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Esforcei-me a servir a Jeová desde a infânciaA Sentinela — 1971 | 1.° de novembro
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maiores privilégios na organização teocrática do povo de Deus.
Tive também o maravilhoso privilégio de assistir a diversas assembléias internacionais, especialmente as em Nova Iorque, em 1953 e 1958. E em 1969, em virtude da generosidade de outras Testemunhas e da provisão da Sociedade, cruzei novamente o Atlântico e tive a grande alegria de visitar minha família e de assistir à Assembléia Internacional “Paz na Terra”. Em cada uma destas assembléias fomos edificados e fortalecidos para perseverarmos no serviço de nosso Deus, tendo diante de nós sempre a boa orientação dada pela classe do “escravo fiel e discreto” de Jeová nos tempos modernos. — Mat. 24:45-47.
Ao recordar-me da minha infância, não posso deixar de refletir no modo generoso em que Jeová me tem tratado. Pela orientação dele, meus pais não só aceitaram a mensagem da Bíblia, mas também tomaram o tempo para me treinarem segundo os princípios divinos. Animaram-me a aproveitar os privilégios de ser pioneira, e isto, por sua vez, me preparou para as responsabilidades maiores no campo missionário
Posso também ser muito grata pela multidão de verdadeiros cristãos com quem me tenho associado e que todos me ajudaram a amadurecer no ministério de Jeová. Tenho apreciado especialmente a camaradagem de minha companheira missionária, com quem tenho passado muitas horas e anos felizes. Espero que possamos continuar a usufruir este companheirismo precioso ainda por muitos anos no futuro. Por certo, ao se aproximar o fim deste velho sistema, parece haver ainda muito a fazer e o tempo não parece ser suficiente. Mas, podemos estar certos de que Jeová coroará a sua obra com bom êxito
Se for da vontade de Jeová, meu sincero desejo é continuar nesta designação, que se tornou como lar para mim, e continuar no seu serviço para sempre. Será maravilhoso ser uma das suas servas de tempo integral na nova ordem de coisas agora já tão próxima.
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Sua recreação — controlada ou controladora?A Sentinela — 1971 | 1.° de novembro
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Sua recreação — controlada ou controladora?
QUÃO agradável é participar à vontade numa recreação, numa brincadeira ou numa diversão que reanima. As formas de recreação são inúmeras. Quando alguém controla a quantidade de tempo gasto em tal recreação, bem como seu conceito sobre a brincadeira, pode tirar proveito disso. Em alguns casos, porém, a recreação deixa de ser controlada e torna-se em vez disso controladora da vida da pessoa, tomando o tempo e a atenção em quantidade excessiva.
Em S. Cristóvão, nas Ilhas Sota-Vento, um ministro das testemunhas de Jeová estava dirigindo um estudo bíblico domiciliar, gratuito, para um homem que gostava muito de jogar “damas”. Muitos vizinhos costumavam ajuntar-se para vê-lo jogar. Ele era um jogador tão inveterado, que às vezes negligenciava a sua alfaiataria e por isso sofria financeiramente. Até mesmo permitiu que a sua obsessão com o jogo interferisse na hora marcada para o estudo da Bíblia com o ministro. Deveras, no seu caso, a recreação não era mais controlada, mas controlava a sua vida.
Por fim, a Testemunha decidiu falar francamente com ele sobre o assunto, pois ele não progredia espiritualmente no seu estudo da Palavra de Deus. Salientou-se-lhe que jogos tais como “damas” não são errados. Quando controlados, pode-se jogar com prazer e benefício. Entretanto, mostrou-se-lhe os perigos que há na recreação. Pode-se permitir que um jogo assuma uma importância tão grande, que se perde o espírito da diversão e da amizade. Podem resultar brigas e desavenças. Facilmente acontece que se ‘atiça competição entre uns e outros’, o que é condenado pela Bíblia. (Gál. 5:26) Além disso, mostrou-se ao homem que ele havia deixado que a sua recreação interferisse no seu estudo da Bíblia, algo que é vitalmente importante para todos os que desejam ter o favor de Deus e a vida eterna. (João 17:3) O que iria ele fazer?
