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  • Por que orar “venha o teu Reino”
    A Sentinela — 1982 | 1.° de novembro
    • Por que orar “venha o teu Reino”

      “O reino de Deus não vem de modo impressionantemente observável, nem dirão as pessoas: ‘Eis aqui!’ ou: ‘Ali!’ Pois, eis que o reino de Deus está no vosso meio.” — Lucas 17:20, 21.

      1, 2. Em harmonia com fontes noticiosas de confiança, por que podem os nossos tempos ser descritos como atemorizantes?

      PRECISAMOS do reino de Deus? Certamente que sim! Pois nós, humanos, atravessamos hoje o tempo mais crítico de toda a história. Vivemos em tempos atemorizantes! Salientando isso, o jornal Guardian Weekly de Manchester, Inglaterra, de 7 de junho de 1981, tinha o seguinte a dizer: “Londres, Paris, Bonn, Roma e Bruxelas poderiam ser todas destruídas totalmente pelos mísseis SS-20 posicionados pela União Soviética desde o início deste mês. . . . Cada míssil possui três ogivas de 150 quilotons. de modo que a potência de fogo total contra cada cidade seria 30 vezes maior do que a que foi lançada sobre Hiroxima. Se lançasse cinco dos seus SS-20, a União Soviética ainda teria 210 disponíveis para outros alvos, sem recorrer às forças de bombardeio, à sua frota de submarinos ou aos 1.400 mísseis intercontinentais, cada um com a potência de muitos megatons, que são mantidos em reserva para ocasiões mais importantes.”

      2 A revista Time, de 26 de outubro de 1981, em sua reportagem de capa “Armando o Mundo”, descreveu a situação como “fora do controle e sem limites em vista”. Falou do que é “alarmante e cada vez mais comum: tanto para grandes como para pequenas nações, a venda de armas tornou-se o principal instrumento de diplomacia . . . ‘principais fios na urdidura e na trama da política mundial’”.

      3. (a) De acordo com Gênesis 6:11, 13, como se comparam os dias de Noé com os nossos? (b) Que palavras de Jesus têm notável aplicação atualmente?

      3 Realmente, “assim como eram os dias de Noé”, a terra ficou “cheia de violência” e de um tremendo potencial para ainda maior violência em escala catastrófica (Gênesis 6:11, 13; Mateus 24:37) Não é de admirar que Jesus, ao profetizar “estas coisas que estão destinadas a ocorrer”, falou de “angústia de nações, não sabendo o que fazer . . . , os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada”. — Lucas 21:25, 26, 36.

      CORAGEM!

      4. Por que deve nossa atitude ser otimista?

      4 Entretanto, podemos esperar que o Criador amoroso de nossa bela terra permita que homens ou nações violentos e agressivos arruínem completamente Sua obra? Podemos imaginar que Jeová permita que aqueles dentre a humanidade que ‘forjaram das suas espadas relhas de arado’ e que o adoram “com espírito e verdade” sejam destruídos pelos seus inimigos? (Isaías 2:2-4; João 4:24) Nunca! E é por isso que Jesus acrescentou as seguintes palavras à sua descrição dos eventos em nossos dias: “Quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” (Lucas 21:28) Jesus nos manda tomar uma atitude positiva e otimista para com as diversas condições que nos cercam durante esta “terminação do sistema de coisas”. — Mateus 24:3-8, 33.

      5. Em que espécie de mundo precisamos viver, e, contudo, que mentalidade devemos ter?

      5 Em muitas partes do mundo não é mais seguro andar pela rua. O número de divórcios aumenta vertiginosamente, famílias se desfazem, e o vício das drogas e o sexo ilícito têm assumido proporções epidêmicas. Este é o mundo em que os adoradores de Jeová têm de viver. Mas, embora estejamos no mundo, não precisamos ficar envolvidos com o mundo. Pois, podemos ter a mesma mentalidade de Jesus, que declarou: “No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu venci o mundo.” — João 16:33.

      6. (a) Que excelente exemplo deu Jesus quanto a ‘vencer o mundo’? (b) Por que nos ensinou Jesus a orar: “Venha o teu reino”?

