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  • Regência divina sobre a humanidade logo no começo
    A Sentinela — 1973 | 1.° de junho
    • Regência divina sobre a humanidade logo no começo

      “Jeová é que estabeleceu firmemente seu trono nos próprios céus; e seu próprio reinado tem mantido domínio sobre tudo.” — Sal. 103:19.

      1. O que, segundo o significado que lhe damos, é a “instituição” na qual todos nós nascemos, e que avaliação devemos fazer dela?

      TODOS nós nascemos numa “instituição”. Referimo-nos com esta palavra ao sistema de coisas existente aqui no nosso globo terrestre? Não! Referimo-nos a uma instituição da qual nossa terra é apenas uma pequeníssima parte. Referimo-nos a uma instituição que se estende ao espaço sideral. Inclui mais do que a galáxia da Via-láctea, da qual nosso sol é apenas um de muitos sóis similares. Inclui todas as galáxias de estrelas que o maior telescópio de fabricação humana pôde trazer ao alcance da vista humana. Esta instituição é tão enormemente grande, que precisa ser medida em unidades chamadas “anos-luz”. Apesar de sua enormidade, todos precisam admitir que se trata duma instituição maravilhosa. Já existia aqui antes de aparecerem os jovens atuais com seus protestos ou antes mesmo de se iniciar aqui a humanidade. Todos nós fomos introduzidos nesta instituição não de nossa própria vontade ou escolha. Portanto, é esta instituição algo contra que se deve protestar?

      2. Porque não seria o homem o responsável pela administração desta “instituição”, e o que nos dita o nosso raciocínio quanto ao administrador dela?

      2 Quem administra esta espantosamente grande instituição? Ela já funcionava ordeiramente antes de os homens virem à existência. Não precisa de nós para continuar a funcionar para sempre, suspensa lá no espaço e operando tão harmoniosamente. É escusado dizer-se que é grande demais para nós, muito além de nosso poder de influenciá-la. Não podemos controlá-la daqui da terra com mísseis, naves espaciais ou sistemas de radar. Não é uma instituição casual. Se fôssemos fazer cálculos científicos, seria o caso de trilhões de trilhões de motivos contra uma simples possibilidade de que tal “instituição” harmoniosa, altamente organizada e de funcionamento perfeito viesse à existência por acidente ou acaso. Não podia proceder do nada, porque nunca coisa alguma vem do nada. Uma concentração tão poderosa de energia dinâmica como a que esta instituição possui em si mesma nunca poderia proceder do vácuo, do vazio. Em harmonia com nosso raciocínio com que fomos dotados, tinha de proceder duma fonte central e inesgotável de potência e energia. E esta “fonte” teria de ser inteligente, tendo conhecimento, além de capacidade todo-poderosa. Ela teria de administrar esta instituição.

      3. (a) O que devemos concluir a respeito do administrador desta “instituição”, e que nome adequado lhe cabe? (b) Qual é seu título, conforme dado na Bíblia Sagrada?

      3 Não queremos agir de modo “tolo”, queremos? Quer dizer, não queremos ser estúpidos, insensatos, desarrazoados, o que significaria também não ser científicos. Os homens raciocinantes e inteligentes não podem aceitar outra coisa senão que o grande Administrador desta espantosa “instituição” de beleza, desígnio e poder seja uma Pessoa inteligente, embora invisível aos nossos frágeis olhos naturais. Tem algum de nós um título melhor para esta Pessoa do que o de “Deus”? É assim que o maior Livro da terra chama esta Pessoa. E o faz logo na sentença inicial, dizendo: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” Na língua original em que se escreveu esta parte do Livro, a palavra correspondente à nossa palavra “Deus” é Eloím. Conforme esta sentença reza em inglês na The Holy Name Bible (A Bíblia do Nome Sagrado), que rejeita totalmente o título “Deus”: “No princípio Eloím criou os céus e a terra.” (Gên. 1:1) Este mesmo Criador dos céus e da terra assume a responsabilidade por este Livro de todos os livros, a Bíblia Sagrada, e este Livro de mais de mil páginas, do princípio ao fim, revela que este Criador inteligente é um Deus de atividade perfeita, de sabedoria, justiça, amor e poder perfeitos. Ele é perfeitamente capaz de administrar esta “instituição” visível.

      4, 5. (a) Segundo a Bíblia, em que esta suspensa esta terra, e como se compara nossa terra com toda esta instituição em tamanho? (b) Que perguntas feitas a Jó merecem ser feitas aos cientistas?

      4 Nossa terra está suspensa no espaço em nada da espécie material. Conforme disse este Livro dos livros na sua narrativa sobre o patriarca Jó, há quase três mil e quinhentos anos atrás, no capítulo vinte e seis, versículo sete: “Ele estende o norte sobre o vazio, suspende a terra sobre o nada.” Em comparação com os incontáveis corpos celestes, nossa terra é apenas uma partícula de pó no meio duma enorme nuvem de pó. Visto que o Deus da criação administra ou rege a grande instituição como um todo, também deve ser o regente da terra. A sua regência, e não a de criaturas humanas na terra, é a regência verdadeira, original e legítima da terra. Um Criador deve administrar a sua própria criação. O homem não teve nada que ver com a criação desta terra como seu lar eterno. Sobre este ponto vital, merecem fazer-se as mesmas perguntas aos cientistas e evolucionistas hodiernos que foram feitas ao patriarca Jó, por Deus, a respeito da criação da terra. Ele disse a Jó:

      5 “Por favor, cinge os teus lombos como um varão vigoroso e deixa-me perguntar-te, e faze-me saber. Onde vieste a estar quando fundei a terra? Informa-me, se deveras conheces a compreensão. Quem lhe pôs as medidas, caso tu o saibas, ou quem estendeu sobre ela o cordel de medir? Em que se fundaram seus pedestais de encaixe ou quem lançou a sua pedra angular, quando as estrelas da manhã juntas gritavam de júbilo e todos os filhos de Deus começaram a bradar em aplauso? . . . Foi dos teus dias em diante que deste ordens à manhã? Fizeste tu a alva saber o seu lugar, para segurar as extremidades da terra, a fim de que os iníquos fossem sacudidos dela?” — Jó 38:3-13.

      6. (a) Quem presenciou a criação da terra conforme disse Deus? (b) Por que não estamos em condições de julgar a declaração de Deus a respeito de sua obra criativa, há seis mil anos atrás?

