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  • A ascensão da teologia negra
    Despertai! — 1988 | 22 de junho
    • teologia negra “reflita os interesses ideológicos da comunidade negra. Se não refletir, deixa de ser Teologia Negra.” Acrescenta o bispo luterano Dr. Buthelezi: “É a mesma mensagem da Bíblia, que inspirou o espírito do africânder . . . que nos está motivando a entoar o cântico da Teologia Negra.”

      Utilizada Como Arma

      “A teologia negra”, declara Itumeleng Mosala, ministro metodista e conferencista sobre a teologia negra, “tem servido bem a seu intuito, como arma de crítica contra a teologia branca e a sociedade branca”. Por expressarem tal crítica, os teólogos negros esperam que os jovens negros permaneçam em suas igrejas. Muitos as abandonaram em protesto contra o modo como observam o “Cristianismo” ser praticado nas igrejas.

      Outros vão mais além, e utilizam a teologia negra qual arma em prol de mudanças políticas. Admite Takatso Mofokeng, ministro da Igreja RH negra, na África, e conferencista sobre a teologia negra: “A Teologia Negra continua a ser um instrumento útil na luta, sempre em expansão, pela libertação.”

      Um exemplo disto é The Kairos Document (O Documento Kairos), assinado por 156 teólogos sul-africanos. Conclama os membros das igrejas “a eliminar a opressão, a remover os tiranos do poder e a estabelecer um governo justo”. Os teólogos declaram: “Cremos que Deus está operando em nosso mundo, transformando situações desesperançosas e malignas em algo bom, de modo que ‘venha o seu Reino’ e ‘seja feita a sua vontade, assim na terra como no céu’. . . . O conflito e a luta terão de intensificar-se nos meses e nos anos à frente, porque não existe outro meio de se remover a injustiça e a opressão.”

      Será isto, contudo, o que a Bíblia ensina? Virá o Reino de Deus por meio da revolução política? Será que o fato de o protestantismo ter-se provado uma fonte de dissenção na África do Sul significa que o próprio cristianismo seja um fracasso?

  • O verdadeiro cristianismo une todas as raças!
    Despertai! — 1988 | 22 de junho
    • O verdadeiro cristianismo une todas as raças!

      EM 1982, um prisioneiro sul-africano de cor, chamado Mnguni, cumpria sua quarta sentença por estar envolvido em atividades terroristas. As autoridades concederam-lhe permissão para escrever para casa, pedindo alguns livros. Quando estes chegaram, ele encontrou, entre eles, um que não havia solicitado. Intitulava-se A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, editado pelas Testemunhas de Jeová.

      Aquilo que Mnguni leu teve poderoso efeito sobre ele. “Eu acreditava que minhas atividades terroristas eram por uma causa divinamente inspirada. ‘Deus está do lado dos oprimidos’, era um de nossos lemas. Eu era luterano, e nem sequer uma vez minha igreja me condenara ou me desestimulara de agir. Antes, eles costumavam atacar o governo pelas medidas tomadas contra mim. Uma organização de igrejas até mesmo ajudou a mim e a meus ‘camaradas’ a obter um advogado.

      “O livro Verdade me fez compreender que meus atos eram contrários à Palavra de Deus. O livro usava a Bíblia para mostrar que não existe nenhum governo sem a permissão de Deus, e que todos os verdadeiros cristãos devem submeter-se às autoridades.” (Mateus 5:44; 1 João 3:10-12; Romanos 13:1-7) Mnguni abandonou suas atividades terroristas e, depois de liberto, começou a servir como ministro das Testemunhas de Jeová.

      Dezenas de milhares de sul-africanos — negros e brancos — aceitaram semelhantemente o genuíno cristianismo ensinado na Bíblia. Diferente do protestantismo, que se tem provado uma força divisória, o verdadeiro cristianismo une pessoas de todas as raças. Como?

      A Mensagem do Reino

      “Meu reino”, explicou Jesus Cristo, “não faz parte deste mundo”. (João 18:36) O genuíno cristianismo centraliza-se no Reino ensinado por Cristo. Não está ligado a quaisquer forças políticas deste mundo, pois se trata de um governo sobre-humano que rege desde os céus. Dentro em breve, segundo a Bíblia, “esmiuçará e porá termo a todos estes reinos” do domínio político terrestre. — Daniel 2:44; Lucas 21:7-33.

      Não, este Reino não é, como alegou recentemente certo expoente da teologia negra, um sonho irrealístico, tipo manjar dos céus. A realidade deste Reino pode ser deduzida de que mais de 3.400.000 Testemunhas de Jeová em todo o mundo — mais de 40.000 apenas na África do Sul — têm-se declarado súditos leais dele. Elas se provam súditos leais do Reino por cumprir a ordem de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:14.

      A mensagem do Reino, baseada na Bíblia, que é proclamada pelas Testemunhas de Jeová, tem atraído milhares de sul-africanos. Eles puderam assim elevar-se bem acima do tumulto racial e político, e usufruir algo ímpar na África do Sul — a harmonia racial. Gert, ex-membro da Igreja RH, descobriu isto. Ele explica: “Entre as Testemunhas de Jeová, não existe discriminação alguma por motivo de raça ou de idioma — daí provém a sua união mundial. Quão maravilhoso é saber que ‘Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável’.” — Atos 10:34, 35.

      Recentemente, o Governo da África do Sul concordou em modificar outra lei de apartheid por abrir algumas zonas residenciais a pessoas de todas as raças. No ínterim, os regulamentos existentes exigem que as pessoas de diferentes raças vivam separadas, e as Testemunhas de Jeová obedecem a tais leis. Todavia, a lei não as impede de trabalhar juntas, e de fazerem o bem umas às outras. Assim, Testemunhas de diferentes raças partilham generosamente seu tempo e seus recursos na construção de seus locais de adoração, chamados de Salões do Reino.

      Nos últimos seis anos, milhares de Testemunhas de cor e brancas também se têm oferecido para trabalhar na construção das grandes e novas instalações situadas nas cercanias de Krugersdorp, África do Sul. Depois de almoçar junto com esta força de trabalho inter-racial, o diretor duma firma que instalava equipamento especializado disse: “Deviam trazer as Nações Unidas aqui para ver como é que se faz isso.” Centenas de Testemunhas utilizam agora estas instalações para traduzir e produzir publicações sobre a Bíblia.

      As Testemunhas de Jeová na África do Sul também adoram a Deus juntas em grandes congressos. É algo ímpar ver milhares de zulus, xosas, sotos, africânderes, ingleses e outros sul-africanos afluírem a uma organização unida — uma notável prova de que o cristianismo está vivíssimo na África do Sul atualmente! (João 13:35; 17:23) Aumenta a evidência de que vivemos no que a Bíblia chama de a “parte final dos dias”. — Isaías 2:2-4.

      Deveras, a nossa geração é uma geração marcada, que dentro em breve provará o fim de toda contenda e conflito. E o que se seguirá? Um paraíso terrestre em que os justos de todas as nações sobreviverão como cidadãos de um só governo — o Reino de Deus. — Salmo 37:10, 11; Revelação (Apocalipse) 7:9, 14.

      [Fotos na página 9]

      Na África do Sul, as Testemunhas de Jeová de todas as raças muitas vezes se reúnem em grandes congressos.

      [Fotos na página 10]

      A harmonia racial existente entre as Testemunhas de Jeová na África do Sul atrai muitos à mensagem do Reino.

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