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O desafio para os governosA Sentinela — 1980 | 15 de julho
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acrescentando: “Ele reinará . . . e não haverá fim do seu reino.” — Luc. 1:31, 33.
A atividade primária de Jesus Cristo e de seus discípulos terrestres foi a de pregar e ensinar este reino de Deus. Fizeram mais de 140 citações bíblicas sobre este governo. Lembre-se de que Jesus ensinou aos seus seguidores a orarem a Deus: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” — Mat. 6:10, IBB.
Mas, como é que se estabelecerá o domínio deste governo do Reino, e como funcionará? Será instituído e administrado por homens? Podem os homens estabelecer um governo que crie a espécie de mundo em que todos gostaríamos de viver?
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Podem os governos humanos fazer face ao desafio?A Sentinela — 1980 | 15 de julho
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Podem os governos humanos fazer face ao desafio?
Antigamente se ensinava “que a Igreja na terra é o Reino de Deus”.a Este ensino era conseqüência de a Igreja Católica Romana ser então uma força mundial predominante. Perto do fim da Idade Média, os papas rivalizavam com os reis em autoridade política. Comandavam poderosos exércitos. Na sua História da Igreja Cristã (em inglês), John F. Hurst explica: “Os papas emulavam o papel dos reis e faziam todos os esforços para se tornarem árbitros em assuntos seculares.”
Os líderes da Igreja afirmavam governar pela autoridade recebida de Deus. Mais tarde, também os reis de diversas nações afirmavam governar por direito divino. A Nova Enciclopédia Católica (em inglês) observa: “A idéia do direito divino colocava os reis dos estados nacionais na condição de justificarem sua autoridade como sendo divina, igual à do papa.”
Mas, será que os papas e outros governantes que afirmavam governar por direito divino fizeram face ao desafio de estabelecer um bom governo? Usufruíam seus súditos vida, liberdade e felicidade?
Não, não usufruíam nada disso! Antes, estes governos destacavam-se por terríveis injustiças e opressões. O povo era mobilizado para travar guerras insensatas e para se empenhar em cruzadas sangrentas, que arruinavam a vida e a felicidade de milhões. Também se realizavam medonhas inquisições, em que milhares de vítimas eram torturadas até a morte, da maneira mais pavorosa. Ora, quanta desonra para Deus era identificar o Seu reino com o governo da igreja, ou com os reinados dos reis que afirmavam agir por direito divino!
PROSSEGUEM OS ESFORÇOS HUMANOS
Em tempos mais recentes, reajustaram-se os conceitos religiosos. “A idéia de alguns hodiernos escritores teológicos”, explica O Dicionário da Igreja Apostólica, publicado em inglês em 1916, é “que este mundo, como o conhecemos, se desenvolverá sob a influência cristã até se tornar o Reino”. Mas, desenvolveu-se nisso?
Durante a vida de milhões de pessoas ainda existentes, as chamadas nações cristãs têm sido responsáveis pelos maiores banhos de sangue da história humana. O historiador eclesiástico Roland H. Bainton observou: “Especialmente as igrejas nos Estados Unidos adotaram uma atitude de cruzada para com a Primeira Guerra Mundial.”
Bainton explicou que, segundo os clérigos americanos, “esta era uma guerra santa. . . . Os alemães eram os hunos. Matá-los era limpar a terra de monstros”. De maneira similar, o bispo de Londres, A. F. Winnington-Ingram, exortou o povo inglês: “Matem os alemães — matem-nos . . . Conforme já disse mil vezes, considero-a uma guerra em favor da pureza.”
No entanto, os alemães também eram professos cristãos! De modo que, ao mesmo tempo, o arcebispo católico de Colônia, na Alemanha, dizia aos soldados alemães: “Deus está conosco nesta luta pela justiça, em que entramos contra a nossa vontade. Ordenamos-lhes, em nome de Deus, que lutem até a última gota de seu sangue para a honra e a glória do país.”
Pouco mais de 20 anos depois, em 1939, as nações ficaram envolvidas numa segunda guerra mundial. Novamente, a maioria das nações envolvidas professava o cristianismo. É evidente que o mundo assim como o conhecemos não se desenvolveu sob a influência cristã para se tornar o reino de Deus.
Mas, que dizer dos 35 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945? Há evidência de que os governos humanos, finalmente, estão suprindo as necessidades da humanidade?
SÃO BEM SUCEDIDOS OS ESFORÇOS ATUAIS?
Em vez de verem cumpridas as suas esperanças de alívio, as pessoas vêem hoje a prevalência contínua dos problemas mundiais. De fato, os fracassos humanos têm assumido uma nova proporção de seriedade, que realmente ameaça a própria civilização. Considere os esforços humanos pare eliminar a guerra. Foram bem sucedidos?
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