      6 Em resposta a estas perguntas, todos nós, hoje, teríamos de dizer humildemente que não estávamos presentes. Os que Deus chama aqui de “estrelas da manhã” e de “todos os filhos de Deus” presenciaram a criação da terra e se deleitaram com esta pequeníssima parte da “instituição” visível. Então, temos nós, criaturas humanas inferiores, qualquer motivo para criticar a Deus pelo modo em que criou nosso lar terrestre? Quando Deus terminou a preparação dela para a moradia do homem e colocou o homem sobre ela, então, conforme diz o último versículo do primeiro capítulo da Bíblia Sagrada: “Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom.” (Gên. 1:31) Visto que o próprio Criador olhou para a sua criação terrestre e a considerou ‘muito boa’, quem somos nós, que aparecemos na cena seis mil anos depois, para dizer que não era ‘muito boa’, de nosso ponto de vista humano? Quem somos nós, hoje, para julgar qual era o estado da terra, há seis mil anos atrás, quando Deus criou o primeiro homem e a primeira mulher em perfeição humana e os colocou num Paraíso de Prazer? A condição poluída da terra, hoje em dia, não constitui base para um julgamento fiel.

      7. (a) Que espécie de regência tinha o homem no seu começo, mas com que atitude têm os homens regido a terra já por milhares de anos? (b) Que questão a respeito da regência teremos de decidir agora?

      7 Nós existimos aqui pela concessão do favor do Criador. Então, quem somos nós para pensar que nós, humanos, temos o direito de administrar esta terra conforme bem entendemos, sem tomar em consideração o Criador, Deus? No entanto, é assim que a história humana mostra que os homens têm administrado a terra por milhares de anos. Originalmente, na criação do homem, este usufruía a regência divina. Hoje em dia, o homem sofre sob uma regência humana que desconsidera a Deus e desafia a regência divina. Os imperfeitos regentes humanos querem que todos os povos olhem apenas para a regência humana e desafiem a regência divina assim como eles, os regentes humanos, o fazem. Mais do que nunca antes, a questão que nos vemos obrigados a decidir é: Regência divina — somos a favor dela ou contra ela? Se formos a favor dela, o que significará isso para nós? Se formos contra ela, o que significará isso para nós e para os que dependem de nós? Vejamos isso; pois, queremos escolher aquilo que dê felicidade a nós e aos nossos.

      O PROCEDER DOS QUE SÃO CONTRA ELA

      8. (a) Quem talvez tenham do seu lado aqueles que na terra são contra a regência divina? (b) O que são obrigados a admitir quanto a se existiu sempre a hostilidade à regência divina?

      8 Os que hoje são contra a regência divina, quer dizer, contra a regência de Deus sobre a terra, têm muitos do seu lado. É provável que tenham mais do seu lado do que saibam ou se apercebam. É provável que tenham do seu lado os que eles não querem admitir que estão do lado deles e associados com eles. O que queremos dizer com isso? Visto que sua filosofia é materialista, negam-se a concordar que haja algo espiritual até ao ponto de negarem que haja um Deus, que é Espírito. Pelo menos não tomam a sério a idéia de existir um Deus, nem a existência de qualquer outra pessoa espiritual de inteligência. Eles realmente não têm nenhuma base razoável para esta opinião ou atitude mental; contudo, apegam-se a ela por se cegarem aos fatos evidentes. Todavia, terão de admitir que esta hostilidade à regência divina teve um começo. A história prova que teve seu começo há seis mil anos atrás. Não começou com o homem, mas o homem ficou envolvido.

      9. (a) Com quem começou a resistência à regência divina, e quem teve uma experiência dolorosa com ele provando a existência deste? (b) A favor da regência de quem era Jó, e por isso, o que quis Satanás provar a respeito de Jó?

      9 Com quem começou então a hostilidade à regência divina? Não foi com uma criatura sub-humana, tal como uma cobra, mas com uma criatura sobre-humana, um daqueles a quem Deus chamou de “filhos de Deus” ao falar ao patriarca Jó. (Jó 38:7) Jó passou por um incidente doloroso com este iniciador da hostilidade à regência divina. Jó foi informado de que o nome deste era Satanás. Na língua de Jó, o nome Satanás significava “Opositor.” Mas, “Opositor” a quem? A Deus, naturalmente! Jó estava a favor da regência divina. Satanás provou que sua oposição era contra Deus por tentar destruir a Jó, porque este advogava a regência de Deus. Satanás não era para Jó nenhuma pessoa imaginária, assim como tampouco era pessoa imaginária para o próprio Deus. Depois de acabar a experiência dura de Jó, Deus revelou a Jó quem era responsável pelos seus sofrimentos e pelas suas provações. Era este Satanás. Satanás havia comparecido a uma reunião dos “filhos de Deus”. Ali ele pediu que Deus retirasse sua proteção de Jó e deixasse que submetesse a Jó a uma prova quanto a sua lealdade à regência divina.

      10. O que afirmou Satanás que poderia induzir Jó a fazer, se tivesse mãos livres, e o que indica Tiago 5:11 quanto a se Jó cedeu?

      10 Satanás afirmou que, tendo mãos livres, poderia fazer com que Jó amaldiçoasse a Deus na sua face. Isto foi lá no século dezessete antes de nossa Era Comum. A prova da paciência e da fidelidade de Jó foi registrada no livro bíblico de Jó, para nossa leitura. Conseguiu Satanás obrigar a Jó a passar para o campo dos opositores de Deus e da oposição à regência divina? Mais de dezesseis séculos depois, o discípulo cristão Tiago, meio-irmão de Jesus Cristo, escreveu sobre isso e disse: “Eis que proclamamos felizes os que perseveraram. Ouvistes falar da perseverança de Jó e vistes o resultado que Jeová deu, que Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” — Tia. 5:11.

      11. O que mostra o registro sobre Deus vencer a Satanás por Jó não ter amaldiçoado Deus na sua face?

      11 No caso de Jó, Jeová Deus venceu a Satanás, porque Satanás mostrou ser mentiroso. De que modo? Ao passo que Satanás trazia provações sobre Jó, lemos que “em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu a Deus algo impróprio”. Quando o estado de Jó parecia desesperador e sua esposa perdeu a esperança quanto a ele, ela lhe disse: “Ainda te aferras à tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre!” Mas Jó disse-lhe: “Como fala uma das mulheres insensatas, também tu falas. Devo aceitar apenas o que é bom da parte do verdadeiro Deus e não aceitar também o que é mau?” Por isso, o registro diz: “Em tudo isso não pecou Jó com os seus lábios.” Por fim, antes de Jeová inverter a situação de Jó, ele disse a três críticos hipócritas de Jó: “Minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois companheiros, pois não falastes a verdade a meu respeito assim como fez meu servo Jó.” (Jó 1:1-22; 2:9, 10; 42:7, 8) Isto, de fato, mostrou ser uma censura para Satanás, e ele ficou exposto como caluniador ou Diabo.

