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  • Refino, Refinador
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    • não foi, evidentemente, descoberto senão no século IX EC; assim, anteriormente, o ouro era purificado por outros meios. À guisa de exemplo, caso houvesse chumbo misturado com o ouro, as impurezas podiam ser eliminadas por meio de fundentes, ao passo que o ouro aderia ao chumbo. Daí, pela queima lenta do chumbo (operação conhecida como copelação), o ouro puro permaneceria. Tal processo exige considerável perícia, pois, se a temperatura for elevada demais, ou a queima for rápida demais, o ouro irá junto com o chumbo. O operador aprende a julgar e controlar o refino pela cor do metal fundido. (Compare com Salmo 12:6; Jeremias 6:28-30; Ezequiel 22:18-22.) As Escrituras fazem alusão ao emprego de barrela na refinação da prata. — Mal. 3:2, 3.

      A extração de ferro era mais difícil, devido ao tremendo calor exigido. O ferro se funde a 1535°C. Os antigos, contudo, construíram fornos de fundição equipados de foles para prover um jato de ar, similar aos hodiernos fornos de fundição. (Deut. 4:20; Jer. 6:29; Eze. 22:20-22) Não existem pormenores quanto aos fornos hebreus para o ferro, mas podem ter sido similares aos que se sabe que existiam na antiga Índia. Feitos de argila, em forma de pêra, tendo c. 1,20 m de diâmetro no fundo, e estreitando-se a c. 30 cm no topo, possuíam foles de pele de cabrito, dotados de injetores de bambu, ligados a tubos de argila, que forneciam ar para o fundo do forno. Alimentados a carvão de lenha, acendia-se o fogo e adicionava-se o minério. Outra camada de carvão era então acrescentada por cima, e o jato de calor continuava por três ou quatro horas. Terminada uma fundição, quebrava-se a parte da frente do forno a fim de remover a lupa de metal.

      Trata-se dum método simples, de dois passos, a remoção do chumbo de seu minério comum, a galena, isto é, sulfeto de chumbo. Primeiro se ustula o minério com uma injeção de ar, a fim de reduzir o sulfeto de chumbo em óxido de chumbo, o enxofre sofrendo volatização como bióxido de enxofre. O óxido de chumbo é então misturado com carvão, lançado num alto-forno e o bióxido de carbono é sublimado, deixando o chumbo líquido no crisol.

      EMPREGO FIGURADO

      Menciona-se o próprio Jeová como refinador. Sua Palavra é altamente refinada. (2 Sam. 22:31; Sal. 18:30; 119:140; Pro. 30:5) Esta Palavra testada e comprovada é um dos meios através dos quais Deus purifica seu povo, removendo toda a escória pecaminosa da impureza. (Sal. 17:3; 26:2; 66:10; 105:19; Jer. 9:7; Dan. 12:9, 10; Mal. 3:3) Provas ardentes também refinam os fiéis. (Isa. 48:10; Dan. 11:35; Zac. 13:9; 1 Cor. 3:13; compare com 1 Pedro 1:6, 7.) Os iníquos, por outro lado, são julgados como não sendo nada mais do que escumosa escória, boa apenas para ser lançada no imprestável monturo de restos. — Sal. 119:119; Pro. 25:4, 5; Eze. 22:18-20.

  • Refúgio
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    • REFÚGIO

      Veja CIDADES DE REFÚGIO.

  • Régio
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    • RÉGIO

      Cidade do S da Itália, atualmente chamada de Régio, ou Régio da Calábria. O barco em que o apóstolo Paulo estava viajando como detento, fez escala em Régio, quando ele estava indo apresentar-se perante César, em Roma, por volta do ano 59 EC.

      Régio se situa no estreito de Messina, que separa a Itália e a Sicília. Pouco ao N de Régio, o barco em que Paulo viajava devia ter sido obrigado a navegar ao largo do promontório de Cila, do lado italiano do estreito, e do abismo de Caribdis, do lado siciliano, ambos sendo considerados perigosos pelos antigos marujos. Um dia depois de sua chegada a Régio, levantou-se um vento S e este os levou em segurança pelo estreito e na direção N-NO até Putéoli. — Atos 28:13.

