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O reino de terror torna-se conhecido em todo o mundoDespertai! — 1976 | 22 de maio
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A polícia de Malaui também não está isenta de culpa. Na área de Ncheu, homens e mulheres cristãos, em vários locais, foram surrados terrivelmente por jovens do Partido Congressista Malaui. Uma dessas senhoras foi tão gravemente surrada que teve de ser hospitalizada. O hospital registrou o caso na polícia. Quando a Testemunha obteve alta, a polícia veio — não para tentar obter sua cooperação para prender os agressores — mas para prendê-la! Na delegacia de Vale Snape, mulheres cristãs foram repetidas vezes violadas por toda uma noite, antes de serem encarceradas.
Sim, incrível como pareça, o governo de Malaui não achou apropriado pôr um termo na surpreendente repetição de ataques brutais contra esta minoria religiosa. Na verdade, tem reinado alguma calma em certas áreas do país. Algumas autoridades locais têm tido a decência e a compaixão de permitir que as Testemunhas malauis vivam em suas aldeias nativas sem serem molestadas, e que cultivem suas hortas. Tais autoridades são um crédito para aquele país. Infelizmente eles, também, constituem minoria.
Em The Nigerian Chronicle, de 26 de dezembro de 1975, trouxe-se à atenção este problema da inação oficial. Citava o Daily Nation, de Quênia, como afirmando que o continente africano “tornava-se cada vez mais notório pelas suas normas duplas”. Explicava isso por acrescentar: “Quando as pessoas são perseguidas nos Estados Unidos, na Rússia ou na África do Sul, na Índia ou na China, as pessoas erguem-se em uníssono para condenar os responsáveis. Quando coisas assim acontecem a pessoas nos estados africanos, nem mesmo as autoridades da Organização da Unidade Africana (OUA) se importam em comentá-las.”
Sim, mais uma vez, a inação ou até mesmo a cumplicidade oficial na perseguição tem movido as Testemunhas de Jeová a procurar refúgio fora das fronteiras de seu país. Alguns que puderam fazê-lo, entraram no campo de refugiados de Milange, em Moçambique. Segundo certo relatório, recebido em janeiro de 1976, havia então cerca de 12.000 cristãos malauis no campo, junto com cerca de 10.000 de seus concrentes de Moçambique que estão sofrendo tribulações um tanto similares.
Se este cruel reino de terror continuar, será que a resistência das Testemunha’ de Jeová por fim entrará em colapso, de modo que violarão sua integridade a Jeová Deus? Ou será que as autoridades de Malaui por fim deixarão de perseguir estes homens e mulheres cristãos? Estas são as questões suscitadas no próximo artigo.
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Quando cessarão tais crueldades?Despertai! — 1976 | 22 de maio
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Quando cessarão tais crueldades?
QUER nos campos de refugiados, quer nos campos de concentração, a mensagem ouvida das Testemunhas malauis é uma mensagem de coragem e fé firmes. Mesmo nos campos de detenção, mantêm um programa de consideração regular da Bíblia e de reuniões congregacionais, de modo a manterem sua espiritualidade cristã. Derivam encorajamento e consolo das palavras tais como as do apóstolo Pedro:
“Amados, não fiqueis intrigados com
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