      6 Por que pôde Jesus ‘vencer o mundo’? Porque tinha firme fé no prometido reino de Deus. Sabia que Jeová estabeleceria o Reino no Seu próprio tempo e modo devidos. Jesus prezava muito sua própria incumbência qual Rei designado. Para alcançar o Reino, renunciou a tudo o que pudesse ter tido como homem perfeito na terra; ele deseja que nós também usufruamos as bênçãos do Reino. Por esta razão, ensinou seus discípulos a orar: “Venha o teu reino.” (Mateus 6:10) No decorrer dos séculos, literalmente centenas de milhões de pessoas dentre a humanidade têm repetido esta oração. Mas quão poucos foram os que realmente entenderam o significado do Reino!

      O REINO — UMA REALIDADE

      7. (a) Que comparação nos ajuda a perceber que o reino de Deus é real? (b) Como são eleitos os governantes do Reino, e por que podemos ter certeza de que cuidarão realmente dos interesses da humanidade?

      7 O reino de Deus é um reino bem real. Assim como ainda hoje temos reinos humanos, tais como o Reino Unido, o Reino do Nepal, o Reino da Dinamarca, e muitos outros, assim o reino de Deus é um arranjo governamental real. Iguais aos reinos na terra, que têm seus parlamentos, senados ou representantes eleitos, assim o reino do céu tem a Jesus qual Rei designado por Deus, junto com governantes associados, eleitos. Mas, neste caso, são eleitos pelo próprio Deus dentre humanos fidedignos. São os “escolhidos de Deus [“eleitos de Deus”, Almeida], santos e amados”. (Colossenses 3:12) Ninguém melhor do que Deus sabe quais as qualidades que se esperam de governantes justos, para que possam realmente cuidar dos interesses da humanidade. Após a sua ressurreição para o reino celestial, estes 144.001 governantes celestiais estarão numa posição estratégica para administrar os assuntos do domínio do reino na terra. — Revelação 14:1.

      8, 9. (a) Por que a cristandade não ensina que o Reino tem súditos? (b) Contudo, quem são esses súditos, e por causa de que promessas bíblicas podem eles se alegrar? (c) Somente quem divulga hoje as “boas novas”, e que alegria pode você sentir hoje?

      8 Quem, então, serão os súditos do Reino? Se procurasse a resposta nas religiões da cristandade, estas lhe diriam que não haverá tais súditos. Seguem a filosofia grega de que todas as almas são imortais e de que elas vão quer para o “céu” quer para o “inferno” Não crêem na maravilhosa promessa bíblica duma ressurreição terrestre, e que Deus “residirá” com a humanidade, e que ele “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. (João 5:28, 29; Revelação 21:3, 4) Sim, os súditos do Reino serão os bilhões da humanidade que viverão para sempre num paraíso global, aqui mesmo na terra. E, dentre todas as religiões do mundo, as Testemunhas de Jeová são os únicos hoje que proclamam às pessoas estas “boas novas”. — Salmo 37:9, 29.

      9 Se já tiver aceitado as “boas novas”, não se alegra de que alguém lhe transmitiu esta esperança? Não se alegra sobremaneira de saber o que o reino de Deus fará para a humanidade? Não se sente feliz de que, enquanto aguarda tudo o que o Reino realizará, pode ter participação na santificação do ilustre nome do Provedor deste reino, nosso Deus, Jeová? Não poderia haver hoje privilégio maior do que o de proclamar “estas boas novas do reino” a outros dentre a humanidade necessitada! — Mateus 24:14; Salmo 145:10, 11.

      NOSSA FERVOROSA ORAÇÃO

      10. Com respeito ao Reino, por que devemos orar fervorosamente, e com que confiança?

      10 Quão fervorosos devemos ser ao orar pela santificação do nome de Deus por meio da vinda do seu reino! Quanta confiança devemos ter em que o Reino ‘virá’ em breve, para cumprir a vontade de Deus para com a nossa terra! Uma vez que nos tornamos servos dedicados e batizados de Deus, podemos também confiar em que Jeová responderá às nossas orações em prol do sustento diário, do perdão de nossos pecados e da proteção contra as maquinações daquela antiga “serpente”, o Diabo. Foram essas as coisas pelas quais Jesus nos ensinou a orar. — Mateus 6:9-13; Revelação 12:9.