  • Registro
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    • REGISTRO

      Os registros mencionados na Bíblia eram, usualmente, feitos por nome e linhagem, conforme a tribo e a casa familiar, e envolviam mais do que um simples recenseamento ou contagem de cabeças. Estes registros nacionais serviam para vários fins, tais como para a taxação, designações para o serviço militar, ou (para aqueles levitas que estavam incluídos) atribuições de deveres no santuário.

      NO SINAI

      Por ordem de Jeová, o primeiro registro se deu durante o acampamento em Sinai, no segundo mês do segundo ano depois do Êxodo do Egito. Não só foram alistados todos os varões com 20 anos ou mais — elegíveis para servirem no exército — mas a Lei também impunha sobre os registrados um imposto per capita de meio-siclo para o serviço no tabernáculo. (Êxo. 30:11-16; Núm. 1:1-3, 18, 19) O número total alistado era de 603.550, excluindo os levitas, que não possuíam nenhuma herança na terra. Estes não pagavam nenhum imposto para o tabernáculo, e não se exigia que servissem no exército. — Núm. 1:44-47; 2:32, 33; 18:20, 24.

      A narrativa no livro de Números mostra que também se fez uma contagem do número de primogênitos varões, dentre as doze tribos, e de todos os varões levitas, de um mês ou mais de idade. (Núm. 3:14, 15) Isto se deu porque Jeová tinha comprado os primogênitos como sendo seus, quando ele os preservou da destruição dos primogênitos no Egito. Agora, ele desejava utilizar os levitas como os seus especialmente santificados para o serviço no santuário. Por conseguinte, os levitas deveriam ser dados por Israel a Jeová, para remir os primogênitos das outras tribos. A contagem mostrava que havia 22.000 varões levitas e 22.273 primogênitos não-levitas. (Núm. 3:11-13, 39-43) Para remir os 273 primogênitos que ultrapassavam o total de levitas, exigiu-se de cada um deles um pagamento de cinco siclos ao santuário. — Núm. 3:44-51.

      Também os coatitas, gersonitas e meraritas entre 30 e 50 anos foram contados. A estes foram dadas designações especiais de serviço no santuário. (Núm. 4:34-39) A fim de auxiliar Moisés em tal empreendimento, escolheu-se um maioral de cada tribo para assumir a responsabilidade e a supervisão do registro em sua tribo. — Núm. 1:4-16.

      NAS PLANÍCIES DE MOABE

      Um segundo registro alistado é o que foi feito nas planícies de Moabe, depois do flagelo devido ao pecado de Israel em relação a Baal de Peor. Verificou-se, então, que o total de homens com 20 anos ou mais era de 601.730, um decréscimo de 1.820 em comparação com o recenseamento feito quase trinta e nove anos antes. (Núm. 26:1, 2, 51) O decréscimo era devido, em grande parte, ao decreto de Deus na ocasião em que os espias trouxeram um relatório ruim. (Núm. 13:30-33; 14:28-30) A contagem dos levitas de um mês de idade, ou mais, foi de 23.000, ou 1.000 a mais do que no primeiro censo. — Núm. 26:57, 62.

      O REGISTRO CALAMITOSO FEITO POR DAVI

      Um registro feito perto do fim do reinado do Rei Davi também se acha anotado, um que trouxe calamidade. O relato em 2 Samuel 24:1 reza: “E novamente veio a acender-se a ira de Jeová contra Israel, quando se instigou Davi contra eles, dizendo: ‘Vai, faze a contagem de Israel e de Judá.’ ” O original hebraico permite que parte deste versículo seja traduzida: “quando ele incitou Davi contra eles.” (NM, nota da ed. 1955, em inglês.) A tradução deste versículo na Bíblia Vozes reza: “A cólera do Senhor voltou a se inflamar contra Israel. É que [Deus, nota] incitou a Davi contra eles, dizendo: ‘Vai fazer o recenseamento de Israel e Judá.’ ” Por isso, alguns comentaristas consideram que ‘aquele’ que incitou Davi a fazer o recenseamento foi Jeová. Sua ‘ira contra Israel’, segundo este conceito, antecedia o recenseamento, e era devida às rebeldias recentes deles contra Jeová e Seu rei designado, Davi, quando eles seguiram, primeiramente, o ambicioso Absalão, daí, o imprestável Seba, filho de Bicri, em oposição a Davi. — 2 Sam. 15:10-12; 20:1, 2.

