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  • Aprende a pensar com lucidez?
    Despertai! — 1973 | 8 de julho
    • Aprende a pensar com lucidez?

      PENSAR com lucidez é um dos principais fatores na vida bem sucedida.

      É de imenso valor na vida cotidiana e em fazer decisões, poupando muito tempo e despesa para a pessoa.

      No entanto, ainda mais importante, a pessoa que pensa com lucidez é ajudada a evitar decepções e perigos que, de outra forma, facilmente desencaminham o incauto. O conceito lúcido a ajuda a enfrentar os problemas e as situações da vida, que de outra forma são espinhosos.

      Por Que a Maioria não Pensa com Lucidez

      Muitos simplesmente preferem, de modo passivo, deixar que os outros pensem por eles. Para a maioria, portanto, o padrão básico de pensamento é estabelecido principalmente pela comunidade e pelo mundo em que vivem. Pensam e agem de forma similar àqueles que os cercam. Discerne-se isso até mesmo nas questões relativamente pequenas da vida, sendo que a propaganda e os veículos de notícias ditam seu ponto de vista. E, nas principais áreas da vida, o modo em que outros pensam muito por eles poderá ser ilustrado pelo que ocorre no tempo de guerra.

      Quando seu país natal faz propaganda para atiçar a população para a guerra, será que a maioria analisa criteriosamente todas as questões envolvidas no conflito? Ou simplesmente aceita aquilo que se lhe manda pensar? Ao escrever sobre a Primeira Guerra Mundial, o falecido Winston Churchill observou: “Precisa-se apenas dum sinal para transformar estas multidões de camponeses e trabalhadores pacíficos nas poderosas hostes que despedaçarão uns aos outros.” Observou, ademais, que, quando se lhes disse o que deviam fazer, a maioria das pessoas acatou isso sem pensar. (The World Crisis [A Crise Mundial], Volume VI, página 93) Vinte e cinco anos depois, outra geração permitiu que o mesmo modo de pensar a conduzisse a um conflito muito maior, a Segunda Guerra Mundial.

      Que resultado obtiveram muitos por terem permitido que outros pensassem por eles? Milhões morreram ou ficaram aleijados, não raro travando guerras em solo estrangeiro por questões que não compreendiam. E, agora, vemos que a norma de pensar do mundo, e os esforços que ela produziu, não trouxeram paz duradoura. Com efeito, o mundo de hoje se acha armado com armas muito mais devastadoras do que nunca antes.

      Mas, não se voltam alguns contra o modo de pensar por trás de tais guerras? Sim, muitos da geração mais jovem se rebelam contra o “modo de pensar” dos mais velhos. Todavia, será que a perspectiva dos jovens rebeldes é realmente mais lúcida ou mais satisfatória do que aquela da qual procuraram fugir? Será que sua rebelião os conduziu a qualquer coisa realmente melhor?

      O “modo de pensar” dos líderes mundiais em um extremo, e o dos jovens rebeldes, no outro, se combinam para mostrar que a forma de pensar do homem não produz resultados desejáveis duradouros. Talvez se sinta compelido a perguntar: ‘Se isto é assim, então, como é possível pensar com lucidez?’

      Necessário o Alvo Definido Para Se Pensar com Lucidez

      Pensar com lucidez exige, primeiro de tudo, que se tenha um propósito ou alvo na vida. Por que isso se dá?

      Bem, viajar pela vida pode ser assemelhado a se fazer uma viagem; quanto mais certo for seu destino, tanto mais positiva será sua rota. Suponhamos que more em Madri (Espanha) e diga que irá à Alemanha. Trata-se dum alvo muito amplo e se apresentam várias rotas alternadas. No entanto, ir de Madri a Berlim, Alemanha, reduz grandemente o número de diferentes estradas em que poderia viajar; trata-se dum alvo mais preciso. Assim, também, quanto mais definido for o alvo da pessoa na vida, tanto mais estável é provável que seja o modo de pensar da pessoa.

