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O deleite da previsão dos mil anosAproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos
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como filho espiritual de Deus nos céus invisíveis, aos quais o próprio Jesus Cristo ascendeu. A estes se aplica a promessa de Jesus: “Mostra-te fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida. Quem tem ouvido ouça o que o espírito diz às congregações: Aquele que vencer, a segunda morte de modo algum fará dano.” (Revelação 2:10, 11) Os que têm parte na “primeira ressurreição” não podem ser prejudicados pela “segunda morte” e não estão sujeitos à sua “autoridade”, porque nesta ressurreição são revestidos da imortalidade e da incorrução. — 1 Coríntios 15:53, 54.
33. De que dois modos pode ela ser chamada de “primeira ressurreição?
33 Podemos agora apreciar o motivo pelo qual esta é chamada de “primeira ressurreição”. É porque é a mesma espécie de ressurreição que Jesus Cristo teve no terceiro dia de sua morte, uma ressurreição para a plenitude instantânea da vida, de modo que o ressuscitado Jesus Cristo se tornou “o primogênito dentre os mortos”. (Revelação 1:5; Colossenses 1:18) Precede no tempo a ‘passarem a viver’ os “demais mortos”. Não é só primeira no tempo, mas também “primeira” por ser a melhor ressurreição que os mortos podem ter. É uma ressurreição à vida incorrutível e imortal como filho espiritual de Deus nos próprios céus de Deus.
34. De que modo são santos os que têm parte na “primeira ressurreição?
34 Deveras, pode-se exclamar então: “Feliz e santo é todo aquele que tem parte na primeira ressurreição.” (Revelação 20:6) São deveras ‘santos’ por não lhes ser possível nenhuma infidelidade da sua parte, que merecesse a “segunda morte”. Também, por meio desta ressurreição torna-se-lhes possível ser celestiais “sacerdotes de Deus e do Cristo” e ‘reinar com ele por mil anos’. Satanás, o Diabo, não será então o governante do mundo.
“MIL ANOS” REAIS, CONCRETOS
35, 36. (a) Sentiram os cristãos, desde o batismo, uma diminuição da influência de Satanás por causa da “eficácia da Redenção de Cristo”? (b) O que Indicam sobre isso os conselhos de Pedro e Paulo?
35 De modo que serem Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos acorrentados e lançados no abismo não significa aquilo que a Nova Enciclopédia Católica diz, a saber, a redução notável da influência de Satanás durante este atual sistema de coisas, tal como a diminuição da influência de Satanás resultante da “eficácia da Redenção de Cristo”. Os verdadeiros cristãos na terra, certamente, não sentiram tal diminuição da influência de Satanás ou qualquer redução notável dela desde o seu batismo em água. Antes, o apóstolo Pedro achou necessário escrever a seguinte advertência aos cristãos, perto do fim de sua vida terrestre: “Mantende os vossos sentidos, sede vigilantes. Vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar.” (1 Pedro 5:8) Pelo mesmo motivo, o apóstolo Paulo deu-lhes o seguinte conselho:
36 “Revesti-vos da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo; porque temos uma luta, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais. Por esta razão, tomai a armadura completa de Deus, para que possais resistir no dia iníquo, e, depois de terdes feito cabalmente todas as coisas, manter-vos firmes.” — Efésios 6:11-13.
37. O que Indica Revelação 12:17 sobre se Satanás já foi figurativamente acorrentado desde o ato de redenção de Cristo?
37 Além disso, em Revelação 12:1-17, o apóstolo João descreve com símbolos o nascimento do reino messiânico de Deus e as operações do “grande dragão”, “a serpente original, o chamado Diabo e Satanás”, depois de este ter sido lançado fora do céu e para a nossa terra. Daí, como advertência especial para os verdadeiros cristãos neste século vinte, quando estas coisas ocorrem, João acrescenta as seguintes palavras: “E o dragão ficou furioso com a mulher e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” (Revelação 12:17) Assemelha-se isto a qualquer redução notável do poder e da influência de Satanás para com os cristãos, após o batismo deles em água? É este o acorrentamento de Satanás?
38. Satanás é acorrentado e lançado no abismo a fim de não mais desencaminhar a quem?
38 Entretanto, segundo o que o apóstolo diz realmente, por que é Satanás, o Diabo, preso, acorrentado e lançado no abismo? E “para que não mais desencaminhasse as nações até que tivessem terminado os mil anos.” (Revelação 20:1-3) Com a palavra “nações”, João não se referia aos 144.000 herdeiros batizados e ungidos do Reino, mas às pessoas que não são seguidores e imitadores fiéis e genuínos de Jesus Cristo. Na ocasião em que o Diabo é lançado para fora do céu fala-se dele como “Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada”. (Revelação 12:9) Os 144.000 herdeiros fiéis do Reino não fazem parte destas “nações” na terra habitada, que estão sendo desencaminhadas. Portanto, não é o desencaminhamento adicional dos 144.000 participantes da “primeira ressurreição”, mas sim o das “nações”, que é impedido, por Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos serem amarrados e lançados no abismo.
