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  • Prossiga andando como filho da luz
    A Sentinela — 1979 | 1.° de dezembro
    • precisa haver vigilância para frustrar seu espírito na congregação. A influência dos anciãos deve promover o fluxo do espírito de Deus. Ocasionalmente, isto talvez requeira o ‘reajuste’ no modo de pensar de alguns que perderam o equilíbrio. Certo ancião, preocupado com a infiltração do mundanismo na congregação, escreveu: “Nós, como anciãos, temos parte da culpa, porque alguns de nós se mostram fracos no que se refere a dar conselho quando necessário e não defendem o que é direito.” Entretanto, não apenas os anciãos, mas todos os que têm “qualificações espirituais [“os espirituais”, Taizé]” deviam estar dispostos a “reajustar tal homem [que dá um “passo em falso”] num espírito de brandura”. Tal conselho ‘brando’ talvez impeça que um único “passo em falso” se torne um contínuo proceder desencaminhado, levando à calamidade. — Efé. 4:11-14; Gál. 6:1.

      18. Por que precisa haver equilíbrio?

      18 Todos devem dar-se conta de que os gostos variam, em matéria de diversão. Em vez de ser extremamente crítico, talvez ficando quase “justo demais”, incentive aquilo que é desejável. Use as normas fixadas na Bíblia. Deixe que a força da Palavra de Deus toque no coração dos que dão ‘passos em falso’. — Ecl. 7:16.

      19. Como podem os pais usar sua influência para o bem de seus filhos?

      19 Especialmente os pais estão em boas condições para ajudar seus filhos. O apóstolo ordena aos pais: “Não estejais irritando os vossos filhos, mas prossegui em criá-los na disciplina e na regulação mental de Jeová.” A palavra grega para “criá-los” contém a idéia de sentimento caloroso para com o filho, porque o radical da palavra pode ser aplicado à “mãe lactante que acalenta” os seus filhos. — Efé. 6:4; 1 Tes. 2:7.

      20. (a) Por que há necessidade de disciplina? (b) Em vista das observações duma jovem, o que devem fazer os pais, e será isso mais tarde apreciado pelos seu filhos?

      20 Tal preocupação impede que os pais sejam indiferentes para com a escolha de diversão pelo seu filho. O profundo amor ao filho fará com que o pai ou a mãe seja às vezes firme, ‘criando o filho com disciplina’. Especialmente por causa da pressão de seus colegas, o filho talvez objete a algumas das restrições dos genitores, possivelmente no campo da diversão. Uma pregadora de tempo integral, de 21 anos de idade, que foi criada por pais piedosos, relembrou seus anos de adolescência, dizendo:

      “Foi somente anos mais tarde que passei a dar-me conta de que a instrução que eu recebera era para a minha vantagem, embora naquele tempo pensasse que estava saindo perdendo. No caso dos pais, talvez pensem que estão perdendo o filho por serem firmes. Eles não o perdem. Precisam encarar o assunto a longo prazo. Sabe, deve ser horrível para os pais quando sua filha diz: ‘Ora, mamãe, a Susana pode fazer isso e ela ainda está na Verdade, então, o que a faz pensar que eu vou abandonar a Verdade?’ Deve ser muito difícil para os pais dizer: ‘Não.’ Mas, apenas quando a gente fica mais velha, muitos anos depois, e passa a olhar para trás, é que pode dizer: ‘Muito obrigada, Jeová, por terem meus pais tido a coragem de ser firmes.’”

      21. Que relação prezada devem os pais ajudar o filho a desenvolver? Por quê?

      21 Mas a resposta total não está na força externa ou na disciplina. O apóstolo Paulo falou sobre a “regulação mental de Jeová”. As palavras originais significam literalmente pôr a mente de Jeová por dentro, como influência controladora ou reguladora. Empenhe-se por ajudar seu filho a desenvolver uma relação com Deus, para que ele passe a rejeitar as formas degradantes de divertimento, bem como toda a conduta errada. Conforme disse certo jovem, que desenvolveu tal relação: “O caso não é tanto entre mim e meus pais, mas entre mim e Jeová.”

