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RãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RÃ
Um anfíbio sem cauda, que possui pele macia e patas traseiras longas, musculosas, idealmente adaptadas para o salto. Nas Escrituras Hebraicas, as rãs são mencionadas unicamente em relação com o segundo golpe desfechado por Jeová contra o Egito (Êxo. 8:1-14; Sal. 78:45; 105:30), o qual, como as demais pragas, era um julgamento sobre as deidades adoradas naquela terra. (Êxo. 12:12) A rã era consagrada a Heqt, deusa egípcia representada com a cabeça desta criatura.
Em Revelação 16:13, “impuras expressões inspiradas” são assemelhadas a rãs. Isto é apropriado, uma vez que as rãs eram impuras como alimento, segundo a Lei mosaica. — Lev. 11:12.
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RaabeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RAABE
1. [Heb. , Rahháv, ampla, larga]. Uma prostituta de Jericó que se tornou adoradora de Jeová. Na primavera setentrional de 1473 AEC, dois espias israelitas penetraram em Jericó e se alojaram na casa de Raabe. (Jos. 2:1) Não se declara a duração da permanência deles ali, mas Jericó não era tão grande a ponto de tomar muito tempo para ser vistoriada.
Que Raabe era realmente uma meretriz ou prostituta no sentido comum da palavra tem sido negado em alguns círculos, especialmente entre os tradicionalistas judaicos, mas isto não parece encontrar respaldo nos fatos. A palavra hebraica zanáh sempre significa uma relação ilícita, quer sexual, quer como figura de infidelidade espiritual, e, em cada caso em que indica uma prostituta, ela é assim traduzida nas versões em português. Não é traduzida “anfitriã”, “estalajadeira” ou algo semelhante. Ademais, entre os cananeus, a prostituição não era uma profissão mal-afamada. Possuir Raabe linho no terraço, e dispor de um cordão de fio escarlate, indicaria que era trabalhadeira.
Os dois hóspedes de Raabe foram reconhecidos como israelitas por outros, que relataram este assunto ao rei. No entanto, Raabe prontamente escondeu os homens entre as hastes de linho que se secavam no terraço, de modo que, quando as autoridades ali chegaram para capturar tais homens, ela conseguiu desviar a atenção deles para outra parte, sem despertar suspeitas. Em tudo isto, Raabe demonstrou maior devoção ao Deus de Israel do que à sua própria comunidade condenada. — Jos. 2:2-7.
Não se tem certeza de até que ponto Raabe ficara cônscia do objetivo dos espias ali presentes, e das intenções de Israel quanto a Jericó. Mas, ela então lhes confessou o grande temor e horror existentes na cidade, devido às notícias sobre os atos salvadores de Jeová em favor de Israel, durante os quarenta anos anteriores, ou mais. Ela pediu que os espias lhe jurassem que ela e toda a sua família seriam preservadas — pai, mãe, e todos os demais. Eles concordaram com isto, desde que ela juntasse toda a sua família em sua casa, pendurasse um cordão escarlate na janela, e permanecesse calada quanto à visita deles, tudo o que ela prometeu fazer. Protegendo ainda mais os espias, ela os habilitou a fugir por uma janela (a casa dela estando situada sobre a muralha da cidade) e lhes disse como poderiam evitar o grupo de busca que se dirigia para os vaus do Jordão. — Jos. 2:8-22.
Os espias relataram a Josué tudo que tinha acontecido. (Jos. 2:23, 24) Daí, depois de a muralha de Jericó ter caído, a casa de Raabe, “num lado da muralha”, não foi destruída. (Jos. 6:22) Sob as ordens de Josué para que a família de Raabe fosse poupada, os mesmos dois espias removeram Raabe para um lugar seguro. Depois dum período em que ficaram separadas do acampamento de Israel, Raabe e sua família tiveram permissão de morar entre os israelitas. (Jos. 6:17, 23, 25) Esta anterior prostituta então se tornou esposa de Salmom e mãe de Boaz, ancestrais dos reis davídicos; ela é uma das quatro mulheres citadas nominalmente na genealogia de Jesus, registrada por Mateus. (Rute 4:20-22; Mat. 1:5, 6) Ela é também notável exemplo de alguém que, embora não fosse israelita, provou por obras a sua fé completa em Jeová. — Heb. 11:30, 31; Tia. 2:25.
2. [Heb. , Ráhav, tempestade, arrogância). Expressão simbólica, empregada inicialmente em Jó (9:13; 26:12), onde é traduzida “arremetedor”. (NM) No segundo destes trechos, o contexto e a construção paralela o relacionam com um grande monstro marinho. Similarmente, Isaías 51:9 liga Raabe com um monstro marinho: “Não és tu aquele que despedaçou Raabe, que traspassou o monstro marinho?”
