Esteja sempre preparado para fazer uma defesa
“Sempre preparados para fazer uma defesa perante todo aquele que vos exigir a razão da esperança que há em vós, fazendo-o, porém, com temperamento manso e profundo respeito.” — 1 Ped. 3:15, NM.
1. A quem são comparados os ministros de Jeová Deus? Em que sentido precisam ser iguais a este?
AS TESTEMUNHAS de Jeová têm sido comparadas a homens versados no direito mais elevado, ensinando a lei de Deus a homens de boa vontade. Segundo o dicionário de Webster, advogado é “alguém versado em direito, ou que advoga em juízo, consultor jurídico, causídico, etc.” Embora nem todos os cristãos sejam “advogados” advogando em juízo, precisam ser versados, não em leis humanas, mas na lei de Jeová, o supremo Legislador. Precisam ser praticantes e consultores jurídicos da lei de Jeová e precisam ser defensores bem sucedidos da lei de Jeová.
2. (a) O que é a lei? (b) Sôbre que lei aconselham as testemunhas-de Jeová as pessoas, e por quê?
2 As pessoas recorrem a um advogado para pedir conselho jurídico, a fim de evitar prejuízo ou dano. A lei é definida como sendo uma regra de ação ou de conduta. O advogado, portanto, aconselha as pessoas sobre a sua ação ou conduta em harmonia com a lei, e ele defende em juízo tais ações lícitas. Ao passo que os advogados do mundo verificam quais as ações e a conduta em harmonia com as leis humanas, as testemunhas de Jeová estão principalmente interessadas em saber quais as ações e a conduta que estão em harmonia com as leis supremas de Jeová. Elas gostam de aconselhar o povo sobre a lei e a palavra de Deus. Mas, a lei de Jeová, semelhante às leis humanas, não só especifica regras de ação e de conduta, mas dá também fé cristã e esperança segura aos que são versados nela. Assim, por ensinarem a lei de Deus a homens de boa vontade, as testemunhas de Jeová ajudam-lhes, não só a harmonizar as suas ações e sua conduta com a lei de Deus, mas também a ficar fortes na fé e esperança cristãs, evitando prejuízo e dano, ou a penalidade aplicada pelo Juiz supremo, Jeová.
3. A quem escreveu Pedro a sua primeira carta?
3 As testemunhas de Jeová, como bons instrutores da lei, precisam não somente expor a lei de Deus, mas precisam também defender a fé e a esperança que se baseiam nesta lei. Semelhantes a advogados, precisam não somente aconselhar, mas também defender. Esta exigência divina é declarada em 1 Pedro 3:15 (NM): “Sempre preparados para fazer uma defesa perante todo aquele que vos exigir a razão da esperança que há em vós.” A quem se aplica esta regra? De quem esperava o apóstolo Pedro que estivessem sempre prontos para fazer uma defesa? Esperava ele isso apenas duma classe especial de sacerdotes ou esperava isso de todos os que afirmavam ser cristãos? Portanto, aplica-se esta regra também à pessoa que lê este número de A Sentinela? O versículo inicial nos diz a quem Pedro dirigiu a sua carta, a saber, “aos residentes temporários dispersos em Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, aos escolhidos”. (NM) Estes residentes temporários eram cristãos que viviam temporariamente entre não-cristãos judeus e gentios, nas províncias romanas da Ásia Menor. Comentando 1 Pedro 1:1, Rupert Storr, tradutor católico romano da Bíblia diz que o apóstolo Pedro escreveu a sua primeira carta a cristãos, e que os capítulos 1:3 a 4:11 são um sermão dirigido a recém-batizados.
