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Será este o meio de se alcançar a felicidade?Despertai! — 1980 | 22 de fevereiro
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sua piedade forçada, sua automortificacão, e sua severidade para com o corpo; mas não é de nenhuma utilidade em combater a sensualidade.” — Col. 2:20-23, The New English Bible, margem.
A “automortificação” extrema é uma impostura, tendo simplesmente “um ar de sabedoria”. Nem agrada a Deus nem é de qualquer utilidade para se obter a felicidade.
Que dizer do extremo oposto de viver mormente para o prazer? Será esse, talvez, o meio de se alcançar a genuína alegria de viver? Muitos crêem que sim. Alguns de seus feitos na busca do prazer são expostos no próximo artigo.
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Dedicam-se inteiramente à recreaçãoDespertai! — 1980 | 22 de fevereiro
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Dedicam-se inteiramente à recreação
O CASAMENTO atraiu centenas de espectadores. Durante o cortejo, os observadores cantaram a marcha nupcial. O prefeito [que celebra casamentos nos EUA] usou, em sua cerimônia, palavras um tanto diferentes das costumeiras, e a razão tornou-se óbvia para todos os presentes. A ocasião não era um casamento de pessoas, mas de dois paguros.
O assunto todo foi inventado pelos moradores de “Ocean City”, Nova Jérsei (EUA), como modo divertido de passar o tempo de lazer. Serve para destacar a crescente obsessão com o lazer, atualmente. Muitos estão determinados a dedicar-se inteiramente à recreação.
Nos EUA, alguns se referem à busca de lazer como a indústria número um. Apesar dos aumentos maciços no custo de vida, o dinheiro gasto com lazer ascendeu de US$ 58.300.000.000 (Cr$ 2,4 trilhões), em 1965, para US$ 160.000.000.000 (Cr$ 7,2 trilhões) em 1977. “Os Estados Unidos criam uma mentalidade do lazer”, observa um analista de recreação do Departamento de Comércio dos EUA. “O surto atual não mostra quaisquer sinais de diminuição.” Crê-se que, em 1985, os estadunidenses gastarão US$ 300.000.000.000 (Cr$ 13,5 trilhões) por ano com lazer.
Encontrar Novos Meios de Recreação
Os anos recentes presenciaram notável aumento nos meios em que as pessoas gastam suas horas de folga. Por exemplo, certo grupo montou um “acampamento primitivo” que só permite o uso de itens desenvolvidos antes de 1820. Os campistas passam duas semanas trajados de roupas caraterísticas das Guerras contra a França e os índios.
Daí, existe a Sociedade de Anacronismos Criativos. Nas horas de lazer, seus membros vestem-se e levam sua vida como se estivessem na Idade Média. Acham-se divididos em quatro “reinos” que se subdividem em partes menores, tais como as baronias e as províncias. Suas atividades incluem o combate com armaduras completas, mas com armas sem fio. Alguém é escolhido para julgar se um golpe teria aleijado ou teria sido fatal, caso dado com uma arma real.
Outra inovação brincalhona é a ‘corrida na banheira’. No Lago Saranaque, em Nova Iorque, EUA, as pessoas fixam motores de popa a banheiras reais e passam zumbindo sobre o lago. Similar é a atividade dos “Waterbugs” (Baratas-d’água) da Associação de Corridas da América. No entanto, ao invés de usarem banheiras para correr sobre as ondas, tal organização utiliza abandonados “besouros” Volkswagen. Depois de removido o teto, e fazer com que o veículo fique à prova d’água, ligam uma hélice ao eixo de transmissão.
Por Que Tal Interesse no Lazer?
Por que existe tanto interesse nas atividades do lazer, atualmente? Alguns fornecem inesperada resposta. “O significado do trabalho mudou”, observa o Dr. John W. Churchill, do Departamento de Estudos do Lazer da Universidade de Maryland, EUA. “Acho que sentimos uma compulsão de ser produtivos, de realizar consecuções, de produzir. Acho que é uma necessidade muito básica. Visto que há tantas pessoas que não conseguem obter isto em seu trabalho, então o lazer é o único lugar para terem, êxito.” O Dr. Churchill encara a ênfase atual no lazer como “uma mudança para a produtividade”, ao invés de um afastamento dela.
Outro motivo para o incrementado interesse no lazer, atualmente, é que muitos deixaram de encarar o êxito em termos de renda ou status comunitário. Antes, igualam o êxito com a imagem de si mesmos, alcançada por meio de extravagantes atividades de lazer. Seu desejo não é só recrear-se, mas granjear reconhecimento de feitos esportivos.
