O que faz para divertir-se
“EXCESSO de trabalho e nenhum divertimento, fazem de Joãozinho um menino estúpido”, não é apenas uma expressão vazia. A diversão da espécie correta pode revigorar a mente e o coração. Pode trazer prazer, e aliviar o enfado, acrescentando interesse à vida. Assim, pode-se ver por que a diversão ou entretenimento é definido como “ocupação agradável para a mente”.
A diversão pode ser simples e praticada por uma só pessoa, ou por apenas algumas. Daí, também, pode ser mais formal e ser pública, acontecendo em grandes reuniões ou espetáculos em teatros ou em praças de esportes.
Realmente, quase tudo pode ser fonte de divertimento para uma pessoa, caso ela assim deseje. Trata-se dum assunto bem pessoal, porque os gostos e as aversões diferem. O que talvez lhe traga prazer, poderá ser monótono para mim. O que é estimulante para ele poderá ser enfadonho para ela.
Custosa
A diversão se tornou, nos dias atuais, um grande negócio. Apenas nos Estados Unidos, os gastos em atividades de lazer atingem cerca de US$ 200.000.000.000 (uns Cr$ 4,8 trilhões) por ano. Isso a torna a indústria número um daquela nação, quando medida pelos gastos das pessoas! Como exemplo, bem mais de 300 milhões de pessoas compareceram a eventos esportivos no ano passado.
Mas tal diversão comercial é onerosa. Será que lhe atinge? Ficou, por vezes, surpreso diante do preço de entradas para um filme, um concerto ou um jogo de futebol, ou do dispêndio envolvido num novo televisor? O fato de que a diversão pode consumir tão grande parte de suas finanças poderá ser motivo para reconsiderar que outra coisa poderia fazer. Talvez verifique que certas alternativas são igualmente recompensadoras, talvez até mesmo mais, sendo porém menos pesadas para sua carteira.
Pensar um pouco mais sobre a diversão, porém, revelará que, de alguns modos, o custo poderá ser muito maior do que o dinheiro envolvido. Algumas formas de diversão abrangem grande dose de violência, imoralidade ou jogatina, coisas identificadas nas Escrituras como contrárias às leis ou princípios de comportamento de Deus.
Mesmo que a diversão não seja nociva, poderá ser excessiva. Isto poderá centralizar a mente em demasia na busca do prazer. É provável que conheça pessoas cuja vida é assim. Correm constantemente em busca de alguma espécie de diversão. Sua conversa gira quase que em torno desse assunto. Mas, este amor excessivo ao prazer pode eliminar ‘a pessoa espiritual’, fazendo com que se desvie do modo de vida aprovado por Deus.
Isto não é surpresa alguma para os que se mantêm alertas ao cumprimento da profecia bíblica. Ela predisse que uma das caraterísticas de nossos tempos seria as pessoas mostrarem-se “mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus”. — 2 Tim. 3:4.
Outras Armadilhas
Outro problema no caso de algumas diversões, especialmente no caso do divertimento comercial, é que não raro deixa de revigorar ou satisfazer. À guisa de exemplo, alguns que torcem por um dos times que participa num evento desportivo amiúde se sentem abatidos, frustrados, até mesmo irados, quando tal time perde. Tal partida não lhes trouxe nenhuma alegria verdadeira.
Também, a diversão comercial pode dar mais ênfase à observação do que à participação. Ao invés de ser participante, é um observador passivo. Isto poderá colher um tributo na saúde da pessoa e em sua capacidade de relacionar-se com outras pessoas.
Daí, há o seguinte problema relativo a certos tipos de recreação: a conduta imprevisível de outras pessoas presentes. Pense só no que tem lido ou observado entre espectadores em alguns concertos de rock. E o que dizer dos motins provocados por fãs irados, em certos jogos de futebol, resultando em ferimentos e até mesmo em mortes? Sim, os espectadores se tornam participantes, nestas ocasiões, mas participantes em causar lesões corporais, ao invés de na diversão.
Alguns podem solucionar o problema de situar-se entre grupos indesejáveis por ver tais espetáculos apenas na televisão. Preferem usufruí-los no conforto de seu próprio lar, ao invés de entre uma multidão turbulenta num estádio ou auditório. Uma vantagem disto é que permite que a pessoa rejeite tal diversão de imediato, caso verifique ser indesejável — uma vez que disponha de força de vontade e de integridade moral para fazê-lo. Todavia, apesar de certas vantagens, o telespectador ainda é apenas outro observador, e não um participante.
Várias formas de diversão comercial sem dúvida têm seu lugar, e podem ser apreciadas corretamente. Mas que alternativas existem que dariam consideração especial às coisas em que podemos participar? Quais são algumas das formas alternativas de diversão que podem ser muito apreciadas, talvez até mesmo mais edificantes, e que não custam tanto?