4. A quem se aplicam as palavras de Pedro em 1 Pedro 3:15?
4 Era destes cristãos, e, segundo este tradutor bíblico, até dos recém-batizados, que Pedro esperava que estivessem sempre preparados para fazer uma defesa e dar boas razões para a esperança que havia neles. Portanto, 1 Pedro 3:15 aplica-se a cristãos, e todos eles precisam satisfazer o requisito divino de defender com bom êxito a sua esperança. Leitor da Sentinela, classifica-se entre os cristãos? Em caso afirmativo, então, esta regra de estar sempre preparado para fazer uma defesa quanto à esperança que tem aplica-se também à sua pessoa. Está preparado? Caso não, um ministro das testemunhas de Jeová terá prazer em ajudar-lhe.
5, 6. (a) Em que situação se achavam os primeiros cristãos na Ásia Menor? (b) Que conselho lhes deu Pedro para lhes ajudar a manterem um bom comportamento?
5 Esses primeiros cristãos na Ásia Menor não se encontravam numa situação confortável. O teor da carta de Pedro parece indicar que sofriam muitas provações, porém provações mais severas os aguardavam ainda. A feroz perseguição lançada contra os cristãos pelo Imperador Nero ainda não começara. Semelhantes a milhares de homens de boa vontade da atualidade, estes cristãos recém-convertidos tinham abandonado as suas anteriores religiões, ídolos, cultos e superstições, a sua ‘forma infrutífera de conduta, recebida por tradição dos seus antepassados’. (1 Ped. 1:18, NM) Despiram-se de sua velha personalidade e passaram a harmonizar a sua conduta com a lei e a palavra de Deus. Não viviam mais “para os desejos dos homens, mas para a vontade de Deus”. Seus ex-correligionários não podiam entender esta mudança e consideravam-na como apostasia da vida popular religiosa, nacional e social, assim como se dá também hoje. Era um crime! Estes novos cristãos tornaram-se o alvo de ódio e perseguição, porque tinham afastado de si “toda a maldade moral e todo o engano, e hipocrisia, e invejas e toda a sorte de maledicência”. “Porque não continuais a correr com eles neste rumo para o mesmo antro vil de devassidão, eles se admiram e continuam a falar de vós abusivamente.” (1 Ped. 2:1; 4:4, NM) Sim, o próprio Diabo fica irado quando alguém começa a harmonizar suas ações e sua conduta na vida, sua fé e sua esperança com a lei suprema e perfeita de Jeová. “Vosso adversário, o Diabo, anda em redor como um leão que ruge, procurando devorar alguém.” — 1 Ped. 5:8, NM.
6 Não é fácil defender a esperança em tais circunstâncias. Pedro, na sua carta, admoesta estes cristãos, ainda não experientes em provações e perseguições, a que se regozijem, mesmo que fiquem entristecidos pelas diversas provações. “Mantende correta a vossa conduta entre as nações.” “Tende mente sã, portanto, e vigiai no sentido de orações.” “Mantende vossos sentidos, vigiai” no meio de homens que se entregam a “atos de conduta desenfreada, concupiscências, excessos com vinho, orgias, competições no beber, e idolatrias sem restrição legal”. (1 Ped. 2:12; 4:7; 5:8; 4:3, NM) Devem manter-se bem unidos sob a regência e organização teocrática. “Amai-vos uns aos outros intensamente, do coração.” “Acima de tudo, tende amor intenso uns para com os outros. . . . Sede mutuamente hospitaleiros, sem murmuração. Em proporção ao dom que cada um recebeu, usai-o para ministrar uns aos outros.” (1 Ped. 1:22; 4:8-10, NM) E, “finalmente, sede todos vós de mentalidade igual, mostrando sentimento compassivo, exercendo amor fraternal, tendo terno afeto, sendo humildes na mente, não retribuindo injúria com injúria, nem insulto com insulto, mas, ao contrário, dando uma bênção, porque fôstes chamados para este proceder, para que herdásseis uma bênção”. (1 Ped. 3:8, 9, NM) Este conselho devia manter os cristãos bem unidos e devia protegê-los contra o retrocesso.
7. (a) Como se tornaram êles cristãos? (b) O que deviam então fazer?
