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Quem pode interpretar o “sinal” de modo correto?A Sentinela — 1985 | 1.° de fevereiro
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O Tempo Marcado Para o Aparecimento do “Sinal”
11. Como indicou Jesus que os acontecimentos mundiais que marcariam o fim ocorreriam na hora certa?
11 Os acontecimentos mundiais se desenrolam bem na hora. Em que sentido? Ora, antes de Jesus proferir a profecia registrada em Lucas 21:25-28, ele predisse a segunda destruição de Jerusalém. Fiel à sua palavra, esta ocorreu em 70 EC. A respeito dos judeus sobreviventes, Jesus disse: “Cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” Essas nações eram as não-judaicas, ou gentias. Por isso, o período do pisoteio é muitas vezes chamado de “os tempos dos gentios”. (Lucas 21:24; NM; Almeida) Quando terminaram? Ora, está envolvido mais do que apenas aquilo que aconteceu à Jerusalém terrestre. Portanto, nem a data em que os israelenses assumiram o controle sobre a parte antiga, murada, da cidade de Jerusalém, nem ser ela agora a capital da moderna nação independente de Israel são fatores determinantes. O que importa é o cronograma de Deus!
12. Quando começaram os Tempos dos Gentios, qual foi a sua duração, e quando terminaram?
12 Os romanos gentios começaram a pisar Jerusalém em 63 AEC. Mas antes deles, gregos, persas e babilônios gentios já haviam pisado essa “cidade do grande Rei”, Jeová. (Mateus 5:34, 35) Os babilônios destruíram-na junto com seu templo em 607 AEC. Daquele tempo em diante, os gentios começaram a pisar o que representava o Reino de Deus, e os Tempos dos Gentios realmente tiveram começo. Segundo o capítulo 4 de Daniel, esses Tempos dos Gentios seriam sete em número, cada um deles tendo 360 dias para corresponder a um ano profético, bíblico. Portanto, todos os “sete tempos” somam 2.520 anos. Começando com a desolação de Jerusalém em 607 AEC terminariam em 1914 EC.
13. Desde quando conheciam os estudantes da Bíblia a data do fim dos Tempos dos Gentios?
13 Já em 1880, a revista A Sentinela (em inglês) dizia que os Tempos dos Gentios se estenderiam até o ano de 1914. Daí, com a publicação do livro Está Próximo o Tempo (em inglês), em 1889, os estudantes da Bíblia, em toda a terra, foram adicionalmente alertados a que os Tempos dos Gentios terminariam no outono (setentrional) de 1914.
14. Apesar do que aconteceu a Jerusalém em 1948, por que podemos dizer que os Tempos dos Gentios terminaram em 1914?
14 Pois bem, cessou naquele ano o pisoteio da antiga Jerusalém por parte de nações não-judaicas ou gentias? Não, porque em 1914 a cidade histórica ainda estava nas mãos do Império Turco, aliado da Alemanha imperial. Em 9 de dezembro de 1917, ela foi tirada dos turcos pelas tropas britânicas sob o comando do General Allenby. Jerusalém continuou sob domínio britânico, por mandato da Liga das Nações, até 1948. Então, os judeus levantaram-se e capturaram a parte ocidental da moderna Jerusalém, fora da parte antiga, murada, da cidade. A parte murada da cidade foi ocupada pelos muçulmanos. Então, como podemos dizer que os Tempos dos Gentios terminaram em 1914? Porque foi naquele ano que nasceu no céu o governo do grande Rei, Jeová.
15, 16. (a) Quando foi que a antiga Jerusalém deixou de ser “a cidade do grande Rei”, Jeová, mas que Jerusalém mais enaltecida existe? (b) Portanto, onde empossaria Jeová a Jesus Cristo como Rei?
15 Quando Jesus estava na terra, o templo de Deus erguia-se em Jerusalém, e Jesus adorava ali. De modo que Jerusalém podia ser chamada de “a cidade do grande Rei”, Jeová. (Mateus 5:34, 35) Mas, quando a cortina interior do templo foi rasgada milagrosamente, por ocasião da morte de Jesus no Dia da Páscoa de 33 EC, ela certamente deixou de ser a cidade real de Jeová. A destruição de Jerusalém e de seu templo pelos romanos gentios, em 70 EC, confirmou isso. Felizmente, para os cristãos judaicos, e para todos os cristãos desde então, há outra Jerusalém, uma mais enaltecida, a “Jerusalém celestial”. — Hebreus 12:22.
16 Em harmonia com isso, a profecia de Jesus, registrada em Lucas 21:24, começa com uma aplicação à Jerusalém terrestre, mas tem de terminar com referência à “Jerusalém celestial”. Sim, porque a “Jerusalém celestial” substituiu a Jerusalém terrestre como “a cidade do grande Rei”, Jeová Deus. Ali, nesta “cidade” celestial, era o lugar para o “grande Rei”, Jeová, empossar seu glorificado Filho, Jesus Cristo, no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914.
17. No fim dos Tempos dos Gentios, que ordem divina foi dada ao Rei entronizado, Jesus Cristo, e quem se ofereceu voluntariamente para o serviço dele?