      A narrativa paralela em 1 Crônicas 21:1, contudo, reza: “E Satanás [ou, “um opositor”] passou a pôr-se de pé contra Israel e a instigar Davi a recensear Israel.” (NM, nota, ed. 1955, em inglês.) Naturalmente, isto poderia harmonizar-se com o conceito de que Jeová “instigou” Davi, se tal instigação for encarada como algo que Jeová propositalmente permitiu, como por remover Sua proteção ou mão restritiva, de modo que Satanás pudesse instigar Davi a tal ação. (Compare com 1 Reis 22:21-23; 1 Samuel 16:14.) Por outro lado, o “opositor”, ‘aquele’ que moveu Davi a decidir seguir este proceder calamitoso, pode ter sido algum mau conselheiro. Da parte de Davi, talvez tenha havido a motivação errada, devido ao orgulho ou à confiança nos números de seu exército, assim sendo, uma falha em demonstrar completa confiança em Jeová. Em qualquer caso, torna-se claro que a motivação de Davi, neste incidente, não era a de glorificar a Deus.

      Joabe suscita objeção

      Quando Joabe, general de Davi, recebeu ordens de fazer o registro, ele suscitou objeção, dizendo: “Acrescente Jeová, teu Deus, ainda cem vezes mais do que são, vendo-o os próprios olhos do meu senhor, o rei. Mas, quanto ao meu senhor, o rei, por que se deleitou nesta coisa?” (2 Sam. 24:3) As palavras de Joabe subentendem que a força nacional não dependia dos números, mas de Jeová, que podia fornecer grandes números, se Ele assim o quisesse. Joabe, por insistência de Davi, fez o recenseamento, mas, a contragosto, declarando o relato: “A Levi e Benjamim não registrou entre eles, porque a palavra do rei tinha sido detestável para Joabe” (Levi não sendo contado, de acordo com a lei constante em Números 1:47-49). Ou Joabe parou antes de registrar a Benjamim, ou delongou o progresso do registro, e Davi caiu em si e pediu-lhe que parasse, antes de Joabe o ter concluído. (1 Crô. 21:6) Joabe talvez tivesse evitado Benjamim por não querer atiçar esta tribo, que era a tribo de Saul, que havia combatido o exército de Davi, sob Joabe, antes da unificação com as outras tribos, sob Davi. (2 Sam. 2:12-17) Sem dúvida porque efetuar tal recenseamento era errado, não foi incluído na “narração dos assuntos dos dias do Rei Davi”. — 1 Crô. 27:24.

      A contagem revelou que Israel dispunha de 1.100.000 homens, e Judá de 470.000, segundo o registro que consta em 1 Crônicas 21:5. O relatório em 2 Samuel 24:9 afirma que havia 800.000 homens em Israel, e 500.000 homens em Judá. Alguns crêem que exista algum erro de cópia. Mas é insensato atribuir-se ao registro um erro de cópia quando não se entendem plenamente as circunstâncias, os métodos de cômputo, etc. Os dois relatos podem ter computado os números através de enfoques diferentes. A título de exemplo, é possível que os membros do exército regular e/ou de seus oficiais tenham sido computados, ou omitidos. E diferentes métodos de cômputo podem ter causado uma variação na listagem de certos homens, quanto a se eles se achavam sob Judá ou sob Israel. Em 1 Crônicas, capítulo 27, encontramos o que pode ter sido um desses casos. Aqui, alistam-se doze divisões do exército, citando-se nominalmente todas as tribos, exceto Gade e Aser, e citando-se nominalmente Levi e as duas meias-tribos de Manassés. Isto talvez tenha ocorrido porque os combatentes de Gade e de Aser se achavam abrangidos sob outros cabeças, naquela época, ou por outros motivos não declarados.

