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Oceanos — precioso recurso ou esgoto global?Despertai! — 1989 | 22 de julho
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uns com os outros. O livro Cosmos, de Carl Sagan, afirma que é possível que outrora as baleias pudessem ouvir os sons de baixa-freqüência umas das outras através de milhares de quilômetros do oceano, numa distância tão grande como a entre o Alasca e a Antártida. Sagan calcula que o advento da interferência do ruído humano reduziu tal distância a algumas centenas de quilômetros. “Bloqueamos as baleias”, lamenta ele.
Os oceanos também ilustram quão interligadas se têm tornado as crises de poluição. Por exemplo, devido aos danos causados pelo homem à camada de ozônio da atmosfera da Terra, mais raios ultravioleta atingem os mares e destroem o plâncton que flutua próximo à superfície. Visto que o plâncton absorve o bióxido de carbono, destruí-lo contribui para o aquecimento global conhecido como efeito estufa. Até a chuva ácida entra no quadro, à medida que lança o nitrogênio produzido pelo homem nas águas do mundo, talvez estimulando mortíferos surtos de crescimento de algas. Que teia emaranhada e perigosa o homem tem tecido!
Mas, é o quadro completamente sem esperança? O que acontecerá com nossos oceanos? Estão todos condenados a degenerar-se em charcos sem vida de substâncias químicas e lixo?
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Oceanos — quem pode salvá-los?Despertai! — 1989 | 22 de julho
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Oceanos — quem pode salvá-los?
NUM certo dia, do outono setentrional de 1988, nove homens e quatro mulheres pularam do alto de uma ponte de Nova Iorque — todos de uma só vez. Eles despencaram por uns 20 metros, e então ficaram pendurados imóveis, balançando de cordas de montanhismo, e esperando. Qual era a intenção deles? Era a de bloquear a passagem de uma barcaça carregada de vasa de esgoto, a ser lançada no oceano. O resultado foi anticlimático; a barcaça simplesmente contornou os protestadores, seguindo por outra rota, e lançou seu refugo no mar, como de costume. Os protestadores acabaram sendo presos.
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