-
ReinoAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
Pode significar realeza, o cargo ou a posição régia do rei (Luc. 17:21), com a sua dignidade, seu poder e sua autoridade acompanhantes. (1 Crô. 11:10; 14:2; Luc. 19:12, 15; Rev. 11:15; 17:12, 13, 17) Os filhos do rei podem ser mencionados como sendo a “descendência do reino”. — 2 Reis 11:1.
-
-
Reino De DeusAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
REINO DE DEUS
A expressão e o exercício da soberania universal de Deus para com Suas criaturas, ou o meio ou o instrumento utilizado por ele para este propósito. (Sal. 103:19) Tal frase é usada especialmente para a expressão da soberania de Deus mediante a administração régia encabeçada por seu Filho, Cristo Jesus.
A palavra traduzida “reino” nas Escrituras Gregas Cristãs é basileia, que significa “um reino, domínio, a região ou o país governado por um rei; poder régio, autoridade, domínio, reinado; dignidade régia, o título e a honra de rei”. [The Analytical Greek Lexicon (O Analítico Léxico Grego); p. 67) A frase “o reino de Deus” é usada com frequência por Marcos e Lucas, e, no relato de Mateus, a frase paralela “o reino dos céus” aparece cerca de trinta vezes. — Compare Marcos 10:23 e Lucas 18:24 com Mateus 19:23, 24.
O GOVERNO DE DEUS NA PRIMITIVA HISTÓRIA HUMANA
As primeiras Criaturas humanas, Adão e Eva, conheciam a Jeová como Deus, o Criador do céu e da terra. Reconheciam a Sua autoridade, o Seu direito de expedir ordens, de exigir que executassem certos deveres ou se refreassem de certos atos, de designar terra para moradia e cultivo, bem como de delegar autoridade a outras de suas criaturas. (Gên. 1:26-30; 2:15-17) Embora Adão tivesse a habilidade de cunhar palavras (Gên. 2:19, 20), não existe evidência de que ele criasse o título de “rei [mélekh]”, a fim de aplicá-lo a seu Deus e Criador, embora reconhecesse a autoridade suprema de Jeová.
Conforme revelado nos capítulos iniciais de Gênesis, o exercício, por parte de Deus, de sua soberania para com o homem, no Éden, foi benévolo e não indevidamente restritivo. O relacionamento existente entre Deus e o homem exigia a obediência, tal como a que um filho demonstra para com seu pai. (Compare com Lucas 3:38.) O homem não dispunha de um extensivo código de leis para cumprir (compare com 1 Timóteo 1:8-11); os requisitos de Deus eram simples e objetivos. Nem existe nada que indique que se fazia com que Adão se sentisse inibido por meio de constante e crítica supervisão de cada ação sua; antes, a comunicação de Deus com o homem perfeito parece ter sido periódica, conforme a necessidade. — Gên., caps. 1-3.
Proposta nova expressão do governo de Deus
A violação expressa da ordem de Deus, por parte do primeiro casal humano, instigada por um dos filhos espirituais de Deus, foi realmente rebelião contra a autoridade divina. (Gên. 3:17-19) A posição assumida pelo adversário espiritual de Deus (Heb., satán) constituía um desafio que exigia uma prova, a questão em litígio sendo a justeza da soberania universal de Jeová. A terra, onde se suscitou tal questão, é apropriadamente o local onde ela será resolvida. — Rev. 12:7-12.
Na ocasião em que expressou seu julgamento sobre os primeiros rebeldes humanos, Jeová Deus enunciou uma profecia, fundada em fraseologia simbólica, delineando seu propósito de utilizar uma agência, um “descendente”, para realizar o esmagamento final das forças rebeldes. (Gên. 3:15) Assim, o governo de Jeová, a expressão de sua soberania, assumiria um novo aspecto ou expressão, em resposta à insurreição que se havia desenvolvido. A revelação progressiva dos “segredos sagrados do reino” (Mat. 13:11) mostrava que este novo aspecto envolveria a formação de um governo subsidiário, um conjunto governante encabeçado por um vice-governante. A realização da promessa do “descendente” ocorre no reino de Cristo Jesus, em união com seus associados escolhidos. (Rev. 17:14) Desde o tempo da promessa edênica, o desenvolvimento progressivo do propósito de Deus de produzir este “descendente” do Reino se torna o tema da Bíblia, e a chave para o entendimento das ações de Jeová para com seus servos e para com a humanidade em geral.
Embora a terra se tornasse um foco de rebelião, Jeová não abandonou Seu domínio sobre ela. O Dilúvio global foi evidência de que o poder e a capacidade de Deus, de fazer vigorar Sua vontade na terra, como em qualquer parte do universo, ainda vigoravam. No decorrer do período pré-diluviano, Ele igualmente demonstrou sua disposição de guiar e governar as ações daqueles indivíduos que o buscassem, tais como Abel, Enoque e Noé. O caso de Noé, em especial, ilustra o exercício da governança de Deus para com um súdito terrestre disposto, dando-lhe ordens e orientações, protegendo-o e abençoando-o, bem como à família dele, além de evidenciar o controle de Deus sobre as outras criações terrestres, os animais e as aves. (Gên. 6:9 a 7:16) Jeová deixou igualmente claro que não permitiria que a sociedade humana alienada corrompesse de maneira infindável a terra; que ele não se havia restringido de executar seu julgamento justo contra os malfeitores quando e como Ele achasse apropriado. Em aditamento, demonstrou sua habilidade soberana de controlar a atmosfera terrestre e os elementos criados. — Gên. 6:3, 5-7; 7:17 a 8:22.
A sociedade inicial pós-diluviana e seus problemas
Depois do Dilúvio, um arranjo patriarcal evidentemente constituía a estrutura básica da sociedade humana, fornecendo certa medida de
-