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  • O próximo governo para toda a Terra
    O Reino de Deus — Nosso iminente governo mundial
    • Capítulo 1

      O próximo governo para toda a Terra

      1. Aqueles que amam a justiça ficam emocionados com que idéia? Por quê?

      AQUELES que amam o governo justo ficam emocionados já com a mera idéia dele. Amanhece o dia do há muito prometido governo mundial. Dentro de nossa geração favorecida, este governo surgirá qual sol num céu sem nuvens, para inundar a terra com a sua bem-vinda luz, introduzindo uma era de vida radiante para toda a humanidade. O que é trazido à luz deleitará nossos olhos.

      2. O que deleita nossos olhos no estado das relações humanas?

      2 Um cenário transformado ilumina-se diante dos nossos olhos. As relações humanas costumavam ser muito difíceis. Mas, veja! O que está acontecendo quando o mui necessitado governo mundial assume o controle? Em toda a parte reconhece-se a união da família humana, que é mantida em toda a honestidade e felicidade. Todos são amigos uns dos outros. O vínculo da relação familiar é sentido por todos até no íntimo da alma de cada um. Junto com o agradável companheirismo, prevalece um excelente espírito de prestimosidade, com sincero interesse no bem-estar dos outros. Não mais existe o racismo divisório. Todos constituem uma só raça humana, com laços consangüíneos, todos tendo a mesma origem.

      3. Por que é que todos se entendem mutuamente ao falarem?

      3 Escute! Todos os súditos do governo mundial entendem-se uns aos outros. Falam uma língua mundial comum! Ora, isto é como remontar ao tempo do padrão linguístico original da família humana! Até há uns quarenta e um séculos, todos os homens falavam a mesma língua. Todos os homens tinham um só vocabulário, tornando possível que se entendessem mutuamente. Isto lhes tornava fácil trabalharem juntos em qualquer projeto comum. Daí, de repente, houve uma confusão de línguas. Surgiram muitos idiomas! Desenvolveram-se dialetos locais. Que divisão isto causou! Os idiomas pátrios tornaram-se um tesouro zelosamente guardado e compulsório, para a sua preservação. Isto é algo de que só o governo mundial pode tratar com bom êxito. E fará isso!

      4. São cidadãos de que, e qual é a sua língua?

      4 O governo mundial elimina todas as barreiras linguísticas entre os seus súditos. O orgulho com a língua pátria é extirpado. As diferenças nacionais desaparecem! Ninguém mais é cidadão desta ou daquela nação. Todos são cidadãos do mundo, sim, cidadãos de um só novo mundo. A única língua que todos falam para entendimento mútuo é a língua reconhecida e usada pelo governo mundial, a língua oficial. É a língua original do homem, que todos falavam na terra, durante os primeiros dezoito séculos da existência humana. Aquela língua original estava desenvolvida em alto grau e realmente nunca se extinguiu, porque uma pequena minoria de pessoas persistiu em usá-la, assim como também foi preservada no maior livro da terra.

      5. Que mudanças há para aqueles que precisam viajar para longe de casa?

      5 A unidade lingüística torna mais fácil viajar mundo afora. Precisa alguém, por motivo de sua ocupação ou profissão, viajar a partes longínquas da terra, longe de casa? Quão maravilhoso e fácil lhe é não precisar mais de passaporte! Não precisa mais de atestado de saúde; não precisa cruzar fronteiras internacionais e passar pelo controle de imigração e de alfândega. Não há tarifas alfandegárias. Não há câmbio monetário com que se preocupar e calcular, visto que não se usam moedas diferentes nos territórios anteriormente sob governos nacionais. Outrora, para alguém escapar das formalidades de entrada ou saída dum país, ele teria de sair da terra. Mas, quem desejaria fazer isso? Todavia, o governo mundial traz uma mudança neste respeito.

      6. Que dizer do governo mundial e de leis conflitantes, cá e acolá?

      6 Mas, certamente, deve haver leis e ordenanças diferentes para as diversas localidades na terra. Não, de modo algum! Costumava ser assim, quando havia poderes legislativos urbanos, municipais, estaduais ou provinciais, e nacionais. Naquele tempo, vender e tomar em público bebidas alcoólicas era proibido num estado, mas no adjacente não havia proibição. Em um país era estritamente proibido importar certas drogas prejudiciais, mas em outro, o cultivo de plantas e a produção de drogas prejudiciais, e sua venda e exportação, eram operações legais e produziam renda financeira para o governo que os legalizava. Numa terra dominada por certa crença religiosa era perfeitamente lícito que um homem tivesse duas ou mais esposas, mas em outra terra, o homem podia ser levado perante os tribunais e punido meramente por ser bígamo. As leis divergiam de país para país, e a profissão jurídica, os advogados, os magistrados e os consultores jurídicos eram abundantes. Mas agora, na nova ordem, sob o governo mundial, existe apenas um código de leis para toda a terra.

      7. O que se pode dizer sobre o “remédio” administrado então?

      7 Outra coisa também é muito notável sob o novo governo mundial. A saúde geral das pessoas parece ficar cada vez melhor. Não há engano nisso. A saúde dos súditos obedientes do governo mundial realmente está melhorando. Ora, os padecimentos e as dores estão desaparecendo, as rugas estão sumindo dos rostos que antes tinham aspecto preocupado ou gasto. Até mesmo os encurvados por causa de fraqueza ou idade avançada estão ficando gradualmente eretos e andando com postura graciosa. Em todo o nosso redor há indícios de que os de idade avançada estão retornando aos dias de sua juventude. Pelo visto, todos estão usufruindo o privilégio da vida, e cada novo dia é saudado com agradecimentos pelo dia adicional de vida. As doenças físicas não estão aumentando com o passar do tempo. A energia física se robustece e o corpo não se gasta. Não importa qual seja o “remédio” que o governo mundial está administrando, sua medicina produz milagres. Resultará, por fim, na perfeição humana.

      8. A aparência mudada da terra mostra o que a respeito do controle do tempo?

      8 Até mesmo o meio ambiente da humanidade está melhorando cada vez mais. Toda a natureza está rejuvenescendo. A terra inteira se está tomando um globo de beleza. O governo mundial tem um serviço meteorológico perito, que nunca se engana. Realmente, exerce completo controle sobre o tempo. Em nenhuma parte da terra relata-se haver seca ou precipitação pluvial prejudicial, ou ciclones, furacões e tufões. Todas as forças da natureza estão sendo mantidas em perfeito equilíbrio, para transformar a terra inteira num lugar agradável para se viver. Não há falta de alimentos em parte alguma, porque a terra está produzindo na sua plenitude. As necessidades humanas, em matéria de alimentos, estão sendo amplamente satisfeitas, e tudo isso contribui para a melhor saúde do povo. Não há medo de carência. O espírito de amabilidade faz com que todos sejam liberais, mutuamente prestimosos e compartilhadores. Visto que todos falam uma só língua, todos sentem o íntimo vínculo da relação familiar, todos sendo concidadãos, sujeitos ao governo mundial, todos cooperando para transformar seu lar terreno no lugar mais belo possível, para viverem nele juntos para sempre.