      O julgamento de Jeová

      Gade, profeta de Jeová, foi enviado a Davi, concedendo a Davi, o autor intelectual do censo, a escolha de uma de três formas de punição: uma fome durante três anos, a espada dos inimigos de Israel sobrepujando Israel durante três meses, ou uma pestilência durante três dias. Davi, inclinando-se para a misericórdia de Deus, em vez de a do homem, preferiu ‘cair na mão de Jeová’; na pestilência que se seguiu, morreram 70.000 pessoas. — 1 Crô. 21:10-14.

      Aqui se encontra outra variação entre os relatos de Samuel e de Crônicas. Ao passo que 2 Samuel 24:13 diz “sete anos de fome”, 1 Crônicas 21:12 diz “três”. (A Septuaginta reza “três” no relato de Samuel; BJ, e nota; PIB.) Uma explicação oferecida é que os sete anos mencionados em Segundo Samuel seriam, em parte, uma extensão dos três anos de fome que vieram, devido ao pecado de Saul e de sua casa contra os gibeonitas. (2 Sam. 21:1, 2) O ano então corrente (o registro levou nove meses e vinte dias [2 Sam. 24:8]) seria o quarto, e junto com os três anos seguintes, perfariam sete. Embora tal diferença talvez pudesse ser atribuída a um erro de cópia, pode-se novamente frisar que, antes de se chegar a tal conclusão, é mister que se tenha pleno conhecimento de todos os fatos e de todas as circunstâncias.

      PARA O SERVIÇO NO TEMPLO

      Algum tempo depois Davi, que agora já era bem longevo, mandou contar os levitas para o futuro serviço no templo, com a aparente aprovação de Jeová. Tal contagem revelou que havia 38.000 levitas com 30 anos ou mais, todos homens robustos. Foram alistados como segue: 24.000 supervisores, 6.000 oficiais e juízes. 4 000 porteiros e 4.000 músicos. — 1 Crô. 23:1-5

      Relacionado com a construção do templo, lemos: “Salomão fez então a contagem de todos os homens que eram residentes forasteiros, que estavam na terra de Israel, depois do censo que Davi, seu pai, fizera deles; e vieram a achar-se cento e cinqüenta e três mil e seiscentos. De modo que fez setenta mil deles carregadores e oitenta mil talhadores no monte, e três mil e seiscentos supervisores para manter o povo no serviço.” — 2 Crô. 2:17, 18.

      REGISTROS POSTERIORES

      Outros registros foram feitos por reis sucessivos de Israel e de Judá. Nos dias do Rei Amazias, os homens de Judá e de Benjamim, de 20 anos ou mais, totalizavam 300.000. (2 Crô. 25:5) No registro feito pelo Rei Uzias das forças armadas, havia 307.500 homens, tendo sobre eles os 2.600 cabeças das casas paternas. — 2 Crô. 26:11-13.

      Os exilados que voltaram sob Zorobabel, em 537 AEC, também foram contados, totalizando 42.360 homens, 7.337 escravos e 200 cantores (O Texto Massorético de Neemias diz 245 cantores). — Esd. 2:64, 65; Nee. 7:66, 67; veja NEEMIAS, LIVRO DE.

      NA ÉPOCA DO NASCIMENTO DE JESUS

      Nas Escrituras Gregas Cristãs são mencionados dois registros como ocorridos depois que a Judéia ficou sujeita a Roma. Tais registros não visavam apenas verificar os totais populacionais, mas, antes, foram feitos principalmente para fins de taxação e conscrição dos homens para o serviço militar. A respeito do primeiro deles, lemos: “Ora, naqueles dias [c. 2 AEC] saiu um decreto da parte de César Augusto, para que toda a terra habitada se registrasse (este primeiro registro ocorreu quando Quirino era governador da Síria); e todos viajaram para se registrarem, cada um na sua própria cidade.” (Luc. 2:1-3) Tal edito do imperador resultou providencial, pois obrigou José e Maria a viajarem da cidade de Nazaré para Belém, apesar de Maria se achar então em adiantado estado de gravidez; assim, Jesus nasceu na cidade de Davi, em cumprimento da profecia. — Luc. 2:4-7; Miq. 5:2.