      11. Em vista dos problemas mundiais, que admoestação de Paulo é oportuna, e por quê?

      11 Vivemos realmente num mundo cruel e duro, em que os chefes de família acham cada vez mais difícil enfrentar a galopante inflação e os outros problemas econômicos. E precisamos sempre manter-nos atentos, para que não sucumbamos em sentido espiritual ou moral sob os ataques do inimigo. Em harmonia com a admoestação do apóstolo Paulo, em Efésios 6:11-18, “com toda forma de oração e súplica, em todas as ocasiões, [façamos] orações em espírito”. Porque Deus certamente responderá às orações dos que lhe são devotados — orações que estejam em harmonia com a Sua vontade. — Salmo 65:2, 4, 5.

      12. Por que deve o Reino ter destaque em nossas orações?

      12 Oremos de todo o coração: “Venha o teu reino.” Mas, por que deve o Reino ter tanto destaque nas nossas orações? Porque é o meio de Deus, Seu instrumento, para livrar o universo de Seu arquiinimigo e de todos os que se sujeitam ao domínio de Satanás na sua vida. O reino messiânico é Seu arranjo, que livrará seu maravilhoso nome de todo o vitupério lançado sobre ele no decorrer de 60 séculos. O reino exercido pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, administrará à humanidade o poder resgatador do sacrifício de Jesus, até mesmo ressuscitando os bilhões de humanos que agora dormem na sepultura. (1 Timóteo 2:3-6; Revelação 20:12) Lamenta a perda de um ente querido? Fica triste com a situação cada vez pior do mundo? Então, não se sente feliz de poder pertencer ao único povo na terra cuja esperança é em Jeová e em suas gloriosas promessas do Reino? (Salmo 144:15; 146:5) Certamente que sim! E deve orar com confiança: “Venha o teu reino.”

      O QUE A ‘VINDA’ DO REINO REALIZARÁ

      □ Eliminará a maldade, a guerra e a opressão.

      □ Libertará a todos os que adoram a Deus “com espírito e verdade”.

      □ Proverá um governo real composto de administradores eleitos por Deus.

      □ Ressuscitará os mortos e unirá todas as raças quais súditos terrestres do Reino.

      □ Substituirá a pobreza e a corrupção por prosperidade e justiça para todos.

  • O Reino de Deus ‘vem’ — quando?
    A Sentinela — 1982 | 1.° de novembro
    • O Reino de Deus ‘vem’ — quando?

      1. (a) Por que devemos ‘continuar na expectativa’ do fim? (b) Como podemos ‘glorificar o nosso ministério’, e com que confiança?

      EXATAMENTE quando é que podemos esperar que estas promessas tenham seu grandioso cumprimento? Para alguns dos que já servem fielmente a Jeová por 20, 30, 40 ou mais anos, “o fim” pode parecer demorado. Mas lembre-se do que nos diz o profeta de Deus, Habacuque: “Ainda que se demore, continua na expectativa dela; pois cumprir-se-á sem falta. Não tardará.” (Habacuque 2:3) Não precisamos saber de antemão ‘o dia e a hora’ do irrompimento da “grande tribulação” sobre este mundo, com toda a sua fúria. No momento, basta que ‘glorifiquemos nosso ministério’ por proclamarmos zelosamente as boas novas do reino estabelecido. Pois, podemos ter confiança em que, quando a pregação do Reino alcançar o âmbito desejado por Jeová, então “virá o fim”. — Mateus 24:14, 21, 36; Romanos 11:13.

      2. (a) Com respeito à cronometragem dos eventos feita por Jeová, que fato é de interesse? (b) Quando e com que evento tiveram início os “últimos dias” do sistema judaico?

      2 Relacionado com a cronometragem dos eventos feita por Jeová, é interessante notar o seguinte fato: Que Deus revelou mesmo com antecedência as datas iniciais dos dois períodos mais importantes da história humana até o tempo atual. Quais são? Ambos são períodos de julgamento. O primeiro destes períodos foi o dos “últimos dias” do sistema judaico de coisas, e este se iniciou com o batismo de Jesus e sua unção qual Messias. (Joel 1:15; 2:28-32; Atos 2:17) A profecia de Daniel, registrada com mais de 500 anos de antecedência, indicou o ano 29 E.C. como o início daqueles “últimos dias”. Como?

      CRONOMETRAGEM DOS “ÚLTIMOS DIAS” JUDAICOS

      3, 4. (a) Que são as “setenta semanas”, quando tiveram início, e quando findaram? (b) Que eventos marcaram a última ‘semana de anos’ como importante?