      22. Que esperança podemos ter, por continuarmos a andar como filhos da luz?

      22 Para todos nós, o caso é entre nós e Jeová. Portanto, que nenhum dos do povo de Jeová se esqueça de quem realmente são, a saber, “filhos da luz”. Continue andando agora como iluminador, usufruindo uma vida feliz e satisfatória, e nutrindo a perspectiva duma eternidade de felicidade no iminente novo sistema de estimulante resplendor moral.

  • Recreação que realmente reanima
    A Sentinela — 1979 | 1.° de dezembro
    • Recreação que realmente reanima

      “ADORAMOS os deuses com alegria, com festas, cantos e jogos, mas vós [cristãos] adorais um homem crucificado, que não se pode agradar com aqueles que têm todo este divertimento, que despreza a alegria e condena os prazeres.” Assim falou um inimigo do cristianismo no segundo século.a Mas, como estava errado! Aqueles primitivos discípulos encontravam realmente verdadeira alegria na vida.

      Seu líder, Jesus Cristo, filho do “Deus feliz”, é mencionado como estando “cheio de alegria”, e como “o feliz . . . Potentado”, o qual, na terra, orou para que seus seguidores ‘tivessem a sua alegria plenamente em si mesmos’. — 1 Tim. 1:11; 6:15; Luc. 10:21; João 17:13.

      A alegria deles não se baseava na hilaridade temporária duma festa ou dum jogo. Conheciam muito bem o antigo provérbio (Pr.14:13): “Mesmo no riso o coração talvez sinta dor; e é em pesar que acaba a alegria.” Seu maior deleite era seguir os princípios do cristianismo. Sua alegria tocava-lhes o coração. Possuíam então uma relação prezada com o Deus Todo-poderoso e o companheirismo de seus concristãos. Tinham também a experiência animadora de ajudar outros a aprender a verdade e de poder criar filhos que seriam motivo de deleite para eles.

      OPORTUNIDADES PARA “FOLGA”

      Cumprirem com suas responsabilidades bíblicas e transmitirem a mensagem cristã a outros, embora muito importante, não levaria todo o seu tempo. Seu Amo, pelo próprio exemplo que deu, mostrou ser correto tomar algum tempo para descanso e reanimação. Depois de um dia inteiro de testemunho, Jesus disse aos seus discípulos: “‘Vinde, vós mesmos, em particular, a um lugar solitário, e descansai um pouco.’ Porque havia muitos que vinham e iam, e não tinham folga nem para tomar uma refeição.” — Mar. 6:31.

      A mesma palavra grega para “descansar” (na voz média do verbo) é traduzida, em Filêmon 20, por “reanimar” (na voz ativa do verbo). De modo que a “folga” pode ser usada para haver uma mudança de ritmo da rotina regular ou para se reanimar, a fim de continuar com o trabalho costumeiro. Aqueles primitivos cristãos, embora primariamente ativos e zelosos na proclamação da mensagem do Reino, achavam ocasionalmente tempo para uma mudança de ritmo, que realmente os reanimava.

      Sem dúvida, visitavam-se uns aos outros e tomavam refeições juntos. Além disso, havia diversas formas de recreação correta a que estes discípulos ou seus filhos podiam entregar-se. Menciona-se que jovens e outros tocavam instrumentos musicais nos tempos pré-cristãos. (1 Sam. 16:18; 1 Reis 1:40; Lam. 5:14; veja Lucas 15:25.) Diz-se que as crianças se empenhavam em brincadeiras e em danças. (Mat. 11:16, 17) Em contraste com o “treinamento corporal” que então havia disponível, como proveitoso “para pouca coisa”, a devoção piedosa expressa em atos era “proveitosa para todas as coisas, visto que tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir”. Tudo o que os cristãos faziam era mantido em equilíbrio, não mostrando o desenfreio daqueles que não eram cristãos. Nunca sobrepujava sua “devoção piedosa”, a verdadeira fonte de sua alegria. — 1 Tim. 4:8.

