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  • A hora do tino e a hora do coração
    A Sentinela — 1964 | 1.° de junho
    • A Hora do Tino e a Hora do Coração

      “USE o crânio!”, gritou o mecânico impaciente para o seu ajudante, que era nôvo no serviço. “Tenha coração! Estou fazendo tanto esfôrço para achar trabalho!”, implorou o desempregado devedor ao banqueiro que ameaçava executar a hipoteca, se os pagamentos dos juros não fôssem feitos logo.

      Em expressões como estas se vê a diferença das várias faculdades da mente, tais como a razão, o tino, a memória e a determinação por um lado e, por outro lado, a afeição, a simpatia e o dó. Enquanto que certas situações exigem uma ou outra, em outras situações é preciso escolher. Por exemplo, andando alguém por uma rua movimentada num sábado de manhã, poderá ser importunado por pedido de ajuda diversas vêzes em um quarteirão. Pode ser um cego, um inválido numa cadeira de rodas, um aleijado sem perna a se arrastar sôbre patins de roda ou uma freira vestida de prêto. Merecem todos ajuda ou não? O seu coração pode querer dar a todos os que pedem, mas o seu tino lhe diz que não tem meios para tanto. Além disso, quantos dos que pedem realmente merecem ajuda?

      Vem então à mente o princípio há muito declarado por um sábio rei: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: . . . tempo de amar, e tempo de aborrecer.” (Ecl. 3:1, 8, ALA) Sim, o Criador, tendo-nos equipado com qualidades tais como sabedoria, justiça, amor e poder, espera que determinemos que situação requer a aplicação de certa qualidade. Uma situação pode requerer primàriamente a aplicação da justiça; outra, da sabedoria; outra, do amor. Então, assim como seria êrro exigir a execução de estrita justiça quando os fatos permitem a demonstração de misericórdia, assim também seria errado ceder ao sentimentalismo quando os fatos ditam que seja posta em operação a estrita justiça. Há a hora do tino e a hora do coração.

      Ilustrando êste princípio há a parábola que certa vez Jesus disse referente ao filho pródigo. Quando, depois de esbanjar a sua herança, êsse filho arrependeu-se e voltou para a casa de seu pai, êste o perdoou abertamente, indo até preparar festa para êle. Os sentimentos do pai foram tomados pela plena satisfação pela volta do seu filho. Mas o mesmo não se deu com seu irmão mais velho. O seu tino predominou. O que êle disse foi simplesmente a pura verdade. Êle não era um filho pródigo, mas tinha servido fielmente a seu pai por muitos anos, porém, êste nunca lhe tinha preparado uma festa como preparara para “êste teu filho”. Tudo o que o filho mais velho disse era verdade, todavia, quão enganado estava êle, pois aquela não era hora de acêrto de contas, mas era a vez do coração, a hora de se alegrar porque “êste teu irmão estava morto, mas agora está vivo, e estava perdido, mas foi achado”. — Luc. 15:11-32.

      Ilustrando o inverso acha-se o registro bíblico sôbre quando foi necessário o Rei Davi abdicar o trono por causa de sua idade avançada. Adonias, um dos seus filhos, em vez de esperar que seu pai indicasse o herdeiro do trono, orgulhosa e ambiciosamente dizia: “Eu reinarei.” Até “providenciou carros e cavaleiros, e cinqüenta homens, que corressem adiante dêle. Jamais seu pai o contrariou, dizendo: Por que procedes assim? Além disso era êle de aparência mui formosa”. — 1 Reis 1:5, 6, ALA.

      Por que deixou Davi que êsse seu filho de aparência formosa fizesse o que queria? Por que não podia dizer êle algo que ferisse os sentimentos do filho? Porque Davi falhou em ver que há a vez do tino, a hora de ser firme, de repreender, e que há a vez do coração, a hora do sentimento, e assim ele criou um filho que tentou tirar o trono do pai antes que êste fôsse dado ao verdadeiro herdeiro que era Salomão.

      Aparentemente o Rei Davi cometeu o mesmo engano com referência a Absalão, que era um filho ainda mais formoso, pois quando aquêle filho traidor e insolente foi morto numa tentativa infrutífera de usurpar o trono do pai, Davi parecia inconsolável, a sua dor não tinha fim. Chorava: “Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” Apropriadamente o seu general Joabe o repreendeu: “Hoje envergonhaste a face de todos os teus servos, que livraram hoje a tua vida, e a vida” de tua família, “amando tu aos que te aborrecem, e aborrecendo aos que te amam”. Sim, impróprios eram então o sentimento e a dor de Davi para com seu filho ímpio! — 2 Sam. 18:33; 19:5, 6, ALA.

      Hoje há muitos pais que cometem o mesmo êrro que o Rei Davi cometeu, deixando o coração predominar quando devia ser o tino, sendo levados por sentimentos, quando deviam ser firmes no apêgo e na prática dos princípios justos, sendo similares os resultados. Assim, no livro Teen-Age Tyranny recentemente publicado, duas autoridades na questão de juventude e educação expressam preocupação pela “abdicação dos direitos e dos privilégios dos adultos a favor da conveniência de imaturos” adolescentes. Entre outras coisas, dizem que os policiais nos importantes estados de veraneio “parecem concordar que a recepção mais típica que recebem dos pais, a quem informam à noite pelo telefone que seus filhos adolescentes foram presos por bebedeira e desordem, é uma mistura de descrença e de raiva — da polícia”.

      Mas, o leitor não tem filhos? Mesmo assim êste princípio lhe concerne porque o pode aplicar à sua pessoa. Há hora que pode ser bondoso, mas há hora que precisa ser firme, ser duro com ela, por assim dizer. Assim, quando Pedro queria que Jesus tivesse compaixão de si mesmo, quando êle sabia que Deus lhe tinha traçado um curso de sofrimento, Jesus disse a Pedro: “Para trás de mim, Satanás!” E pode-se dizer que Pedro querer ter dó de si mesmo quando devia ser firme foi o que o levou a negar o Mestre três vêzes. — Mat. 16:21-23; 26:69-75.

      Não há dúvida de que há a vez do tino e a vez do coração. Felizes somos quando sabemos a hora de cada um dêles!

  • Biblicamente acurado
    A Sentinela — 1964 | 1.° de junho
    • Biblicamente acurado

      A New Pronouncing Dictionary of the Spanish and English Languages, compilado por Mariano Valázquez da la Cadena, na sua edição de 1902, apresenta a seguinte como uma das definições da palavra “restante”: “Los verdaderos siervos de Jehová.” (Os verdadeiros servos de Jeová).

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