      SAÚDE PERFEITA PARA USUFRUIR A VIDA

      9. Que desigualdades físicas existirão no início, quanto ao usufruto da vida?

      9 A fim de produzir a igualdade de todos os seus súditos, para o usufruto físico da vida, o governo mundial se empenha em restabelecer o corpo e a mente de todos os seus súditos leais. Quem de nós não tem alguma coisa errada com ele? No que se refere ao corpo e à mente, alguns estão em piores condições do que os outros. Pense naqueles que perderam um ou mais membros do corpo. Pense naqueles que têm seus membros, mas que estão privados do prazer do seu uso por causa de paralisia. Pense naqueles cujos órgãos internos ficaram prejudicados, de modo que seu corpo não funciona normalmente. Quando o governo mundial assume a plena administração dos assuntos humanos, ainda pode haver pessoas que padecem de terríveis doenças. Alguns têm olhos que realmente não enxergam, outros têm ouvidos, mas vivem num mundo sem som, ainda outros têm os órgãos da fala, mas não podem usá-los para se comunicar com os demais, que podem ouvir a fala. Imagine todas as desigualdades físicas que forçosamente existirão no começo, com respeito a todos usufruírem plenamente todas as alegrias e bênçãos da vida sob o estabelecido governo mundial!

      10. Como se demonstra a capacidade de satisfazer as necessidades de saúde de todos?

      10 Quão habilmente este novo governo mostra estar à altura das necessidades existentes! Quão grandiosa é a sua contribuição para a perfeição humana, que resulta na vida perfeita de todos os seus súditos devotos! Os coxos andam, sim, pulam de alegria. Braços e pernas perdidas são milagrosamente restabelecidas. Os cegos vêem, os surdos ouvem, os mudos falam e cantam de pura alegria. Desaparece a má aparência da forma e feição humana. No que se refere ao aspecto físico, é uma geração da humanidade de que o governo pode justamente orgulhar-se. Não é de se admirar, então, que não haja hospitais, nem hospícios, nem colônias de isolamento, em que se confinam os que padecem de doenças contagiosas!

      11. Como favoreceu o tempo a geração que assim usufrui essas coisas?

      11 Ah! a vida vale agora realmente a pena! Mas, por que seria uma geração da humanidade, que apenas por acaso vive em determinado tempo da história humana, tão favorecida com a oportunidade preciosa de viver em perfeição humana, num perfeito meio ambiente terreno? Que dizer das gerações anteriores? Que dizer dos parentes chegados que faleceram de causas naturais ou por outras circunstâncias, sim, que dizer dos antepassados de todos estes súditos vivos do governo mundial? Esses ainda estão na memória dos vivos que compartilham das bênçãos da nova ordem justa. Assim, também, o governo mundial tem em mente aqueles que voltaram ao pó do solo, do qual o homem original fora tomado.

      12. Como mostrará o governo mundial que está apercebido dos mortos?

      12 O governo mundial não precisa de lápides tumulares, mausoléus ou outros indicadores de sepulcros, para ficar lembrado daqueles que foram implacavelmente reclamados pelo inimigo comum da humanidade, a Morte. É um governo não só em benefício dos súditos vivos, mas também dos incontáveis mortos humanos, em comparação com os quais os ainda vivos são apenas uma pequena fração. Tem também um grandioso objetivo para com os mortos. Tem incutido no coração dos vivos a esperança de acolher de volta os que adormeceram no sono da morte, no pó do solo, para uma vida sob o governo mundial. Está pronto para dar instruções aos seus súditos vivos, a fim de fazerem preparativos e provisões acolhedores e amorosos para o retorno dos mortos. O governo mundial quer que toda a terra fique confortavelmente cheia de súditos, e a ressurreição dos mortos humanos é a principal maneira de executar este maravilhoso projeto governamental. Em vista de seu poder sobre-humano, não constitui problema para ele algo assim como a ressurreição de todas as vítimas da morte.

      13. Que pergunta a respeito da religião suscita a ressurreição?

      13 Que dizer, porém, de todas as crenças religiosas, idéias e tendências que os ressuscitados trarão consigo? Durante a sua vida anterior na terra, a religião havia sido a força mais divisora que afligia a humanidade. Por causa da formação religiosa dos ressuscitados, não resultará o restabelecimento deles em vida num mundo terrivelmente dividido, no qual se renovarão os preconceitos religiosos, os ódios e as hostilidades violentas?

      14. Por que corrigirá a ressurreição os pensamentos religiosos dos ressuscitados dentre os mortos?

      14 Ora, olhando para o cenário terrestre, sob o governo mundial, perguntamo-nos: ‘Onde estão aqueles edifícios religiosos com torres ou cúpulas, as catedrais, as basílicas, as mesquitas, os santuários, e as imponentes imagens e estátuas religiosas?’ Todos desapareceram! Membros da atual geração, que ainda vivem, conseguem passar em união sem todos esses acessórios religiosos. Sua forma de adoração harmoniza-se com a verdade real. Sua fé e suas práticas são as aprovadas pelo governo mundial, porque estão isentas de todas as fábulas, mitos e esquisitas lendas inventadas pelos homens, e de fraude. Quanto aos mortos ressuscitados, quão desiludidos ficarão, especialmente aqueles que, na morte, esperavam encontrar-se como anjos no céu, ou como almas conscientes nas chamas dum purgatório ou inferno de tormento eterno, ou passar pela transmigração ou para o estado de nirvana! A ressurreição para a vida na terra certamente será um poderoso corretivo para o seu pensamento e entendimento religioso.

      15. Como poderão os ressuscitados adorar de maneira correta?

      15 Os ressuscitados aprenderão que o governo mundial é o da verdade, que não tolera nenhum erro religioso. Por isso, ensinar-se-lhes-á então a verdade, e nada mais que a verdade. Toda a raça humana poderá unidamente adorar com verdade, e também em toda a sinceridade.

