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    • Isa. 45:7; Rom. 15:33; 16:20), ela sendo um fruto do Seu espírito. (Gál. 5:22) Por este motivo, a verdadeira paz só pode ser obtida por aqueles que estão em paz com Deus. Graves transgressões causam o estremecimento de relações entre a pessoa e Deus, e fazem com que a pessoa fique perturbada. Disse o salmista: “Não há paz nos meus ossos por causa do meu pecado.” (Sal. 38:3) Os que anseiam buscar a paz e empenhar-se por ela, por conseguinte, precisam ‘desviar-se do que é mau e fazer o que é bom’. (Sal. 34:14) Sem a justiça não pode haver paz. (Sal. 72:3; 85:10; Isa. 32:17) É por isso que os iníquos não conseguem ter paz. (Isa. 48:22; 57:21; compare com Isaías 59:2-8.) Por outro lado, a paz é algo possuído pelos que são plenamente devotados a Jeová, que amam a Sua lei (Sal. 119:165) e que acatam seus mandamentos. — Isa. 48:18.

      Quando Cristo Jesus estava na terra, nem os judeus naturais, nem os não-judeus gozavam de paz com Jeová Deus. Tendo transgredido a lei de Deus, os judeus ficaram sob a maldição da Lei. (Gál. 3:12, 13) Quanto aos não-judeus, que estavam fora do pacto de Deus, eles, ‘não tinham esperança e estavam sem Deus no mundo’. (Efé. 2:12) No entanto, por meio de Cristo Jesus, a ambos os povos foi concedida a oportunidade de travarem relações pacíficas com Deus. Apontando isto, o anúncio angélico feito aos pastores, por ocasião do nascimento de Jesus, dizia: “Na terra paz entre homens de boa vontade.” — Luc. 2:14.

      A mensagem pacífica proclamada por Jesus e seus seguidores agradou aos ‘amigos da paz’, isto é, as pessoas desejosas de se reconciliarem com Deus. (Mat. 10:13; Luc. 10:5, 6; Atos 10:36) Ao mesmo tempo, esta mensagem provocou divisões nas famílias, visto que alguns a aceitaram, ao passo que outros a rejeitaram. (Mat. 10:34; Luc. 12:51) A maioria dos judeus rejeitou a mensagem e, assim, deixou de discernir as “coisas que têm que ver com a paz”, que evidentemente incluíam o arrependimento e a aceitação de Jesus como o Messias. (Compare com Lucas 1:79; 3:3-6; João 1:29-34.) A falha deles resultou na destruição de Jerusalém por parte dos exércitos romanos, em 70 EC. — Luc. 19:42-44.

      Outrossim, até mesmo os judeus que aceitaram as “boas novas da paz” eram pecadores, e precisavam que suas transgressões fossem expiadas de modo a usufruir a paz com Jeová Deus. A morte de Jesus, qual sacrifício de resgate, satisfazia esta necessidade. (Isa. 53:5) A morte sacrificial de Jesus na estaca de tortura também forneceu a base para o cancelamento da Lei mosaica, que dividia os judeus dos não-judeus. Por conseguinte, ao se tornarem cristãos, ambos os povos podiam estar em paz com Deus e um com o outro. — Efé. 2:14-18; compare com Romanos 2:10, 11; Colossenses 1:20-23.

      A “paz de Deus”, isto é, a calma e a tranqüilidade resultantes do precioso relacionamento do cristão com Jeová Deus, guarda o coração e as faculdades mentais dele, para que não fique ansioso quanto às suas necessidades. Ele tem a garantia de que Jeová Deus provê as coisas para Seus servos e que ouve as orações deles. Isto deixa em paz seu coração e sua mente. (Fil. 4:6, 7) Similarmente, a paz que Jesus Cristo deu a seus discípulos, baseada na fé que eles demonstravam nele como Filho de Deus, servia para acalmar-lhes o coração e a mente. Embora Jesus lhes dissesse que viria o tempo em que ele não mais estaria com eles em pessoa, não tinham motivos de ficar preocupados, nem de ceder lugar ao temor. Ele não os estava deixando sem ajuda, mas prometeu enviar-lhes o espírito santo. — João 14:26, 27; 16:33; compare com Colossenses 3:15.

