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RefainsAjuda ao Entendimento da Bíblia
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problemas com os refains, pois alguns deles persistiram em ficar nas florestas, na região montanhosa de Efraim. Os filhos de José ficaram com receio de expulsá-los. (Jos. 17:14-18) Quando Davi combatia os filisteus, ele e seus servos abateram quatro homens “que nasceram aos refains em Gate”. Um deles foi descrito como “um homem de tamanho extraordinário, cujos dedos das mãos e dos pés eram aos seis, vinte e quatro”. A descrição das armas deles indica que eram todos homens de grande estatura. Um destes era “Lami, irmão de Golias, o geteu”. (1 Crô. 20:4-8) Este Golias, a quem Davi matou, tinha seis côvados e um palmo de altura (c. 2, 90 m). (1 Sam. 17:4-7) O relato em 2 Samuel 21:16-22 reza “Golias”, em vez de “irmão de Golias”, como em 1 Crônicas 20:5, o que pode indicar que havia dois Golias. — Veja GOLIAS.
O termo hebraico repha’ím é empregado em outro sentido na Bíblia. Às vezes, aplica-se claramente, não a um povo específico, mas àqueles que já estão mortos. Vinculando esta palavra a uma raiz que significa ‘mergulhar, descontrair-se’, alguns peritos concluem que ela significa “os mergulhados, impotentes”. Nos textos em que ela tem esta acepção, a Tradução do Novo Mundo a verte por “os impotentes na morte”, e muitas outras traduções utilizam formas de traduzir tais como “coisas mortas”, “defuntos” e “mortos”. — Jó 26:5; Sal. 88:10 (88:11, PIB); Pro. 2:18; 9:18; 21:16; Isa. 14:9; 26:14, 19.
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RefeiçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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REFEIÇÃO
Sendo amiúde ocasiões de feliz associação e de benefícios espirituais entre os antigos hebreus e, mais tarde, entre os cristãos primitivos, as refeições também ofereciam oportunidades para se mostrar amor e hospitalidade para com outros. Parece que os hebreus e os cristãos primitivos costumeiramente ofereciam orações por ocasião das refeições. — 1 Sam. 9:13; Atos 27:35; 1 Tim. 4:1, 3; veja ÁGAPES (FESTAS DE AMOR); HOSPITALIDADE; REFEIÇÃO NOTURNA DO SENHOR.
Parece que os israelitas saboreavam duas refeições principais a cada dia, uma de manhã e a outra à noite, no fim do dia de trabalho. (Compare com Rute 3:2, 3, 7; 1 Reis 17:6.) Ao passo que muitos comiam em casa o seu desjejum, outros, incluindo os pescadores, que labutavam a noite inteira, pelo visto tinham por hábito levar alguma comida quando saiam para o trabalho. Os pescadores podiam também preparar para o desjejum alguns dos peixes que pescaram. — Compare com Marcos 8:14; João 21:12, 15.
Há evidência, contudo, de que por volta do meio-dia se servia uma refeição, talvez geralmente uma refeição mais leve. (Atos 10: 9, 10) Provavelmente, nesta hora, as pessoas que trabalhavam nos campos paravam para descansar e comer algum alimento. — Compare com Rute 2:14.
As mulheres costumeiramente serviam os alimentos. (João 12:1-3) Mas, às vezes, elas tomavam suas refeições em companhia dos homens. (1 Sam. 1:4, 5; Jó 1:4) Nas casas abastadas, especialmente as reais, havia servos que serviam à mesa. A mesa do Rei Salomão era servida por garçons que usavam vestes especiais. — 1 Reis 10:4, 5; 2 Crô. 9:3, 4.
As bebidas eram geralmente servidas em cálices individuais, mas o alimento era com freqüência colocado num prato comum. Os que comiam talvez retirassem o alimento com os dedos, ou utilizassem um pedaço de pão como se fosse uma colher, para pegar certos alimentos. — Mar. 14:20; João 13:25, 26; veja também Provérbios 26:15.