      16. Por que não vemos ninguém andando em volta como sacerdotes ou clérigos?

      16 Já observamos a ausência de edifícios da espécie anterior, devotados a uma religião em desacordo com a verdade. De modo que, tampouco, vemos agora homens e mulheres andando trajados em vestimenta peculiar como classe sacerdotal ou clerical, exigindo tratamento especial, favores e reverência. Os ressuscitados dentre os mortos não serão restabelecidos na sua anterior condição religiosa, com a renovação da confusão e luta religiosa. Terão desaparecido suas posições privilegiadas, que os exaltavam acima do povo comum, para o qual oficiavam em suntuosos edifícios religiosos. A salvação de homem, mulher e criança comuns costumava ser considerada dependente dos serviços de tais dignitários. Mas, agora, o governo mundial está incumbido de cuidar da salvação eterna de seus súditos terrestres, em perfeita saúde e felicidade, numa terra paradísica. A capacidade do governo, de eliminar as enfermidades físicas e de ressuscitar até mesmo os mortos à vida, prova este fato. É da natureza humana adorar alguma coisa, e o governo mundial satisfaz esta necessidade por ensinar aos seus súditos a adoração pura, que sustenta a vida.

      A SEDE DO GOVERNO MUNDIAL

      17. Apesar do lugar de sua sede, de que modo mostra ser real este governo?

      17 Agora talvez já estejamos perguntando: Onde, na terra, fica a capital deste governo mundial? Não importa onde procuremos na terra, não a encontramos. Tem de estar em alguma parte. Sim, mas não aqui na terra. E isso é razoável! Um governo mundial que pode fazer essas coisas grandiosas, de benefício duradouro, para seus súditos certamente é mais elevado do que qualquer tipo de governo humano que já regeu na terra. Esta comparação aplica-se até mesmo em nossa era de ciência moderna, tecnologia, medicina avançada, lavoura mecanizada e energia nuclear. Um governo mundial, que tem a seu crédito todas as maravilhosas realizações já consideradas, demonstra que tem poder sobre-humano, sim, capacidade sobrenatural. Mostra ser mais do que apenas um governo constituído pelos homens. Portanto, aqui na terra, entre os homens, não é o lugar de se procurar a sua sede. Sua sede tem de estar mais elevada do que a terra. Precisa estar acima de nós, lá no céu. Por isso é invisível para nós, aqui na terra. Mas, em vista de todo o bem que faz para os seus súditos terrestres, mostra ser real e existente!

      18. Por ser celestial, que efeito tem sobre os seus súditos?

      18 O fato de que o governo mundial está tão elevado acima dos seus súditos terrestres serve para aumentar o respeito do homem por ele. Suas decisões são tomadas mais a sério pelo homem terreno. A legitimidade de sua soberania sobre toda a terra é reconhecida, e por isso há humilde sujeição a ela. Sua sabedoria evidencia-se como sendo muito superior à de qualquer governo terrestre da história humana. Tem interesse altruísta nos seus súditos terrestres. Portanto, sua administração dos assuntos humanos é melhor do que a de qualquer governo terreno, durante os seis milênios passados da história do homem.

      19. (a) Por que giramos nós, terrenos, em torno do Criador do universo? (b) Por que pode ele estabelecer um governo mundial para nós?

      19 Ora, deve parecer estranho que o governo mundial seja celestial? Não; porque devemos lembrar-nos de que o homem não é o monarca de tudo o que ele vê. O planeta Terra, do homem, não é o centro do universo, mas o seu Criador celestial, invisível, o é. A terra, como planeta, gira em torno dum centro visível, a saber, o sol, que dista uns 150 milhões de quilômetros dela. Nossa terra e seu sol fazem parte da Via-Láctea, e, como tais, giram vagarosamente em torno do eixo desta mesma magnífica galáxia, composta por bilhões de brilhantes sóis. Forçosamente, pois, nós, os que vivemos na terra, encontramo-nos também girando em torno do Criador celestial de nossa terra, de nosso sistema solar, de nossa galáxia chamada Via-Láctea, sim, de todas as galáxias conhecidas aos modernos astrônomos por meio dos mais poderosos telescópios. Mesmo em sentido físico, nós, habitantes da pequeníssima terra, somos governados e controlados pelas leis físicas do universo. Então, por que deveria alguém questionar que o Criador de todas essas leis físicas, que mantêm o enorme universo nesta espantosa harmonia e união, seja capaz de estabelecer um governo perfeito para todo o mundo da humanidade?

      20. (a) Por que é necessário que o próximo governo do homem

      20 A menos que o próximo governo para toda a terra seja o governo mundial estabelecido pelo Criador de todas as galáxias celestes e de nós, na terra, a família humana está condenada ao extermínio eterno. O próximo governo para toda a terra precisa ser, sim, tem de ser o do Criador de todo o universo, senão, todos nós estamos perdidos. Quanto nos podemos alegrar de que mostrará ser o há muito prometido Governo da parte Dele! Todo governo que já existiu teve um objetivo em ser estabelecido e operar. O iminente governo mundial também tem um objetivo, o mais glorioso de todos os objetivos. Em primeiro lugar, provará para o homem na terra que há um Deus inteligente, todo-sábio, todo-poderoso, todo-justo e perfeitamente amoroso, o Criador e Soberano de todo o universo. A prova disso, a confirmação disso é de importância primária, porque tudo, em toda a parte, vivo ou não, visível ou invisível, depende Dele; existe e é mantido por Ele.

      21. Qual é o objetivo secundário deste governo, e por quê?

      21 O objetivo secundário deste iminente governo mundial é resgatar a raça humana do resultado final de todas as transgressões, a saber, da morte, sim, da destruição infindável. Não é que nós, ínfimos humanos, sejamos tão importantes para Deus, nem que ele não possa passar sem nós na terra. Poderia facilmente passar assim, mas não quer fazer isso. Por que não? Porque ele ama a todos nós, como suas criaturas, obra de suas mãos, e ele nos fez para sermos perfeitamente felizes com ele, nosso Pai celestial, e sermos uma honra para ele.

      22. Portanto, o que estamos interessados em saber, e com que benefício?

      22 Não deve induzir-nos isso a querer o governo mundial de Deus como próximo governo para toda a terra? Todos nós, cujo coração não está endurecido e amargurado por toda a maldade da decaída sociedade humana, devemos ser incentivados a dizer de coração que Sim! Nós, cujo coração ainda é sensível às expressões imerecidas do amor divino, estaremos vivamente interessados em saber que garantias temos da parte Dele, para esperar que introduza este justo governo mundial. Também, por que fará isso dentro de nossa geração? Com toda a certeza, assimilarmos este conhecimento Dele e de seu generoso propósito contribuirá para obtermos a vida eterna numa relação bendita com o iminente governo mundial.

