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  • Os lolardos, corajosos pregadores da Bíblia
    A Sentinela — 1981 | 1.° de fevereiro
    • tradução da Bíblia. Em 1408, uma Convenção de Cantuária decretou que não se devia traduzir nenhuma parte da Bíblia, e que ninguém devia ler “nenhum livro, panfleto ou tratado assim, agora, ultimamente, redigidos no tempo de João Wycliffe ou desde então . . . publicamente ou em particular, sob pena de excomunhão maior”. Isto foi reforçado em 1414 por uma lei que punia os que lessem as Escrituras em inglês. Eles perderiam sua terra, seu gado, seus bens e a vida.

      Certos bispos locais emitiram outros decretos, notavelmente em Somerset e em Lincolnshire. Em Linconlnshire, “James Brewster foi acusado de ter certo livrinho da Escritura em inglês”. Agnes Ashford havia ensinado a um homem “parte do Sermão do Monte”. Levada perante seis bispos, Agnes foi especialmente advertida de não ensinar essas coisas, nem mesmo aos seus próprios filhos.

      Os Ensinos de Wycliffe no Continente

      Embora o povo comum não pudesse ler a Bíblia abertamente, alguém de grande autoridade podia fazê-lo. Ana, rainha da Inglaterra e esposa de Ricardo II, tinha uma Bíblia em latim e outra na sua própria língua boêmia. O casamento, em 1382, havia sido admitido pelo seu irmão, o Rei Venceslau, a conselho do papa, que queria servir os seus próprios fins, mas não previa o resultado. Ana logo veio a saber dos escritos de Wycliffe e obteve alguns deles, junto com os quatro Evangelhos em inglês. Gostando deles, deu-lhe seu apoio. Membros da Corte de Praga, que a visitaram, levaram consigo algumas das obras de Wycliffe de volta à Boêmia. A Universidade de Praga vinculou-se também com a Universidade de Oxford, que ainda favorecia muito a Wycliffe.

      Em resultado deste contato, João Huss veio a ler os escritos de João Wycliffe. Instruído na Universidade de Praga, chegou a ser seu reitor. Em 1403, houve uma série de debates sobre os ensinos de Wycliffe. Estes foram condenados pelas autoridades, mas Huss continuou a fazer preleções sobre eles. Finalmente, em 1409, o Papa Alexandre V, emitiu uma bula papal, ordenando um inquérito. Huss e seus seguidores foram excomungados, e 200 volumes dos escritos de Wycliffe foram queimados. Mas a Boêmia estava inflamada, de ponta a ponta, com os ensinos de Huss e de Wycliffe, e o rei não apoiava o papa. Quando o papa morreu, em 1410, a que se seguiu, no ano depois a morte do arcebispo de Praga, Huss usou a trégua para continuar com a sua pregação.

      No empenho de acabar com o destrutivo cisma papal, o Imperador Sigismundo convocou o Concílio de Constança, em 1414. Novamente, os efeitos alarmantes dos escritos de Wycliffe passaram a ser considerados. O papado podia então ver o resultado em dois países muito separados, a Inglaterra e a Boêmia. Em 1415, Huss foi condenado e queimado na fogueira, apesar do salvo-conduto que lhe fora concedido pelo imperador. Wycliffe foi declarado líder da heresia daquela época. Seus livros deviam ser queimados, e seus restos tirados da sepultura e lançados fora do ‘solo consagrado’. Para dois bispos sucessivos de Lincoln, tal ação era tão repugnante, que ela só foi executada em 1428. O cadáver de Wycliffe foi então exumado e queimado, e suas cinzas foram espalhadas sobre o vizinho rio Swift. Era natural que alguns atribuíssem a este ato desprezível um significado simbólico: Assim como as águas do rio levaram as suas cinzas ao oceano aberto, assim os ensinos de Wycliffe se espalharam pelo mundo.

      Um atestado, de 1572, apresenta Wycliffe como lançando a faísca, Huss abanando as brasas e Lutero erguendo a tocha acesa. Wycliffe passou a divulgar muitas idéias e princípios que vieram à tona no século 16, quando a Reforma eliminou algumas das tradições e dos ensinos falsos que se haviam desenvolvido durante a Idade do Obscurantismo e a Idade Média. Os lolardos sobreviveram a este período. Quando os escritos de Lutero chegaram a Inglaterra, as congregações dos lolardos fundiram-se com o novo movimento, tão similares eram os ensinos.

      A Bíblia, aos poucos, estava sendo liberta dos grilhões que a haviam tornado um livro fechado para todos, exceto uns poucos favorecidos e ricos. Sabemos hoje avaliar a coragem demonstrada por aquelas pessoas? Elas prezavam a Bíblia como livro que valia ser lido e estudado — que valia sua terra, sua liberdade e sua vida. Damos valor a esta liberdade de estudar as Escrituras, ganha tão arduamente? Podemos somente dizer que tem tal valor para nós, se estudarmos a Bíblia e demonstrarmos ter uma fé ativa, divulgando as suas verdades a outros.

  • Acha divertido o que Deus odeia?
    A Sentinela — 1981 | 1.° de fevereiro
    • Acha divertido o que Deus odeia?

      CERTO ministro cristão e sua esposa tinham ingressos para o que se supunha ser uma peça shakespeariana. Entretanto, quando entraram no teatro, descobriram que a peça shakespeariana não tivera muito sucesso, e, assim, fora substituída por uma peça moderna. A assistência era na maior parte de pessoas mais velhas, de rendimentos médio e superior, sendo o teatro um dos melhores da cidade de Nova Iorque.

      Após observar a peça por cerca de três ou quatro minutos, o ministro virou-se para sua esposa e perguntou: “Está pronta?” Sabendo exatamente o que ele tinha em mente, ela respondeu “sim”, e ambos se levantaram e saíram. Por quê? O início daquela peça foi tão inimaginavelmente sujo em linguagem, gestos e conteúdo, que não acharam que desejavam tolerar tamanho insulto. Em outras ocasiões, também, testemunhas cristãs de Jeová acharam necessário agir como este casal, por terem sido enganados pela publicidade.

      O que Deus odeia? Odeia tudo o que é mau. Odeia, entre outras coisas, ‘o coração

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