7 Mais uma coisa era necessária para manter o comportamento correto, a saber, declararem e defenderem a sua esperança. Ensinara-se a estes cristãos o comportamento correto pela pregação das boas novas, por meio das quais receberam uma viva esperança. Pedro lembrou-lhes este fato, escrevendo: “Para vós, [os profetas] ministravam as coisas que agora vos foram anunciadas por meio daqueles que vos declararam as boas novas com espirito santo enviado do céu.” E então, o que deviam fazer? O que espera Pedro de cada um deles? Ouça! “Fortalecei vossas mentes para atividade”, ordena ele. Que espécie dê atividade? Pedro responde: ‘Para que declareis em toda a parte as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.” E quando deviam declarar estas excelências? “Sempre preparados para fazer uma defesa da esperança que há em vós.” — 1 Ped. 1:12, 13; 2:9; 3:15, NM.
8. Em que situação se acham hoje os cristãos? E o que resulta do ensino da lei e da palavra de Deus?
8 Hoje em dia existem condições similares às que havia na Ásia Menor, há dezenove séculos. O mesmo Diabo anda em redor como leão que ruge, procurando devorar alguém, e as nações satisfazem a mesma vontade, entregando-se a “atos de conduta, desenfreada, concupiscências, excessos com vinho, orgias, competições no beber, e idolatrias sem restrição legal”. Portanto, as mesmas instruções aplicam-se hoje aos cristãos, se desejarem manter uma boa conduta e poder defender a sua fé e esperança. Pregam-se agora as boas novas do reino de Deus, por Cristo, a homens de boa vontade, e o mesmo amor fraternal mantém os cristãos bem unidos sob a organização teocrática. E por causa da pregação das boas novas, as pessoas estão saindo da escuridão, assim como se deu há dezenove séculos; cessaram de se ‘amoldar segundo os desejos que antes tinham na sua ignorância’, e tornaram-se verdadeiros cristãos, vivendo agora para fazer a vontade de Deus e tendo uma viva esperança. Por causa desta atividade pregadora, mais de 70.000 deixaram seu proceder anterior durante o ano de 1958 e tornararam-se cristãos. Em dez anos, as testemunhas de Jeová aumentaram de 230.532 para 717.088 ministros em 1958.
DEFENDENDO COM BOM ÊXITO A NOSSA ESPERANÇA
9, 10. (a) Descreva a esperança cristã. (b) Quando se realizará esta esperança?
9 Todos estes cristãos têm uma esperança magnífica e certa, que vale a pena ser defendida em todas as ocasiões e perante toda espécie de homens. Esta esperança baseia-se no alicerce seguro da Palavra de Deus, a Bíblia. Esta Palavra assegura-lhes que Jeová Deus criou a terra de modo que existisse para sempre, para ser povoada por homens mansos e justos, ao passo que todos os malfeitores e iníquos serão cortados dela. (Ecl. 1:4; Isa. 45:18; Sal. 37:9, 10, 29) Nenhuma guerra ameaçará e aterrorizará então os habitantes da terra. Paz e felicidade eternas resultarão do conhecimento da lei e da palavra de Jeová e da obediência e elas. (Miq. 4:3, 4; Isa. 11:6) Será realmente um novo mundo, um mundo sem lágrimas, sem lamentos, sem choro nem dor, e sem que haja ali morte. Os homens terão vida eterna numa terra paradísica, por causa do seu conhecimento de Deus, Jeová, e do Filho dele, Cristo Jesus. (Apo. 21:3, 4; João 17:3) O reino de Jeová garante a realização desta esperança divina.
10 Esta realização se dará em nossos dias. A grande batalha de Jeová, chamada em hebraico de Har-Magedon, eliminará este velho sistema iníquo de coisas. As testemunhas de Jeová têm a esperança certa de que esta grande mudança do velho para o novo sistema se dará dentro desta geração. Que grandiosa esperança! — Apo. 16:16; Mat. 24:34.