  • O governante que sabe o fim desde o princípio
    O Reino de Deus — Nosso iminente governo mundial
    • Capítulo 2

      O governante que sabe o fim desde o princípio

      1. Dessemelhantes dos políticos, a quem temos de recorrer para saber o futuro?

      EM TODAS as eras, desde os dias da antiga Babilônia, os governantes políticos têm consultado astrólogos e videntes, ou médiuns espíritas, para saber o que o futuro reserva. Têm procurado obter presciência sobrenatural, para ajudá-los a governar seus povos com bom êxito. A história política, até o último quarto do século vinte, tem provado que toda a informação assim obtida não lhes serviu para nada. De modo que a situação da política mundial está em estado lastimável. Os governantes dos assuntos humanos não sabem mais para onde se virar. As nações estão em angústia e estão recorrendo a medidas arbitrárias, e o povo tem todo o motivo para temer o pior. Não podem recorrer a ninguém na terra em busca duma solução real. A única direção bem sucedida a tomar é desviar-se dos astrólogos, dos médiuns espíritas e da fonte ocultista de sua informação enganosa e recorrer ao Governante Supremo de todas as coisas, o Deus Altíssimo, da parte de quem vem o iminente governo mundial!

      2. A prova da divindade baseia-se em que capacidade quanto a profetizar?

      2 Nenhum historiador e nenhuma pessoa bem informada pode negar que, desde os tempos mais primitivos, as nações do mundo tiveram seus deuses visíveis e invisíveis. Ora, pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o imperador do Japão renunciou à afirmação de que era deus, descendente da deusa-sol japonesa, Amaterásu, contudo, até o dia de hoje, muitos religiosos tradicionalistas apegam-se à adoração do imperador, na Terra do Sol Nascente. Estes chamados “deuses” das nações têm tido, seus profetas na terra. Por exemplo, no décimo século antes de nossa Era Comum, os profetas do deus Baal ascendiam a quatrocentos e cinquenta, na nação de Israel, no Oriente Médio, durante o reinado do Rei Acabe e da Rainha Jezabel, conforme relatado no livro de 1 Reis, capítulo dezoito, versículo vinte e dois. Esses profetas faziam predições do futuro em nome de seu deus. Se a profecia em nome dum deus não se cumpria, provava que o deus era falso, que não era nenhum deus. De fato, a prova dum deus verdadeiro está na sua capacidade de cumprir sua profecia!

      3. Em que sentido deviam ser os profetas testemunhas de seus deuses?

      3 Sob tal prova decisiva duma profecia, quem é que provou que era o verdadeiro Deus, o Deus vivente e verdadeiro? Os profetas dos deuses das nações eram testemunhas para apresentar os fatos a respeito de seus deuses e indicar profecias que seus deuses haviam cumprido. Será que alguns desses deuses nacionais fizeram profecias que são de valor para hoje, que se cumprem nos tempos modernos? Pode alguém, qualquer autoridade histórica, apresentar uma destas profecias como evidência? Ninguém pode fazer isso hoje! Contudo há um Deus que se mostra disposto a se sujeitar à prova da profecia, para provar que ele é o único Deus vivente e verdadeiro, que tem presciência e pode predizer o futuro, cujas profecias sempre se cumpriram. Ele pode apresentar suas testemunhas, com evidência histórica, em apoio de ele ser Deus de verdadeira profecia. Quem é Ele? Qual é Seu nome?

      4-6. Que desafio apresenta Isaías 43:9 aos deuses nacionais?

      4 Um de seus profetas, que viveu no oitavo século antes de nossa Era Comum, foi Isaías, filho de Amoz, súdito do reino de Judá, no Oriente Médio. Veio sobre ele o espírito de inspiração, e ele foi assim usado como porta-voz para lançar o seguinte desafio a todos os deuses das nações dizendo:

      5 “Sejam reunidas todas as nações num só lugar e sejam ajuntados os grupos nacionais. Quem dentre eles [os deuses das nações e dos povos] pode contar isso? Ou podem fazer-nos ouvir mesmo as primeiras coisas? Forneçam [como deuses] as suas testemunhas, para que [como deuses] sejam declarados justos, ou ouçam [as nações e os grupos nacionais] e digam: ‘É verdade!’” — Isaías 43:9.

      6 Com estas palavras, os deuses das nações e dos grupos nacionais são desafiados quanto aos seus poderes proféticos. Quem, dentre tais deuses nacionais, pode declarar profeticamente o que foi predito nos versículos precedentes deste capítulo da profecia de Isaías? Quem dentre esses deuses nacionais, pode fazer-nos ouvir de antemão as primeiríssimas coisas que devem acontecer no futuro imediato, sem se falar das coisas derradeiras do futuro?

      7. Quem devia servir quais testemunhas deles e quem as devia ouvir?

      7 Que esses deuses nacionais apresentem suas testemunhas na terra, para testificarem que esses deuses fizeram tais coisas proféticas com precisão, para que provem por meio dessas testemunhas que são deuses autênticos e fidedignos e que merecem ser declarados certos, justos, e plenamente justificados para serem adorados como deuses que têm a capacidade de predizer infalivelmente o futuro. Ou, então, que as nações e os grupos nacionais, reunidos, ouçam essas testemunhas dos deuses e julguem o depoimento de tais testemunhas, dizendo que aquilo que atestam é correto, é a verdade e é fato histórico. Os desafiados deuses nacionais mostraram-se incapazes de apresentar tais testemunhas. Não há testemunhas deles, de cujo depoimento possamos dizer: “É verdade!”

      8. Quem se identifica como sendo o desafiador?

      8 E agora vem a declaração do desafiador: Segundo a Versão Brasileira (VB) da Bíblia, o desafiador identifica-se por nome, dizendo: “Vós sois as minhas testemunhas, diz Jeová, o meu servo a quem escolhi, para que saibais, me acrediteis, e entendais que eu sou; antes de mim não se formou nenhum deus nem haverá depois de mim. Eu, sim eu, sou Jeová; e fora de mim não há salvador. Eu é que tenho anunciado, que tenho trazido a salvação e que tenho mostrado, e não houve entre vós deus estranho; portanto vós sois as minhas testemunhas, e eu sou Deus. Sim, de hoje em diante eu sou, não há quem possa livrar da minha mão; operarei, e quem o impedirá?” — Isaías 43:10-13; veja também a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.