17 Este era o tempo divinamente designado para Jeová dar ao seu Filho entronizado, Jesus Cristo, a ordem englobada nas palavras do Salmo 110:2, 3: “Jeová enviará de Sião o bastão da tua força, dizendo: ‘Subjuga no meio dos teus inimigos.’ Teu povo se oferecerá voluntariamente no dia da tua força militar. Nos esplendores da santidade, da madre da alva, tens a tua companhia de homens jovens assim como gotas de orvalho.” Fiel a esta profecia, o “povo” dedicado que seguiu os passos de Jesus e reconheceu o fim dos Tempos dos Gentios em 1914 ofereceu-se voluntariamente para servir quais proclamadores do recém-começado governo de Jeová Deus na Sião celestial por meio do Senhor Jesus Cristo. Mas as nações chamadas cristãs não se sujeitaram voluntariamente ao recém-entronizado Rei de Jeová. Na realidade, mostraram ser seus “inimigos”, pois travaram a primeira guerra mundial da história humana por causa da questão da dominação mundial. Interferiram também mundialmente na proclamação do Reino de Deus.
18. Em 1918, que prova havia de inimizade contra o Reino de Deus?
18 A inimizade que tinham ao Reino de Deus tornou-se especialmente evidente em 1918. Em 8 de maio de 1918, o diretor responsável da revista A Sentinela (em inglês) e diversos de seus colaboradores foram presos no meio da histeria da guerra. Mais tarde, em 21 de junho, foram sentenciados a muitos anos de prisão na penitenciária federal de Atlanta, Geórgia, EUA. Só depois do fim da guerra, e depois de terem passado nove meses na prisão, admitiu-se que esses ministros de Deus prestassem fiança. Posteriormente foram exonerados de todas as acusações falsas lançadas contra eles.
19. Depois da Primeira Guerra Mundial, que atitude adotou o Conselho Federal de igrejas americanas para com a Liga das Nações?
19 A Primeira Guerra Mundial terminou em 11 de novembro de 1918, e, no mês seguinte, o Conselho Federal das Igrejas de Cristo na América declarou publicamente estar a favor da então proposta Liga das Nações. Essa instituição religiosa declarou que a Liga era “a expressão política do Reino de Deus na terra”. Os Estados Unidos da América, desconsiderando essa recomendação religiosa, e por motivos políticos, negaram-se a ingressar na Liga, ingressando apenas na Corte Mundial. Todavia, a Liga passou a funcionar a partir de 1920, e os membros do Conselho Federal de Igrejas deu-lhe sua bênção e seu apoio.
20. Que atitude adotou o povo de Jeová para com a Liga, e o que começaram a proclamar?
20 Por outro lado, a revista A Sentinela e o povo de Jeová que a distribuía negaram-se a reconhecer a Liga das Nações como substituto político pelo Reino de Deus. Nunca a reconheceram como cumprimento da oração-modelo, ensinada por Jesus Cristo: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” (Mateus 6:9, 10) Não se ofereceram a servir a esse substituto criado pelos homens, a essa falsificação! Antes, deram a sua lealdade ao verdadeiro Reino de Deus, nas mãos de Jesus Cristo, na “Jerusalém celestial”. Com a ajuda de Deus, haviam interpretado de modo correto o “sinal” da “presença [de Jesus] e da terminação do sistema de coisas”. Por isso empreenderam a proclamar mundialmente o Reino.
Qual É a Sua Resposta?
◻Que “sinal” é evidente hoje, e quais são algumas de suas particularidades?
◻Como podemos evitar os temores que os líderes humanos hoje têm?
◻Quando começaram e quando terminaram os Tempos dos Gentios?
◻Em que “Jerusalém” empossou Jeová a Jesus Cristo como Rei?
◻Como encarou o povo de Jeová a Liga das Nações?
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Veja o “sinal” com entendimentoA Sentinela — 1985 | 1.° de fevereiro
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Veja o “sinal” com entendimento
“Enquanto estava sentado no Monte das Oliveiras, aproximaram-se dele os discípulos, em particular, dizendo: ‘Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?’” — MATEUS 24:3.
1. Por que não são acidentais os acontecimentos que têm abalado o mundo desde 1914, e o que perguntaram os apóstolos a Jesus?
OS ACONTECIMENTOS que têm abalado o mundo desde a Primeira Guerra Mundial de 1914-18 não são acidentais. Foram preditos há 19 séculos por Jesus Cristo. Ele falara aos seus 12 apóstolos sobre muitas coisas espantosas a vir, e por isso perguntaram-lhe: “Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mateus 24:3.
2. Por que queriam os apóstolos saber mais do que apenas o que precederia à destruição de Jerusalém em 70 EC?
2 Esses apóstolos queriam saber mais do que apenas o que aconteceria entre aquele tempo e a destruição de Jerusalém. Jesus não voltou nem visível nem invisivelmente naquela ocasião calamitosa. Tampouco terminou com a destruição de Jerusalém em 70 EC o sistema de coisas que já existia desde o Dilúvio. Na verdade, “o sinal da . . . presença [invisível de Jesus] e da terminação do sistema de coisas” havia de
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