      12. Quanto tempo antes dos dias de Jó e em que lugar suscitou-se a questão da regência divina, e com que resultado para o sétimo dia ou sábado criativo de Deus?

      12 De modo que este personagem histórico, Jó, da terra de Uz, permaneceu fiel a Jeová como sendo o Deus Todo-poderoso. Jó estava a favor da regência divina. Entretanto, havia sido mais de dois mil e quatrocentos anos antes da provação de Jó que Satanás, o Diabo, suscitara a questão da regência divina. Aconteceu pouco depois de o Criador, Jeová Deus, ter plantado o Jardim do Éden a algumas centenas de quilômetros ao nordeste da terra de Uz. Jeová pusera neste Paraíso de Prazer o primeiro homem e a primeira mulher, para viverem e servirem em sujeição à regência divina. Era então por volta do começo do sétimo dia criativo de Jeová, cerca de 4026 A. E. C., ou há quase seis mil anos atrás. (Gên. 1:28 a 2:3) Continuou pacífico este sétimo dia criativo, este grande dia Sabático de Jeová, com respeito à sua criação terrestre, toda a criação no céu e na terra estando em sujeição leal à regência divina? O que nós humanos passamos hoje, bem como a história da terra durante os últimos seis mil anos, respondem que não. A calma deste grande Dia Sabático de Jeová começou a ser perturbada quase que desde o começo.

      13. Como fez um celestial “filho de Deus” que se criasse uma tentação para ele, e a que proceder o levou esta?

      13 Naquele tempo crítico, um dos “filhos de Deus”, no céu, que haviam presenciado a criação do homem e da mulher por Deus, no Jardim do Éden, permitiu que um desejo egoísta lhe penetrasse no coração e o engodasse e afastasse da regência divina. Ele começou a invejar a regência legítima de Deus sobre este casal humano, ao qual Deus ordenara que criassem uma grande família feliz e enchessem toda a terra, ao mesmo tempo ampliando o Paraíso no Éden até os confins da terra. (Gên. 1:26-28) Este “filho de Deus”, celestial, caiu então na sua própria tentação e desejou ter esta regência sobre aquele primeiro casal humano e sua família, com que encheriam a terra. Cultivou este desejo egoísta até que se tornasse fértil e produzisse o pecado. Foi com este pecado que começou a oposição ao Regente Divino sobre tudo, o Deus Altíssimo e Todo-poderoso, Jeová. Desta maneira, este “filho de Deus”, celestial, converteu-se em Satanás ou em Opositor. A culpa disso não cabia de modo algum a Deus, como se tentasse alguém no céu ou na terra com a maldade, a iniqüidade. — Tia. 1:13-15.

      14. De que maneira procedeu Satanás diferente no Éden do que na reunião dos “filhos de Deus” perante Jeová, e como conseguiu que Eva o escutasse?

      14 Naquele tempo, no Jardim do Éden, não se relata nenhuma reunião dos filhos celestiais de Deus perante Jeová Deus. Nem revelou Satanás o que tinha no coração, e nem pediu, como no caso de Jó, que o Regente Supremo, Jeová, retirasse sua proteção de Adão e de Eva no Jardim do Éden. Não havendo nenhuma iniqüidade em todo o domínio existente, não havia nada contra que aquele primeiro casal humano precisasse ser protegido. Por isso, Satanás não precisou pedir que Jeová lhe abrisse o caminho para chegar a Adão e Eva e pô-los à prova, induzindo estes súditos humanos, terrestres, da regência divina, a pecar contra Deus. Depois que cedeu à sua própria tentação, passou a tornar-se o Grande Tentador, por apresentar a tentação a Adão e Eva. Sem revelar seu objetivo egoísta a outros filhos celestiais de Deus, ele se disfarçou furtivamente e usou com engano uma serpente no Jardim do Éden como agente de aspecto inofensivo para preparar a armadilha. A mulher Eva, apesar de sua perfeição humana, não se apercebeu de que a criatura espiritual, invisível, Satanás, usou de ventriloquismo com a serpente para tentá-la. Por isso, em vez de se negar a escutar, ela escutou.

      15. Como se transformou Satanás em Diabo, e em que proceder influenciou Eva?

      15 Por meio da serpente, aquele filho traiçoeiro de Deus, Satanás, atacou a lei de Deus a respeito da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, como se Deus estivesse abusando de sua regência divina. Satanás transformara-se então em Diabo, que significa Caluniador, por chamar a Deus de mentiroso, incapaz de impor a penalidade pela violação de sua lei contra o comer do fruto proibido. Morreria Eva por desafiar a regência divina e usar da autodeterminação humana? Satanás, o Diabo, disse que não, por meio da serpente. “Positivamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” Eva não podia ver a Satanás, o Diabo, assim como nós, hoje, tampouco o podemos ver com nossos olhos naturais. Por permitir, então, que o recém-formado desejo egoísta para com a coisa proibida a atraísse e engodasse, ela deu origem ao pecado humano, por questionar a regência divina e violar a lei divina. Satanás, o Diabo, sabia que a transgressora Eva tentaria depois persuadir seu chefe marital, Adão, a comer com ela do fruto proibido. — Gên. 3:1-6.

      16. Como veio Adão a ter o fruto proibido, e sobre que questão fundamental fez ele uma decisão, produzindo efeito em quem?

      16 Eva queria companhia na sua transgressão. Desejava que seu marido participasse com ela. Ele não apanhou um fruto da árvore proibida, à sugestão dela, mas a sua esposa lhe ofereceu o fruto. Sua voz tornou-se muito imploradora, tentando-o a participar com ela do fruto proibido. Enganada, ela não pensava que isso o matasse. Cabia então a Adão fazer uma decisão que afetaria toda a família humana. Ele tinha de fazer a decisão não só para si mesmo, mas também para sua descendência ainda por nascer. Enfrentava a grande questão da regência divina — sou a favor dela ou contra ela? Em vez de acatar a voz de advertência de seu Pai celestial, quanto às conseqüências funestas de se comer do fruto proibido, Adão acatou a voz persuasiva de sua esposa. Não preferiu provar que a “serpente” era mentirosa e que Deus era veraz. Ao contrário, escolheu agradar à sua esposa. Aceitou da mão dela o fruto proibido. — Gên. 3:6, 12, 17.