11. Como se deve pregar esta esperança, e o que é necessário?
11 Esta esperança precisa ser proclamada agora a toda espécie de homens, em toda a terra habitada. Mas esta pregação e instrução precisa ser feita eficientemente e de modo bem sucedido. De que proveito é usarmos toda nossa força na pregação das boas novas sobre o reino de Deus, em nosso território, se não pudermos dizer as coisas certas ao falar às pessoas às portas ou em seus lares? Pode apresentar boas razões para a sua esperança? Não basta a boa disposição. Ao dar testemunho, deseja sempre andar de casa em casa, subir escadas, bater nas portas e falar com as pessoas sem contudo ser convincente? Ao contrário, deseja andar, subir, bater, falar e convencer. Deseja ser bem sucedido em harmonizar os pensamentos das pessoas com as verdades bíblicas por ser capaz de derrotar as doutrinas falsas, por mostrar que a trindade é falsa, que a alma imortal é pagã, que o purgatório não existe, e ser capaz de pintar um quadro glorioso do novo mundo, dando esperança e consolo. Isto significa que precisa conhecer a sua crença e que possa apresentar fortes razões para a sua esperança.
12. Que frutos dá a instrução correta, conforme mostrado no caso de Apolo?
12 Um exemplo excelente disso encontramos em Atos 18:24-26 (NM). Apolo era homem eloqüente e bem versado nas Escrituras. Este homem tinha algum conhecimento, e, “sendo fervoroso no espírito, foi falar e ensinar com alguma exatidão as coisas a respeito de Jesus, mas conhecendo apenas o batismo de João. E este homem começou a falar francamente na sinagoga. Quando Priscila e Áquila o ouviram, levaram-no consigo e explicaram-lhe mais corretamente o caminho de Deus.” Esta instrução correta produziu bons frutos. Apolo, podendo então defender corretamente a sua fé e esperança, e estando ansioso de ajudar outros, continuou na sua viagem e “ajudou grandemente aos que tinham crido por causa da benignidade imerecida de Deus; pois com intensidade ele provou cabalmente que os judeus estavam errados, ao passo que demonstrava publicamente pelas Escrituras que Jesus era o Cristo”. — Atos 18:27, 28, NM.
13. Que precisam receber hoje as pessoas que apenas crêem em Deus ou que têm algum conhecimento?
13 Portanto, todos os ministros cristãos, semelhantes a Áquila e Priscila, deviam ser capazes de ensinar a verdade mais corretamente a pessoas que apenas crêem em Deus ou que têm algum conhecimento da Bíblia. Por isto é indispensável o conhecimento acurado para alguém ser ministro produtivo e frutífero, assim como o apóstolo Paulo desejava que todos os cristãos fossem, a fim de “que estejais cheios do conhecimento acurado da sua vontade, em toda a sabedoria e discernimento espiritual, para que andeis de maneira digna de Jeová, com o fim de agradar-lhe plenamente, ao continuardes a dar fruto em toda boa obra”. — Col. 1:9, 10, NM.
14. Ao se pregar, por que não são as muitas palavras a coisa importante?
14 Para agradarem plenamente a Jeová, os cristãos precisam não somente pregar as boas novas, mas precisam também dar frutos. Tem de haver a espécie certa de franqueza no falar, não apenas loquacidade. Não há necessidade duma multidão de palavras, mas precisa-se de palavras que oferecem boas razões para a sua fé e esperança. Entendem as pessoas as suas palavras quando lhes fala? O apóstolo Paulo diz que é melhor falar cinco palavras com entendimento, do que dez mil palavras num outro idioma ou palavras que ninguém entende. — 1 Cor. 14:19.