      A paz que os cristãos usufruíam não era algo a ser considerado automático. A fim de preservar a paz entre eles, tinham de exercer cuidado, de modo a não fazerem tropeçar os co-crentes. (Rom. 14:13-23) Foram aconselhados a empenhar-se pela paz e a fazer o máximo para serem achados em paz com Deus. (2 Tim. 2:22; Heb. 12:14; 1 Ped. 3:11; 2 Ped. 3:14) Por conseguinte, tinham de combater os desejos da carne, uma vez que estes os colocariam em inimizade com Deus. (Rom. 8:6-8) O fato de que permanecer numa relação pacífica com Deus era necessário para se ter a aprovação de Deus dá muito maior peso à expressão muitas vezes repetida, à guisa de oração: ‘Que tenhais paz.’ — Rom. 1:7; 1 Cor. 1:3; 2 Cor. 1:2; Gál. 1:3; 6:16; Efé. 1:2; 6:23; Fil. 1:2.

      Os cristãos também desejavam que outros usufruíssem a paz. Por conseguinte, ‘tendo os pés calçados do equipamento das boas novas de paz’, eles travavam a sua pugna espiritual. (Efé. 6:15) Até mesmo internamente, na congregação, travavam uma luta para derrubar raciocínios que não se harmonizavam com o conhecimento de Deus, de modo que tais raciocínios não prejudicassem seu relacionamento com Deus. (2 Cor. 10:4, 5) Não se tratava dum combate ou contenda verbal, nem mesmo ao corrigir os que se haviam desviado da verdade. — 2 Tim. 2:24-26.

      GOVERNO PACÍFICO

      O Filho de Deus, como aquele que teria ‘o domínio principesco sobre seu ombro’, é chamado de “Príncipe da Paz”. (Isa. 9:6, 7) Por conseguinte, é digno de nota que Cristo Jesus, enquanto estava na terra, mostrou que seus servos não se deviam armar para a guerra literal, ao dizer a Pedro: “Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” (Mat. 26:52) Falando-se em sentido figurado, aqueles que se tornaram cristãos ‘forjaram suas espadas em relhas de arado, e suas lanças em podadeiras’. Não aprenderam mais a guerra. (Isa. 2:4) Isto, e as atividades de Deus no passado, especialmente em relação com Israel, durante o reinado de Salomão, apontam para a paz que predominará durante o governo de Jesus como Rei. A respeito do reinado de Salomão, a Bíblia relata: “A própria paz veio a ser sua em cada região dele, em toda a volta. E Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão.” (1 Reis 4:24, 25; 1 Crô. 22:9) Como se evidencia de outros textos (compare com Salmo 72:7, 8; Miquéias 4:4; Zacarias 9:9, 10; Mateus 21:4, 5), isto servia como padrão do que ocorreria sob a administração de Cristo Jesus, o Maior do que Salomão (cujo nome significa “pacífico”). — Mat. 12:42.

      A PAZ ENTRE O HOMEM E A CRIAÇÃO ANIMAL

      Jeová Deus prometeu aos israelitas, se obedientes: “Vou colocar a paz no país, e deveras vos deitareis sem que alguém vos faça tremer; e vou fazer cessar no país a fera nociva.” (Lev. 26:6) Isto significava que os animais selvagens ficariam dentro dos limites de seu habitat, e não causariam dano aos israelitas e aos seus animais domésticos. Por outro lado, se os israelitas se mostrassem desobedientes, Jeová permitiria que sua terra fosse invadida e devastada por exércitos estrangeiros. Uma vez que isto resultaria na redução da população, os animais selvagens se multiplicariam, penetrando em áreas anteriormente habitadas e causando danos aos sobreviventes e a seus animais domésticos. — Compare com Êxodo 23:29; Levítico 26:22; 2 Reis 17:5, 6, 24-26.

