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Nosso refúgio sob o incorrutível “Reino dos céus”A Sentinela — 1976 | 1.° de julho
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revestir-se de imortalidade.” — 2 Ped. 1:4; 1 Cor. 15:53.
16 No que se refere aos que não são da classe do “reino dos céus”, mas que buscam e acham refúgio debaixo do Reino, também precisam mostrar-se moralmente incorrutíveis, mas este assunto será tratado mais adiante.
O FALSO REFÚGIO GOVERNAMENTAL
17. Desde a Primeira Guerra Mundial, de que modo voltam-se as pessoas cada vez mais para os governos humanos, apesar de que pregação?
17 No ínterim, a fim de aumentar nosso apreço por meio dum vívido contraste, examinemos um falso refúgio governamental impingido à humanidade e que chega ao clímax em nossos dias. Desde o irrompimento da Primeira Guerra Mundial em 1914, tem-se tornado cada vez mais evidente a incapacidade dos governos criados pelos homens para governar a humanidade com bom êxito. Não obstante, as pessoas voltam-se cada vez mais para o governo humano, estabelecendo-se desde 1919 mais governos nacionais do que em qualquer outro período anterior, comparável. A antiga Liga das Nações, extinta nos paroxismos da Segunda Guerra Mundial, tinha menos de sessenta nações-membros naquela época. Mas as atuais Nações Unidas têm cento e quarenta e quatro nações-membros. O princípio orientador tem sido o governo local pelo povo local, não por impérios coloniais. Tal multiplicação de governos criados pelo homem tem prosseguido apesar da pregação cada vez mais intensa por parte das Testemunhas de Jeová, de que o reino messiânico de Deus é a única e imediata esperança da humanidade. Durante os últimos sessenta e dois anos, centenas de milhares de pessoas têm aceito esta mensagem do Reino, mas estes dois milhões de defensores do reino de Deus são ultrapassados em muito pela sobrepujante maioria dos quatro bilhões de habitantes da terra. Não se pode negar que a vasta maioria da humanidade evidentemente não se refugia no reino de Deus como sua única esperança.
18. (a) Que ilustração de Jesus predisse duas classes contratantes, e como? (b) O que disse Jesus adicionalmente, que apresenta o verdadeiro argumento de muita das suas parábolas?
18 Deve surpreender-nos que a maior parte da humanidade feche o coração e a mente para com o evangelho do Reino e prefira governos políticos, humanos, qual refúgio nestes tempos dificultosos? Não, não se conhecermos bem as escrituras proféticas da Bíblia Sagrada de Deus. Seu Filho, o Cordeiro Jesus Cristo, predisse que seria assim. Disse numa de suas ilustrações: “O reino dos céus tem-se tornado semelhante a um homem que semeou excelente semente no seu campo. Enquanto os homens dormiam, veio seu inimigo e semeou por cima joio entre o trigo, e foi embora. Prosseguiu dizendo que a separação do joio do trigo esperaria até a colheita. Mais adiante, ao explicar a parábola, ele disse: “Quanto à semente excelente, estes são os filhos do reino; mas o joio são os filhos do iníquo”, e acrescentou que “a colheita é a terminação dum sistema de coisas”. (Mat. 13:24-30, 36-43) Lembre-se também da resposta que Jesus deu quando seus discípulos lhe perguntaram: “Por que é que lhes falas usando ilustrações?” Note agora a sua resposta: “A vós [discípulos] é concedido entender os segredos sagrados do reino dos céus, mas a esses não é concedido . . . porque olhando, olham em vão, e ouvindo, ouvem em vão, nem entendem; e é neles que tem cumprimento a profecia de Isaías [no capítulo Isa 6:9, 10], que diz: ‘Ouvindo ouvireis, mas de modo algum entendereis; e olhando olhareis, mas de modo algum vereis. Pois o coração deste povo tem ficado embotado e seus ouvidos têm ouvido com aborrecimento, e eles têm fechado os olhos; para que nunca vissem com os olhos, nem ouvissem com os ouvidos, nem entendessem com os corações e se voltassem, e eu os sarasse.”’ (Mat. 13:10-15) Tal circunstância é a tônica de muitas das parábolas de Jesus. Não é hoje exatamente assim com o “joio” nesta “colheita”, a “terminação do sistema de coisas”? O coração e a mente deles estão fechados.
19. (a) Que aviso similar deu Paulo em Atos 20:27-30? (b) Como se desenvolveu o “homem que e contra a lei”, constituindo por fim que falso refúgio governamental?
19 Referindo-se ao mesmo assunto, lembramo-nos do aviso que o apóstolo Paulo deu aos anciãos da congregação de Éfeso, ao dizer: “Sei que depois de eu ter ido embora entrarão no meio de vós lobos opressivos e eles não tratarão o rebanho com ternura, e dentre vós mesmos surgirão homens e falarão coisas deturpadas, para atrair a si os discípulos.” (Atos 20:27-30) Tais falsos instrutores seriam muito corrutos, e, conforme predisse também Paulo, aos poucos constituiriam um composto “homem que é contra a lei”. (2 Tes. 2:3-12) Este já operava nos dias dos apóstolos, mas só assumiu forma definitiva no quarto século, quando o Imperador Constantino, o Grande, impôs um compromisso aos chamados “bispos”, os falsos instrutores dos seus dias. Assim houve fusão do cristianismo adulterado supervisionado por tais “bispos” com a religião pagã, romana. Esta religião amalgamada tornou-se a religião estatal, e assim se fundou a cristandade. É hoje uma enorme massa religiosa e totalmente levedada pelo paganismo, mundanismo, maldade, tradições de homens, hipocrisia e doutrinas de demônios. A cristandade fez-se parte de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, e é a parte dominante deste império religioso. — Rev. 17:3-6; Gál. 5:9, 19-21.
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Exige-se um compromisso positivo dos que se refugiamA Sentinela — 1976 | 1.° de julho
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Exige-se um compromisso positivo dos que se refugiam
1. Que duas mulheres simbólicas são mencionadas no livro de Revelação, e como são identificadas?
AO EXAMINARMOS o último livro da Bíblia, encontramos duas mulheres simbólicas em nítido contraste uma com a outra. Uma é essa Babilônia, a Grande, e a outra é a “esposa” do Cordeiro de Deus. A primeira é classificada como “meretriz”. A segunda, “a noiva, a esposa do Cordeiro”, é virgem. (Rev. 17:3-6, 15; 21:9) Ambas são organizações religiosas, uma impura, a outra pura. A “noiva, a esposa do Cordeiro”, é a congregação de 144.000 seguidores fiéis, virginais, do Cordeiro Jesus Cristo, que todos são israelitas espirituais. Babilônia, a Grande, é o império mundial da religião falsa derivado da antiga Babilônia. Por isso, compõe-se de todos os que praticam religiões opostas ao verdadeiro cristianismo. É por isso que o apóstolo João viu “que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”. (Rev. 17:6) A religião dos membros de Babilônia, a Grande, portanto, não é cristã, mas é babilônica e por isso falsa.
2. Que relação existe entre a cristandade e Babilônia, a Grande, e como se torna isso evidente?
2 A cristandade, por tornar-se a organização religiosa dominante da Potência Mundial Romana, era de fato filha de Babilônia, a Grande, a respeito da qual
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