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Há um futuro para os mortosA Sentinela — 1968 | 1.° de novembro
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Estão absolutamente confiantes de que a verão de nôvo, viva e com saúde.
AGUARDANDO A RESSURREIÇÃO
Há agora milhares de milhões de mortos que aguardam a “ressurreição no último dia”, de que falou Marta. Mas, qual é sua condição atual? Estão vivos, em sofrimento consciente, ou gozam da felicidade celeste? Bem, qual era a condição de Lázaro nos quatro dias em que estava morto, no túmulo? Outros da humanidade morta se acham na mesma condição.
Notará, pelo registro bíblico, que Lázaro não faz menção a experimentar a existência consciente em parte alguma durante êsses quatro dias. Pense agora: Se estivesse vivo no céu, gozando as muitas coisas maravilhosas a respeito das quais os homens se interessam em saber, por certo teria dito algo sôbre elas, não é verdade? Mas, não, Lázaro manteve completo silêncio sôbre o assunto. Daí, também, se realmente gozasse a felicidade da vida celeste, não teria sido algo malvado que seu amigo Jesus sùbitamente o retirasse de lá, e o trouxesse à vida de nôvo na terra!
O motivo pelo qual Lázaro nada relatou sôbre suas atividades durante aquêles quatro dias é que não sabia nada. Estava inconsciente. Nenhuma parte dêle sobrevivera e vivia em qualquer lugar. Estava realmente morto, como explica a Bíblia: “Os mortos não sabem mais nada.” (Ecl. 9:5, CBC) A Palavra de Deus deixa claro que o homem não tem uma alma imortal que continua viva depois de sua morte. Afirma, por exemplo, que “a alma que está pecando — essa mesma morrerá”. — Eze. 18:4; Isa. 53:12.
Os três jovens entenderam isto. Sabiam que sua mãe não estava viva em alguma outra parte, mas estava inconsciente, dormindo na morte. Mas, como voltarão os mortos? Em que corpo? Onde serão trazidos de volta? Quando?
CUMPRIDA A PROMESSA DE JESUS
O próprio Jesus foi ressuscitado por Deus ao terceiro dia depois de sua morte. (Atos 2:32; 10:40) Foi ressuscitado para a vida celeste qual criatura espiritual. (1 Ped. 3:18) Jesus foi assim as “primícias” daqueles que provarão o que é chamado de “a ressurreição mais breve dentre os mortos” ou a “primeira ressurreição”. (1 Cor. 15:20-23; Fil. 3:11; Rev. 20:6) Trata-se da ressurreição à vida espiritual para reger na glória celeste junto com Jesus Cristo. (1 Cor. 15:43, 44) Não obstante, a Bíblia mostra que apenas 144.000 pessoas compartilharão desta “ressurreição mais breve” para a vida celeste. (Rev. 14:1-3) O que dizer, então, dos restantes mortos dentre a humanidade? Quando e como serão ressuscitados?
‘A ressurreição no último dia’, da qual falou Marta, é a ressurreição geral de milhares de milhões de humanos que serão trazidos de seus túmulos para a vida terrestre. (João 11:24) Esta ressurreição será “tanto de justos como de injustos”. Êstes usufruirão a vida durante o glorioso Dia do Reino, de mil anos. (Atos 24:15; 17:31) Êste milênio ocorrerá depois de ser destruído o atual sistema perverso de coisas na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, comumente chamada Armagedom, e de Satanás, o Diabo, ser acorrentado e lançado no abismo. (Mat. 24:3; Rev. 16:14-16; 20:1-6) Então os mortos serão trazidos à uma terra purificada, restaurada às condições paradísicas pelo poder de Deus. — Luc. 23:43.
Êstes ressuscitados obterão corpos e mentes saudáveis, e terão plena oportunidade de aprender de seu grandioso Criador e de crescer à perfeição humana. Embora não recebam exatamente os mesmos corpos, compostos de idênticos elementos por ocasião da sua morte, contudo, serão as mesmas pessoas. Jeová Deus produzirá cada um dos milhões de traços e características da pessoa, não apenas os herdados, mas também todos aquêles que resultam de incontáveis influências que são exercidas sôbre a pessoa durante sua vida: Sim, Deus, com infalível precisão recriará num corpo a idêntica personalidade que os amigos e os parentes reconhecerão como sendo o ente querido que perderam na morte.
Quão maravilhoso é isto! Que tempo glorioso será, quando se reunirem de nôvo os entes queridos! Felizmente, a promessa de Jesus será cumprida! Sim, “todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento”. — João 5:28, 29.
Note disto que a ressurreição de algumas pessoas, por causa de sua conduta justa depois de sua ressurreição, resultará em serem declaradas dignas da vida. Por outro lado por causa de alguns não se ajustarem obedientemente às leis de Deus depois de serem ressuscitados, sua ressurreição resultará em julgamento condenatório, e serão eternamente exterminados. Um fator que influirá no proceder que a pessoa seguirá depois de sua ressurreição é seu anterior padrão de vida. Jesus indicou isto quando disse que seria mais suportável no Dia de Juízo para alguns ressuscitados do que seria para os ressuscitados galileus de Corazim, Betsaida e Cafarnaum, que teimosamente o rejeitaram durante seu ministério terrestre. — Mat. 10:15; 11:20-24.
Atualmente, é mui vital ajustar-se aos princípios justos de Deus, porque observe o que a Bíblia diz que acontecerá quando Jesus Cristo fôr revelado qual executor na guerra do Armagedom, de Deus: “Ao trazer vingança sôbre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acêrca de nosso Senhor Jesus. Êstes mesmos serão submetidos à . . . destruição eterna.” — 2 Tes.1:7-9.
Sim, a humanidade encara brevemente a execução do juízo divino! Os destruídos junto com êste sistema de coisas não voltarão. Portanto, aja agora! Aprenda a respeito de Deus, e obedeça às boas novas a respeito de Jesus Cristo. Então, é possível que goze o prazer indescritível de acolher de volta, de entre os mortos, os seus entes queridos.
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Ateus nas igrejasA Sentinela — 1968 | 1.° de novembro
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Ateus nas igrejas
“O historiador eclesiástico luterano Martin Marty argumenta que um número demasiadamente grande de bancos de igrejas ficam cheios aos domingos de ateus na prática — disfarçados descrentes que se comportam durante o resto da semana como se Deus não existisse.” (Time, de 8 de abril de 1968) Êste é o fruto da cristandade religiosa, que exteriormente professa ser cristã mas cujo coração, interiormente, está longe do verdadeiro Cristianismo. Neste respeito, ela é como os lideres religiosos do primeiro século a respeito dos quais Jesus disse: “Hipócritas! Isaías profetizou aptamente a vosso respeito, quando disse: ‘Êste povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está muito longe de mim.’” — Mat. 15:7, 8.
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