      9. A quem constituiu Jeová em suas testemunhas, e como?

      9 Aquele que suscitou as questões desafiadoras identifica-se destemidamente como Jeová. Ao passo que os deuses desafiados não podem produzir suas testemunhas, para proverem evidência da divindade deles, Jeová pode apresentar Suas testemunhas. Suas testemunhas estão em cena. Ele as tem provido, falando a elas e lembrando-lhes como vieram a ser Suas testemunhas. Quem são? Jeová fala delas, como unidade, classificando-as como grupo: “O meu servo a quem escolhi.” Destacam-se em contraste com as nações e os, grupos nacionais, cujos deuses Jeová desafia. As testemunhas de Jeová são seu próprio servo, sua própria nação escolhida. A fim de que esta nação pudesse ser suas testemunhas unânimes, Jeová a constituiu em sua classe serva, para que se familiarizassem com ele: para que o conhecessem e acreditassem nele, para que tivessem fé nele e assim entendessem que, ele é o Mesmo, o Deus imutável e eterno. Assim podiam ficar preparados para servir como suas testemunhas perante todas as nações idólatras do mundo.

      10. De que modo não se formou nenhum deus antes de Jeová?

      10 Antes deste Deus, Jeová, não houve nenhuma pessoa ou coisa formada como deus. Não é que o próprio Jeová Deus fosse formado por alguém. Se insistíssemos, assim como os hodiernos ateus, que Jeová Deus foi formado, ficaríamos obrigados a perguntar com lógica: Quem formou a Jeová Deus? Isto nos levaria à pergunta: Então quem formou aquele que formou a Jeová Deus? Também: Quem formou aquele que formou o formador de Jeová Deus? De fato, nunca acabaríamos de fazer a mesma pergunta vez após vez. O mistério da Divindade apenas aumentaria assim, ficaria mais complicado e não levaria a nenhuma satisfação para a mente inteligente. A pergunta sobre a formação só deixaria de ser feita quando atingisse um Formador que não foi formado, que sempre existiu, um Formador sem começo. O profeta Moisés que era uma das testemunhas que constituíam a classe do “servo” de Jeová, resolveu a questão da maneira mais simples, que poupa tempo, dizendo ao Senhor Jeová, o Criador do céu e da terra: “Desde a eternidade até a eternidade tu és Deus.” — Salmo 90:1, 2, VB.

      11. Por que não se formara nenhum deus antes de Jeová?

      11 Então, por que disse Jeová: “Antes de mim não foi formado nenhum Deus”? (Isaías 43:10) Foi porque as nações, idólatras do mundo haviam formado seus próprios deuses falsos, mas não haviam formado a Jeová como Deus. Não se haviam adiantado à existência de Jeová na formação de nem um único deus falso deles. Jeová, como o Criador da terra e de seus habitantes, veio antes de qualquer e toda nação. Por este motivo, as nações idólatras não formaram nenhum deus antes de Jeová.

      12. Por que não se formará nenhum deus depois de Jeová?

      12 Não somente isso, mas, conforme diz Jeová, “nem haverá depois de mim”. (VB) Visto que Jeová é Deus “desde a eternidade até a eternidade”, ele nunca desaparecerá do cenário. As nações idólatras, não sendo eternas, desaparecerão do cenário terrestre durante a maior tribulação do mundo, no futuro imediato, ao passo que o eterno Jeová sobreviverá eternamente. De modo que as nações não existirão depois de Jeová, mas, sim, Ele depois delas. Portanto, é impossível que as nações idólatras continuem formando seus deuses falsos depois de Jeová. Seus deuses formados ou criados pelo homem perecerão junto com elas. (Isaías 2:18-21) Mas Jeová, o verdadeiro Deus de profecia, vive eternamente. Também as suas testemunhas fiéis viverão eternamente, sempre estando à disposição para testificar oralmente em apoio da Divindade de Jeová.

      13. Em que casos não continuaram a existir deuses depois de Jeová?

      13 Muitas das antigas nações, Babilônia, Assíria, Medo-Pérsia, Edom (Iduméia), Moabe, Amom e outras, já deixaram de existir há muito tempo, e seus deuses fabricados desapareceram com elas. Jeová Deus pode dizer a respeito de tais deuses nacionais: “Depois de mim continuou a não haver nenhum. Eu é que sou Jeová, e além de mim não há salvador.” — Isaías 43:10, 11, NM.

      A CRIAÇÃO DE TESTEMUNHAS

      14, 15. Como criou Jeová suas testemunhas, sem auxílio?

      14 Para ter testemunhas, este Deus sem começo, não formado por ninguém, teria de fazer, dizer ou profetizar alguma coisa, e isto perante observadores ou adiante daqueles que se beneficiariam disso. Ele criou testemunhas por fazer algo para elas, a fim de que pudessem verazmente dizer algo a respeito dele. De fato, salvou essas testemunhas, conforme predissera que faria. E fez isso sem a ajuda de qualquer chamado “deus”. Demonstrou assim visivelmente que era Deus, o único Deus vivente e verdadeiro. Foi isto o que ele passou a trazer à nossa atenção, nas palavras adicionais do profeta Isaías:

      15 “‘Eu mesmo o comuniquei, e salvei, e fiz que fosse ouvido, quando entre vós não havia nenhum deus estranho. Portanto, vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu sou Deus. Também, em todo o tempo sou o Mesmo; e não há quem livre da minha própria mão. Serei ativo, e quem o fará recuar [i.e., meu ato]?’” — Isaías 43:12, 13, NM.

      16. A quem tinham os salvos a obrigação de atribuir a salvação?

      16 Os salvos não puderam atribuir a nenhum outro sua salvação, senão Àquele que predissera que faria isso. Ele fez divulgar seu ato de salvação. De modo que os seus salvos tinham a obrigação de ser suas testemunhas, para confirmar aquilo que os outros apenas ouviram dizer. Ele mostrara ser Deus, e por isso não era deus sem testemunhas válidas desta verdade.

      17. Quando Ele age, por que ninguém pode anular isso?

      17 Além disso, ele é Deus Todo-poderoso, pois, ninguém ainda conseguiu livrar a si mesmo ou a outro da mão de Jeová. Quando Jeová age, ninguém é capaz de anular ou inverter isso. O que prediz ou profetiza, ele também tem o poder de cumprir.

      18. Como repetiu Jeová a salvação, mas em escala maior?

      18 Jeová já salvara antes sua classe do “servo”, de testemunhas, em 1513 A.E.C., e pode fazê-la de novo, em escala ainda maior. Salvara Israel do Império Egípcio, quando este era uma potência mundial, a Primeira Potência Mundial do registro bíblico. Até mesmo o posterior Império Babilônico, a Terceira Potência Mundial na história bíblica, não seria bastante forte para impedir a segunda salvação do servo de Jeová. Encarando tal salvação futura, no sexto século antes de nossa Era Comum, o Deus Todo-poderoso passou a dizer, por meio de seu profeta Isaías, com dois séculos de antecedência: “Assim disse Jeová, o vosso Resgatador, o Santo de Israel: ‘Por vossa causa vou enviar alguém a Babilônia e fazer descer as grades das prisões e os caldeus nos navios com clamores lamuriantes da sua parte. Eu sou Jeová, vosso Santo, o Criador de Israel, vosso Rei.’” — Isaías 43:14, 15.