      Todavia, sabia que bem poucas pessoas podem declarar de forma simples e lúcida exatamente qual é o seu alvo na vida? Um comentário do Professor Aaron Levenstein, da Faculdade Municipal de Nova Iorque, sublinha quão sem propósito são realmente as vidas da maioria das pessoas:

      “As pessoas talvez tenham vago entendimento de sua posição atual, mas não podem resolver onde é que desejam ir. Vivem sua vida sem uma filosofia. Não têm êxito em alcançar nenhum alvo, porque jamais fixaram um.”

      Ao passo que é verdade, como afirma o Professor Levenstein, que a maioria não tem um alvo na vida, não é isso algo um tanto compreensível? Que alvo duradouro e satisfatório qualquer parte do mundo realmente oferece a uma pessoa, em direção do qual possa orientar seu modo de pensar?

      Por outro lado, o cristão genuíno tem os essenciais para conseguir pensar com lucidez. Por quê? Porque tem um propósito na vida, procurando, acima de tudo, agradar a Deus. Todavia, a fim de usufruir o modo de pensar lúcido que isto torna possível, ele precisa fazer genuíno esforço. Precisa estudar a Bíblia. Ali, aprende sobre a recompensa de vida eterna na justa nova ordem de Deus. Seu amor a Deus e seu desejo de alcançar a recompensa apresentada por Deus o motivam a ajustar-se aos elevados requisitos morais de Deus e a deixar de ser “modelado segundo este sistema de coisas”. Assim, efetua mudanças morais em sua vida e estas não raro grandemente facilitam seu modo de pensar, descarregando sua consciência e sua mente de cargas desnecessárias impostas por uma vida imoral. — Rom. 12:2.

      Entretanto, alguns poderiam perguntar: Será que ter um único alvo na vida não resulta em a pessoa ter mente “fechada”, ao invés de mente “aberta”? Vejamos.

      Usualmente, quando as pessoas falam de mente “aberta” simplesmente estão dizendo que são tolerantes para com os conceitos de outrem. Mas, simplesmente tolerar os conceitos de outrem não exige realmente o pensar, exige? Com efeito, a mente completamente “aberta” poderia ser assemelhada a um cano que simplesmente deixa tudo fluir por ele, mesmo o esgoto. Nenhuma pessoa que respeite a si mesma deseja uma mente contaminada com lixo. Assim, precisa ser seletiva, precisa selecionar o que aceita na sua mente. Em suma, precisa pensar. No entanto, não deseja ser tão estreito ou preconcebido que se recusa a considerar fatos que podem aprimorar seu modo de pensar.

      Por conseguinte, é necessário o equilíbrio em seu modo de pensar. Como o Professor Levenstein se expressou: “É necessário pensar tanto de forma estreita como ampla.” Como é que fazemos isto?

      O Benefício das Normas Corretas

      Por dispor de uma norma com a qual medir novas informações apresentadas, pode-se alcançar o modo de pensar equilibrado. O indivíduo, destarte, controla o que lhe vem à mente e não se desvia de perseguir seu alvo, todavia, não despreza novas informações de valor.

      Também aqui o cristão dispõe de uma fonte de grande ajuda. Como assim? Tem a Bíblia como guia seguro para seu pensar. Por um lado, sua mente é “aberta”, isso é, receptiva a novas informações de virtualmente todo campo do empenho humano, inclusive as artes e as ciências. Pesa devidamente tais informações novas, comparando-as com a norma da Bíblia, e as ajusta em seu padrão de pensamento. Por outro lado, sua mente é “fechada” às informações inteiramente incoerentes com seu alvo baseado na Bíblia; podem ser rejeitadas como não sendo dignas de ulterior investigação.

      Cada dia, a pessoa de pensamento lúcido precisa filtrar ou peneirar aquilo que é errado e para o qual sua mente está devidamente “fechada”. O constante bombardeio da propaganda através da imprensa pública, dos jornais e das revistas, bem como de livros, da televisão e de programas de rádio, torna isto mais essencial agora do que nunca antes.