O homem decidiu que, em vista de seu “vício” de jogar, seria melhor renunciar completamente ao jogo. Deu de presente o tabuleiro do jogo de damas. O grande número de pessoas que havia freqüentado sua casa passou a dispersar-se. Ele passou a ter mais tempo para cuidar do seu negócio, bem como bastante tempo para estudar em paz a Palavra de Deus. Começou outra vez a fazer bom progresso espiritual. Pouco tempo depois foi batizado numa grande assembléia das testemunhas de Jeová, tornando-se assim ele mesmo ministro ordenado de Deus.
Quão importante é, então, que a pessoa examine seu esporte, seu passatempo ou sua forma de recreação e se pergunte se estas coisas, na sua vida, são controladas ou estão controlando.
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“Bendito aquele que vem como Rei”A Sentinela — 1971 | 1.° de novembro
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“Bendito aquele que vem como Rei”
Artigo que se destina a ser lido especialmente pelos pais com os filhos.
CONHECE a oração do Pai-Nosso? Pode contar-me o que ela diz? Diga-a para mim. Se não se lembrar, vamos lê-la na Bíblia, em Mateus, capítulo seis, versículos nove a treze.
Ora, esta oração diz: “Venha o teu reino.” Que significa isso? Que é um reino? Você sabe?
Um reino é um governo. E você sabe o que é um governo, não sabe? Todos os países têm um governo. O governo rege o país.
No governo há alguém que é o chefe ou o governante. Em alguns países, esta pessoa é chamada de presidente. Mas, sabe como é chamado o governante do governo de Deus? Ele é o rei.
Quem faz que alguém seja presidente ou governante dum governo? Você sabe? Muitas vezes são as pessoas que o escolhem. Votam por ele para torná-lo presidente. Ou pode acontecer que alguém simplesmente nasceu em certa família e se torna assim o governante.
Mas para o reino de Deus, o próprio Jeová escolheu o governante. Sabe quem é o rei? É Jesus Cristo. Ele é melhor do que qualquer governante escolhido pelos homens. Jesus tem mais poder do que qualquer um destes governantes. E Jesus realmente ama a Deus, de modo que sempre faz o que é direito.
Há muito tempo atrás, os novos reis em Israel entravam em Jerusalém montados num jumentinho para se apresentarem ao povo. Isto foi o que Jesus fez.
Pertinho de Jerusalém havia uma pequena aldeia chamada Betfagé. Quando Jesus se aproximava dela, disse a dois de seus discípulos: ‘Entrem naquela aldeia, e lá vão encontrar um jumentinho. Soltem-no e tragam-no para cá.’
Os discípulos fizeram que Jesus mandara. E quando trouxeram o jumentinho a Jesus, este montou nele. Logo se espalhou a notícia de que Jesus estava chegando a Jerusalém e veio uma grande multidão de gente ao seu encontro.
Enquanto Jesus prosseguia, a maior parte dos daquela multidão deitava suas vestes exteriores na estrada, na frente dele, para lhe mostrarem seu amor. Outros cortavam ramos de árvores e os colocavam na estrada. E a multidão se alegrava e louvava a Deus com voz alta.
O povo se alegrava de aclamar Jesus. Clamava: “Bendito Aquele que vem como Rei em nome de Jeová! Paz no céu e glória nos lugares mais altos!”
Mas nem todos se sentiam felizes de que Jesus entrava em Jerusalém montado como rei. Os líderes religiosos não gostavam disso. Disseram até mesmo a Jesus: instrutor, mande seus discípulos calar-se.’ Mas Jesus lhes disse: ‘Eu lhes digo: se estes se calassem, Deus faria que as próprias pedras o proclamassem.’ — Luc. 19:28-40.
O que pensa você sobre ter Jesus como Rei? Se você tivesse vivido no tempo em que Jesus entrou em Jerusalém, o teria
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