      Dois registros sob Quirino

      Os críticos da Bíblia afirmam que o único censo feito enquanto Públio Sulpício Quirino era governador da Síria se deu por volta de 6 EC, evento este que atiçou uma rebelião da parte de Judas, o Galileu, e os zelotes. (Atos 5:37) Tratava-se realmente do segundo registro feito sob Quirino, pois inscrições descobertas em Roma e Antioquia revelaram que, alguns anos antes, Quirino tinha servido como o legado do imperador na Síria, na ocasião em que Saturnino era o procônsul. A respeito disto, o Dictionnaire du Nouveau Testament (Dicionário do Novo Testamento), da Bíblia francesa de Crampon (Ed. 1939, p. 360), afirma: “As pesquisas eruditas de Zumpt (Commentat. epigraph., II, 86-104; De Syria romana provincia, 97-98) e de Mommsen (Res gestœ divi Augusti) estabelecem, além de dúvida, que Quirino foi por duas vezes governador da Síria.” Muitos peritos situam a época da primeira governança de Quirino em algum tempo entre os anos 4 e 1 AEC, provavelmente de 3-2 AEC. Seu método de cálculo para chegar a tais datas, contudo, não é sólido, e permanece indefinido o real período da governança dele. Sua segunda governança se deu de 759 a 765 [6 a 12 EC], conforme Josefo expressamente atesta.

      Assim, Lucas, historiador e escritor bíblico, estava certo quando disse a respeito do registro feito por ocasião do nascimento de Jesus: “Este primeiro registro ocorreu quando Quirino era governador da Síria”, diferençando-o do segundo, que ocorreu mais tarde, sob o mesmo Quirino, registro este a que Gamaliel se referiu, conforme relatado por Lucas em Atos 5:37.

  • Rei
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • REI

      [Heb. , mélekh]. Um soberano que dispõe de autoridade para governar sobre outros. Jeová é o Rei supremo, possuindo ilimitado poder e autoridade. Os reis de Judá eram reis subordinados, que representavam a Sua soberania na terra. Como eles, Jesus Cristo é um Rei subordinado, dotado de muito maior poder do que aqueles reis terrestres, porque Jeová o colocou na posição de governar o universo. (Fil. 2:9-11) Por conseguinte, Jesus Cristo tornou-se o “Rei dos reis e Senhor dos senhores”. — Rev. 19:16.

      OS PRIMEIROS REIS

      Entre os governantes terrestres, um rei é um soberano do sexo masculino, investido da autoridade suprema sobre uma cidade, uma tribo, uma nação ou um império, e ele, usualmente, governa de forma vitalícia. Ninrode, descendente de Cã, foi o primeiro rei humano mencionado no registro da Bíblia. Ele governou sobre um reino que abrangia várias cidades na Mesopotâmia, e foi um rebelde contra a soberania de Jeová. — Gên. 10:6, 8-10.

      Canaã e os países que o cercavam, possuíam reis nos dias de Abraão, muito antes de os israelitas os terem. (Gên. 14:1-9) Desde os primórdios históricos também encontramos reis entre os filisteus, edomitas, moabitas, midianitas, amonitas, sírios, hititas, egípcios, assírios, babilônicos, persas, gregos e romanos. Muitos destes reis governavam sobre domínios restritos, tais como uma cidade-estado. Adoni-Bezeque, para exemplificar, jactava-se de ter conquistado a setenta de tais reis. — Juí. 1:7.

      O primeiro rei humano registrado na Bíblia como sendo justo foi Melquisedeque, rei-sacerdote de Salém. (Gên. 14:18) Além de Jesus Cristo, que é tanto Rei como Sumo Sacerdote, Melquisedeque é o único governante aprovado por Deus que detinha ambos estes cargos. O apóstolo Paulo indica que Deus usou Melquisedeque como representação típica de Cristo. (Heb. 7:1-3; 8:1, 6) Nenhum outro servo fiel de Deus, nem mesmo Noé, tentou ser rei, e Deus não designou nenhum deles, até que Saul foi ungido, sob a orientação de Deus.