      O QUE ALGUMAS FAMÍLIAS FAZEM AGORA

      Hoje em dia, as famílias cristãs também passam ocasiões reanimadoras juntas. Têm verdadeiro prazer e companheirismo em fazerem algumas coisas em conjunto, principalmente, em divulgar as boas novas do Reino a outros. Contudo, há outras coisas que fazem juntos, tais como participar em diversas formas de recreação. De que espécie? Bem, certo pai, que criou com bom êxito muitos filhos, falou sobre uma variedade de atividades edificantes, acrescentando então: “As formas mais bem sucedidas de recreação parecem ser aquelas que fazem a criança usar a sua energia e oferecem um desafio.”

      Um pai cristão com quatro adolescentes morava numa região em que, pelo visto, não havia oportunidades recreativas. Perguntou-se-lhe se teve problema em encontrar uma recreação significativa para sua família. Ele respondeu: “Providenciar uma recreação nunca é difícil. O único obstáculo a vencer é ver as oportunidades para ela e encontrar contentamento no que se tem. O mais satisfatório parece ser entregar-se a coisas simples, tais como nadar, dar passeios, entreter convidados, e coisas assim. Aprendemos que a nossa reanimação não precisa ser a função de dispendiosas instalações recreativas ou pródigo equipamento, mas, antes, o aproveitamento do que está disponível a todos.”

      Muitos acham que, enquanto se empenham na obra de divulgar o conhecimento bíblico a outros, abrem-se oportunidades para recreação. Um pai de quatro filhos escreveu:

      “Grande parte de nossas atividades recreativas giram em torno de nossas atividades teocráticas, e, enquanto nos entregamos a estas, grande parte da recreação vem como derivado. Dar testemunho no nosso território rural amiúde oferece a oportunidade de fazermos um piquenique. Em muitas ocasiões, terminamos um dia de testemunho por divertir-nos em algum lugar na floresta ou numa área de acampamento.”

      Naturalmente, a situação de cada família é diferente. Sem dúvida, há uma variedade de coisas que as pessoas, como família, acham que servem para descontrair. Ainda outro pai de quatro filhos disse: “Não é a espécie de recreação que mantém os jovens contentes e felizes, mas são o ambiente e a associação relacionados com ele. A relação com os membros da família é que faz com que o tempo gasto seja agradável.” Outro cristão acrescentou: “O que a tornava [i. e., a recreação] tão especial é que nos empenhávamos nela como família.”

      O VALOR DO INTERESSE DOS PAIS

      Portanto, os pais precisam estar cônscios da necessidade dos jovens, de terem alguma atividade significativa para encher parte de seu tempo de folga. Certa mãe, cujo marido não é crente, disse: “É preciso criar no lar um ambiente do qual os filhos não desejarão afastar-se, e quando se afastam temporariamente, desejarão voltar.” Perguntou-se a certos pais, bem sucedidos em criar os filhos, sobre o seu “segredo”. Responderam: “Sempre procuramos fazer a vida conosco, no lar, mais interessante para os nossos filhos do que estarem com os colegas.”

      Tornar a vida em casa “mais interessante” para os filhos requer preocupação de coração por parte dos pais. Certa mãe disse de modo incisivo: “Correr atrás dos pirralhos movimenta e estimula o corpo, mas os adolescentes estimulam e agitam a mente.” Sim, um coração interessado, junto com um esforço mental, é o que se requer dos pais.

      É mais fácil falar sobre tal esforço do que fazê-lo. “Sendo pais de sete filhos, descobrimos que era uma luta alimentar, vestir e abrigá-los”, escreveu um pai, acrescentando, “por isso, nossa recreação era limitada, embora conseguíssemos arranjar algum tempo para recreação”. Muitas vezes, apenas um genitor no lar precisa levar todo o fardo.

      Compreende-se que é difícil voltar para casa, depois de um dia de trabalho árduo, e começar a pensar em como prover alguma recreação para a família. Os pais que conseguem cuidar de todas as suas responsabilidades bíblicas e ainda assim prover alguma recreação significativa para a família são deveras elogiáveis! Embora isso seja difícil, certa mãe, cujos sete filhos todos se tornaram cristãos dedicados, disse: “As alegrias sobrepujam todos os sacrifícios e trabalho árduo.”