      Naturalmente, muito do que é publicado hoje se mostra, de imediato, como indigno da atenção da pessoa. Novelas, peças teatrais ou programas de televisão, por exemplo, que glorificam a perversão sexual, a imoralidade ou a violência se acham entre tais. Estimulando os desejos mais degradados, sua intenção é usualmente desencorajar o modo de pensar que valha a pena, em realidade entorpecendo a mente em favor da paixão irrefletida.

      Mas, até mesmo aqueles livros e programas dos quais se pode obter algumas informações úteis exigem o exercício da cautela. Não raro, com sutileza, revelam a tendência errada de pensar, sendo talvez influenciados por teorias não provadas, tais como a evolução. Assim, algumas publicações sobre cuidar de crianças, história, ciência natural, arqueologia, medicina, psicologia, compêndios da escola primária, e até mesmo alguns dos chamados materiais de referência bíblica, fazem alusão à evolução ou a pressupõem como sendo “fato”, ao comentarem seus variados assuntos. Nisto, em especial, a pessoa de “mente aberta” precisa ter cautela ao ler, se há de evitar ser adversamente influenciada ou, como foram descritos alguns proponentes de doutrinas erradas no primeiro século, que se torne ‘corrompida na mente’. — 1 Tim. 6:3-11.

      Aprende a pensar com lucidez? Terá tido um bom começo se tiver um alvo definido na vida e se tiver um padrão pelo qual julgar as novas informações que são trazidas à sua atenção. Mas, poderá dizer: ‘Eu realmente tenho um alvo na vida e um padrão. Não são estas grandes coisas que atrapalham meu modo de pensar. Antes, é a multidão de pequenas decisões diárias — isto é que me confunde. Como posso estimular minhas faculdades de raciocínio para enfrentar estas pequenas preocupações diárias da maneira mais eficaz?

  • Ajudas mentais para o cérebro emperrado
    Despertai! — 1973 | 8 de julho
    • Ajudas mentais para o cérebro emperrado

      SERÁ que seu cérebro parece ficar emperrado quando se trata de pensar e de fazer decisões no dia a dia? Talvez imagine que “pensadores” são sempre pessoas peritas ou os gênios. Bem, isso não é verdade. A maioria dos pensadores reais são pessoas comuns que sabem enfrentar a incontável multidão de desafios diários que os confrontam. O que pode ajudá-lo a desenvolver a mesma habilidade?

      Mantêm em Vista Todos os Seus Alvos?

      Conforme explicado no artigo anterior, a ajuda básica para melhorar o seu modo de pensar é ter sempre presente seu propósito global na vida. Quando perde de vista seu alvo principal, o pensamento se torna inseguro.

      Mas, também importantes, para estimular seus processos de raciocínio, são o que se poderia chamar de alvos secundários. Alguns problemas do dia a dia jamais são solucionados porque as pessoas só pensam nos alvos principais, de longo alcance, ignorando os alvos menores, porém importantes.

      Como os alvos secundários ajudam o raciocínio pode, novamente, ser ilustrado por uma viagem. A pessoa que viaja de Madri, Espanha, para Berlim, Alemanha, sabe qual é seu alvo principal. No entanto, talvez queira dividir a viagem em seções menores, talvez fazendo paradas em Toulouse e em Paris, França. A viagem geral então parece mais curta e ela dispõe dum alvo imediato para o qual orientar seu modo de pensar.

      Similarmente, se dá com nossa vida. A pessoa talvez saiba qual é seu alvo principal na vida. Mantendo isso destacado, a pessoa deveria, depois de pesar cuidadosamente suas circunstâncias, decidir sobre certos subalvos. Empenhar-se em atingi-los faz com que o alvo principal pareça vir com mais facilidade e rapidez.

      Assim, ao passo que o cristão tem o alvo principal de obter a aprovação de Deus para a vida eterna, sabiamente decide quanto aos subalvos na vida. O missionário condiciona seu pensar no sentido do alvo de apegar-se a seu privilégio de ensinar às pessoas num país estrangeiro. Mas, também poderá fixar alvos de aprender melhor sua nova língua e os costumes do povo. Ou, o pai cristão, embora tenha o mesmo alvo principal que o missionário, poderá fixar o alvo de edificar espiritualmente sua família por meio dum arranjo regular de estudo da Bíblia. Por outro lado, seu alvo talvez seja o de equilibrar seu programa de estudo com a recreação familiar.