      A HUMANIDADE SUBMETIDA À REGÊNCIA DEMONÍACA

      17, 18. (a) A favor da regência de quem se decidiu Adão, e do lado de quem se colocou? (b) Como analisou o apóstolo João debaixo da regência de quem se encontrava o primogênito de Adão?

      17 Assim começou na terra a oposição à regência divina. Adão, chefe terreno da família humana, decidiu-se a favor da autodeterminação humana. Decidiu-se também a favor de mais uma coisa, embora então não se desse conta disso. Igual à sua esposa Eva, não viu com os olhos naturais a Satanás, o Diabo, como força motivadora atrás daquela “serpente” falante, mas, mesmo assim, Adão decidiu-se a favor da regência de Satanás, em oposição à regência divina. Adão e Eva estavam então do lado de Satanás, o Diabo — contra a regência divina, contra a regência teocrática. Adão e Eva foram por isso expulsos do Paraíso de Prazer, para terem seus filhos lá fora no solo sobre o qual havia a maldição de Deus. Seu filho primogênito, Caim, mostrou sob a regência de quem estava, quando assassinou seu irmão Abel, que temia a Deus. (Gên. 3:17 a 4:16) O apóstolo João, salientando isso, escreveu:

      18 “Esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio, que devemos ter amor uns pelos outros; não como Caim, que se originou do iníquo e que matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas próprias obras eram iníquas, mas as de seu irmão eram justas.” — 1 João 3:11, 12.

      19. Assim como no caso de Caim, como prova a humanidade hoje que ela não se sujeita à regência divina?

      19 Tudo isto ilustra as conseqüências sérias resultantes de se fazer oposição à regência divina. Existe hoje o fratricídio, a matança de um irmão pelo outro? Ninguém pode negar que existe em escala colossal, especialmente quando há guerras mundiais. Os homens sábios segundo a sabedoria deste mundo moderno talvez digam que Satanás, o Diabo, não tem nada que ver com isso. Mas temos informações melhores de fonte autorizada, em vez de da parte de pessoas presunçosas. Odiadores e assassinos de seus próprios irmãos originam-se hoje do mesmo iníquo como nos dias de Caim e Abel, só que há mais deles agora do que havia na terra no primeiro século da existência da família humana na terra. Sim, e há mais do que no primeiro século do cristianismo, quando o apóstolo João escreveu as palavras precedentes sobre o amor fraternal e o ódio fraternal. Portanto, a evidência é sobrepujante de que a humanidade, hoje em dia, não está apenas sob a regência humana, mas, sem o saber, está também sob a regência de Satanás. A crescente falta de amor fraternal prova que a humanidade não se sujeita à regência divina. “Deus é amor”, lemos em 1 João 4:8, 16.

      20. Nos dias de quem houve uma interrupção na regência de Satanás sobre a humanidade, e quais eram os homens, até o tempo dele, que eram a favor da regência divina?

      20 Desde o dia em que Adão e Eva tomaram sua posição contra a regência divina, tem havido apenas uma só interrupção temporária na regência satânica sobre a humanidade. Esta se deu nos dias do patriarca Noé, décimo homem da linhagem de Adão. Antes de Noé, o mártir fiel Abel havia sido a favor da regência do Ser Divino que adorava. Também o profeta Enoque, sétimo homem da linhagem de Adão, era a favor da regência divina. Foi evidentemente para que Enoque não fosse assassinado pelos opositores ímpios que Jeová Deus o retirou milagrosamente do cenário terrestre, quando tinha apenas 365 anos de idade. (Gên. 5:18-24; Heb. 11:4, 5; Jud. 14, 15) A favor da regência de quem Noé era evidencia-se do registro de Gênesis 6:9, que reza: “Esta é a história de Noé. Noé era homem justo. Mostrou-se sem defeito entre os seus contemporâneos. Noé andou com o verdadeiro Deus.”

      21. (a) À luz de que profecia de Jesus faremos bem em observar a situação existente nos dias de Noé? (b) Como mostra a narrativa de Gênesis que a regência divina não foi reconhecida nos dias antediluvianos de Noé?

      21 Faremos hoje bem em observar qual era a situação mundial nos dias de Noé, até o seu sexcentésimo ano de idade. Por quê? Porque Jesus Cristo, na sua profecia a respeito das condições mundiais na “terminação do sistema de coisas”, fez a seguinte declaração significativa: “Assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, . . . não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” (Mat. 24:3, 37-39) Além de se comer, beber e casar, naqueles dias antes do Dilúvio, existia uma situação que exigiu que o Criador trouxesse aquele Dilúvio global. Era como se descreve em Gênesis 6:11, 13, onde lemos: “A terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência. Depois, Deus disse a Noé: ‘Chegou o fim de toda a carne diante de mim, porque a terra está cheia de violência por causa deles; e eis que os arruíno juntamente com a terra.’” De modo que, certamente, não se reconhecia a regência divina.

      22, 23. (a) Nos dias antediluvianos, como ganhou a regência de Satanás força adicional em vista de “mulheres sendo dadas em casamento”? (b) Como se evidenciou que os nefilins, descendentes dos casamentos entre anjos e humanas, não eram de ajuda moral para a humanidade?

      22 Naqueles dias antediluvianos, a regência satânica sobre a família humana adquiriu mais força. Como? Ora, na referência de Jesus aos dias de Noé ele falou de “mulheres sendo dadas em casamento”. (Mat. 24:38) Entre aquelas mulheres então dadas em casamento havia muitas que foram tomadas por pessoas que Gênesis 6:4 chama de “filhos do verdadeiro Deus”. Eram “filhos de Deus” celestiais, assim como Satanás, o Diabo, havia sido, mas foram tentados a descer e a passar a viver na terra, por causa das filhas “bem-parecidas” dos homens, disponíveis para o casamento.

