-
RaquelAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
ordens de Herodes. (Mat. 2:16-18) Visto que o túmulo de Raquel estava, pelo menos, relativamente perto de Belém (embora não estivesse, pelo visto, no local tradicional), esta figura de Raquel chorando era apropriada para expressar o pesar das mães dos filhos mortos. Mas, esta citação da profecia de Jeremias era ainda mais apropriada em vista da similaridade da situação. Os israelitas estavam sujeitos a uma Babilônia maior, na qual se encontra o sangue de todos os que têm sido mortos na terra (Rev. 17:5, 6; 18:24), e a matança dos filhos fora efetuada por um representante duma potência estrangeira que dominava os israelitas. A “terra do inimigo”, para a qual os filhos tinham ido, não era, obviamente, uma região política, como no caso anterior. Por conseguinte, parece referir-se à sepultura, à região dominada pelo ‘Rei Morte’ (compare com Salmo 49:14; Revelação 6: 8), a morte sendo chamada de “último inimigo” a ser destruído. (Rom. 5:14, 21; 1 Cor. 15:26) Qualquer retorno de tal “exílio” significaria, naturalmente, uma ressurreição dentre os mortos.
-
-
RazoabilidadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
RAZOABILIDADE
O termo “razoável” transmite apropriadamente a idéia do vocábulo grego epieikés, que tem sido definido como significando “conveniente, apropriado; assim, eqüitativo, justo, moderado, indulgente, não insistindo na letra da lei; expressa aquela consideração que encara ‘humana e razoavelmente os fatos dum caso’ ”. — An Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento; Vol. II, pp. 144, 145), de W. E. Vine.
A razoabilidade é uma modalidade distintiva da sabedoria celeste. (Tia. 3:17) É uma qualidade que precisa ter o homem designado superintendente numa congregação cristã. (1 Tim. 3:2, 3) Teria de ser razoável com ele próprio, em lidar com outros, e em seu enfoque dos problemas. Também, os cristãos em geral são incentivados a ser razoáveis. O apóstolo Paulo aconselhou os filipenses: “Seja a vossa razoabilidade conhecida de todos os homens.” (Fil. 4:5) E Tito foi instruído a lembrar aos cristãos de Creta que ‘fossem razoáveis’. (Tito 3:1, 2) Isto era especialmente apropriado, uma vez que os habitantes de Creta, como um todo, gozavam da reputação de serem mentirosos, feras prejudiciais e glutões desempregados. — Tito 1:12.
Em 1 Pedro 2:18, admoesta-se os servos domésticos a ‘estarem sujeitos aos seus donos com todo o temor devido, não somente aos bons e razoáveis, mas também aos difíceis de agradar’.
-
-
RebecaAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
REBECA
[possivelmente, “vaca”). A filha de Betuel, filho de Naor, e, assim sendo, sobrinha-neta de Abraão. O nome do seu irmão era Labão. — Gên. 22:20-23.
Por volta de 1878 AEC, quando Abraão mandou o administrador de sua casa, provavelmente Eliézer, à procura duma esposa apropriada para Isaque, seu filho (então com 40 anos), ele chegou ‘à cidade de Naor’, no vale superior da Mesopotâmia. Ali, junto a um poço, este servo orou para que a escolhida por Jeová fosse a moça que não só lhe desse um gole d’água, quando lhe pedisse, mas que também se oferecesse para aguar os seus dez camelos. (Gên. 24:1-14) Enquanto ele orava, Rebeca chegou ao poço com um cântaro no ombro. Quando lhe foi pedido um gole de água, ela graciosamente lhe deu de beber e então “esvaziou depressa o seu cântaro no bebedouro e correu ainda várias vezes ao poço para tirar água, e continuou a tirar água para todos os seus camelos. Durante todo esse tempo o homem fitava-a admirado, mantendo-se calado para saber se Jeová fizera sua viagem bem sucedida ou não”. Rebeca demonstrou ser bondosa, hospitaleira e modesta em suas maneiras, e laboriosa; além disso, “a moça era de aparência muito atraente”. — Gên. 24:14-21.
O servo de Abraão, reconhecendo que sua oração tinha sido respondida, deu a Rebeca uma custosa argola de ouro para o nariz e duas lindas pulseiras de ouro. Ela mostrou-as à sua família, à sua mãe e ao seu irmão, Labão, o qual, por sua vez, demonstrou a hospitalidade de seu lar para com o visitante e os ajudantes que estavam com ele. (Gên. 24:22-32) Mas, antes de comer, o homem declarou qual era seu objetivo. Labão e seu pai, Betuel, deram seu consentimento para que Rebeca se casasse com Isaque, e foram dados a Rebeca e sua família alguns presentes, consistindo em preciosos artigos de ouro e de prata, e roupas lindas, e então todos comeram juntos. (Gên. 24:33-54) Esta transação constituía um honroso contrato matrimonial, não entre Rebeca e Isaque, mas entre os pais deles, de acordo com o costume daqueles tempos. Rebeca foi, desta forma, desposada com Isaque, e, dali em diante, efetivamente, era esposa dele.
Com o consentimento de Rebeca, a caravana partiu na manhã seguinte para a longa jornada até o Negebe, perto de Beer-Laai-Roi, onde Isaque morava naquele tempo. Antes de Rebeca partir, a família dela a abençoou, dizendo: “Que tu . . . te tornes milhares de vezes dez mil, e que teu descendente tome posse do portão dos que o odeiam.” A ama dela, Débora, e outras auxiliares acompanharam Rebeca, nenhuma das quais, pelo que parece, chegando jamais a voltar para sua terra natal. — Gên. 24:55-62; 35:8.
Ao chegarem ao seu destino, Rebeca colocou um lenço para a cabeça, ao se aproximar Isaque, seu noivo, e depois de o servo de Abraão ter narrado todos os eventos de sua missão, relatando como Jeová tinha orientado a escolha, Isaque introduziu Rebeca na tenda de sua mãe, a fim de tornar-se sua es-
-