Um motivo mais profundo para tanto interesse no lazer é a recente explosão do interesse em “si mesmo”. Mas, será errado interessar-se por si mesmo? Será algo errado demonstrá-lo por divertir-se um pouco? Não necessariamente. Certa medida de interesse próprio e de saudável recreação é benéfica. Mas, como mostrará o próximo artigo, com freqüência a busca da diversão foge do controle.
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Quando a recreação não recreiaDespertai! — 1980 | 22 de fevereiro
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Quando a recreação não recreia
CONTRÁRIO ao modo de pensar de alguns, a Bíblia não condena que as pessoas se divirtam. Como seu primeiro milagre, Jesus contribuiu para a alegria duma festa de casamento por renovar seu estoque esgotado de vinho. (João 2:1-11) Que Jesus estava amiúde presente a ocasiões festivas é evidente do fato de que seus oponentes o acusaram falsamente de bebedice e glutonaria. — Mat. 11:19.
As Escrituras incentivam o esforço de se gozar a vida. “Eu mesmo gabei a alegria”, declara um sábio escritor bíblico, “porque a humanidade não tem nada melhor debaixo do sol do que comer, e beber, e alegrar-se, e que isto os acompanhe no seu trabalho árduo pelos dias da sua vida, que o verdadeiro Deus lhes deu debaixo do sol”. — Ecl. 8:15.
Mas, e se a busca do lazer e das diversões se tornar excessiva? E se o prazer se tornar a busca principal na vida da pessoa? Em tais casos, a recreação não paga os dividendos esperados do repouso, revigoramento e prazer. Ao invés, poderá causar danos tanto a si mesmo como a outros.
Danos a Si Mesmo
Muitos gastam as horas de lazer na ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. O livro bíblico de Provérbios contém uma descrição vívida dos danos provenientes disso:
“Mostre-me alguém que beba demais, que tem de experimentar bebidas requintadas, e eu lhe mostrarei alguém miserável e com pena de si mesmo, sempre provocando dificuldades e sempre se queixando. Seus olhos estão avermelhados, e apresenta contusões que poderiam ter sido evitadas. Não deixe que o vinho o tente, mesmo quando for vermelho vivo, e cintilar no cálice, e descer suavemente. Na manhã seguinte sentir-se-á como se tivesse sido picado por uma cobra venenosa. Vistas esquisitas surgirão diante de seus olhos, e não conseguirá pensar nem falar com clareza. Sentir-se-á como se estivesse no oceano, enjoado, balançando alto nos cordames dum navio que balança. ‘Devo ter sido atingido’, dirá; ‘Devo ter sido espancado, mas não me lembro disso. Por que não consigo acordar? Preciso de outro trago.’” — Pro. 23:29-35, Today’s English Version.
No entanto, os efeitos prejudiciais do abuso do álcool são apenas uma área dos danos pessoais resultantes de demasiada ênfase ao prazer. Jon Nordheimer relata no Times de Nova Iorque: “O tempo de lazer e a avolumante afluência da classe média inflaram o número de estadunidenses que buscam a renovação psíquica, o exercício ou apenas simples emoções por expor-se a certo grau de perigo, sob o manto de recreação.”
O mesmo repórter explica que os “estatísticos da ‘Metropolitan Life Insurance Company’ (Seguradora Metropolitana) calculam que aproximadamente 10.000 estadunidenses morrem cada ano em resultado de algum risco calculado recreativo, incorrido como diversão ou aventura. E o número está crescendo”.
“Sofrem Colapso Nervoso em Suas Férias”
O tempo de lazer poderá levar também a problemas psicológicos. Um item da revista Parade (11 de junho de 1978) começa: “Por que será que muitas pessoas sofrem colapso nervoso em suas férias? Que há nos períodos de férias que provocam transtornos psicológicos? O Dr. Heinz Brokop, da Clínica de Innsbruck (Áustria) lança a culpa pelos distúrbios na solidão de muitas pessoas em férias, nos problemas de ajuste a um novo ambiente, no enfado, e no abatimento que se segue ao período de preparação para férias. ‘Temos mais de 2,5 milhões de pessoas em férias, procedentes de todas as partes do mundo’, explica ele, ‘que visitam a Áustria a cada ano, ostensivamente para descanso e descontração. Todavia, fico atarefado em cuidar de tantas delas que obtêm tudo, menos isso.’”