      23 Portanto, estes celestiais “filhos do verdadeiro Deus” materializaram-se como homens e “foram tomar para si esposas, a saber, todas as que escolheram”. É possível que cada um tomasse mais de uma esposa. Entre os descendentes deste casamento entre anjos e humanos havia os que a Bíblia chama de nefilins, que significa “derrubadores”, quer dizer, os que causavam alguém ou algo a cair à força. “Eles eram os poderosos da antiguidade, os homens de fama.” (Gên. 6:1-4) Aqueles nefilins ou derrubadores híbridos, evidentemente, não eram de ajuda moral para o gênero puramente humano, porque a Bíblia relata que depois a terra ficou arruinada e cheia de violência. Isto prova definitivamente que aqueles angélicos “filhos do verdadeiro Deus” haviam agido em pecado ao se casarem com as “filhas dos homens” para satisfazer seu desejo sexual.

      24. (a) Pecaram estes “filhos de Deus” que se casaram? E do lado de quem se colocaram? (b) No Dilúvio, o que aconteceu aos nefilins, e o que se viram obrigados a fazer os “filhos de Deus”, casados?

      24 A Bíblia declara positivamente que aqueles filhos celestiais de Deus pecaram ao abandonarem seu estado espiritual, invisível, e sua própria habitação no serviço celeste de Deus. (1 Ped. 3:19, 20; 2 Ped. 2:4, 5; Jud. 6) Isto os colocou decididamente em oposição à regência divina, tanto no céu como na terra. Colocou-os ao lado da regência satânica e debaixo dela. Seus descendentes híbridos, os nefilins, não foram preservados através do dilúvio global; nenhum deles foi introduzido na grande arca construída por Noé e seus três filhos. Sendo humanos, por causa de suas mães humanas, foram afogados no Dilúvio junto com seus parentes terrestres. Seus pais angélicos desmaterializaram-se, e, involuntariamente, sob compulsão, desapareceram no domínio espiritual. Ali se viram obrigados a juntar-se a Satanás, o Diabo, como seu regente.

      25. De que modo se causou assim a interrupção da regência de Satanás, e debaixo de que obteve a humanidade um novo começo?

      25 O dilúvio global interrompeu a regência satânica sobre a família humana. Noé, sua esposa, seus três filhos e suas três noras, que ficaram dentro da arca durante o Dilúvio, eram todos a favor da regência divina. Sobreviveram àquele cataclismo global, mas todos os contrários à regência divina foram afogados nas águas do Dilúvio. Por conseguinte, quando Noé e os outros sobreviventes saíram da arca para a terra purificada, a família humana estava de novo sob a regência divina. Em evidência disso, Jeová Deus, como Regente Divino, disse a Noé e sua família o que deviam fazer, assim como dissera a Adão e Eva no Éden: encher a terra com seus descendentes, sujeitos a certas leis divinamente especificadas. (Gên. 6:13 a 9:7) A humanidade teve assim um segundo começo sob a regência divina.

      26. Concordemente, por que não estaria Deus menos preocupado com as atuais condições terrestres, e como sabemos se ele fará alguma coisa neste respeito, assim como nos dias de Noé?

      26 Se a arruinação da terra e ser ela enchida de violência nos dias antediluvianos de Noé mereciam ser mencionados na Bíblia Sagrada, então, certamente, a maior arruinação da terra e ser ela enchida de violência mais ampla neste século vinte merecem ser mencionados. Preocupa-se Deus, o Criador, menos com as condições atuais, muito piores, do mundo do que com as dos dias de Noé? Segundo toda regra de coerência, deve estar muito mais preocupado com elas e por isso obrigado a fazer alguma coisa, como Criador do céu e da terra. Jesus Cristo, Filho fiel de Deus, profetizou que Deus faria isso.

  • Regência divina — somos a favor dela ou contra ela?
    A Sentinela — 1973 | 1.° de junho
    • Regência divina — somos a favor dela ou contra ela?

      1. (a) Após o Dilúvio, como se começou a organizar a regência humana? (b) Como foi reforçado o poder de Satanás para a regência sobre a humanidade, e que evidência temos da existência de demônios na história desde então?

      TODOS os fatos atuais provam que a humanidade não é a favor da regência divina. Isto se dá porque em menos de dois séculos depois do Dilúvio a regência humana começou a ser organizada por líderes humanos, em oposição a Jeová Deus. Quem se destacava nisso notoriamente era Ninrode, construtor de Babilônia e da Torre de Babel. (Gên. 10:8-12; 11:1-9) Por fazer isso, levaram a maioria da humanidade não só sob uma regência opressiva e imperfeita, mas também sob a regência de Satanás. Fez-se então vigorar o poder de Satanás, o Diabo, por meio daqueles outros “filhos de Deus”, que se haviam voltado contra a soberania de Deus e se haviam casado com filhas dos homens. Estes, iguais a Satanás, o Diabo, fizeram de si mesmos demônios. Os que hoje têm mentalidade materialista e que se riem de Satanás, o Diabo, e de seus demônios como sendo figuras míticas e invenção da imaginação, não podem apagar o registro de toda a história antiga. Os registros antigos, por escrito, em templos e em outras ruínas religiosas, todos atestam que as antigas nações adoravam demônios e eram influenciadas por eles. Há demônios! Eles existem!

      2, 3. (a) Que informação de fonte autorizada é mais importante do que tal evidência histórica, e como fala ela sobre os demônios? (b) Que conselho escreveu Paulo aos efésios contra os demônios?

      2 Ainda mais importante, o Livro da verdade sagrada, a Bíblia inspirada, fornece-nos informações definidas a respeito destes demônios e seu líder, Satanás, o Diabo. Este Livro adverte-nos contra as maquinações, as tramas e os ardis de tais pessoas espirituais maliciosas e invisíveis, que não são de carne e sangue. As pessoas, hoje em dia, mesmo as da cristandade, não tomam a sério o conselho que o apóstolo cristão Paulo escreveu a todos os cristãos na sua carta à congregação em Éfeso, dizendo:

      3 “Revesti-vos da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo; porque temos uma luta, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais.” — Efé. 6:11, 12.

      4. (a) O que significam estas palavras quanto à atividade organizada de Satanás, e, por isso, como é Satanás chamado por Jesus e por Paulo? (b) Como reagem os governantes humanos ao serem classificados como estando em tal companhia, mas, quem os colocou ali?