39. Reduziu-se o desencaminhamento das nações por Satanás desde Pentecostes de 33 E.C., e o que prediz Revelação 12:12?
39 Pois bem, diminuiu, reduziu-se e decresceu o desencaminhamento de tais nações por Satanás, o Diabo, durante estes mais de mil e novecentos anos desde o batismo da congregação cristã com o espírito santo de Deus, no dia da Festividade das Semanas, em Jerusalém, em 33 E.C.? Quem é tão cego e tão ignorante da história humana ao ponto de responder sim a esta pergunta? Aconteceu o contrário. Atualmente, nesta era do maior esclarecimento da humanidade em sentido científico, as “nações” do mundo são desencaminhadas a um ponto nunca antes conhecido, e com conseqüências mais sérias. Por quê? Porque esta fraude internacional por parte de Satanás e seus demônios significa a destruição de todas estas nações desencaminhadas no futuro muito próximo. Foi com boa razão que a “voz alta no céu” disse por ocasião da expulsão de Satanás, o Diabo: “Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Revelação 12:10-12.
40, 41. (a) Que argumento pelos religiosos, a respeito de Satanás ser acorrentado por mil anos é assim mostrado falso? (b) O que precisa a humanidade, que aconteça realmente, e quem deposita hoje sua esperança no reino milenar de Cristo?
40 De modo que este argumento da parte dos religiosos da cristandade, de que os “mil anos” do lançamento de Satanás, o Diabo, no abismo não significam literalmente mil anos, mas se aplicam a “toda a duração vida da igreja, na terra (já de mas de 1.900 anos de duração), é provado falso!
41 Segundo a cronologia da Bíblia, o começo do sétimo milênio da existência da humanidade na terra está muito próximo, dentro desta geração. Agora, como em nenhum tempo anterior, os habitantes da terra precisam que Satanás, o Diabo, seja amarrado e lançado no abismo de modo bem real. Os acontecimentos mundiais imediatamente precedentes a isso estão prestes a ocorrer, e o maior adversário e opressor da humanidade será selado no abismo por dez séculos de tempo. O reinado de Cristo e de sua congregação ressuscitada durante mil anos de paz e bênção para a família humana está diante de nós com todas as suas gloriosas possibilidades! Uma “grande multidão” de dedicados crentes na Bíblia, que agora depositam sua esperança no reinado milenar de Cristo, terá a garantia divina de ser preservada da morte e introduzida neste período mais brilhante de toda a história humana. Que perspectiva abençoada para eles!
42. Que perguntas surgem quanto à atitude da “grande multidão” para com seus governantes milenares, e, assim, o que é oportuno considerarmos agora?
42 Não se cansarão os desta “grande multidão” de ter os mesmos governantes sobre eles por mil anos? Não desejarão uma mudança de governo muito antes do fim deste período, clamando por eleições populares para ter uma série de governantes diferentes? Ou, antes, não aprenderão a amar cada vez mais estes sacerdotes e reis celestiais sobre eles e não serão gratos de que permaneçam no cargo durante todo o tempo designado por Deus? Estas são perguntas sérias, porque os desta “grande multidão”, sob tal reino milenar, terão a oportunidade de viver enquanto este governo celestial durar — por mil anos, e depois por tempo infindável. Ao considerarmos agora estas perguntas interessantes, torna-se oportuno que examinemos mais plenamente que espécie de reis e sacerdotes haverá e quão preciosos serão seus serviços para toda a humanidade, para os sobreviventes vivos e para os mortos. (2 Timóteo 4:1) Isto requer que examinemos seu passado e o que o Deus Altíssimo exigiu deles para serem contados dignos de servir como reis e sacerdotes milenares.
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Reis durante mil anos, sem sucessoresAproximou-se o Reino de Deus de Mil Anos
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Capítulo 4
Reis durante mil anos, sem sucessores
1. A partir do tempo de quem mostraram-se insatisfatórios os reinos constituídos pelos homens?
OS REINOS constituídos pelos homens não têm sido satisfatórios para as necessidades humanas. Desde pelo menos o século vinte e dois antes de nossa Era Comum, ou há mais de 4.150 anos atrás, a família humana começou a ter reinos constituídos pelos homens. O nome do primeiro rei humano de que há registro é Ninrode, bisneto do construtor da arca, Noé, e parece que Ninrode, constituiu a si mesmo em rei, segundo diz o registro de Gênesis 10:8-12.
2. (a) Qual foi a atitude de Noé para com o reino? (b) A que tipo de governo dá a maioria das pessoas uma decidida preferência hoje em dia?
2 Noé, que sobreviveu ao começo do reino de Ninrode, não se fez rei de Babel (ou Babilônia). Noé nem mesmo se fez rei, mas continuou apenas como chefe patriarcal da família humana em expansão. (Gênesis 9:28, 29; 10:32 a 11:9) Hoje em dia, na maior parte, as pessoas se cansaram de ter reis com sucessores hereditários da sua família natural. Há uma decidida preferência
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