      19. Como fez o Resgatador Jeová que os marujos caldeus lamuriassem?

      19 De modo que, como se a salvação de seu povo cativo de Israel, já tivesse ocorrido, o Deus responsável pela criação daquela nação chamou a si mesmo de seu Resgatador, seu Redentor, da mão da Potência Mundial Babilônica. Por causa deles, enviaria as forças militares, combinadas, dos medos e dos persas, sob Ciro, o Grande, para derrubar o Império Babilônico no ano 539 A.E.C. Todos os navios de Babilônia no rio Eufrates, quer militares, quer comerciais, não poderiam impedir a queda de Babilônia. Em lugar de brados de triunfo, os marujos se entregariam à lamúria. Por que não deveria ser assim, quando seus navios ficassem encalhados, porque o estrategista militar, Ciro desviaria as águas do rio Eufrates de seu canal normal, a fim de que suas tropas seguissem pelo leito do rio e assim entrassem na cidade pelos portões que davam para o rio?

      20. Para quem rompeu Ciro, o Grande, as barras da prisão, e como?

      20 A antiga Babilônia, como potência mundial política havia-se negado a abrir seu sistema carcerário pelo qual mantinha os israelitas deportados em exílio, mil e tantos quilômetros distantes de sua pátria desolada Jerusalém e a terra do reino de Judá. Mas, no cumprimento deste seu predito papel, segundo a profecia de Isaías (44:28 a 45:4), Ciro, o conquistador, foi induzido a agir para romper as barras de prisão e deixar os exilados israelitas, amantes da liberdade, voltar à sua pátria desolada, em 537 A.E.C. Jeová Deus, Cumpridor de profecia, mandou lançar na Sua conta a dívida que tinha com o emancipador Ciro. Como Resgatador de Israel, recompensou devidamente a Ciro. — Isaías 43:3, 4.

      21. Quem mostrou assim ser o Rei do liberto Israel?

      21 Com a confrangedora destruição de Jerusalém e de seu templo, pelos babilônios, em 607 A.E.C., os reis israelitas deixaram de sentar-se no “trono de Jeová” naquela capital. (1 Crônicas 29:23) Mas agora, pela sua libertação de seu povo exilado, de Babilônia, em 537 A.E.C., Jeová Deus provou que ainda era Rei celestial deles. (Isaías 52:7; Mateus 5:35) O Deus deles, não alguma criatura humana, era seu Rei. Acima de tudo, eram súditos Dele. Deviam-lhe sua lealdade, assim como deviam seu livramento de Babilônia a Ele, e não ao agente terrestre dele, Ciro, o Persa. Ele havia predito que os resgataria da carcereira Babilônia, e nunca deixaria de cumprir a sua palavra. Portanto, agora, não só seus antigos antepassados, mas eles mesmos também eram testemunhas Dele.

      22, 23. (a) Em que sentido pode Jeová dizer de direito: “Sou o primeiro e sou o último”? (b) Onde estão as suas testemunhas deste fato?

      22 Se tudo isso não provava que Ele era o único Deus vivente e verdadeiro, o que mais se podia exigir dele? Do começo ao fim, em todo o tempo passado e em todo o tempo futuro, só ele ocupa o domínio de sua Divindade. Não faltam na terra testemunhas de sua Divindade. Confiante, e de sua posição suprema de Divindade, ele pode fazer a sua adicional declaração desafiadora perante os deuses de todas as nações:

      23 “Assim disse Jeová, o Rei de Israel e seu Resgatador, Jeová dos exércitos: ‘Sou o primeiro e sou o último, e além de mim não há Deus. E quem é semelhante a mim? Que clame, para contá-lo e para apresentá-lo a mim. Desde que designei o povo de há muito tempo, tanto as coisas vindouras como as coisas que chegarão, contem-no [esses deuses] da sua parte. Não fiqueis apavorados e não fiqueis estupefatos. Não fiz que ouvisses individualmente e não o contei daquele tempo em diante? E vós sois as minhas testemunhas. Acaso existe outro Deus além de mim? Não, não há nenhuma Rocha. Não reconheci nenhuma.’” — Isaías 44:6-8.

      24, 25. Por que é uma honra ser chamado Suas testemunhas?

      24 O que achamos deste assunto? Ficaríamos honrados se o Deus da Bíblia Sagrada, Jeová, nos dissesse: “Vós sois as minhas testemunhas”? Teríamos motivo para ficar honrados, porque isso nos colocaria numa classe altamente honrada.

      25 O próprio profeta Isaías era uma das testemunhas de Jeová, não era? O livro profético de Isaías, de sessenta e seis capítulos, e as muitas citações dele encontradas nas inspiradas Escrituras Cristãs, de Mateus a Revelação ou Apocalipse, certamente, todos provam que Isaías era notável como testemunha de Jeová. E que dizer do próprio Jesus Cristo? Pode alguém, no céu ou na terra, negar que ele também era testemunha de Jeová? Ninguém, em parte alguma e em tempo algum, o excede como tal testemunha. Como judeu ou israelita nato Jesus Cristo fazia parte daquela nação a que se dirigiam as palavras de Isaías 43:10: “‘Vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘sim, meu servo a quem escolhi.’” Mesmo que outro não o faça, pelo menos o apóstolo João o chama de “Jesus Cristo, ‘a Testemunha Fiel.’” E João também cita o ressuscitado Jesus como dizendo: “Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.” — Revelação 1:5; 3:14.

      HODIERNAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

      26, 27. (a) Por que devem os verdadeiros cristãos ser testemunhas de Jeová? (b) De que organização imperial foram libertos por Ele?

      26 Visto que Jesus Cristo era e confessava ser testemunha de Jeová, será que é fora de propósito que discípulos fiéis de Cristo se reconheçam hoje como sendo testemunhas de Jeová e confessem isso? Naturalmente que não! Estes fiéis imitadores de Jesus Cristo esforçam-se a viver à altura de sua afirmação de serem testemunhas de Jeová por darem testemunho Dele e de Seu reino, em todo o mundo, em obediência às palavras proféticas de Jesus em Mateus 24:14. Jeová, cujas testemunhas são, é o Ser a quem adoram como o único Deus vivente e verdadeiro. Reconhecem-no como sendo Aquele que os libertou duma organização político-religiosa mais poderosa do que a antiga Babilônia, sobre o rio Eufrates, a saber, daquela que o último livro da Bíblia chama de Babilônia, a Grande.