      4 Entendemos isso? Significa que Satanás, o Diabo, tem uma organização invisível, sobre-humana. Significa que ele organizou as forças espirituais iníquas, nos lugares celestiais, em “governos”, em “autoridades”, em “governantes mundiais desta escuridão”. Esta potência organizada, invisível, é mais poderosa do que o bloco comunista de nações com sua enorme força militar; é mais poderosa do que o rico bloco democrático de nações, com todo o seu poderio militar. Jesus Cristo, que devia saber disso, chamou o Diabo, Satanás, de “governante deste mundo”. O apóstolo cristão Paulo chamou a Satanás de “deus deste sistema de coisas”. (João 12:31; 14:30; 16:11; 2 Cor. 4:4) Os governos terrestres talvez queiram amordaçar-nos por dizermos isso, como sendo degradante para eles, mas nós apenas estamos citando o que Jesus Cristo e seu apóstolo Paulo disseram nas páginas da Bíblia Sagrada. Não gostam de que se lhes saliente na Palavra de Deus que estão em tal companhia, mas não fomos nós os causadores disso. No entanto, se não são a favor da regência divina por Jeová Deus, onde mais podem encontrar-se?

      COMO A REGÊNCIA DIVINA É REPRESENTADA AGORA

      5. (a) Por meio de quem é exercida hoje a regência divina? (b) Nos dias de Jesus na terra, que questão confrontava as pessoas e que problema tinham de solucionar?

      5 Como se expressa hoje a regência divina, para sabermos se somos a favor dela ou contra ela? A regência divina é agora exercida por meio do reino de seu fiel Filho celestial, Jesus Cristo. Igual ao antigo Jó da terra de Uz, Jesus Cristo, quando homem perfeito de sangue e carne na terra, suportou as maiores provas às mãos de Satanás, o Diabo, e seus agentes humanos na terra. Provou assim a sua integridade absolutamente inquebrantável a Jeová Deus, como o Regente Divino. Jó não morreu às mãos de Satanás, o Diabo. Mas Jesus Cristo teve morte cruel às mãos da turba de Satanás na terra. Isto aconteceu fora das muralhas de Jerusalém. Os habitantes de Jerusalém e das províncias romanas da Judéia e da Galiléia estavam envolvidos nisso. A questão que confrontava então aquelas pessoas religiosas, devotas, era a da regência divina mediante o Messias de Jeová Deus. O grande problema a ser solucionado por aquelas pessoas que aguardavam o Messias de Jeová era: É Jesus, descendente do Rei Davi, o Messias há muito prometido, ou não?

      6. (a) Como se comparava aquilo que Jesus dizia e fazia com o que o povo esperava do verdadeiro Messias? (b) De quem esperavam as pessoas que solucionasse seu problema messiânico, e com que acusação entregaram Jesus ao governador pagão?

      6 Desde o tempo de seu batismo no rio Jordão, por João Batista, até a sua morte três anos e meio depois, as pessoas que tinham a esperança messiânica nunca esperavam que o Messias ou Cristo dissesse e fizesse as coisas que Jesus disse e os milagres que fez. Esperavam apenas que o Messias os libertasse da regência gentia ou não-judaica e fizesse de sua terra um país próspero, e de sua nação a nação principal da terra, à qual afluíssem as nações gentias. A questão não era apenas governamental, mas também em grande parte religiosa. As pessoas esperavam que seus líderes religiosos as orientassem na solução do problema. Aqueles líderes faziam as decisões para a vasta maioria das pessoas. Consideravam a Jesus como blasfemador de Deus, como falso Cristo. Entretanto, para não serem impedidos de matá-lo, entregaram Jesus ao governador romano, Pôncio Pilatos. Sob que acusação? Sob a acusação de ser sedicioso, afirmando ser rei, não rei do Império Romano, mas rei deles, o Rei da nação judaica. Por isso fingiram ser amigos do Império Romano e proteger os interesses deste, embora fosse pagão.

      7. (a) De quem pretendiam ser amigos as pessoas perante Pôncio Pilatos, para o descrédito de Pilatos? (b) Ao fazerem isso, que atitude tomavam as pessoas para com a regência divina, segundo Tiago 4:4?

      7 Quando o governador Pilatos expressou-se a favor de soltar Jesus, por não merecer a morte, o povo chefiado pelos seus sumos sacerdotes apresentou-se como amigo de Tibério César, ao passo que o Governador Pilatos supostamente não o era. O registro bíblico nos diz: “Pilatos procurava um modo de livrá-lo. Mas os judeus gritavam, dizendo: ‘Se livrares este homem, não és amigo de César. Todo homem que se faz rei fala contra César.’” A questão foi assim transformada numa política, e aquelas pessoas falavam e agiam em favor de serem amigos de quem — de Deus ou do César pagão? Dum governante divino ou dum governante humano? Não podiam ser amigos de Deus e de César ao mesmo tempo, embora afirmassem que Jesus era Messias ou Cristo falso. Temos de apegar-nos à regra inspirada, escrita em Jerusalém alguns anos depois: “Não sabeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Quem pretende ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tia. 4:4, M. Hoepers, 1956) Portanto, ao tentarem ser amigos do César pagão, na questão do Messias ou Cristo, mostraram aquelas pessoas religiosas que eram amigos da regência divina?

      8. Como mostravam então as pessoas que eram a favor da regência humana, pagã, e contra a regência divina?

      8 Por fim, o povo levou a questão a uma decisão, quando clamou para que Jesus fosse pendurado numa estaca, e quando Pilatos objetou, dizendo: “Hei de pendurar na estaca o vosso rei?” Rejeitaram então positivamente a Jesus, como o rei messiânico, pois, segundo o registro, “os principais sacerdotes responderam: ‘Não temos rei senão César.’” (João 19:12-15) Ninguém pode negar que fizeram ali a escolha da regência humana, pagã. Isto os colocou inevitavelmente contra a regência divina.

      9. (a) Em prova de que Jesus era o Messias, o que fez Deus no terceiro dia? (b) Agora, no tempo certo, quem é apresentado a todo o mundo como o Rei messiânico, e que espécie de regência é a dele?