      3 Em Daniel 9:24-27, lemos sobre um período de “setenta semanas de anos” (Matos Soares; A Bíblia de Jerusalém, nota), ou um total de 490 anos, a iniciarem “desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém”.a Quando foi isso? O relato bíblico de Neemias 2:1-7 declara que “no vigésimo ano de Artaxerxes, o rei” da Pérsia, o próprio rei instruiu seu copeiro judaico, Neemias, a voltar à cidade de seus antepassados e ‘reconstruí-la’. De acordo com a história secular, esse “vigésimo ano de Artaxerxes” seria 455 A.E.C. Contando 490 anos a partir dessa data, chegamos ao ano 36 E.C. A profecia de Daniel nos diz que a última ‘semana de anos’, de 29 a 36 E.C., é de especial importância. Por quê?

      4 Porque “desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém até o Messias, o Líder, haverá sete semanas, também sessenta e duas semanas”. Portanto, o Messias apareceria no início daquela septuagésima semana de anos. Isto também marcaria o início dos “últimos dias” do sistema judaico de coisas, e durante os primeiros sete anos daquele período de julgamento o Messias confirmaria o pacto abraâmico para com os judeus que o aceitassem. “Na metade” daquela semana de anos, isto é, em 33 E.C., o Messias seria “decepado”, ao morrer, sendo que seu próprio grande sacrifício de expiação de pecados ‘faria cessar o sacrifício e a oferenda [segundo a lei de Israel]’ como não tendo mais valor algum. — Hebreus 10:12, 18.

      5. (a) Que indica que os judeus estavam bem familiarizados com o aspecto da cronometragem das “setenta semanas”? (b) Por que ficaram os judeus desapontados quanto as suas expectativas? (c) Quão veraz se mostrou a profecia de Daniel?

      5 Sem dúvida, os judeus estavam bem familiarizados com o aspecto da cronometragem das “setenta semanas”, pois o escritor bíblico Lucas nos conta que naqueles dias “o povo estava em expectativa” do Cristo. (Lucas 3:15) Entretanto, suas esperanças se fixavam na vinda dum glorioso rei-guerreiro, que levaria os judeus à vitória sobre os seus opressores romanos. Sua fé não ia ao ponto de crerem que o Messias seria “decepado”, assassinado, em 33 E.C. Tampouco poriam fé no aviso profético de que Jerusalém e seu povo sofreriam novamente “a exterminação”. Mas quão veraz se mostrou a profecia de Daniel, quando Jerusalém foi devastada pelas legiões romanas sob o general Tito, em 70 E.C.!

      “ÚLTIMOS DIAS” MUNDIAIS — QUANDO?

      6 Que outra data revelou Jeová com antecedência, e como início de quê?

      6 Mas, qual é a outra data, destinada a marcar início, que Jeová revelou bondosamente com antecedência? Trata-se do início dos “últimos dias” de todo o sistema mundial de coisas de Satanás. (2 Timóteo 3:1-5) São os “tempos críticos, difíceis de manejar”, que começaram nos tempos modernos, no ano de 1914 E.C.

      7, 8. (a) Como é que atentos estudantes da Bíblia têm encarado aquela data, desde 1880 até a presente década de 80? (b) Que declarações de homens bem informados do mundo também enfocam 1914?

      7 Já por 34 anos antes de 1914, atentos estudantes da Bíblia haviam aguardado essa data. A Sentinela com freqüência havia trazido à atenção o significado dessa data desde o ano de 1880. E agora, 68 anos depois de 1914, olhamos ao passado, para aquele ano, e o vemos como um ano cheio de significado. Não somos os únicos a fazer isso. Certo escritor bem informado referiu-se a 1914 como o ano em que “o mundo, como então era conhecido e aceito, chegou ao fim”.b Outro escritor descreveu 1914 como o início da “era moderna [de que] todo o mundo está vivamente apercebido . . . poderia acabar numa aniquilação em massa”.c — Veja também o livro “Venha o Teu Reino”, páginas 127-140, 186-190.

