses espirituais nesse país, dum começo muito pequeno.
A obra das testemunhas cristãs de Jeová começou ali nos anos 1930. Entre as primeiras Testemunhas a se estabelecerem em Malaia (agora Malásia) estava um casal holando-cingalês, Harris e Freda Frank. Numa excursão em 1931, um representante da Sociedade Torre de Vigia entrou em contato com este casal. Mais tarde, um oficial reformado do exército, Jimmy James, e sua família passaram da Índia para Cingapura e começaram a dar zelosamente testemunho. Ele também entrou em contato com a família Frank, em Cuala Lumpur. Nos próximos anos, vários pioneiros das Testemunhas, da Austrália e de outras partes, inclusive um grupo intrépido que usava o iate missionário da Sociedade, “Portador de Luz”, por base, divulgavam a mensagem da Bíblia. Visitavam plantações de borracha e minas de estanho, cidades e aldeias, elegantes bairros residenciais e os lares dos pobres, falando sobre a Palavra de Deus e oferecendo publicações bíblicas, em dezenas de idiomas.
Com tanta atividade, o escritório da Sociedade Torre Vigia na Austrália estabeleceu em Cingapura um depósito de literatura para a conveniência dos proclamadores do Reino, e, em 1937, enviou para lá Alfred Wicke, para tomar conta dele. Depois do seu casamento, em 1939, ele e sua esposa Thelma passaram os próximos dois anos trabalhando cabalmente a costa ocidental da Malaia, até que veio a guerra. Até hoje, alguns ainda se lembram das visitas deles. Um de seus primeiros contatos foi um jovem sique, chamado Puran Singh, que tinha então uns dezesseis anos. Depois de ler o folheto Onde Estão os Mortos? e ao
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