15. Para a satisfação de quem precisa o ministro responder às perguntas? Por quê? O que é necessário?
15 Os cristãos precisam aceitar o conselho de Paulo e instruir outros verbalmente com palavras de entendimento. Suas mentes precisam estar cheias de conhecimento acurado a respeito de Jeová Deus, Seu Filho, Cristo Jesus, o reino dele, Seus propósitos quanto ao universo e à humanidade, e a respeito das Suas leis e princípios. Só assim poderão os cristãos defender com bom êxito a sua crença e esperança. Gostaríamos de perguntar-lhe: Já absorveu este conhecimento? Pode dar respostas não só para a sua própria satisfação, mas também para a satisfação daquele que o interroga Já aplicou a sua mente ao máximo no estudo, para que possa manejar eficientemente a Palavra de Deus, como verdadeiro artista, sem ter que se envergonhar de não poder refutar os oponentes? Paulo admoesta os cristãos: “Faze todo o possível para te apresentar a Deus aprovado, obreiro que não tem nada de que se envergonhar, manejando bem a palavra da verdade.” — 2 Tim. 2:15, NM.
16. (a) O que esperam os pais de seus filhos? (b) O que espera Jeová dos seus servos?
16 Ao pregar e defender as boas novas, e quando se exige que apresente as razões de sua esperança, não deve sempre estribar-se convenientemente nos outros, pensando que estes podem explicar melhor. Jeová espera que seja capaz de especificar sozinho a sua esperança, à base da Bíblia. Certamente não deseja pertencer aos que estão “sempre aprendendo, contudo, nunca chegando a um conhecimento acurado da verdade”, e, portanto, nunca podendo sozinho defender a sua esperança. (2 Tim. 3:7, NM) Os pais esperam que seus filhos criem confiança em si mesmos. Talvez dê à mãe prazer tomar a mão do seu menino e conduzi-lo em segurança até o outro lado da rua. Mas ela ficaria certamente desapontada se o seu filho de vinte anos dissesse: “Mamãe, pega-me pela mão e leva-me para o outro lado.” Também o estudante de direito precisará algum dia ficar sozinho no tribunal e defender uma causa. Do mesmo modo espera Jeová que os cristãos cresçam, podendo cuidar de si mesmos perante todos, em todas as ocasiões, quanto às verdades fundamentais de Sua Palavra, a Bíblia. — 1 Cor. 13:11.
17. Por que é de máxima importância o estudo diário da Bíblia?
17 O estudo diário é uma exigência se quiser ser ministro cristão produtivo. Terá de conhecer cabalmente o que deseja defender perante toda espécie de homens. Portanto, reserve tempo para o estudo da Palavra de Deus. Não pense que seja jovem demais ou velho demais. Não pense que a sua instrução secular não foi bastante boa. Quer seja jovem, quer velho, quer tenha recebido instrução superior ou inferior, todos podem chegar a conhecer a sua Bíblia. Use a Bíblia diariamente; leia e medite diariamente, mesmo que seja apenas por quinze ou trinta minutos, pois assim se tornará certamente um verdadeiro artista no uso da Palavra de Deus, não importa qual a sua idade e instrução. Chegamos finalmente a ser peritos naquilo que fazemos diariamente. O estudo diário é um dos fatores mais importantes no desenvolvimento da capacidade de pregar e defender eficientemente a verdadeira fé e esperança. Os cristãos precisam aprender isso. “Aprendam também os nossos ter iniciativas nas boas obras, atendendo às necessidades mais prementes a fim de que não sejam infrutuosos.” (Tito 3:14, PC) Prepare-se pelo estudo, ‘para saber como deve responder a cada um.’ — Col. 4:6.
DEIXE A BÍBLIA DEFENDER A SUA ESPERANÇA
18. Por que deve usar a Bíblia ao pregar e defender a sua esperança?
18 A maneira mais bem sucedida de pregar e defender a sua esperança é pelo uso da Bíblia. A sua esperança provém da Bíblia. Defenda-a com a Bíblia. Não é a sua pessoa, mas a Palavra de Deus, a Bíblia, que tem de convencer os homens de boa vontade quanto à exatidão de sua esperança. Não é só na sua pregação, mas também no seu uso eficiente da Bíblia que defende realmente a sua fé e oferece razões para a sua esperança. Use a sua Bíblia tanto quanto possível. Deixe a Bíblia falar em seu lugar. Como descreve a nova terra? Só por falar? Esta é uma fraca defesa de sua esperança do Reino. Apóia a sua pregação com os textos da Bíblia? Conhece de cor pelo menos dez textos que apresentam um quadro maravilhoso da nova terra? Assim estará sempre pronto para oferecer boas razões para a sua esperança. Somente se recorrer à Bíblia poderão as pessoas ver que a sua esperança se baseia na Bíblia e está em harmonia com ela, e, portanto, fidedigna. Depois de partir, as pessoas dirão: “Ele me mostrou isso na Bíblia!”