      8 Mais de 50 anos depois de 1914, o estadista alemão Konrad Adenauer ponderou: “Vêm-me à mente pensamentos e quadros, . . . pensamentos de antes do ano de 1914, quando havia verdadeira paz, sossego e segurança nesta terra — tempo em que não conhecíamos o medo. . . . Segurança e tranqüilidade desapareceram da vida dos homens desde 1914.” E tão recentemente quanto em novembro de 1980, o estadista britânico Harold MacMillan recordou os seus 86 anos de vida e falou saudosamente sobre o “progresso automático” preconizado na era da Rainha Vitória. Disse: “Tudo ficaria cada vez melhor. Este era o mundo em que eu nasci. [Mas] de repente, inesperadamente, certa manhã de 1914, tudo se desmoronou.”

      9. (a) Como chegaram a reconhecer com antecedência os estudantes da Bíblia que o ano de 1914 poderia ser significativo? (b) Que interpretação da profecia de Daniel, capítulo 4, levou a esse conceito?

      9 Como reconheceram os fervorosos estudantes da Bíblia, agora conhecidos como Testemunhas de Jeová, com 34 anos de antecedência, que 1914 marcaria tal mudança? Isto se deu porque o “escravo fiel e discreto” (Mateus 24:45-47), composto de cristãos ungidos que servem sob o seu Amo, Jesus Cristo, em harmonia com as palavras de Segunda Pedro 1:19, ‘prestava atenção à palavra profética como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro’. Por meio da profecia de Daniel, capítulo 4, souberam que a derrubada da dinastia do Rei Davi em Jerusalém, que ocorreu em 607 A.E.C., não marcaria para sempre o fim do governo de Jeová na terra. A “árvore” da autoridade régia de Deus brotaria novamente. Após “sete tempos”, ou 2.520 anos, de governo gentio e animalesco sobre a terra, saber-se-ia novamente “que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser, e estabelece nele até mesmo o mais humilde dos homens”. — Daniel 4:14-17.

      10. Como se contrasta o surgimento do Messias em 1914 com a sua primeira vinda?

      10 Sim, seria naquele ano fatídico de 1914 que o ‘Humilde’, aquele que na sua primeira vinda, na qualidade de Messias, fora cruelmente “decepado, sem ter nada para si mesmo”, surgiria novamente. Mas esta vez Cristo viria de modo invisível, em glória celestial, e todos os santos anjos com ele, para ‘se assentar no seu trono glorioso’. — Daniel 9:26; Mateus 25:31.

      A “GERAÇÃO” DE 1914

      11. (a) Que “geração” não passará antes que ocorram as coisas preditas por Jesus? (b) Que podem os remanescentes dessa “geração” esperar ver?

      11 Naquele tempo, quando do começo de sua presença ou parousia, ele era invisível aos olhos humanos. Mas aquela geração de 1914 certamente viu o que aconteceu aqui na terra como “sinal” da presença dele e como “princípio das dores” da humanidade! (Mateus 24:8, Almeida [ALA]) E os que remanescem daquela geração de 1914 ainda falam sobre isso. Alguns deles estarão falando sobre isso até o tempo em que a “grande tribulação” exterminar o sistema iníquo de coisas de Satanás da face de nosso globo. Por que o próprio Jesus nos assegurou: “Deveras, eu vou digo que esta geração [a geração que presenciou o ‘princípio das dores de aflição’ em 1914] de modo algum passará [completamente] até que todas estas coisas ocorram. Céu e terra passarão, mas as minhas palavras de modo algum passarão.” — Mateus 24:3, 8, 34, 35.

      12. (a) Que acontecimento a partir de 1914 devem convencer-nos da exatidão da profecia? (b) No entanto, em que se arraíga a nossa fé? (c) Em quem se centralizam as “boas novas”?