As posições assumidas pelas pessoas às refeições incluíam o reclinar-se e o sentar-se. (Gên. 18:4; 27:19; Juí. 19:6; Luc. 9:14) Um relevo do palácio do rei assírio, Assurbanipal, apresenta-o como reclinado num divã, e sua rainha como estando sentada numa poltrona elevada, enquanto se regalavam. Reclinar-se em leitos, às refeições, era, pelo visto, um costume comum também entre os persas. (Ester 7:8) Nos dias de Ezequiel, mesas e leitos eram utilizados, pelo menos por alguns israelitas. — Eze. 23:41.
NA ÉPOCA DO MINISTÉRIO TERRESTRE DE JESUS
O costume geral dos hebreus, no primeiro século EC, era que as pessoas lavassem as mãos antes de tomarem uma refeição. Tratava-se dum costume ritualístico entre os escribas e os fariseus. — Mar. 7:1-8; veja MÃOS, LAVAR AS.
Nos banquetes ou em grandes festas na época do ministério terrestre de Jesus, colocavam-se leitos de diferentes alturas em torno de três lados da mesa. Isto deixava o quarto lado livre, de modo que os que serviam a comida pudessem ter acesso à mesa. O arranjo romano da mesa e dos leitos era tal que o leito mais elevado ficava à direita daqueles que serviam a refeição, ao se aproximarem da mesa. Um leito um tanto mais baixo ficava bem à frente deles, e o leito mais baixo ficava à sua esquerda.
Às vezes, quatro ou cinco pessoas ocupavam um único leito, mas, usualmente, o número era de três pessoas. Os que saboreavam a refeição geralmente descansavam sobre seu cotovelo esquerdo, provavelmente sobre uma almofada, com a cabeça se inclinando para a mesa. A comida era normalmente apanhada com a mão direita. O lugar de maior importância num leito era o ocupado pela pessoa que não tinha ninguém atrás de si. Estar na “posição junto ao seio” em relação a alguém que se reclinava para uma refeição queria dizer estar à sua frente e também significava ter o seu favor. (João 13:23) O indivíduo que tinha alguém na posição junto ao seu seio ou regaço podia facilmente manter uma palestra confidencial com ele.
As três posições costumeiras em cada leito indicavam que uma pessoa ocupava a posição alta, a média ou a baixa no leito. Alguém que ocupava a posição baixa, no terceiro leito, ou o mais baixo, ocupava a posição mais humilde na refeição. — Compare com Mateus 23:6; Lucas 14:7-11.
Pelo menos em certas ocasiões festivas, uma grande refeição ou banquete ficava sob a supervisão dum diretor (João 2:9) e podia apresentar distrações tais como “um concerto de música e dança”. — Luc. 15:25.
O CONCEITO CORRETO SOBRE AS REFEIÇÕES
Ê a vontade de Deus que o homem usufrua a comida e a bebida. (Ecl. 2:24) Os excessos, porém, são detestáveis para Deus. (Pro. 23:20, 21; Ecl. 10:17; Rom. 13:13; 1 Ped. 4:3; veja BEBEDICE [EMBRIAGUEZ]; GLUTÃO.) Visto que tomar refeições com moderação pode ser muitíssimo deleitoso, a condição de alguém que é alegre de coração é comparável a uma festa contínua. (Pro. 15:15) Também, uma atmosfera amorosa contribui para o prazer duma refeição. Afirma o provérbio: “Melhor um prato de verduras onde há amor, do que um touro cevado e com ele ódio.” — Pro. 15:17.
EMPREGO FIGURADO
Comer uma refeição junto com outrem significava amizade e paz entre os envolvidos. Por conseguinte, alguém que era privilegiado a comer regularmente à mesa dum rei era especialmente favorecido e gozava dum vinculo muito íntimo com o monarca. (1 Reis 2:7) Este foi o relacionamento que Jesus prometeu a seus discípulos fiéis, quando lhes disse que eles comeriam e beberiam junto com ele, em seu reino. — Luc. 22:28-30; veja também Lucas 13:29; Revelação 19:9.