19, 20. (a) Por que precisam os cristãos ser capazes de explicar a verdade bíblica, para que seja facilmente entendida? (b) Dê um exemplo. (c) O que deve cada cristão fazer?
19 Os cristãos precisam também poder explicar correta e convincentemente a verdade bíblica, dum modo facilmente compreensível. Isto significa preparação. Pode, por exemplo, explicar a ressurreição terrestre? Ensina-se aos católicos no “Credo” ou “Símbolo dos Apóstolos” que creiam “na ressurreição da carne”, da mesma carne que foi enterrada. Sabia disso? Não é de admirar-se, por isso, que muitos deles tenham idéias esquisitas sobre a ressurreição e muitas vezes sorriem quando se fala dela. Imaginam, inspirados nos falsos ensinos religiosos, as pesadas lápides tumulares serem retiradas nos cemitérios e os mesmos velhos corpos saírem dos túmulos, faltando-lhes talvez um braço ou uma perna.
20 Sabe que a Bíblia não ensina tal coisa. Contudo, ela ensina a ressurreição da mesma personalidade, tendo naturalmente um corpo carnal, de “todos os que estão nos túmulos memoriais”. (João 5:28, NM) Como poderá explicar convincentemente esta doutrina maravilhosa e consoladora da Bíblia? Como poderá libertar as pessoas do erro e das idéias supersticiosas da religião falsa? Só se ocupar cada dia a sua mente com a Palavra de Deus. Busque bons textos e argumentos bíblicos para apoiar a sua esperança da ressurreição de pessoas mortas e não de corpos carnais. Fale com outros ministros das testemunhas de Jeová. Ouça como eles explicam e defendem a esperança dos mortos. Anote os argumentos principais e os versículos bíblicos para uso posterior. Damos aqui um exemplo. Donde tirou Jeová o corpo do primeiro homem, Adão? Gênesis 2:7 (So) diz: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra”, e Gênesis 3:19 (So) nos diz para onde iria o mesmo corpo ao morrer: “Porque tu és pó, e em pó te hás de tornar.” Os fatos provam que isto é verdade. Todos os corpos postos nos túmulos se tornam em pó, se desfazem nos elementos da terra. Estes corpos não podem ser ressuscitados, tornaram-se pó. Mas, assim como Jeová forneceu a Adão um corpo ‘feito do pó da terra, assim proverá do pó da terra um corpo para a pessoa ressuscitada. E, como no caso de Adão, Jeová, novamente, ‘inspirará no seu rosto um sôpro de vida, e o homem se tornará alma vivente’. Procure mais argumentos. A ressurreição é apenas uma das maravilhosas doutrinas bíblicas. Há muitas outras. Prepare uma nova cada semana, ou cada mês, e verá em breve quanto mais eficiente se torna de semana em semana em explicar a verdade bíblica com eficácia, simplicidade e de modo convincente.
21, 22. (a) Como deve o ministro considerar as objeções? Dê exemplos de boas refutações. (b) O que se nos aconselha fazer?
21 O defensor bem sucedido da fé e esperança cristãs precisa certamente ser capaz de refutar objeções. Ao pregarem as novas do Reino, as testemunhas de Jeová ouvem as mesmas objeções vez após vez. Sendo ministro consciencioso, não desconsiderará estas objeções. Faça uma lista delas. Medite nelas. Busque novamente argumentos apropriados e textos pertinentes na Bíblia para refutar estas objeções em defesa da sua crença.