      12 As “dores” preditas para começarem em 1914 irromperam no cenário do mundo com surpreendente repentinidade. E continuam a afligir a humanidade! Fornecem o “sinal” convincente de que 1914 marcou o início da “terminação do sistema de coisas”. Mas, nossa fé não se baseia simplesmente numa data, tal como 1914. Nossa fé arraiga-se firmemente na inteira palavra de Deus, nas “boas novas” primeiro pregadas por Jesus e pelos seus discípulos, nos cumprimentos maravilhosos de tantas das profecias bíblicas nos dias atuais, e especialmente na sua aplicação ao “escravo fiel e discreto” e seus companheiros de trabalho, e na identificação deles. São “estas boas novas do reino”, a mensagem inteira da Bíblia, que constituem a base de nossa fé. Tudo isso se centraliza em Jesus Cristo, o Filho de Deus, a quem ele enviou à terra para remir a humanidade e que agora reina gloriosamente no reino estabelecido dos céus. (Mateus 24:3, 14, 45-47; 25:31-33; Revelação 19:10) Exercendo fé, podemos reconhecer também como o Reino ‘virá’ para a salvação de todos os que amam e praticam a justiça. Como se dará isso?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja “Venha o Teu Reino”, páginas 58 a 66, para uma consideração completa deste aspecto da cronometragem.

      b O livro 1914, de James Cameron, publicado em inglês em 1959.

      c Editorial no jornal Times de Seattle (E.U.A.), 1.º de janeiro de 1959.

      [Quadro na página 14]

      “SETENTA SEMANAS DE ANOS” (Daniel 9:24-27)

      DESDE a “saída da palavra” do rei da Pérsia para Neemias em 455 A.E.C.

      455 — 1 A.E.C. = 454 anos

      1 A.E.C. — 1 E.C. = 1 ano

      1 E.C. — 36 E.C. = 35 anos

      455 A.E.C.— 36 E.C. = 490 anos

      Messias “decepado . . . na metade da semana”, abril de 33 E.C.

      ATÉ o fim do favor especial concedido aos judeus, em 36 E.C., com a conversão da família de Cornélio.

      [Quadro na página 15]

      “TEMPOS DESIGNADOS DAS NAÇÕES” (Daniel 4:14-25; Lucas 21:24-26)

      “SETE TEMPOS” = 7 x 360 = 2.520 anos

      (Veja Revelação 12:6, 14; Ezequiel 4:6b)

      ‘Enfaixamento’ da Soberania de Jeová, com o início dos Tempos dos Gentios, 607 A.E.C.

      607 — 1 A.E.C. = 606 anos

      1 A.E.C. — 1 E.C. = 1 ano

      1 E.C. — 1914 E.C. = 1.913 anos

      607 A.E.C. — 1914 E.C. = 2.520 anos

      Soberania de Jeová restaurada na forma do Reino Messiânico, 1914 E.C.

  • Como ‘vem’ o Reino
    A Sentinela — 1982 | 1.° de novembro
    • Como ‘vem’ o Reino

      1. Por que não é de surpreender que os “últimos dias” estejam perdurando até 1982?

      NÃO sabemos quanto tempo ainda resta até sobrevir a “grande tribulação”. Os “últimos dias” do sistema judaico de coisas abrangeram os anos de 29 a 70 E.C., um total de 41 anos. Mas agora é um sistema muito maior que se confronta com a execução do julgamento por Deus. É todo o sistema mundial do Diabo, cuja parte mais repreensível é o império mundial da religião falsa, especialmente a religião falsificada da cristandade. Por isso, não é de surpreender que os “últimos dias” deste sistema mundial já se estendam agora por 68 anos, de 1914 até 1982. Tudo isso tem uma finalidade. Qual é?

      2. De que modo foram os cristãos do primeiro século um exemplo para nós hoje?

      2 Ora, que fizeram os cristãos do primeiro século durante os “últimos dias” do sistema judaico? Pregaram! Soaram o aviso! Assim, depois de apenas algumas décadas, o apóstolo Paulo podia escrever: ‘A esperança daquelas boas novas que ouvistes foi pregada em toda a criação debaixo do céu.’ — Colossenses 1:23.

      3, 4. A quem tem o espírito de Jeová conferido poder para dar testemunho em nossos dias, e com que resultados?

      3 Hoje, o campo é mais extenso. É o mundo, o mundo todo! Mas, novamente, sob a força energizante do espírito de Deus, as testemunhas cristãs de Jeová têm ido até os confins da terra. Têm pregado a verdade em mais de 160 línguas diferentes. Têm ajuntado pessoas semelhantes a ovelhas dentre todas as nações, sendo que até uns 5.980.000 delas assistiram em 1981 à Comemoração da morte de Jesus. O “escravo fiel e discreto”, como classe de vigia, tem tomado a dianteira em proclamar o dia da vingança de Jeová, consolando ao mesmo tempo todos os que choram. (Isaías 21:11, 12; 61:1, 2) Em relação à sua obra de pregação, as Testemunhas de Jeová distribuíram no último século Bíblias e livros no total de 460.000.000, e as revistas A Sentinela e Despertai! num total de 4.767.000.000 de exemplares. Não tem sido isso um estupendo testemunho para o nome e o reino de Jeová?