A destruição dos que se colocam em oposição a Deus provê a ocasião para uma “grande refeição noturna”. Esta refeição é para as aves que se alimentarão dos cadáveres daqueles mortos. (Rev. 19:15-18) Uma refeição bem diferente é o grande banquete para todos os povos, mencionado em Isaías 25:6.
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Refeição Noturna Do SenhorAjuda ao Entendimento da Bíblia
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REFEIÇÃO NOTURNA DO SENHOR
Trata-se de uma refeição literal, que celebra a morte do Senhor Jesus Cristo; assim sendo, a comemoração de sua morte. Visto ser o único acontecimento que as Escrituras ordenam que seja comemorado pelos cristãos, é também chamado devidamente de Comemoração da morte de Cristo. Às vezes é chamado de “ceia do Senhor”. — 1 Cor. 11:20, Al; BJ; PIB.
Foi em 14 de nisã de 33 EC, na noite anterior à sua morte, que Jesus celebrou sua última refeição da Páscoa judaica, e, depois disso, instituiu a Refeição Noturna do Senhor. Mesmo antes de começar a refeição da Comemoração, mandou-se que o traidor Judas saísse, ocasião em que, segundo o relato, “era noite”. (João 13:30) Visto que os dias do calendário judaico decorriam da noitinha de um dia até a noitinha do dia seguinte, a Refeição Noturna do Senhor foi também celebrada em 14 de nisã, na noite de quinta-feira, 31 de março, segundo o calendário gregoriano.
A FREQÜÊNCIA DE SUA CELEBRAÇÃO
De acordo com Lucas e com Paulo, ao instituir a Comemoração de sua morte, Jesus disse: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” (Luc. 22:19; 1 Cor. 11:24) Com base nisto, é razoável entendermos que Jesus objetivava que seus seguidores celebrassem a Refeição Noturna do Senhor anualmente, e não com maior freqüência durante o ano. A Páscoa judaica, celebrada em lembrança da libertação de Israel da escravidão egípcia, realizada por Jeová em 1513 AEC, só era comemorada uma vez por ano, no seu aniversário, em 14 de nisã. A Comemoração da morte de Cristo, que também é um aniversário, seria apropriadamente realizada somente em 14 de nisã.
Paulo citou Jesus como dizendo a respeito do copo ou cálice: “Persisti em fazer isso, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim”, e acrescentou: “Pois, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este copo, estais proclamando a morte do Senhor, até que ele chegue.” (1 Cor. 11:25, 26) “Todas as vezes” pode referir-se a algo feito apenas uma vez por ano, especialmente quando é feito no decorrer de muitos anos. (Heb. 9:25, 26) O dia 14 de nisã foi o dia em que Cristo ofereceu seu corpo literal como sacrifício na estaca de tortura, e derramou seu sangue vital para o perdão de pecados. Por isso, esse era o dia da “morte do Senhor”, e, por conseguinte, era a data para se comemorar a sua morte, dali em diante.
Os participantes desta refeição estariam “ausentes do Senhor” e celebrariam a Refeição Noturna do Senhor ‘muitas vezes’, antes de morrerem fiéis. Daí, após a ressurreição deles para a vida celeste, estariam junto com Cristo e não mais precisariam de algo que os fizesse lembrar-se dele. A respeito da continuidade desta observância, “até que ele chegue”, o apóstolo Paulo evidentemente se referia a Cristo vir de novo, e a ele, Cristo, os receber no céu por meio duma ressurreição, na época de sua presença. Este entendimento da questão é elucidado pelas palavras de Jesus aos onze apóstolos, numa outra oportunidade, naquela mesma noite: “Se eu for embora e vos preparar um lugar, virei novamente e vos acolherei a mim, para que, onde eu estiver, vós também estejais.” — João 14:3, 4; compare com 2 Coríntios 5:1-3, 6-9.
Jesus informou aos discípulos que o vinho que havia bebido (nesta Páscoa que antecedeu
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