      Reagem os filhos favoravelmente? Certo pai viu-se confrontado com o desafio de criar três filhas adolescentes sem a ajuda da esposa. As três moças tornaram-se cristãs devotas. Mais tarde, uma das filhas disse:

      “Fazíamos as coisas em conjunto. Às vezes, quando não tínhamos os meios para alguma diversão, simplesmente íamos passear, amiúde por quarteirão após quarteirão pelas ruas da cidade. Papai não tinha medo de nos deixar saber que ele era humano. Quando não tínhamos aonde ir e estava chovendo, ele dizia: ‘Vamos sair e andar na chuva.’ E nós simplesmente saíamos e andávamos na chuva; não tínhamos aonde ir, mas era tão agradável simplesmente estar com ele. Ele tomou tempo para estar conosco.”

      Ora, nem todos acham que andar na chuva é recreação, mas o ponto é que não é tanto o que se faz, como que se faça algo como família, para prover uma “mudança de ritmo”, a fim de trazer verdadeira reanimação.

      “FAMÍLIA” ESPIRITUAL

      Os que se tornam cristãos usufruem uma preciosa associação com mais outra família, a congregação, que é deveras comparável a uma família completa de ‘irmãos, irmãs, mães, pais e filhos’. (Mar. 10:28-30) Por este motivo, parece apenas natural que os membros da congregação não somente gostem de dar testemunho juntos, em grupo, mas também de passar tempo adicional em mútua associação edificante.

      Tais reuniões sociais podem ser revigorantes e também aumentam a cordialidade da congregação. Perguntou-se a uma jovem cristã sobre qual foi a reunião mais agradável de que se podia lembrar. Ela respondeu sem hesitação:

      “Foi quando algumas famílias da congregação, pais e filhos, se reuniram. Depois de um lanche muito simples, ficamos sentados e conversamos. Um dos irmãos começou a perguntar como alguns de nós nos tornamos Testemunhas de Jeová, ou para contar alguma experiência de nosso trabalho de ensinar outros. Em pouco tempo, diversos passaram a contar como se tornaram cristãos e quais os problemas que venceram Ninguém dominou a conversa, mas muitos contribuíram para ela. Todos ficamos animados pelas experiências. Foi uma ocasião inesquecível.”

      Quando se aplicam os princípios bíblicos, e os anciãos, servos ministeriais e outros presentes usam a sua influência para o bem, tais ocasiões podem ser fonte de verdadeira reanimação, não deixando um sabor amargo na boca de muitos por causa de alguma conduta degenerada. Nunca devemos esquecer que nossa principal comissão é ser testemunhas do nome e do reino de Jeová. Mesmo no ambiente descontraído duma reunião cristã, social, nossa conduta deve dar glória ao nosso Santo Pai. Conforme disse um escritor cristão do segundo século: “Em parte alguma é o cristão outra coisa senão cristão.” — Isa. 5:12; 43:10-12; 1 Cor. 10:31.

      O VALOR RELATIVO DA RECREAÇAO

      A recreação salutar pode prover alguma diversão agradável. Pode reanimar-nos para podermos prosseguir com o nosso trabalho normal. Contudo, ela não é a coisa principal na vida. Certa jovem irmã, bem equilibrada, proclamadora por tempo integral das “boas novas”, na Europa, disse:

      “A diversão não era o que se enfatizava no lar. Para ser franca, a principal coisa no nosso lar era o serviço de campo. O alimento, a roupa, o abrigo, as coisas espirituais e as reuniões eram as coisas importantes. No entanto, quando tínhamos tempo, nos empenhávamos em alguma diversão, talvez visitando outras famílias na congregação.

      “Muitas vezes vi jovens irem a diversos lugares de diversão e pensei: ‘Ora, eu gostaria muito de fazer isso.’ Mas, na realidade, não me prejudicou em nada não me empenhar constantemente em recreação. Nunca foi uma desvantagem para mim. Não estou em pior situação do que todos os outros jovens da minha idade.”

      Se permitíssemos que a diversão desempenhasse um grande papel na nossa vida, isso nos prejudicaria espiritualmente, e talvez até mesmo em sentido físico. Note a advertência clara de Provérbios 21:17, que diz: “Aquele que ama a hilaridade será alguém em necessidade; quem ama o vinho e o azeite não enriquecerá.”