      4 Esta pregação das boas novas do Reino aproxima-se agora do seu clímax! Unidos em toda a terra, fiéis missionários, pioneiros e publicadores de congregação têm realizado uma obra maravilhosa — “não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito”, diz Jeová dos exércitos. (Zacarias 4:6, Almeida, atualizada) Em resultado disso, milhões de pessoas apresentaram-se para juntar-se ao “escravo fiel”, dizendo: “Iremos convosco, pois ouvimos que Deus está convosco.” — Zacarias 8:23.

      5. Como retrata Daniel, capítulo 2, a ‘vinda’ do Reino?

      5 Resta então apenas a ‘vinda’ do reino de Deus! A vinda de que modo? Ora, do modo como o profeta Daniel a descreve no capítulo dois de sua profecia! Ali, o reino messiânico é retratado por uma “pedra” do simbólico “monte” da perene soberania de Jeová. Igual a um míssil, esta “pedra” se lança, sim, ‘vem’ para derrubar os governos instituídos pelos homens, pulverizando-os. Então, a própria “pedra” do Reino torna-se um “monte” que enche a terra, e tudo isso para o louvor e a glória de Jeová. — Daniel 2:34, 35, 44, 45.

      DEVASTAÇÃO DA “MERETRIZ”

      6. (a) Por que não nos deve parecer estranho que Jeová use instituições humanas radicais para executar o julgamento? (b) Que equivalente moderno possui Jerusalém, e de que império também faz parte?

      6 Todavia, há alguns acontecimentos preliminares antes do esmiuçamento final do governo do homem na terra. O livro profético de Revelação [Apocalipse] mostra que Jeová usará primeiro poderes radicais de dentro das Nações Unidas como malho de destruição. Isto não deve parecer estranho, porque na antiguidade Jeová usou a potência mundial babilônica como “o malho de toda a terra” na execução de seu julgamento sobre as nações, em especial sobre a Jerusalém apóstata. (Jeremias 50:23) A antiga Jerusalém tem um equivalente moderno na religião organizada da cristandade. Esta afirma adorar o Deus da Bíblia, mas, em vez disso, tornou-se parte do império mundial da religioso falsa. A profecia identifica este império como “Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra”. — Revelação 17:5.

      7. (a) Que escolha já fez a religião falsa? (b) Como indicam seus porta-vozes qual é sua esperança? (c) Mas, que indicam as Escrituras sobre qual é a esperança da humanidade?

      7 Esse império mundial da religião falsa já fez a sua escolha. Rejeitou o iminente reino de Deus pelo Messias em favor de substitutos constituídos pelos homens. Hoje, os clérigos das religiões do mundo dão todo o seu apoio às Nações Unidas. Nas palavras dum rabino judaico, as Nações Unidas são “a única esperança de paz duradoura num mundo cuja sobrevivência depende disso”. E o papa João Paulo II a descreveu como “supremo foro da paz e da justiça”. Mas, trouxeram as Nações Unidas paz e justiça à nossa terra? São as Nações Unidas realmente a “única esperança” da humanidade? Ou é esta esperança o reino de Deus? Deveras, essa esperança gira em torno da ‘vinda’ do reino de Deus pelo Messias! — Mateus 12:18, 21.

      8. Que declaração da Carta da O.N.U. nos faz lembrar 1 Tessalonicenses 5:3, e por que deve isso interessar-nos?

      8 Em sua Carta, as Nações Unidas declaram ter por objetivo primário “manter a paz e a segurança internacionais”. Será que nós, Testemunhas de Jeová, não notamos algo familiar nestas palavras? Sim! Porque o apóstolo Paulo disse: “Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição vêm sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” (1 Tessalonicenses 5:3) Portanto, ao passo que prosseguimos em direção ao fim destes “últimos dias”, podemos esperar algum pronunciamento notável sobre “Paz e segurança!” Quando as nações soarem esse pronunciamento, que se seguirá? A profecia responde: ‘Destruição instantânea, repentina e inescapável!’

