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  • Podem todas as raças conviver como irmãos?

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  • Podem todas as raças conviver como irmãos?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
w70 1/12 pp. 731-734

Podem todas as raças conviver como irmãos?

DIRÁ que é impossível? Se esta for a sua reação, sua opinião certamente é compartilhada por muitos. É um exame daquelas partes do mundo em que povos de raças diferentes são trazidos a um contato íntimo revela bastante evidência para sugerir que a possibilidade de todas as raças conviverem como irmãos parece remota, para se dizer o mínimo.

Os países que se comprometeram biblicamente a promover a integração racial encontram a execução disso difícil. O governo dos Estados Unidos está lutando com crises raciais. Enfrenta pressão cada vez maior da parte dos extremistas de ambos os lados. Por um lado, há o clamor de uma parte cada vez maior da população branca que insiste em que a integração e o progresso do negro avançam depressa demais. Por outro lado, as vozes militantes do “poder negro” afirmam que o progresso é vagaroso demais. Alguns vão até o ponto de advogar a guerra de guerrilha, no esforço de obrigar o governo a satisfazer as suas demandas. A situação racial, em muitas cidades, está ao ponto de explodir, precisando apenas duma faísca para dar início a renovada violência racial.

A Grã-Bretanha, onde até há pouco tempo a luta racial era quase que desconhecida, agora enfrenta problemas cada vez maiores neste setor das relações humanas. As cidades industriais, em anos recentes, tiveram um influxo de imigrantes das Antilhas e da Índia. A questão quanto a povos de raças diferentes conviverem em paz como irmãos tem sido imposta aos habitantes destas cidades, e as notícias não fornecem uma resposta muito encorajadora. Devido aos crescentes problemas raciais, a Grã-Bretanha se viu obrigada a fazer decisões controvertidas com respeito à imigração dos que não são brancos.

Comentaristas políticos, na República da África do Sul, não demoraram em trazer à atenção a turbulência racial ebulindo em outros países. Acham nisto alguma justificativa para a política sul-africana de apartheid, palavra de holandês sul-africano que significa literalmente “separação”. No entanto, na mente dos críticos da África do Sul, apartheid representa a última palavra na intolerância e injustiça racial. Argumentam que apartheid degrada e que é apenas uma expressão do racismo egoísta para proteger os interesses do homem branco naquela parte da África.

Os sul-africanos negam isto com veemência. No esforço de justificar a política de seu governo, os comentaristas políticos usam muito a expressão “desenvolvimento separado” como sinônimo de apartheid. Argumentam que a política não é apenas para separar as pessoas segundo a raça, mas, antes, para oferecer a cada raça oportunidades para se desenvolver segundo a sua própria cultura, capacidade e hábitos sociais.

Em apoio deste conceito, tais comentaristas políticos apontam para os “bantostãos” ou “pátrias” para o povo Africano de diversas tribos, patrocinados pelo governo. Nestes podem usufruir grande medida de autogoverno interno e desenvolver-se quase como que um estado dentro dum estado. Fizeram-se esforços para incentivar os industriais brancos a montar fábricas nas fronteiras dos “bantostãos” (chamadas de “indústrias fronteiriças”). Estas ofereceriam oportunidade de emprego nas regiões mais subdesenvolvidas, dum ponto de vista industrial.

Todavia, não importa quais os seus méritos ou deméritos, a política do “desenvolvimento separado” é encarada por muitos como indicativa de que, nas atuais condições, não é possível que todas as raças convivam como irmãos.

Os líderes do governo, na África do Sul, têm em diversas ocasiões convocado seu povo para desenvolver boas relações raciais, exortando especificamente a população branca ou européia a tratar com dignidade os de outra cor da pele. Entretanto, permanece a questão quanto ao efeito de tais pedidos sobre a atitude mental da maioria destas pessoas.