      27 Muitos estudantes da Bíblia pensavam que Babilônia, a Grande, simbolizava a Igreja Católica Romana; com sua capital na cidade de sete colinas, Roma. Outros pensavam que ela simbolizava a ensangüentada cristandade, com sua babel de seitas religiosas. Mas a Bíblia identifica Babilônia, a Grande, como sendo o império mundial da religião falsa, incluindo a cristandade. — Revelação (Apocalipse) 14:8; 17:3 a 18:4.

      28. Quem é Ciro Maior, e como tem sido igual a uma águia?

      28 O cristianismo bíblico, não a cristandade, destaca-se como absolutamente separado e distinto de Babilônia, a Grande. Há atualmente verdadeiros cristãos, que podem dar testemunho de que Jeová os libertou do religioso império mundial de Babilônia, a Grande. Sabem, das profecias da Bíblia, que Jeová predisse esta libertação hodierna assim como também a prefigurou por libertar o restante arrependido de israelitas dá antiga Babilônia, em 537 A.E.C. Sabem que Jeová, para libertá-los, usou alguém mais poderoso do que o antigo Ciro, o Grande, o qual veio do leste de Babilônia para derrubá-la como potência mundial. Jeová usou como libertador de Suas hodiernas testemunhas aquele a quem ungira com o Seu espírito santo quando ele foi batizado no rio Jordão, Jesus Cristo. Este ungido é o antitípico Ciro, e ele avança velozmente, qual águia, para o ato de libertação das hodiernas testemunhas de Jeová da mão de Babilônia, a Grande. As testemunhas libertadas são gratas a Jeová por ter convocado este Ciro Maior, para descer qual ave de rapina sobre Babilônia, a Grande, e libertá-las da sua prisão religiosa.

      29, 30. O que podem atestar as testemunhas de Jeová a respeito de Seu conselho?

      29 A fé que estas testemunhas libertas têm em Jeová, como Deus, tem sido fortalecida. Sabem com certeza que ele predissera sua libertação há muito tempo, e que realmente a realizou. Fortalece-lhes a fé saberem que o conselho que tomou consigo mesmo, há muito tempo, foi deveras executado hoje com brilhante êxito. Pergunte-lhes, e darão testemunho a respeito de como seu Deus tem sido fiel à sua declaração profética, em Isaías 46:8-11, onde lemos:

      30 “Lembrai-vos disso, para que cobreis ânimo. Fixai-o no coração, vós transgressores. Lembrai-vos das primeiras coisas de há muito tempo, que eu sou o Divino e não há outro Deus, nem alguém semelhante a mim; Aquele que desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram; Aquele que diz: ‘Meu próprio conselho ficará de pé e farei tudo que for do meu agrado’; Aquele que desde o nascente chama a ave de rapina, de uma terra distante o homem para executar o meu conselho. Eu até mesmo o falei; também o introduzirei. Eu o formei, também o farei.” — NM; veja também a versão da Imprensa Bíblica Brasileira.

      AQUELE QUE SABE O FIM DESDE O PRINCÍPIO

      31, 32. Como se apegou Jeová ao seu conselho contra a Assíria?

      31 Esta é a espécie de Deus invencível com quem todas as nações da terra precisam lidar hoje em dia. Visto que ele é o Deus de conselho infalível, ele é o Divino “que desde o princípio conta o final e desde outrora as coisas que não se fizeram”. (Isaías 46:10) Já é tempo de que as nações terrenas tomem este Deus Jeová a sério e considerem seu conselho objetivo, claramente escrito na Bíblia Sagrada. Ele é capaz de enfrentar como oponente a qualquer potência mundial da atualidade, não importa quão fortemente armada esteja com armas nucleares. No sexto século A.E.C., ele enfrentou a Potência Mundial Babilônica, que impiedosa oprimira suas testemunhas. Antes disso, enfrentou outro atacante de suas testemunhas, a saber, a Potência Mundial Assíria, e rechaçou o que restou dos exércitos invasores dela, mandando-os cambaleantes de volta para a sua capital Nínive, em desgraça militar. Segundo as palavras registradas em Isaías 14:24-27, ele predissera o que iria fazer à guerreira Assíria:

      32 “Jeová dos exércitos jurou, dizendo: ‘Seguramente, assim como tencionei, assim terá de acontecer; e assim como aconselhei, deste modo se efetuará, para destroçar o assírio na minha terra e para calcá-lo nos meus próprios montes; e que seu jugo realmente se retire de cima deles e seu próprio fardo suma de cima do ombro deles.’ Este é o conselho que se aconselha contra toda a terra, e esta é a mão que se estende contra todas as nações. Pois o próprio Jeová dos exércitos tem aconselhado, e quem o pode desfazer? E sua mão é a que está estendida, e quem a pode fazer recuar?”

      33, 34. Como afetou a Senaqueribe executar Jeová seu conselho?

      33 Hoje, mais de 2.700 anos depois daquele tempo, temos o direito e o privilégio de perguntar: Ocorreram as coisas exatamente assim como Jeová tencionou e cumpriram-se exatamente assim como ele se aconselhou? Destroçou Jeová dos exércitos o invasor assírio na própria Terra da Promessa de Jeová, e calcou-o nos montes daquela terra? Para obtermos a resposta, só precisamos remontar àquela noite no ano 732 A.E.C. A delegação do Rei Senaqueribe havia apresentado a última proposta a Jerusalém. Jeová, por meio de seu profeta Isaías, mandou então a sua própria resposta escarnecedora a Senaqueribe, que na ocasião sitiava Libna, a cerca de 32 quilômetros ao oeste de Jerusalém. Daí, cento e oitenta e cinco mil guerreiros de Senaqueribe recolheram-se para a noite, caindo num sono do qual nunca mais acordaram. O anjo de Jeová os golpeou mortalmente, em silêncio.

      34 Acordando de manhã, o jactancioso Senaqueribe deve ter ficado aterrorizado ao ver seu acampamento militar. Esmagado, reconheceu finalmente que não podia lutar com êxito contra tal Deus como era Jeová. Portanto, com as tropas que sobreviveram àquela noite horrenda, ele saiu às pressas da terra de Judá e voltou à capital assíria, Nínive. Se Jeová podia fazer tal matança das tropas de Senaqueribe a uma distância de uns trinta e dois quilômetros de Jerusalém, o que não poderia fazer este Deus ao exército assírio a curta distância, num cerco de Jerusalém? Era horrível demais para Senaqueribe pensar nisso. Nunca mais tentou ameaçar a cidade do Grande Rei Jeová. — Isaías 36:1 a 37:38; 2 Crônicas 32:20-22.