      REIS ISRAELITAS

      Inicialmente, Jeová governava sobre Israel como Rei invisível, por vários meios, primeiramente por meio de Moisés, e, daí, por meio de juízes humanos, desde Josué até Samuel. (Juí. 8:23; 1 Sam. 12:12) Por fim, os israelitas clamaram por um rei, de modo a serem semelhantes às nações em sua volta. (1 Sam. 8:5-8, 19) Sob a provisão legal, incorporada no pacto da Lei, para que houvesse um rei humano divinamente designado, Jeová designou Saul, da tribo de Benjamim, mediante o profeta Samuel. (Deut. 17:14-20; 1 Sam. 9:15, 16; 10:21, 24) Devido à desobediência e à presunção, Saul perdeu o favor de Jeová e a oportunidade de fornecer uma dinastia de reis. (1 Sam. 13:1-14; 15:22-28) Voltando-se então para a tribo de Judá, Jeová escolheu Davi, filho de Jessé, para ser o próximo rei de Israel. (1 Sam. 16:13; 17:12) Por apoiar fielmente a adoração e as leis de Jeová, Davi foi privilegiado a estabelecer uma dinastia de reis. (2 Sam. 7:15, 16) Os israelitas alcançaram um auge de prosperidade sob o reinado de Salomão, um dos filhos de Davi. — 1 Reis 4:25; 2 Crô. 1:15.

      Durante o reinado do filho de Salomão, Roboão, a nação se seccionou em dois reinos. O primeiro rei do reino setentrional, de dez tribos — mencionado geralmente como Israel — foi Jeroboão, filho de Nebate, da tribo de Efraim. (1 Reis 11:26; 12:20) De maneira desobediente, ele dirigiu a adoração de seu povo para os bezerros de ouro. Devido a este pecado, ele incorreu no desfavor de Jeová. (1 Reis 14:10, 16) Um total de vinte reis governaram no reino setentrional, de 997 a 740 AEC, começando com Jeroboão e terminando com Oséias, filho de Elá. No reino meridional, Judá, dezenove reis reinaram de 997 a 607 AEC, principiando com Roboão e terminando com Zedequias. (Atalia, usurpadora do trono, e que não era um rei, não é contada.)

      Representantes divinamente designados

      Os reis do povo de Jeová, designados por Jeová, deviam atuar como Seus agentes régios, sentando-se, não sobre seus próprios tronos, mas sobre o “trono do reinado de Jeová”, isto é, como representantes de Seu governo teocrático. (1 Crô. 28:5; 29:23) Contrário ao costume de alguns povos orientais, naqueles dias, a nação de Israel não deificava seus reis como deuses. Todos os reis de Judá eram considerados como sendo os ungidos de Jeová, embora o registro não declare de maneira específica que cada rei singular fosse literalmente ungido com óleo quando ascendeu ao trono. Registra-se que o óleo literal de unção foi utilizado quando se estabelecia uma nova dinastia, na ocasião em que o trono foi disputado, na velhice de Davi, bem como nos dias de Jeoás, e quando um filho mais velho foi relegado a favor de um filho mais moço, na época em que Jeoacaz foi entronizado. (1 Sam. 10:1; 16:13; 1 Reis 1:39; 2 Reis 11:12; 23:30, 31, 34, 36) Parece provável, contudo, que tal unção fosse o costume regular.

      O rei de Judá era o principal administrador dos assuntos daquela nação, como um pastor do povo. (Sal. 78:70-72) Ele, em geral, a liderava nas batalhas. (1 Sam. 8:20; 2 Sam. 21:17; 1 Reis 22:29-33) Ele também atuava como o tribunal de maior instância do judiciário, exceto que o sumo sacerdote consultava a Jeová, para obter decisões, em algumas questões de Estado, e sobre certos assuntos em que a decisão era dificílima, ou era insuficiente a evidência fornecida pelas testemunhas. — 1 Reis 3:16-28.

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