22 Há muitas vezes pessoas que objetam quando se descrevem as condições pacíficas e justas da nova terra, dizendo que o paraíso está no céu e que nunca haverá tais condições na terra. Como poderá convencer a tais pessoas que a sua esperança duma terra paradísica é um sólido ensino bíblico? Por exemplo, poderá ilustrar isso com Isaías 65:21, 22, onde se diz sobre a nova terra que os homens edificarão casas e nelas habitarão, que plantarão vinhas e comerão o fruto delas. Certamente, Isaías não está falando duma obra de construção e de plantação no céu; ele está descrevendo condições pacíficas e justas aqui na terra. Além disso, o versículo 25 diz: “O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi.” Esta profecia pode ser aplicada somente à terra. Ninguém poderá sustentar que chegará o dia em que os leões comerão palha no céu. Procure mais destes argumentos convincentes e ofereça boas razões para a sua esperança por manejar bem a Palavra de Deus. Se preparar a refutação cabal de uma objeção por semana, ou mesmo por mês, então se tornará mais eficiente em defender a sua fé e em apresentar razões fortes para a sua esperança perante toda espécie de homens.
23. Como lhe ajudarão a defender a sua esperança tanto A Sentinela como as outras publicações da Sociedade? Dê exemplos.
23 Como defensor bem sucedido, mantenha-se vigilante para achar pontos bons na revista A Sentinela e nas outras publicações da Sociedade, que possa usar bem para explicar ensinos bíblicos e refutar objeções. Procure achar pelo menos um ponto bom em cada Sentinela. Tome nota dele. Acrescente-o às suas respostas e refutações preparadas. Deste modo se manterá ativo, vigoroso e em dia.
24. Por que precisa a esperança cristã ser defendida com tato?
24 Para defender com bom êxito a sua esperança, precisa ter não somente um conhecimento de sua esperança, mas precisa também usar de tato, conforme disse Pedro: “Fazendo-o, porém, com temperamento manso e profundo respeito.” Como poderá, por exemplo, defender a sua fé com tato se um católico lhe disser que nunca haverá paz na terra? Poderá mostrar-lhe na tradução católica da Bíblia a profecia que os anjos proferiram por ocasião do nascimento de Jesus, conforme registrada em Lucas 2:14: “. . . e paz na terra aos homens de boa vontade.” (Ne; So) Ele terá de concordar que esta profecia ainda não se cumpriu. Portanto, ou os anjos não profetizaram direito ou terá de haver alguma vez paz na terra. Diga à pessoa que as testemunhas de Jeová crêem naquilo que está declarado nesta tradução católica da Bíblia, que crêem ser verdadeira a profecia dos anjos e que por isso se estabelecerá a paz na terra, mas que apenas homens de boa vontade gozarão de paz, e que está procurando tais pessoas, para ajudar-lhes a aprender mais sobre esta terra pacífica. De tal modo bondoso e jeitoso chamará atenção à Palavra de Deus. Ao defender jeitosamente a sua esperança com a Palavra de Deus, não haverá altercação e poderá esperar que as pessoas fiquem com impressão favorável. “O escravo do Senhor não precisa lutar, mas precisa usar de tato para com todos, estar qualificado para ensinar, . . . instruindo com mansidão os que não estão favoravelmente dispostos, visto que Deus talvez lhes dê arrependimento conduzindo a um conhecimento acurado da verdade.” — 2 Tim. 2:24, 25, NM.
25. Qual é a vontade divina para todos os cristãos?
25 Portanto, defensores da Palavra e dos princípios de Deus, jovens e velhos, ‘façam todo o possível para se apresentarem a Deus aprovados, obreiros que não têm nada de que se envergonhar, manejando bem a palavra da verdade’, por estarem ‘sempre preparados para fazer uma defesa perante todo aquele que lhes exigir a razão da sua esperança, fazendo-o, porém, com temperamento manso e profundo respeito’. Esta é a vontade divina quanto a nós, e por assim realizarmos o nosso ministério cristão, poderemos estar certos de alcançar o cumprimento de esperança.