      Naquele tempo, era costumeiro, em reuniões sociais ou banquetes, beber vinho e derramar óleo, e outras substâncias fragrantes, sobre a cabeça e a roupa. (Pro. 27:9; Amós 6:6) Os que amavam tais festividades logo descobriam que outras atividades na sua vida passavam a sofrer, para seu prejuízo. Uma série de experiências lamentáveis tem mostrado que, quando há empenho regular em festividades puramente recreativas, elas têm a tendência de gravitar para o mundanismo. Por isso, é preciso ter muita cautela.

      Nunca se esqueça de que muitos cristãos, em diversas partes do mundo, não têm à sua disposição muito do que é chamado de “diversão” pelas pessoas nas nações mais industrializadas. Mas, eles se arranjam, e, de fato, em muitos sentidos, parecem ser mais felizes e mais contentes do que aqueles que têm uma tão grande variedade de recreação. Um ancião, observando bem a situação internacional, escreveu: “Muitos acham que a ênfase dada à diversos e o declínio da moral andam de mãos dadas.” Portanto, cada cristão precisa prevenir-se contra tal perigo e colocar a “ênfase” na sua participação na adoração de nosso Pai celestial. Temos de encarar também o fato de que, em vista da urgente comissão de proclamar o reino de Deus nestes “últimos dias”, nem nós, como cristãos, nem os nossos filhos, poderemos gastar mais do que o mínimo de tempo com a diversão. É também evidente que os cristãos nunca poderão empenhar-se em tudo o que o mundo chama de “diversão”. De modo que a recreação precisa ser mantida no seu devido lugar. Isto requer que mantenhamos constantemente uma perspectiva espiritual, não carnal, e que nos empenhemos em incutir este conceito no coração de nossos filhos.

      Portanto, mantenha cada cristão um conceito equilibrado sobre a recreação. Façamos nossa vida girar em torno das coisas que dão verdadeira alegria e satisfação ao coração, ao passo que ocasionalmente nos empenhamos em alguma recreação edificante. Acima de tudo, tenhamos a maior felicidade em levar uma vida cristã limpa em proclamar zelosamente a grandiosa esperança do Reino, que em breve ajudará toda a humanidade a levar uma e outros a vida equilibrada e valiosa, para o eterno louvor de nosso Deus, Jeová.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Esta foi a declaração de um Juiz, feita a Epipôdio que professava ser cristão. O Juiz o estava submetendo a interrogatório e tentando fazê-lo transigir. Isto aconteceu supostamente na França, durante o 17.º ano do imperador romano Marco Aurélio. (177 E.C.)

  • Laodicéia e os laodicenses
    A Sentinela — 1979 | 1.° de dezembro
    • Laodicéia e os laodicenses

      Laodicéia, cujo nome talvez signifique “julgamento do povo”, era uma cidade na parte ocidental da Ásia Menor, cujas ruínas ficam a a uns 145 quilômetros a leste de Éfeso, perto de Denizli. Conhecida anteriormente por Dióspolis e Roas, é provável que Laodicéia tenha sido novamente fundada no terceiro século A. E. C., pelo governante selêucida Antíoco II, e chamada segundo a esposa dele, Laódice. Situada no vale fértil do rio Lico (tributário do Meandro [Menderes]), Laodicéia ficava no entroncamento de grandes vias comerciais e estava ligada por estradas com cidades tais como Éfeso, Pérgamo e Filadélfia.

      Laodicéia usufruía grande prosperidade como cidade manufaturaria e centro bancário. Um indício da grande afluência desta cidade é o fato de que, quando sofreu grandes danos por causa dum terremoto, durante o reinado de Nero, pôde ser reconstruída sem ajuda financeira de Roma. (Annals, de Tácito, Livro XIV, seção 27) A lã preta e lustrosa de Laodicéia e as vestimentas fabricadas com ela eram amplamente conhecidas. Sendo sede duma famosa escola de medicina, esta cidade provavelmente produzia também o remédio para a vista conhecido por “pó frígio”. Portanto, é compreensível que uma das principais deidades veneradas em Laodicéia fosse Esculápio, deus da medicina.