      A paz prometida aos israelitas em relação com os animais selvagens diferia da usufruída pelo primeiro homem e pela primeira mulher no jardim do Éden, pois Adão e Eva gozavam do pleno domínio sobre a criação animal. (Gên. 1:28) Em contraste, nas profecias, um domínio similar é somente atribuído a Cristo Jesus. (Sal. 8:4-8; Heb. 2:5-9) Por conseguinte, é sob a administração governamental de Jesus Cristo, o “toco de Jessé”, ou o “servo [de Deus,] Davi”, que a paz novamente prevalecerá entre os homens e os animais. (Isa. 11:1, 6-9; 65:25; Eze. 34:23-25) Estes textos citados por último fornecem basicamente uma aplicação figurada, pois é óbvio que a paz ali descrita entre animais, tais como o lobo e o cordeiro, não teve cumprimento literal no antigo Israel. Predisse-se assim que pessoas de disposição prejudicial, feroz, abandonariam seus modos malévolos de agir e viveriam em paz com seus vizinhos mais dóceis. No entanto, o emprego profético dos animais para representar, de forma figurada, as condições pacíficas que predominarão entre o povo de Deus, dá a entender que também haverá paz entre os animais literais sob o governo do “toco de Jessé”, Cristo Jesus, assim como evidentemente existia no Éden.

  • Pé
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    • PÉ

      Nos tempos antigos, como em muitas partes da terra, hoje em dia, os pés eram o principal meio de transporte. Alguns dentre o povo comum andavam descalços, mas sandálias, que consistiam em pouco mais que uma sola de couro, eram comumente usadas. (Veja SANDÁLIA.) Ao se entrar numa casa, removiam-se as sandálias. Um marco essencial, virtualmente obrigatório, de hospitalidade, era lavar os pés dum hóspede ou conviva, tal serviço sendo efetuado, quer pelo dono da casa, quer por um serviçal; ou, pelo menos, fornecia-se água para tal fim. — Gên. 18:4; 24:32; 1 Sam. 25:41; Luc. 7:37, 38, 44.

      CRISTO LAVA OS PÉS DOS DISCÍPULOS

      Jesus Cristo deu a seus discípulos uma lição de humildade e de serviço prestado uns aos outros quando ele, o Mestre deles, lavou-lhes os pés. (João 13:5-14; compare com 1 Timóteo 5:9, 10.) Nesta ocasião, Jesus disse: “Quem se banhou, não precisa lavar senão os seus pés, mas está inteiramente limpo”, sem dúvida se referindo a que, até quando alguém se tinha banhado, seus pés ficariam empoeirados, mesmo numa caminhada curta, e precisariam ser freqüentemente lavados. Nos dias do ministério terrestre de Jesus, não se exigia que os sacerdotes e os levitas que estavam de guarda no templo, depois de se imergirem na água bem cedo de manhã, se lavassem de novo naquele dia, exceto a lavagem das mãos e dos pés. (Veja também Êxodo 30:19-21.) Por afirmar: “Vós estais limpos, mas não todos [referindo-se a Judas]”, Jesus evidentemente atribuiu às suas ações, nesta oportunidade, um significado espiritual adicional. (João 13:10, 11) Em Efésios 5:25, 26, mostra-se Jesus como purificando a congregação cristã com o “banho de água por meio da palavra” da verdade. É lógico que os fiéis seguidores de Jesus deviam igualmente demonstrar interesse humilde, não só pelas necessidades materiais de seus irmãos, mas ainda mais por suas necessidades espirituais. Desta forma, ajudar-se-iam mutuamente a se manter isentos das tentações e dos laços diários que poderiam contaminar um cristão enquanto andava por este mundo. — Heb. 10: 22; Gál. 6:1; Heb. 12:13.

      EMPREGOS FIGURADOS

      As palavras “pé” e “pés” são usadas com frequência para indicar a inclinação ou o curso duma pessoa, seja ele bom ou mau. (Sal. 119:59, 101; Pro. 1:16; 4:26; 5:5; 19:2; Rom. 3:15) Outras expressões figuradas são ‘pouso para a planta do pé’, isto é, um lugar de morada ou de posse (Gên. 8:9; Deut. 28:65); a “largura de um pé”, para indicar o menor quinhão de terra que a pessoa poderia possuir (Atos 7:5; Deut. 2:5; compare com Josué 1:3); ’erguer o pé’, assumir ou iniciar um proceder (Gên. 41:44); ‘fazer raro o pé na casa de seu próximo’, não tirar proveito indevido de sua hospitalidade (Pro. 25:17); ‘andar descalço’, em humilhação ou pesar (os cativos sendo

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