Os oponentes da África do Sul consideram qualquer justificativa da política de apartheid ou “desenvolvimento separado” como ‘hipocrisia irônica’, e põem repetidas vezes em dúvida a sinceridade desta política. Os sul-africanos, por outro lado, pagam na mesma moeda com acusações similares contra as nações ocidentais que criticam a política racial da África do Sul, mas que têm como que no seu próprio quintal muita evidência de preconceito e discriminação raciais.

CAUSAS DO PRECONCEITO RACIAL

O caso é que o preconceito e a discriminação raciais são frutos da imperfeição e do egoísmo inerentes do homem. Nenhum governo do homem, não importa qual a sua política, pode legislar uma mudança no modo de pensar dos homens sobre estas questões.

O que produz realmente preconceito racial? Quais são os fatores que contribuem para o problema aparentemente intransponível de as raças diferentes conviverem como irmãos?

As raças diferem em muitos sentidos, além de na cor da pele. Isto nem se precisa mencionar. As raças são assinaladas por diferentes costumes sociais, hábitos e maneiras. Mas, estes não precisam causar fricção ou discriminação. Há pessoas de maus costumes, de maus modos e de maus hábitos em toda raça, quer branca, morena, negra ou amarela. Mas deve isso predispor-nos contra pessoas de outra raça no todo? Isto, na maioria das vezes não é senão uma desculpa para justificar motivos mais profundos da atitude da pessoa.

Sem dúvida, um dos fatores principais que afetam o preconceito racial ou de classe é o econômico. Neste respeito, alguns dos fatores que contribuem para o preconceito racial são similares aos que resultam em distinções de classes entre pessoas da mesma raça. As pessoas de recursos, na maior parte, não estão dispostas a partilhá-los com os sem recursos. “Por que o devíamos fazer?” perguntam. “Nossa gente (nossa raça, nossa classe) trabalhou duro pelo que temos; temos direito a isso.” Este tipo de argumento é ouvido freqüentemente em defesa da superioridade racial ou de classe.

Amiúde se encontram os preconceitos raciais mais fortes nas regiões onde o grupo que ocupa a posição econômica mais favorecida é racialmente o grupo minoritário. Ocorre também onde o padrão de vida dum setor da comunidade é ameaçado pela mudança para a região de pessoas de outra raça. Podem também pensar que os recém-chegados farão concorrência pelos empregos de salário inferior. Quer seus temores tenham fundamento, quer não, é outra questão; acontece que seu medo de perda econômica, seu medo de que o “nível” da comunidade sofra, são fatores poderosos em produzir tensão racial. Portanto, há muitos fatores envolvidos em causar preconceito racial.

SUA ATITUDE É IMPORTANTE

Quando primeiro leu o título deste artigo: “Podem Todas as Raças Conviver Como Irmãos?”, qual foi a sua reação? Não dê de ombros, considerando o assunto como não importante, especialmente se afirma ser cristão dedicado. Sua atitude para com as pessoas de outras raças é importante. De fato, pode afetar a sua esperança de receber a bênção de Deus e de alcançar a vida eterna. É isto importante? Certamente que sim!

Talvez more num país em que a política do governo restringe as áreas de contato entre as raças e em que a disposição de aceitar alguém de outra cor da pele como irmão, em sentido verdadeiro, quase não é experimentada. Neste caso, pretere o problema convenientemente como já tendo sido bem cuidado pelas leis do país? Ora, qual é o seu conceito sobre os de outra raça? Se afirma ser cristão e praticante dos princípios bíblicos, é capaz de considerar os de outra raça, de uma raça chamada “inferior”, como sendo realmente ‘superior’ à sua pessoa, conforme admoesta o apóstolo Paulo? (Fil. 2:3) Não, não no sentido de realização física ou mental, mas como pessoa, no que se refere à posição dela perante Deus. É capaz de tratar a tais, conforme se oferecer a oportunidade, com dignidade e amor cristão, exigidos pela Bíblia?