      Esta cidade tinha também uma grande desvantagem. Dessemelhante das cidades vizinhas no vale do Lico, tais como Hierápolis, com suas fontes termais famosas pelas suas propriedades curativas, e Colossos, com sua refrescante água fria, Laodicéia não possuía nenhum suprimento permanente de água. A água tinha de ser trazida de grande distância a Laodicéia e provavelmente já era morna quando atingia a cidade. Na primeira parte do percurso, a água era transportada por um aqueduto e depois, mais perto da cidade, por meio de biocos cúbicos de pedra, perfurados pelo meio e cimentados nas extremidades um ao outro.

      Laodicéia parece ter tido um número considerável de judeus. Segundo uma carta de magistrados laodicenses (citada por Josefo), permitia-se aos judeus observar o sábado e seus outros ritos sagrados, de acordo com a injunção de Caio Rubílio. (Antigüidades Judaicas, Livro XIV, cap. X, par. 20, em inglês) Pelo menos alguns dos judeus ali eram bastante abastados. Isto se pode deduzir do fato de que, quando o Governador Flaco ordenou o confisco das contribuições anuais para o templo de Jerusalém, a contribuição dos judeus de Laodicéia supostamente veio a ser mais de dez quilos de ouro.

      No primeiro século E. C., havia uma congregação cristã em Laodicéia, a qual, pelo visto, se reunia na casa de Ninfa, uma irmã cristã. Sem dúvida, os esforços de Epafras contribuíram para o estabelecimento desta congregação. (Col. 4:12, 13, 15) É também provável que o efeito da obra de Paulo em Éfeso se tenha estendido até Laodicéia. (Atos 19:10) Embora não ministrasse ali pessoalmente, não obstante, Paulo preocupava-se com a congregação laodicenses e até mesmo lhe escreveu uma carta. (Col. 2:1; 4:16) Entretanto, alguns eruditos acham que a carta de Paulo talvez fosse simplesmente uma duplicata daquela que enviou a Éfeso. Naturalmente, esta é apenas uma teoria, um empenho para explicar o fato de que a Bíblia não contém nenhuma carta de Paulo ‘aos laodicenses’, embora Paulo lhes escrevesse. A carta a Laodicéia talvez apenas contivesse informações não necessárias para nós, hoje, ou pode ter repetido pontos já adequadamente abrangidos em outras cartas canônicas.

      A congregação de Laodicéia era uma das sete na Ásia Menor às quais o glorificado Jesus Cristo, na Revelação a João, dirigiu mensagens pessoais. (Rev. 1:11) Naquele tempo, perto do fim do primeiro século E. C., a congregação laodicense tinha pouco para recomendá-la. Embora fosse materialmente rica, era espiritualmente pobre. Em vez do ouro literal manejado pelos banqueiros laodicenses, em vez das vestimentas de lã preta e lustrosa, fabricadas localmente, em vez do remédio para os olhos, sem dúvida produzido pelos médicos laodicenses em vez das águas termais, medicinais, das fontes da vizinha Hierápolis, a congregação laodicense precisava de coisas assim em sentido espiritual. Precisava de “ouro refinado pelo fogo” para enriquecer sua personalidade (veja 1 Coríntios 3:10-14; 1 Pedro 1:6, 7), roupas exteriores brancas, para ter uma irrepreensível aparência cristã, sem aspectos não-cristãos, que eram tão vergonhosos como a nudez física. (Veja Revelação 16:15, 19:8.) Precisava de um espiritual “ungüento para os olhos” para tirar-lhe a cegueira para com a verdade bíblica e as responsabilidades cristãs. (Veja Isaías 29:18; 2 Pedro 1:5-10; 1 João 2:11.) Ela podia comprar essas coisas de Cristo Jesus, Aquele que batia à porta, se o acolhesse hospitaleiramente. (Veja Isaías 55:1, 2.) Ela precisava tornar-se estimulantemente quente (veja Salmo 69:9; 2 Coríntios 9:2; Tito 2:14) ou refrescantemente fria (veja Provérbios 25:13, 25), mas não devia continuar morna. — Rev. 3:14-22.

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