Raabe, um orgulhoso e arrogante “monstro marinho”, veio a simbolizar o Egito, e seu Faraó, que se opusera a Moisés e a Israel. Isaías 51, citado acima, faz alusão à libertação do Egito, que Jeová concedeu a Israel, no versículo seguinte: “Não és tu aquele que secou o mar, as águas da vasta profundeza? Aquele que fez das funduras do mar um caminho a ser atravessado pelos resgatados?” Em Isaías 30:7, “Raabe” é de novo ligado ao Egito. O Salmo 87:4 menciona “Raabe” onde apropriadamente se enquadra o Egito, como o primeiro duma lista dos inimigos de Israel, junto com Babilônia, Filístia, Tiro e Cus. (PIB, nota; 86:4, CBC, nota) Os Targuns empregam “os egípcios” neste versículo, e, em Salmo 89:10, eles parafraseiam “Raabe” de tal modo a vincular este termo com o arrogante Faraó do Egito, a quem Jeová humilhou.
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RabáAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RABÁ
[grande). Cidade no extremo SO do antigo reino de Amom, depois de sua perda de território para os amorreus. Rabá (Rabbáth benéh ‘Ammóhn) é a única cidade do reino amonita que é citada nominalmente no registro bíblico, de modo que se presume que era a capital. Situava-se a c. 37 km a E do Jordão. A cidade se achava na margem N dum tributário do Jaboque superior, e, assim, estava em posição de beneficiar-se da rica fertilidade daquela região. Também, constituía importante elo na rota de comércio entre Damasco e a Arábia.
“Rabá dos filhos de Amom” é mencionada inicialmente na Bíblia como sendo o local do esquife de ferro do Rei Ogue, de Basã. (Deut. 3:11) Quando os israelitas chegaram à Terra Prometida, a tribo de Gade obteve terras dos amorreus (anteriormente, pelo que parece, retidas por Amom), “até Aroer, que está defronte de [talvez a NE de] Rabá”. — Jos. 13:25.
Capturada por Davi
A cidade é de novo mencionada em relação com a guerra que resultou dos maus- tratos impostos aos mensageiros de Davi pelo Rei Hanum, de Amom. (2 Sam. 10:1-19; 1 Crô. 19:1-19) Joabe e suas tropas combateram os sírios a soldo dos amonitas, enquanto que os israelitas, sob Abisai, levantaram-se contra os amonitas, “à entrada da cidade”, evidentemente Rabá. Quando os sírios foram derrotados, os amonitas recuaram para dentro da cidade. Na primavera setentrional seguinte, Joabe e seu exército cercaram Rabá. Foi durante esta campanha que Davi, em Jerusalém, pecou com Bate-Seba. — 2 Sam. 11:1-25; 1 Crô. 20:1.
Com o tempo, Joabe teve êxito em sua luta contra Rabá, ao ponto de capturar “a cidade das águas”. (2 Sam. 12:27) Visto que Joabe informou então Davi sobre a situação, de modo que o rei viesse e consumasse a conquista, obtendo assim o crédito por capturar Rabá, parece que Joabe capturou apenas uma parte da cidade. A expressão “cidade das águas” pode referir-se a uma parte da cidade situada à margem do rio, diferençando-se de outra parte da cidade, ou pode significar que ele obteve o controle do principal manancial de águas da cidade. — 2 Sam. 12:26-28.
Davi veio e concluiu a captura de Rabá e “foi muito grande o despojo da cidade que tirou de lá”. (2 Sam. 12:29-31; 1 Crô. 20:2-4) Por fim, os amonitas se tornaram de novo independentes. No século IX AEC, Amós predisse o julgamento contra os amonitas, e mencionou especificamente que Rabá seria queimada. (Amós 1:13, 14) Tanto Jeremias como Ezequiel também proferiram mensagens contra Rabá. Conforme mostrado no verbete Amonitas, estas profecias se cumpriram, evidentemente, na época de Nabucodonosor. — Jer. 49:2, 3; Eze. 21:19-23; 25:5.
No século III AEC, Ptolomeu Filadelfo reconstruiu Rabá e mudou o nome da cidade para Filadélfia. Foi mais tarde incluída entre as cidades da Decápolis, e, pelo visto, era bem próspera e forte. A moderna cidade de Amã se acha localizada ali, e existem consideráveis ruínas antigas, incluindo enorme anfiteatro, mas estas datam mormente dos tempos romanos.
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