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A regra áurea — por que ainda é válida?A Sentinela — 1989 | 1.° de novembro
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A regra áurea — por que ainda é válida?
O OURO puro nunca embaça; portanto, jóias trabalhadas em ouro são muito apreciadas e valiosas. Em vez de desfazer-se de objetos de ouro danificados, os ourives remodelam o precioso metal para produzir uma nova obra de arte, visto que o ouro retém seu valor.
Similarmente, embora Jesus tenha enunciado a Regra Áurea há uns dois mil anos, seu valor não diminuiu. Por examinarmos, ou determinarmos, os motivos por que ainda é válida, poderemos ter maior apreço pelo seu valor para nós hoje.
Ao nos dar a Regra Áurea, “todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles”, Jesus acrescentou: “Isto, de fato, é o que a Lei e os profetas querem dizer.” (Mateus 7:12) Como será que os discípulos de Jesus e outros que o ouviam entenderam isso?
“O Que a Lei e os Profetas Querem Dizer”
“A Lei” referia-se aos antigos escritos que compunham os primeiros cinco livros da Bíblia, de Gênesis a Deuteronômio. Estes revelam o propósito de Jeová de produzir um descendente (literalmente: semente) que banirá o mal. (Gênesis 3:15) Inclusa naqueles antigos livros bíblicos estava a Lei, ou código de mandamentos, que Jeová forneceu em 1513 AEC à nação de Israel, através de Moisés como mediador, no monte Sinai.
A lei divina apartava Israel das nações pagãs, vizinhas, e os israelitas não deviam fazer nada que comprometesse sua posição favorecida perante Jeová. Eram Sua propriedade exclusiva e tinham de permanecer assim para receber Suas bênçãos. (Êxodo 19:5; Deuteronômio 10:12, 13) Mas, além de suas obrigações para com Deus, a Lei mosaica estabelecia também a responsabilidade dos israelitas de fazer o bem aos residentes forasteiros em Israel. Por exemplo, a Lei dizia: “O residente forasteiro que reside convosco deve tornar-se para vós como o vosso natural; e tens de amá-lo como a ti mesmo, pois vos tornastes residentes forasteiros na terra do Egito. Eu sou Jeová, vosso Deus.” (Levítico 19:34) No período dos reis em Israel, os residentes forasteiros usufruíam muitos privilégios, como o de participar na construção do templo de Deus em Jerusalém. — 1 Crônicas 22:2.
A Lei dada a Israel proibia o adultério, o assassínio, o furto e a cobiça. Tais injunções, junto com “qualquer outro mandamento que haja”, poderiam ser englobadas na ordem: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” O apóstolo Paulo acrescentou: “O amor não obra o mal para com o próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei.” — Romanos 13:9, 10.
Se a Lei esboçava o próprio alicerce da Regra Áurea, que dizer ‘dos Profetas’?
Os livros proféticos das Escrituras Hebraicas também confirmam a validade da Regra Áurea. Apresentam Jeová como Deus que cumpre fielmente o seu propósito. Ele abençoa seus servos fiéis, que, embora imperfeitos, procuram fazer Sua vontade e demonstram genuíno arrependimento de suas ações erradas. “Lavai-vos; limpai-vos; removei a ruindade das vossas ações de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; buscai a justiça; endireitai o opressor; fazei julgamento para o menino órfão de pai; pleiteai a causa da viúva.” — Isaías 1:16, 17.
Quando o povo de Deus fazia a outros e ao próprio Deus o que era certo, Jeová lhe garantia seu apoio. “Assim disse Jeová: ‘Guardai o juízo e fazei o que é justo. . . . Feliz o homem mortal que fizer isso, e o filho da humanidade que se agarrar a isso.’” — Isaías 56:1, 2.
Cristo Dirige Sua Congregação
Cristo veio para cumprir a Lei e os Profetas, e, desde então, o propósito eterno de Jeová tem continuado a avançar. (Mateus 5:17; Efésios 3:10, 11, 17-19) A antiga Lei de Moisés foi substituída pelo novo pacto, que abrange os cristãos ungidos, tanto judeus quanto gentios. (Jeremias 31:31-34) Entretanto, a congregação cristã atual ainda acata
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“Replicar de maneira direta”A Sentinela — 1989 | 1.° de novembro
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“Replicar de maneira direta”
NO Sermão do Monte, Jesus referiu-se ‘à Lei e aos Profetas’. A terceira parte das Escrituras Hebraicas eram os Escritos, os quais incluíam os livros poéticos, tais como Salmos e Provérbios. (Mateus 7:12; Lucas 24:44) Estes também continham a sabedoria de Deus.
Por exemplo, os provérbios advertiam os juízes no antigo Israel: “Quem disser ao iníquo: ‘Tu és justo’, a este os povos maldirão, grupos nacionais o verberarão. Mas, para os que o repreendem será agradável, e sobre estes virá a bênção de bem. Lábios beijará aquele que replicar de maneira direta.” — Provérbios 24:24-26.
Caso um juiz cedesse às pressões de suborno ou de nepotismo e declarasse justo o iníquo, ele seria encarado por outros como desqualificado para sua posição. Ora, até mesmo membros dos “grupos nacionais” gentios, que ouvissem acerca de tal omissão de jurisprudência, reagiriam com desdém! Por outro lado, se um juiz, com coragem, repreendesse o homem iníquo e replicasse de maneira direta ao caso em questão, ele granjearia o respeito e o amor das pessoas. Estas, como um todo, seriam movidas a desejar-lhe “a bênção de bem”. Conforme o provérbio ainda declara: “Lábios beijará aquele que replicar de maneira direta.”
Tal beijo denotava respeito mútuo — entre o conselheiro e os que observassem sua repreensão franca. Talvez até mesmo a pessoa repreendida reagisse favoravelmente e expressasse afeto pelo juiz. Provérbios 28:23 diz: “Quem repreende a um homem achará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a sua língua.” Portanto, aqueles que servem hoje como anciãos congregacionais têm de evitar permitir que os laços de amizade ou de família pervertam seu critério. Por darem os necessários conselhos com franqueza, os anciãos granjearão o respeito da congregação.
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