      35. Sua mão está agora estendida para executar que conselho?

      35 Neste acontecimento real da história antiga há bastante assunto em que refletir para a moderna Potência Mundial Anglo-Americana, sim, para o bloco comunista de nações e também, para todas as nações atuais, não importa de que tipo político sejam. Estão tratando com o mesmo Deus que executou seu próprio conselho no Rei Senaqueribe, governante da Potência Mundial Assíria, que dominava o mundo durante o oitavo e o sétimo século A.E.C. Este mesmo Deus, Jeová, divulgou seus pensamentos a respeito de todas as nações, agora atuantes no palco mundial do século vinte, e o que ele tenciona fazer com elas é o que nós, os desta geração, certamente veremos ocorrer em nosso tempo. Ele nos revelou seu próprio conselho particular. Encontramo-lo registrado nas páginas da Bíblia, e quem hoje na terra, tem a capacidade de desfazer o conselho Dele? Sua todo-poderosa mão está agora estendida para executar seu conselho judicial, e nem mesmo todas as nações juntas podem fazer recuar sua mão e afastar a destruição.

      SUAS BOAS PROMESSAS ESTÃO CERTAS

      36. Por que Seus pensamentos e conselho sobre o governo não são idéias vãs?

      36 A humanidade confronta-se hoje com a destruição por meio duma Terceira Guerra Mundial, nuclear, e o arruinamento do meio ambiente natural do homem. Portanto, que dizer do conselho de Jeová a respeito dum governo mundial? Desde o tempo em que o homem se transviou e empreendeu o rumo de autodeterminação, independente de seu Pai celestial, Jeová Deus tencionou estabelecer um governo mundial como única solução para as crescentes dificuldades e problemas da humanidade. Imediatamente se aconselhou tal governo global, tendo a si mesmo por Governante Supremo. Seu pensamento e seu conselho não são idéias vãs. Ele sabe exatamente como realizar o que pensa e aconselha. Sabe como se cumprirão seu pensamento e conselho, e sabe qual será o fim. Tem todo o poder e energia dinâmica para alcançar este objetivo glorioso. Por isso, ele é “Aquele que desde o princípio conta o final”. Ele é o Governante que sabe o fim desde o princípio. (Isaías 46:10) Por causa de sua exata presciência do que fará, ele é “Jeová, que está fazendo estas coisas, conhecidas desde a antiguidade”. — Atos 15:17, 18; Amós 9:12.

      37, 38. O que mostram Gênesis 3:15 e Revelação 11:15-18 sobre o conhecimento de Jeová a respeito de governo?

      37 No próprio livro inicial da Bíblia, em Gênesis 3:15 o Governante Todo-poderoso de toda a criação deu a conhecer seu pensamento básico a respeito do governo mundial, que seria de necessidade vital para todos os habitantes da terra. No próprio livro com que a Bíblia termina, em Revelação (Apocalipse) 11:15-18, o legítimo Governante de toda a humanidade faz uma descrição profética de como assume a sua há muito suspensa governança, dizendo:

      38 “E o sétimo anjo tocou a sua trombeta. E houve vozes altas no céu, dizendo: ‘O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo [o “descendente” da mulher, predito em Gênesis 3:15], e ele reinará para todo o sempre.’ E [os] vinte e quatro [anciãos, sentados] nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: ‘Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. Mas as nações ficaram furiosas, e veio teu próprio furor e o tempo designado para os mortos serem julgados, e para dar a recompensa aos teus escravos, os profetas, e aos santos e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e para arruinar os que arruínam a terra.’”

      39. De que modo terá de manifestar Jeová seu reino a nós?

      39 Quando examinamos hoje as condições do mundo, não achamos que já é tempo que o Senhor Deus, o Todo-poderoso, arruíne os que arruínam a terra? Não queremos que ela seja arruinada ao ponto em que não possamos mais viver nela. É absolutamente necessário que “o reino do mundo” se torne o reino do Senhor Deus, o Todo-poderoso, com o “seu Cristo” por associado no governo. Ele tem de reinar para todo o sempre e tem de manifestar seu reinado a todos nós, na terra, por arruinar aqueles que arruínam sua propriedade, a terra. Revelação 11:15 fala disso como sendo certeza absoluta, como se já tivesse ocorrido. Esta declaração é uma promessa divina, que não pode ser revogada. Nunca deixará de se cumprir!

      40. Por que são certas as suas promessas, mais grandiosas do que aquelas feitas a Israel?

      40 É uma promessa dada por Deus, que pressagia algo de bom para todos os de nossa geração, que anseiam um mundo unido da humanidade, sob um governo mundial, administrado por alguém que cumpre fielmente a sua palavra. De fato, ele promete coisas quase que inacreditáveis. Promete agora coisas muito maiores do que aquelas que foram prometidas ao povo de Jeová, Israel, mais de quinze séculos antes de nossa Era Comum. Todavia, Jeová é bastante poderoso para cumprir tais coisas mais grandiosas.

      41, 42. Que façanhas fez Jeová, para se registrar Josué 21:44, 45?

      41 Para livrar seu povo escravizado, Israel, foi necessário que Jeová rompesse o controle da Potência Mundial Egípcia. Daí, ele teve de partir as águas do Mar Vermelho, a fim de que seu povo liberto pudesse cruzá-lo em terra seca. Então, teve de deixar as águas submergir os cavalarianos e carros egípcios, perseguidores, e seu orgulhoso Faraó. Quarenta anos mais tarde, Jeová teve de represar as águas avolumadas do rio Jordão, para que seu povo pudesse passar para a Terra da Promessa. Daí, durante seis anos, teve de lutar a favor dele, derrubando os muros de Jerico e subjugando a maior parte do país, a fim de dividi-lo entre as doze tribos de Israel. Apesar de todos esses enormes obstáculos, o Deus que não pode mentir cumpriu a sua promessa para com seu povo. Confirmando este fato histórico, o Juiz Josué, sucessor do profeta Moisés, registrou as seguintes palavras memoráveis:

      42 “Jeová lhes entregou na mão todos os seus inimigos. Não falhou nem uma única de todas as boas promessas que Jeová fizera à casa de Israel; tudo se cumpriu.” — Josué 21:44, 45; 23:10.

      43. Que tempo se aproxima, em que testificaremos: “É verdade!”?

      43 Agora, aproxima-se o grandioso dia em que os membros viventes de nossa geração poderão atestar que nem uma única de todas as boas promessas de Deus, a respeito dum governo mundial, justo, deixou de se cumprir! Ele terá feito com que tudo se realizasse. Portanto, com plena confiança Nele, podemos empenhar-nos num exame de suas maravilhosas promessas, que têm que ver com o governo mundial. Felizes seremos, se finalmente pudermos tornar-nos testemunhas dele e dizer a respeito de sua promessa: “É verdade!” — Isaías 43:9, 10.

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