      9 Todos os fatos registrados mostram que Jesus cumpriu as profecias bíblicas a respeito do prometido Messias ou Cristo. Foi por isso que o Deus Todo-poderoso o ressuscitou dos mortos no terceiro dia e o enalteceu à sua própria mão direita no céu. Ele é agora o Messias ou Cristo celestial. (Atos 1:1 a 2:36; 13:26-39; 1 Ped. 3:18-22) E agora, dezenove séculos depois, assim como o governador Pilatos apresentou o Messias aos celebrantes da Páscoa em Jerusalém, no ano 33 E. C., também hoje o Deus Altíssimo Jeová apresenta seu Messias ou Cristo a todo o mundo da humanidade. É o tempo para isso. O longo período chamado de “tempos dos gentios” ou “tempos designados das nações” terminou no décimo quarto ano de nosso século vinte, ano assinalado pelo irrompimento da Primeira Guerra Mundial. (Luc. 21:24; Dan. 4:16, 23, 25) O reino da casa real do Rei Davi, derrubado pelos exércitos pagãos de Babilônia, em 607 A. E. C., já foi agora restabelecido, não na terra, como regência humana, mas nos céus, nas mãos do verdadeiro Messias, o Cristo do Senhor Deus Todo-poderoso, Jeová.

      10. (a) Desde 1914 E. C., que palavras ouvimos por fé ressoar desde o céu a respeito do reino do mundo? (b) Como mostrou a cristandade, por meio das guerras mundiais e pelos membros que tem nas Nações Unidas, que ela é a favor da regência humana?

      10 Desde 1914 E. C., nossos ouvidos podem ouvir pela fé as vozes no céu clamando alto as palavras registradas no último livro da Bíblia: “O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” (Rev. 11:15) Este “reino de nosso Senhor e do seu Cristo” não se refere absolutamente à cristandade! Refere-se ao governo real, celestial, do Messias ou Cristo, que foi ungido pelo Senhor Deus Jeová para agir por Ele em governar todos os povos da terra. A cristandade, segundo o seu nome religioso, devia ser a favor deste reino messiânico de Deus, mas é mesmo? Depois do fim dos Tempos dos Gentios em 1914, lutou a cristandade a favor deste reino messiânico dos céus ou lutou ela a favor do domínio do mundo pela regência humana? Considere a Liga das Nações e as atuais Nações Unidas, ambas apresentadas e promovidas pela cristandade, e ainda mantidas em funcionamento. Representavam e representam estas organizações a regência divina por meio do reino messiânico dos céus ou representam a regência humana? O que dizem em resposta os mais da metade dos membros das Nações Unidas, que não professam ser nações cristãs? Dizem: ‘Não! A organização das Nações Unidas não representa a regência divina por meio dum reino messiânico celestial! Representa a regência humana de toda a terra. Nós homens é que vamos governá-la por meio de formas de governo escolhidas por nós mesmos.’ Por isso é lógico que a cristandade, por pertencer às Nações Unidas, é a favor da regência humana, não da divina.

      O QUE SIGNIFICA SER A FAVOR DA REGÊNCIA DIVINA

      11. No que se refere ao proceder da cristandade desde o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, por que não é desculpável por motivo de ignorância, e, portanto podem as pessoas esperar dela a orientação correta na escolha da regência?

      11 A cristandade negou o seu nome, e não há desculpa para isso. Desde aquele ano crítico de 1914, e especialmente desde o fim da Primeira Guerra Mundial em 1918, proclama-se o reino messiânico de Deus como governo estabelecido nos céus. Isto se dá em cumprimento das palavras de Jesus Cristo a respeito do sinal pelo qual se reconheceria a “terminação do sistema de coisas”, a saber: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mat. 24:14) Que a cristandade se apercebe desta pregação de tais “boas novas” é provado por ela objetar a isso, ao ponto de perseguir e proscrever os pregadores de tais “boas novas”. Por conseguinte, a escolha da regência humana por parte da cristandade junto com os governos não-cristãos da terra não foi feita em desconhecimento de causa e sem a posse da Bíblia Sagrada. Em vista disso, a humanidade não pode olhar com segurança para a cristandade, a fim de orientá-la em fazer a escolha certa, assim como tampouco os judeus, há dezenove séculos atrás, podiam olhar para seus sacerdotes e rabinos.

      12. Qual é a questão toda-importante hoje em dia, e por que é hoje tão urgente que façamos a escolha?

      12 A questão toda-importante, hoje em dia, não é a de quem deve reger, o comunismo ou a democracia capitalista, porque ambos são apenas formas de regência humana. Antes, é a seguinte: A regência humana, por homens imperfeitos, pecadores, moribundos e em desacordo com Jeová Deus, ou a regência divina pelo reino messiânico do ressuscitado Jesus, o Cordeiro de Deus, que morreu em sacrifício a favor de toda a humanidade? A escolha é hoje mais urgente do que há dezenove séculos atrás, quando Jesus Cristo foi apresentado pelo Governador Pilatos à multidão de celebrantes da Páscoa, em Jerusalém. Estamos hoje muito próximo do fim da “terminação do sistema de coisas”. A regência humana por homens imperfeitos, pecadores e moribundos está prestes a ser eliminada da face da terra, na maior “tribulação” da humanidade predita na Bíblia profética.

      13. Por que não adianta alguém ainda opor-se a regência divina, e o que torna o assunto agora tanto mais sério para os opositores?

      13 Nada nos adiantaria, nem seria bem sucedido, se nos opuséssemos à regência divina e fôssemos contra ela. A regência por parte do Controlador Todo-poderoso da enorme “instituição”, da qual nossa terra é uma pequeníssima parte, virá a existir de qualquer modo e a tomar conta da terra inteira. O que torna o assunto tão sério é que aqueles que hoje continuam a ser contra a regência divina, não a favor dela, serão destruídos como inimigos, na tribulação com que acabará este sistema de coisas. — Mat. 24:21, 22; Dan. 2:44.

      14. (a) A escolha da regência humana significa também a escolha de que outra regência? (b) O que não significa nossa escolha da eterna regência divina quanto à nossa atitude para com os atuais governos e instituições humanos?

      14 Não despercebamos o seguinte fato desagradável: A escolha da regência humana significa ao mesmo tempo a escolha da regência satânica, a regência continuada da humanidade pelo “deus deste sistema de coisas”. Depois da destruição deste sistema humano de coisas, Jeová Deus, por meio de seu Messias, eliminará a Satanás, o Diabo, e suas legiões de demônios de seu domínio invisível sobre a humanidade na terra. (Rev. 20:1-3) Portanto, escolheremos o que será destruído depois de mais um pouco de tempo? Quanto mais sábio é, nesta hora decisiva, escolher o que será eterno — a regência divina! Ser a favor da regência divina agora, antes da vinda da “grande tribulação”, não significa sermos revolucionários violentos e procurarmos à força derrubar os atuais governos políticos e outras instituições humanas. Não, porque Jeová Deus proíbe estritamente às suas testemunhas cristãs na terra fazer tal coisa. (Rom. 12:17 a 13:7) Em vez de escolherem erguer a mão em violência contra os governos humanos que Deus permitiu que existissem até agora, continuarão mansamente a sofrer a perseguição feroz da parte de governantes políticos, humanos.