É claro que simplesmente dispor de tempo livre não resulta em felicidade. Ademais, muitas das formas em que as pessoas utilizam suas horas de lazer produzem tanto distúrbios físicos como mentais. Infelizmente, efeitos adversos das atividades de lazer amiúde não se limitam a pessoas ferirem a si mesmas.
Conseqüências Para Outros
O que faz com seu tempo de lazer influi em outros. Como exemplo, considere os resultados do turismo em muitos lugares. Visto que os turistas exigem hotéis, piscinas, acampamentos e estradas para terem acesso aos mesmos, com freqüência sofrem a ecologia e a economia de determinada área. O escritor Guy Mountfort explica:
“Pantanais biologicamente valiosos são secados, as correntes são desviadas, os contornos irregulares são nitidamente nivelados, e é destruída ou substituída a vegetação natural por espécies importadas mais decorativas. Logo o local se parece precisamente como qualquer outro recanto feito pelo homem — moderno, funcionalmente eficaz, artificialmente alegre, sem encanto nem alma. Embora certos empregos locais sejam gerados, a mão-de-obra do especialista transitório é usualmente importada e grande parte do lucro vai, ou para investidores estrangeiros, ou para outras regiões do país.”
Muitos veranistas não acham nada de mal em deformar o cenário natural. Segundo Mountfort, nas ilhas Galápagos, “centenas de inscrições, algumas delas em letras de 30 centímetros de altura, desfiguraram completamente muitas rochas e penhascos”. Acrescente-se a isto os maus efeitos da descuidada poluição do ar e da água, dirigir sob a influência de substâncias embriagantes, e outras evidências de negligência por parte dos que buscam o prazer, e o resultado é deveras lamentável.
Como podem as pessoas evitar chegar a extremos prejudiciais na busca do prazer? O próximo artigo proverá algumas orientações úteis.
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Poderá obter verdadeiro prazer na vidaDespertai! — 1980 | 22 de fevereiro
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Poderá obter verdadeiro prazer na vida
TODOS desejam obter deleite na vida. As pessoas amiúde tentam satisfazer tal desejo por meio de várias formas de recreação, nas horas de lazer. Não se pode negar que a recreação pode trazer benefícios, tanto mentais como físicos.
No entanto, salários maiores e mais tempo de lazer disponível, nos anos recentes, levaram muitos a uma conclusão interessante. Aprenderam pela experiência que ‘levar uma boa vida’ nem soluciona os problemas nem traz felicidade duradoura.
Como, então, podem as pessoas obter verdadeiro prazer na vida? Será proveitoso considerar uma experiência feita pelo Rei Salomão, que investigou cuidadosamente as razões pelas quais a maioria das pessoas deixavam de alcançar verdadeira felicidade. Sob inspiração de Deus, Salomão escreveu suas experiências e conclusões no livro de Eclesiastes. Quanto a buscar a felicidade por procurar prazeres, ele escreve:
“Perscrutei com o meu coração, animando minha carne até mesmo com vinho, ao passo que eu conduzia meu coração com sabedoria, sim, para apoderar-me da estultícia, até que eu pudesse ver o que havia de bom para os filhos da humanidade naquilo que faziam debaixo dos céus, pelo número dos dias da sua vida. Empenhei-me em trabalhos maiores. Construí para mim casas; plantei para mim vinhedos. Fiz para mim jardins e parques, e plantei neles toda sorte de árvores frutíferas. Fiz para mim reservatórios de água para irrigar com eles a floresta em que crescem árvores. Adquiri servos e servas, e vim a ter filhos dos da casa. Vim a ter também gado, gado vacum e rebanhos em grande quantidade, mais do que todos os que vieram a estar antes de mim em Jerusalém. Acumulei também para mim prata e ouro, bem como propriedade peculiar de reis e de distritos jurisdicionais. Constitui para mim cantores e cantoras, bem como as delícias dos filhos da humanidade, uma dama, sim, damas. E tornei-me maior e aumentei mais do que qualquer outro que veio a estar antes de mim em Jerusalém. Além disso, minha própria sabedoria permaneceu minha. E tudo o que os meus olhos pediram, eu não retive deles. Não neguei ao meu coração nenhuma espécie de alegria, pois meu coração se alegrava por causa de todo o meu trabalho árduo, e isto veio a ser meu quinhão de todo o meu trabalho árduo.” — Ecl. 2:3-10.
O escritor bíblico investigou cuidadosamente a sensação de euforia advinda da ingestão de bebidas alcoólicas e que é também procurada hoje através da toxicomania. Ele acumulou grandes riquezas e cercou-se de beleza paradísica. Explorou todo tipo de prazer descontraído, inclusive o
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