      Depois disso, quando qualquer um destes homens considerar uma decisão, não deve pensar apenas: ‘Como isso influirá em meu alvo principal na vida?’, mas também deve perguntar: ‘Como isso influirá em quaisquer alvos secundários que eu tenha?’ Isto ajuda a manter correto, em foco, o raciocínio diário.

      Com efeito, as pessoas podem ser muito ajudadas a raciocinar por fixar um alvo para cada dia. Saber que gostaria de realizar certas tarefas naquele dia amiúde o estimula a considerar como fazer todas as coisas da forma mais eficiente. Isto, por certo, significa que cada dia precisa ser planejado.

      Alguns acham tempo para planejar o trabalho do dia por se levantar um pouco mais cedo de manhã ou por dormirem um pouco mais tarde na noite anterior. Outros aproveitam o tempo que de outra forma seria perdido em ver televisão. Alguns tomam apenas alguns minutos antes de saírem do trabalho, cada dia, para esboçar as atividades do dia seguinte.

      Certo diretor atarefado, com nove filhos, faz grande parte de seu planejamento ao viajar de trem. Afirma: ‘Se eu não gozasse destes momentos a sós, cada dia, jamais conseguiria pensar sobre coisas importantes e fazer minha programação diária.’

      Pensa de Forma Sistemática?

      Outra ajuda para fazer mover um cérebro emperrado é aprender a pensar de forma sistemática. Isto exige que se tente ver todo ângulo dum assunto. Para aprender a fazer isso, alguns sugerem que se encare os problemas como se estivéssemos participando do jogo de “Vinte Perguntas”. Neste jogo, um grupo ou painel tem vinte oportunidades de descobrir um assunto que está na mente dum mediador. A idéia é eliminar tantas possibilidades quantas seja possível com cada pergunta, estreitando progressivamente o campo até à resposta lógica.

      O jogo engloba um modelo de pensamento produtivo, na realidade, os princípios da pesquisa científica, a saber, percorrer uma lista de perguntas, eliminando as possibilidades, até que se possa selecionar uma resposta. O engenheiro recapitula mentalmente se determinado problema pode ser solvido por meios elétricos, hidráulicos, químicos, mecânicos ou por outros meios. O médico que faz o diagnóstico mental examina uma lista de doenças com sintomas similares, empenhando-se, através dum processo de eliminação, em chegar à conclusão correta.

      Este processo de raciocínio ordeiro pode ser ilustrado por uma família que, tendo decidido mudar-se para outra localidade, fixa uma lista de exigências relativas a uma nova casa que querem encontrar: Exemplificando: (1) Queremos uma casa ou um apartamento? (2) Uma nova ou velha? (3) De um ou dois andares? (4) O preço não deve ultrapassar que quantia? (5) Na cidade ou nos subúrbios? (6) Distância máxima até o trabalho? (7) Da escola? (8) De supermercados e outras conveniências, e assim por diante?

      Até que o hábito de encarar todos os problemas de forma sistemática se torne arraigado no leitor, não fique embaraçado em usar uma lista de verificação escrita similar a esta. Naturalmente, tal raciocínio pode ser aprendido por usá-lo em relação com todas as suas tarefas diárias, e não nas mudanças principais da vida, apenas.

      Por exemplo: é uma dona de casa que raciocina? Ao invés de invejar secretamente as chamadas mulheres “talentosas”, por que não usa os mesmos processos de raciocínio que elas empregam a fim de efetuar seu trabalho? Samm S. Baker, em seu livro Your Key to Creative Thinking (Sua Chave do Raciocínio Criativo; 1962) mostra os meios de fazer isso:

      “Declarou destacado professor de psicologia: ‘A capacidade de criar . . . não se limita à pessoa altamente dotada, mas é o direito inato de toda pessoa de talento mediano.’ . . . Se for uma dona de casa, há muitos desafios criativos em sua volta, que esperam ser solucionados para a conveniência e usufruto de sua família. Considere algo tão simples quanto um armário embutido de roupas. Poderá permitir que se crie uma confusão, como se dá em muitas casas . . . Ou, poderá planejar criativamente de modo que tudo tenha um lugar asseado e ordeiro no armário, economizando tempo e mantendo a serenidade de todos na família, e granjeando louvor para si mesma.” — Páginas 1, 17.