      15. (a) O que manterão, por suportarem tal sofrimento injusto sem ressentimento, assim como fizeram Jó e Jesus? (b) O que buscam primeiro, e o que têm de pregar, por quanto tempo?

      15 Por suportarem tais sofrimentos injustos sem ressentimento contra o Deus Todo-poderoso que os permite, mantêm a sua integridade para com Ele, assim como fizeram o paciente Jó e o Senhor Jesus Cristo, sempre tendo uma boa consciência para com Deus e para com o homem. (Atos 23:1; 1 Ped. 2:19, 20) Para mostrarem sua posição e a escolha que fizeram, buscam primeiro o reino de seu Pai celestial e a Sua justiça, em vez de se meterem na política humana e tomarem partido nela. O Governante Divino deu-lhes as “boas novas do reino” a pregar em toda a parte. É isto o que estão fazendo obedientemente até que o próprio Deus, por meio de Jesus, o Messias, coloque o governo divino em pleno poder e controle indisputados sobre toda a terra. — Mat. 6:33; 24:14.

      16, 17. (a) O que fará Jeová Deus a favor dos que adotam tal proceder leal? (b) Para determinar o que examina agora Jeová todos os corações humanos, e a que palavras de Davi responderão todos os que escolhem a vida na Sua ordem messiânica?

      16 Os que adotam tal proceder são os que o Soberano Senhor Universal, Jeová, preservará durante a vindoura “grande tribulação” e para a Sua nova ordem justa, com sua terra paradísica. Ao examinar ele agora os corações humanos, espera que mostremos pela palavra e pela ação não hipócrita qual a escolha que fazemos quanto à regência. Somos a favor da regência divina sobre toda a terra, bem como no céu, ou somos contra ela? O Regente Divino escolhe para a vida na sua nova ordem messiânica aqueles que respondem às palavras inspiradas do Rei Davi, que se sentava no “trono de Jeová” em Jerusalém:

      17 “Jeová é que estabeleceu firmemente seu trono nos próprios céus; e seu próprio reinado tem mantido domínio sobre tudo. Bendizei a Jeová, vós anjos seus, poderosos em poder, cumprindo a sua palavra, por escutardes a voz da sua palavra. Bendizei a Jeová, todos os exércitos seus, vós ministros seus, fazendo a sua vontade. Bendizei a Jeová, todos os trabalhos seus, em todos os lugares do seu domínio. Bendize a Jeová, ó minha alma.” — Sal. 103:19-22.

      18. À luz destas palavras do salmista, como respondemos à pergunta sobre a questão da regência?

      18 Somos a favor ou contra a regência divina de Jeová Deus por Jesus Cristo? Respondemos firmemente, junto com todos os anjos de Jeová, poderosos em poder, junto com todos os seus exércitos celestiais, com todos os seus ministros que fazem a sua vontade: Somos a favor da Regência Divina, agora e para sempre!

      [Foto na página 335]

      Quando os judeus rejeitaram a Jesus como seu rei a favor de César, eles escolheram a regência humana. Atualmente, Jeová apresenta seu Messias a toda a humanidade; qual será a sua escolha?

  • Está mesmo próximo um fim ardente?
    A Sentinela — 1973 | 1.° de junho
    • Está mesmo próximo um fim ardente?

      JÁ OUVIMOS durante toda a nossa vida que ‘algum dia a terra terá um fim ardente’. Certas religiões acreditam que virá da parte de Deus. Alguns cientistas dizem que virá finalmente por meio da expansão do sol na sua agonia mortal, resultando no envolvimento e na queima da terra.

      São verídicas ambas estas versões?

      Um cientista britânico, H. W. Chatfield, no seu livro Um Cientista em Busca de Deus (A Scientist in Search of God), apresenta uma grande quantidade de evidência no sentido de que a mente superior de um grande Criador projetou a terra e a vida sobre ela, e proveu de antemão um contínuo suprimento de todas as coisas essenciais à vida, especialmente para a humanidade. Daí, no capítulo final, ele mostra por que isto evidencia que o interesse de Deus no homem também deve ser contínuo:

      “A perpétua criação autopropagadora em grande escala não se harmoniza bem com um Planejador cujo interesse se restringisse apenas à duração da mecânica desta operação, e que depois não tivesse nenhum interesse nos seres que, pelo menos de certo modo fragmentário, foram criados à sua própria semelhança.”

      Antes, aquele que projetou e criou o homem à sua própria imagem não o abandonaria assim como tampouco um pai amoroso de repente se desviaria de seus próprios filhos. Chatfield prossegue:

      “A mecânica dos atos criativos é demonstrada por fatos científicos que consumiram eras de tempo, segundo bases de cálculo humano, e não parece lógico que, depois de tal interesse prolongado, o resultado vivo fosse completamente negligenciado pelo seu arquiteto.”

      Ora, o Criador que fez as coisas de tal modo excelente e com tanto cuidado e gasto de tempo logicamente se comunicaria também com sua criação inteligente, o homem. Isto se daria em especial visto ele ter encarregado o homem de sua criação terrestre. (Gên. 1:26-28) A Bíblia é esta comunicação, as instruções e as declarações de Deus sobre o seu propósito. Apóia ela a idéia de que a terra e a vida nela devam continuar permanentemente?

      A TERRA E A VIDA NELA DEVEM PERMANECER

      Deus demonstrou que se importava e que se propunha ter a terra contínua e permanentemente cheia da criação animal e humana quando preservou representantes tanto da espécie humana como das espécies animais durante o dilúvio global nos dias de Noé. Por que faria Deus isso se não se importasse ou se se propusesse eliminar a todos algum dia? — Gên. 7:1-3; 8:1, 17.

      Também, Deus teve o cuidado de prover que seu povo de Israel mantivesse um registro genealógico detalhado, especialmente da linhagem por meio da qual viria o Messias. Por que guardar um registro da linhagem, se o fim havia de ser o oblívio? E por que veio à terra o Messias, o Filho de Deus? Para a preservação da vida e o restabelecimento

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