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Cuidado com este enganador!A Sentinela — 1984 | 15 de janeiro
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Portanto, acautele-se! Esta prática poderia torná-lo presa dele.
A MANIA DOS VÍDEO-JOGOS
Nos últimos anos, uma nova mania vem tomando conta do mundo: os vídeo-jogos. Todos os anos, bilhões de cruzeiros são lançados nas máquinas de fliperamas, e outros bilhões de cruzeiros são gastos em vídeo-jogos domésticos. São tais jogos prejudiciais? ‘Não’, dizem alguns. ‘Podem até ser benéficos.’ Mas, são proibidos em alguns países, e comunidades locais de outros países têm procurado impedir a entrada deles. Será isso exagero?
Bem, considere o tipo de jogos que são disputados. Alguns baseiam-se em esportes, mas a maioria não. “A derradeira meta de virtualmente todos os vídeos-jogos”, afirmou a revista Natural History, “é a sobrevivência. Nos jogos espaciais, você precisa atirar neles antes que eles atirem em você. No gênero Pac ‘pessoa’, você os devora antes que eles o devorem. E, nos jogos de caráter cômico, você ataca a criatura . . . antes que ela o ataque.” Por que são os jogos violentos que têm cativado a imaginação? A opinião do historiador Jack Colhoun: “Esses jogos são produto dos nossos tempos.” Vivemos num mundo violento, e os jovens são treinados a encarar a violência como algo empolgante em vez de repugnante. Contudo, a Bíblia diz: “O próprio Jeová examina tanto o justo como o iníquo, e Sua alma certamente odeia a quem ama a violência.” — Salmo 11:5.
A revista Psychology Today indica os efeitos prejudiciais que esses jogos podem causar: “Os vídeo-jogos . . . podem não apenas ser socialmente isoladores, mas podem realmente fomentar a violência entre as pessoas.” Os jovens podem ser especialmente prejudicados por tal influência. Portanto, o colunista John Rosemund insiste: “Os vídeo-jogos são lixo para a mente. Quanto mais jovem for a mente, mais prejudiciais serão seus efeitos.”
Os vídeo-jogos podem até mesmo ser viciadores. Certo professor universitário explicou que o vício dos vídeo-jogos é tanto físico como psicológico. Ele disse: “Os jogadores passam por súbitas elevações no nível de adrenalina, sensações de euforia, e, finalmente, de desespero, bem como sucessões inteiras de agressão e reações violentas.” Certa mãe na Inglaterra disse o seguinte sobre o vício de seu filho de 14 anos: “É como ter em casa um adolescente alcoólatra. Essas máquinas o corromperam . . . Ele se comporta como um animal enjaulado, quando não pode jogar nelas.” Um caso extremo? Talvez. Mas, a ampla incidência de “dedo Pacman”, ‘tendinite de punho de Invasor Espacial”, e outros problemas físicos ligados aos jogos indicam que o vício não é incomum.
Os jovens, por natureza, têm um forte desejo de emoções, e as novidades os fascinam. Mas, quão sábio é os jovens cristãos cuidarem para que nada os impeça de “viver com bom juízo, e justiça, e devoção piedosa no meio deste atual sistema de coisas”! (Tito 2:12) Desse modo, não permitirão que o Enganador roube o seu tempo, ou suas energias mentais e emocionais, por viciá-los nos vídeo-jogos.
Certa medida de exercício físico, determinadas músicas, muitos jogos e vários filmes divertem e descontraem. Mas lembre-se: Tais coisas podem ser também instrumentos para influências nocivas. Esteja alerta e de guarda contra estas. O Grande Enganador, Satanás, talvez pareça interessado em que você tenha momentos agradáveis. Mas, por fim, a influência dele o prejudicará. Não o deixe entrar em sua casa ou em sua vida. ‘Oponha-se ao Diabo, e ele fugirá de você.’ — Tiago 4:7.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1984 | 15 de janeiro
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Perguntas dos Leitores
◼ Uma vez que um irmão que continue num emprego que envolva andar armado não seria considerado exemplar, seria errado a Testemunha de Jeová procurar a proteção de agentes da lei armados?
Jesus disse: “Todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” (Mateus 26:52) Em harmonia com esse princípio, os cristãos maduros são admoestados a evitar empregos que exijam deles portar uma arma de fogo (o equivalente moderno da “espada”). Entretanto, isso não significa que não possam procurar e receber a proteção de policiais armados. Por que dizemos isso?
Romanos 13:1-4, ao mencionar a “autoridade” governamental humana que opera no atual sistema pela permissão de Deus, diz o seguinte: “É ministro de Deus para ti, para teu bem. Mas, se fizeres o que é mau, teme; porque não é sem objetivo que leva a espada; pois é ministro de Deus, vingador para expressar furor para com o que pratica o que é mau.” Portanto, Deus aprova tais “autoridades superiores” estarem armadas, para que se preserve entre a humanidade certa medida de lei e ordem. No entanto, quando Cristo, qual “Príncipe da Paz”, trouxer ‘abundância de paz sem fim’, o uso de todas as armas de violência será coisa do passado. Assim, em harmonia com as Escrituras, os cristãos hoje poderão aceitar a proteção da “autoridade”, embora eles mesmos tenham ‘forjado das suas espadas relhas de arado’ em antecipação do iminente Reino de Deus. — Isaías 2:4; 9:6, 7.
Poderíamos comparar a situação hoje com a existente nos dias de Jeremias. Foi naquele tempo que Jeová usou o exército de “Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo”, para executar o julgamento no apóstata reino de Judá. Será que Jeremias e Baruque se armaram para proteger-se diante dessa situação crítica? Não, pois o próprio Jeová fez a Jeremias “uma cidade fortificada, e uma coluna de ferro, e uma muralha de cobre contra toda a terra”. E, embora não se tenham ajuntado ao exército do “servo” de execução de Jeová, aceitaram a libertação por esse “servo” quando Jerusalém foi destruída. — Jeremias 1:17-19; 25:9; 39:11-14.
Do mesmo modo hoje, as Testemunhas de Jeová buscam a paz ao passo que proclamam a mensagem do Reino num mundo violento. Entretanto, enquanto Jeová permitir que as autoridades governamentais levem a “espada” ou o seu equivalente moderno para preservar a ordem, elas podem corretamente aceitar a proteção dessa “espada”.
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