      Pode-se dizer o mesmo de seu modo de cozinhar. Disse famoso psicólogo: “Produzir uma sopa de primeira qualidade é mais criativo do que lambuzar um quadro de segunda categoria.”

      Ou, como pai que contempla férias para sua família, pára realmente um pouco para planejar toda a viagem? Considera todos os problemas possíveis que possam surgir quanto a seu carro? As roupas para um clima diferente? A diversão para os filhos enquanto dirige, e assim por diante?

      Ou, tem dificuldades em dar-se bem com determinadas pessoas? Já pensou em que passos definidos possa dar que possivelmente solucionem tal situação?

      Em toda área da vida, o raciocínio sistemático sobre tudo que o confronte, em coerência com seus alvos na vida, é de imensurável valor para sacudir o cérebro complacente.

      Emperra ao Ter de Fazer Decisões?

      Outra ajuda para estimular o raciocínio hesitante é lembrar-se de que os problemas simplesmente não “desaparecem” em resultado de se deixá-los para depois, ou de se recusar fazer uma decisão. Não fazer nenhuma decisão, com efeito, é em si mesmo uma decisão. Muitos que emperram quando confrontados com decisões verificam que, mais tarde, tornam-se mais difíceis de fazer. Por que muitos têm tal tendência?

      Alguns temem conseqüências imaginárias. Outros se lembram de decisões passadas e, lamentando como resultaram as coisas, hesitam em fazer novas decisões. Mas, suponhamos que tivessem decidido de outro modo quanto a tais decisões passadas — quem pode realmente afirmar que as coisas teriam dado resultados muito melhores?

      Por outro lado, é possível que tenha feito decisões erradas no passado. Deveria o orgulho agora impedi-lo de fazer decisões futuras? Não foi outro pensador senão Albert Einstein que disse, no tocante a suas próprias conclusões do estudo: “Penso e repenso, durante meses, durante anos, por noventa e nove vezes, que a conclusão é falsa. Na centésima, estou certo.” Felizmente, nas decisões pessoais, a média é amiúde bem superior a essa.

      No entanto, como ajuda para fazer decisões corretas e prontas, pergunte a si mesmo: ‘Estou disposto a considerar os pontos de vista dos outros, em especial se estiverem, de qualquer modo, envolvidos na decisão? O supervisor ou o chefe de família sábio avalia que não é o único que sabe pensar. Sim, até no nível familiar, cada membro talvez tenha algo a contribuir. Rudolph Flesch observa:

      “Se desejar colher rapidamente os pontos de vista de várias idades e sexos, fique aí em casa mesmo. A base para o raciocínio claro . . . é a compreensão de que pensamos com nossa experiência. A família . . . é o lugar para se aprender isto, de uma vez para sempre. . . . O trabalho em equipe familiar em raciocinar é comum quando se trata de grandes decisões, como comprar uma casa nova. É nisso que os maridos, as esposas e os filhos mais velhos se juntam para discutir o problema, pesando os prós e os contras das possíveis soluções, planejando com lápis e papel, e examinando as informações concretas disponíveis.” — The Art of Clear Thinking (A Arte do Raciocínio Claro; 1951), páginas 160, 163.

      Naturalmente, não só nos projetos principais, mas até mesmo nos menores, é boa idéia consultar outras pessoas. O princípio bíblico é verdadeiro que “na multidão de conselheiros há consecução”. (Pro. 15:22) Considerar os conselhos de outros também impede que a pessoa faça decisões precipitadas ou “apressadas”. Como outro provérbio nos lembra, “todo precipitado seguramente se encaminha para a carência”. — Pro. 21:5.