      9. (a) Que fim catastrófico está em reserva para a religião falsa? (b) Como encararão isso líderes políticos e grandes homens de negócios, e por quê?

      9 A “relação amorosa” ilícita da religião do mundo com as Nações Unidas chegará a um fim catastrófico! Acabará “numa só hora”! Os “dez chifres” da “fera” que representa as Nações Unidas voltar-se-ão contra Babilônia, a Grande. Elementos militaristas, radicais, de dentro desse organismo mundial, a despedaçarão e devastarão, despojando-a de suas vestes luxuosas e queimando-a. Políticos corruptos, que usaram a religião falsa para fortalecer sua própria posição, e grandes magnatas comerciais, que a usaram como fachada para o contrabando de armas e outros lucros ilícitos, chorarão de longe por causa dela. Lamentarão, dizendo: “Ai, ai, ó grande cidade, Babilônia, forte cidade, porque numa só hora chegou o teu julgamento! . . . porque tais grandes riquezas foram devastadas numa só hora!” — Revelação 18:10, 17.

      ARMAGEDOM — E DEPOIS

      10. Por que virá logo em seguida o Armagedom, e com que resultado?

      10 Os acontecimentos se desenrolarão rapidamente até seu término. Os mesmos “chifres” políticos que devastarão a grande “meretriz” voltar-se-ão contra as aparentemente indefesas testemunhas de Jeová. Mas, ver-se-ão lutando contra nada menos do que o “Senhor dos senhores e Rei dos reis” de Jeová. Estarão no Armagedom. É então que o reino de Jeová pelo Messias ‘vem’ para realizar o seu maior ato em vindicação da soberania de Jeová e de seus servos fiéis. A batalha será renhida e decisiva. O regime militarista e político de Satanás na terra será erradicado, e o próprio Satanás será amarrado e lançado no abismo, por mil anos, ‘para que não mais desencaminhe as nações’. — Revelação 16:14; 17:14; 19:11-21; 20:2, 3.

      11. (a) Como é que a ‘vinda’ do Reino abençoará então toda a humanidade? (b) Que transferência se seguirá ao fim dos 1.000 anos, e com que feliz perspectiva em vista?

      11 Que vem a seguir? Ora, o reino milenar! Quanto se alegrarão os sobreviventes do Armagedom! Quão maravilhosos serão o amor, a alegria e a paz que se espalharão pela terra toda! Quão magnífica será a ressurreição que reunirá os entes queridos no mundo inteiro! Quão estimulante será o programa de cura, ao passo que Jesus e seus reis e sacerdotes associados aplicarem os benefícios aliviadores de seu sacrifício resgatador, soerguendo bilhões da humanidade à perfeição! E para todos os que forem transferidos da esfera do reino milenar de Cristo para a esfera da soberania eterna de Jeová, e que passarem pela prova final provocada por Satanás, quanta exultação haverá ao passo que participarem do desenrolar das maravilhas da eternidade! — Revelação 20:7-9; 21:3, 4.

      12. Que torna possíveis essas coisas maravilhosas, e assim, a que nos devemos sentir induzidos agora a fazer?

      12 O que torna possíveis todas essas coisas maravilhosas é a ‘vinda’ do reino de Deus pelo Messias. Durante os dias finais do sistema de Satanás, não nos induz isso a falar a outros sobre as “coisas magníficas de Deus”, sobre a glória do seu reinado e sobre o inabalável reino do Messias? (Salmo 145:11; Atos 2:11; Hebreus 12:28) Não nos sentimos induzidos a orar fervorosamente ao nosso Pai celestial: “Venha o teu reino”? — Mateus 6:9, 10.

      13. Por que devemos orar de todo o coração pedindo que o Reino “VENHA”?

      13 Sim, que “VENHA” o reino de Deus para destruir as obras e a organização de Satanás de cima da terra! Sim, que “VENHA” para prover a toda a humanidade a espécie correta de governo! Sim, que “VENHA” para introduzir o glorioso reinado milenar de Cristo, para o restabelecimento do paraíso, a ressurreição dos mortos e o soerguimento dos bilhões da humanidade à perfeição humana! Sim, “VENHA” ó reino do Messias, para que o inigualável nome do Soberano Senhor JEOVÁ seja santificado por toda a eternidade!

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