Isto não exige que violemos as leis de César ou lutemos contra elas, não importa o que pensamos sobre a justeza delas. Exige-se que os cristãos ‘paguem de volta a César as coisas de César’. (Mar. 12:17) Mas isto não requer que adotem a mesma atitude negativa para com os de outra raça como demonstrada pelos seus vizinhos ou colegas no emprego secular — não se tal atitude for contrária aos princípios bíblicos.

Alguns daqueles cuja perspectiva foi distorcida pelo preconceito racial vão ao ponto de negar aos de outras raças as qualidades humanas mais básicas. Mas os de outras raças são capazes das mesmas qualidades humanas, dos mesmos sentimentos humanos — têm o sentimento de paternidade, amor aos filhos, preocupação com o bem-estar dos outros e amor ao que é bom e ódio ao que é mau.

Não importa quão primitivo o ambiente, não importa quão limitada a educação, os de outras raças podem tornar-se e têm-se tornado cristãos dedicados e se desviado do mau proceder deste velho sistema de coisas. O espírito de Deus age sobre muitas pessoas de todas as raças, hoje em dia, induzindo-as a produzir na sua vida os frutos do espírito santo. (Gál. 5:22, 23) O verdadeiro cristão nunca pode negar a capacidade de Deus para fazer isso.

Procura justificar a sua atitude para com os de outra raça por relembrar certa fraqueza deles, sem dúvida devida à falta de instrução ou oportunidade, ou por causa de fatores do ambiente? Ou, em amor cristão, toma em consideração tais desvantagens, não considerando a tais pessoas segundo o que são na carne, mas segundo o conceito de Deus, que não é parcial para com pessoas de qualquer raça ou cor? (Atos 10:34, 35) Estas são perguntas esquadrinhadoras, sim! O modo em que responde a elas pode afetar vitalmente a sua vida.

CONVIVER AGORA COMO IRMÃOS!

A sociedade cristã das testemunhas de Jeová já demonstra mesmo agora que pessoas de todas as raças podem conviver como irmãos. Como? Se já assistiu alguma vez a uma grande assembléia internacional das testemunhas de Jeová, então observou isto de modo notável, ao ver pessoas de todas as raças, a branca, a morena, a amarela e a negra, associar-se sem discriminação de qualquer espécie em companheirismo cristão edificante.

Mesmo onde as leis humanas não permitem tal associação livre, como na África do Sul, as testemunhas de Jeová sentem a mesma afinidade íntima com seus irmãos cristãos e expressam isso conforme se oferece a oportunidade. Por exemplo, embora não seja possível, naquele país, que as diversas raças realizem juntas grandes assembléias, a organização pré-assembléia oferece muitas oportunidades para cooperação e ajuda mútuas, que são aproveitadas de bom grado. Não se trata apenas duma expressão de “tolerância”, mas sim de genuíno amor cristão.

Por certo, na nova ordem de Deus sob o há muito prometido reino de Seu Filho querido, Jesus Cristo, não haverá preconceito racial. Então, decididamente, todas as raças conviverão como irmãos. Não, nem todas as pessoas de todas as raças, pois nem toda pessoa receberá a bênção de Deus e obterá vida naquela nova ordem. Mas, “todos os que o invocam”, sem consideração de raça, serão ouvidos por Deus, “pois não há distinção” perante ele. — Rom. 10:12.

Mesmo já agora, nos “últimos dias” finais do atual sistema de coisas, “uma grande multidão . . . de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas” manifesta ser adoradores verdadeiros do Deus Altíssimo, Jeová. — 2 Tim. 3:l-5; Rev. 7:9.

Se tais adoradores de Jeová esperam conviver como irmãos na nova ordem de Deus, não devem fazer isto agora, conforme permitirem as atuais leis dos governos? Deixe que a sua fé na promessa de Deus, de que todas as raças conviverão como irmãos, se reflita no modo em que trata as pessoas de outras raças agora, especialmente os que são cristãos dedicados.

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