      Outra fonte de informações baseada na experiência é o material de leitura. Nesse caso, podemos beneficiar-nos da experiência do autor, talvez uma pessoa que tenha gasto muitos anos no campo abrangido por seu livro ou artigo. Todavia, se ler algo para obter informações antes de fazer uma decisão, seja seletivo. Amiúde, apenas pequena parte de tudo que é publicado sobre determinado assunto lhe é de real valor. Tenha bem claro na mente o tipo de informações que deseja. Evite tangentes. Em outras palavras, ao invés de “leitura rápida”, aprenda a “raciocinar rápido”, tendo presente o seu propósito.

      Uma vez disponha de razoável quantidade de fatos, ajuntados pela leitura e por palestras, e tenha gasto tempo meditando, então faça sua decisão. Por fim, a menos que evidência sobrepujante ao contrário se apresente depois, apegue-se ao que já decidiu. — Tia. 1:5-8.

      Resumindo, aprender a pensar de forma clara exige concentrar a mente em seu alvo principal na vida, bem como estabelecer outros alvos secundários na vida. Daí, ao manejar seus problemas diários, ao planejar seu trabalho, pense de forma sistemática e faça decisões dum modo coerente com seus alvos.

  • Minha vida como cigano
    Despertai! — 1973 | 8 de julho
    • Minha vida como cigano

      Conforme narrado ao correspondente de “Despertai!” no Canadá

      “QUANDO Deus pinta seus quadros, é melhor ficar quieto. Olhe com seus olhos, mas segure sua língua tola!” A minha tia Lila me aconselhava desse modo quando eu ainda era rapazinho, ao contemplarmos com admiração um nascer do sol especialmente lindo. Isso era típico do modo de pensar cigano a respeito de Deus e suas maravilhosas obras criativas.

      Críamos num Criador e tínhamos sincero respeito por Ele, muito embora de modo um tanto simples e infantil. Nossa filosofia de vida era a de que satisfazer nossas necessidades diárias sempre dependia dum Criador, Deus. Por isso, jamais pensaríamos em maltratar as adoráveis criaturas que habitam nas florestas, nas correntes, nos lagos e nos mares. Eram Suas criações, e ficávamos felizes de reconhecer este fato.

      Uma parte adicional de nossa filosofia e modo de vida podia ser resumida no velho adágio: “O amanhã sempre cuidará de si mesmo!” Por esta razão, nossa vida era fácil e geralmente pacífica. Nós só fazíamos esforços para suprir nossas necessidades imediatas. Uma vez satisfeitas estas, descontraíamo-nos e gozávamos a vida junto com nossas famílias e a sociedade bem unida de nosso próprio povo. Usávamos o mundo para ganhar nosso pão, mas, além disso, não nos envolvíamos nele. Suas contendas políticas não eram da nossa conta.

      Vida Como Rapaz Cigano

      Da área da Anglia Oriental da Inglaterra, onde nasci, viajei com minha tia num grupo cigano por todas as Ilhas Britânicas. Foi-me ensinado o real respeito pelos mais velhos, sempre me dirigindo aos homens mais idosos como “titio”, e às mulheres mais velhas como “titia”. Nunca me foi permitido chamá-los pelos seus primeiros nomes. Nos meus anos posteriores, sempre senti gratidão pela disciplina que me era dada sempre que mostrava desrespeito pela autoridade da titia.

      Nunca se permite aos filhos dos ciganos que fiquem sem rédeas, de modo que eu não fiquei tampouco. Titia me amava e me mantinha ocupado. Ela me levava para colher agrião, cogumelos e frutinhas silvestres, e, no dia seguinte, oferecíamos estas coisas de casa em casa ou as levávamos para um mercado próximo.

      Parte de nosso ganha-pão era eu e titia irmos às fazendas e comprarmos pilhas de estrume. Depois de colocá-lo em cestas de mais de 36 litros, oferecíamos isso de porta em porta para as pessoas que possuíam canteiros de flores ou de legumes.

      Durante meu treinamento inicial, pequenos roubos eram cometidos pela titia e por outros de nosso acampamento. Por isso, aprendi a desonestidade, inclusive como fazer negócios escusos para tirar proveito financeiro. Certa vez,

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